World of minds
31 Falta.
Notas iniciais
POV PERCY
Eu achava que a parte mais difícil da missão seria a nossa chegada. Entrar lá parecia à parte mais difícil de todo o plano que se seguiu. Porém como tudo na vida nem sempre as partes que achamos as mais difíceis serão realmente as mais difíceis. Na missão a parte mais difícil, para mim e para todos os meus amigos, foi sair de lá e deixar um dos nossos para trás.
Não tivemos escolha. Não temos o poder de voltar no tempo. Temos todos os poderes imagináveis e inimagináveis dentro das três pequenas vans que nos levam para uma casa, um novo esconderijo, mas não temos um bom o bastante para salvar a Annie.
Estávamos agora a caminho da nova casa que serviria de abrigo para todos nós, eu não tive forças para dirigir, estado de choque alguns diriam, mas é apenas minha forma de reagir quando alguém que eu amo está...Desaparecida? É, esse termo faz doer menos.
Encostado nos acentos com a garotinha do sonho ao meu lado minha linha de pensamento era: como salvar Annabeth.
– Hey Percy? – Will achou minha atenção do banco atrás do meu.
– Humm.
– Ela ainda não acordou?
– Não. – Olhei para a garotinha ao meu lado, ela não havia acordado ainda, mesmo depois de Will atende-la.
– Eu não sei mais o que fazer Percy, ela parece bem eu usei tudo nela, mas ela não acorda. – Continua ela visivelmente preocupado.
– Vemos isso quando chegarmos.
– Tudo bem.
Ficamos em silencio depois disso. Demoramos bastante para chegar na casa, mas quando chegamos meu queixo caiu. Era um lugar afastando da cidade, parecia um bosque. Thalia havia procurado por um tempo e disse que ela era perfeita para um bando de gente estranha com poderes. Era enorme e de madeira, dificilmente seriamos pegos ou seguidos depois do ataque e lá parecia o lugar perfeito para repararmos nossas forças e os foram resgatados pudessem se recuperar com a assistência de Will.
Por falar neles, foram realmente poucos os que resgatamos. Cerca de 15 pessoas, todas adolescentes como nós e debilitadas.
Nos ajeitamos no lugar, eu fiquei com um quarto junto com Leo e Jason o quarto tinha duas camas e um colchão no chão, Jason insistiu que eu deveria ficar com a cama, eu acabei por aceitar, mas no fundo sabia que eles queriam facilitar as coisas para mim, já que estou sem a Annei e para eles eu era um humano comum.
Humano, eu sou um humano, todos nós somos. A questão é que não somos comuns. E eu me incluo nisso, por que apesar de ninguém aqui saber, eu tenho total certeza que sou um deles.
– Toc toc... – Estou deitado em minha cama, quando Silena põe a cabeça para dentro do quarto. – Hey, vim conversar.
– Oi. – Digo me sentando e apontando para a cama do lado, ela se senta e me olha.
– Sinto muito a Annabeth ter ficado para trás.
– Nós todos sentimos muito. – Diz Jason entrando acompanhado de todos os outros, Clarisse, Will, Leo... Todos eles entram no quarto e se sentam perto de mim. Thalia senta ao meu lado e segura minha mão.
Começo a sentir lágrimas brotando em meus olhos, toda a falta que eu sinto das pessoas que deixei para trás. Minha mãe, Grover, Malcon e agora Annie. É demais para mim suportar e eu desabo.
– Não tivemos escolha Percy, sentimos muito. Se houvesse algo para repararmos, se pudéssemos voltar lá agora mesmo para pega-la, você sabe. Nós voltaríamos. – Diz Bianca.
– Nós podemos resgatá-la. Nós continuamos com o plano de acabar com a organização e uma hora nós vamos encontra-la. – Fala Thalia decidida.
– Quanto tempo? Quanto tempo até continuarmos com o plano?
– Um mês no máximo. Quando todos estivermos prontos. Até lá vamos treinar, saber como usar nossos poderes assim como hoje. Vamos usar os mapas que Nico fez. Vamos ajudar aqueles que salvamos e dar a eles a escolha de lutar ou não.
– Jason está certo. Vamos com tudo, Annabeth iria querer isso. Nós vamos cuidar de você também Percy, se você quiser voltar para sua vida normal ou se você quiser ficar, vamos ajudar você. – Diz Bianca.
– Eu não sou um deles. – Digo, minha voz parece estranha pelo choro, mas todos ficam em silencio. – Eu e a Annie achamos que eu posso ser um de vocês. Um dia antes do ataque, aquele quando os regadores dispararam, fui eu. Eu não quis dizer antes, mas não vejo melhor hora para isso, eu sou um de vocês.
Ficamos todos lá depois disso, não me deram os parabéns nem nada do tipo. Mas mesmo no silencio eu senti o apoio deles, presença deles era maior do que qualquer palavra de incentivo, erámos uma equipe.
****
Passou uma semana desde o resgate, estávamos treinando duro, todos os dias mantínhamos uma rotina de treinamento. Os outros apelidados carinhosamente de “novatos” pela Thalia estavam muito melhores, alguns ficaram realmente ruins psicologicamente, mas Will via melhoras significativas.
Quanto a Piper e Charles, Bom esses realmente estavam se saindo bem. Silena e Jason não largavam de seus respectivos pares nem um segundo. Me fazia pensar de que quando eu encontrasse Annie o que seria de nós dois, se eu faria o mesmo que Jason, se eu ficaria abraçado com ela todo o tempo não deixando ela nem mesmo um minuto sozinha até ela se irritar comigo e me chamar de cabeça de algas.
Quando isso acontecia, eu me perder pensando nela, eu ia praticar. Depois de um dia ali eu comecei a sair para andar no bosque e descobri um lago. Comecei a praticar meus dons ali e não foi de surpresa alguma quando eu descobri como controlar meu dom e cara eu definitivamente era um Dote.
Minhas habilidades eram conseguir controlar a água. E se Annie estivesse me vendo nadando e controlando a água em volta de mim ficaria me dizendo como meu apelido combinava comigo, que eu realmente era um cabeça de algas e me chamaria de aquamen para me irritar.
Enquanto eu não posso te-la comigo a minha única benção é ser um deles. Ter um dom me fez me sentir vivo e ter esperança de que eu iria resgata-la, que tudo ficaria bem a final e que A Organização iria levar uma bela surra por tudo que ela fez.
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