World of minds

45 Ela havia mudado.


Notas iniciais
Voltei pessoass!! Como vão? Estou feliz por eu estar quase acabando a fic (pelo menos eu acho) Sério povo faz tempo que eu estou escrevendo e eu preciso encontrar um final, apesar de que tudo o que eu penso não parecer digno de um fim, é uma merda isso. Me ajudem, o que vocês acham que eu devo fazer no final? deem suas ideias sobre o que voces esperam para o final. Bom eu tmbm quero agradecer as lindas que comentaram, muito obrigada! e dar um olá as novas leitoras tmbm. Oláá kkk é isso Boa Leitura semideuses!

POV PERCY

– Annabeth. – Minha voz não passava de um sussurro. Fazia muito tempo que eu não via seus cabelos loiros, seus olhos cinzas ao vivo, em nenhum momento o sentimento que eu tinha por ela passou e eu constatava isso agora quando meu coração disparou e aquele famoso frio na barriga aconteceu. Ela estava lá parada apenas me olhando, sua expressão era indecifrável.

– Percy. – Seus olhos frios vacilaram ao pronunciar meu nome. Ela de alguma forma havia deixado de ser aquela garota que eu observava antes de namorarmos, não havia mais nenhum traço de inocência, de bondade em seu rosto, apenas uma mascara fria.

– O que... O que você está fazendo aqui? – Não havia sido a pergunta mais inteligente que eu havia feito já que existiam milhões de outras perguntas que eu queria fazer a ela, que eu sonhava fazer quando a visse novamente, mas tudo havia sido esmagado contra a parede parada em minha frente.

– Eu não sei. – Ela diz, sua expressão fica confusa. – Eu só esperava ver algo que me ajudasse.

– Annie, o que aconteceu com você?

– Essa é uma boa pergunta.

***

ANNABETH algumas horas atrás.

Annabeth esperava conseguir que nada mais desse errado para ela, mas de algum jeito parecia que tudo em sua vida estava destinado a dar errado. Seu sonho havia atormentando desde que ela acordou e ela queria mais do que tudo saber quem era o homem que falava no seu sonho.

Ela andava pelos corredores da Organização pensando achar alguma pista nas frases ditas pela voz. Ele havia afirmado sobre seus poderes controla-la, mas isso não estava acontecendo. Ou estava? Ela não estava disposta a admitir que estava perdendo o controle. Ela havia conseguido que a Organização parasse de caçar seus amigos, seu plano de por todos eles a baixo estava dando certo e não havia ninguém que tivesse poderes como os que ela tinha agora.

Finalmente ela se deu conta de que não fazia ideia de onde estava sua sanidade ao adentrar o refeitório e todos os olhares estarem voltados a ela. Ela precisava de algo para se manter ocupada então uma ideia maluca tomou sua cabeça. Ela já havia persuadido os lideres, mas ainda faltavam os peões.

– Olá a todos. Sinto informa-los, mas a Organização não precisará mais de seus serviços. Estão todos dispensados. Seria ótimo se todos ajudassem a por o prédio a baixo.

As palavras jorravam de sua boca causando estragos nas mentes fracas ao redor. As pessoas, normais e até seus amigos Dotes recebendo a influencia em seus cérebros. Houve então uma comoção. Pessoas virando mesas andando e quebrando tudo em seu caminho.

No meio disso Annabeth foi apenas de corredor em corredor mandando e desmandando, influenciando. Ninguém fora forte o suficiente para faze-la parar ou sequer pensar direito quando ela falava.

Era seu golpe final.

Em menos de duas horas ela havia destruído os prédios da Organização e havia feito com que todos aqueles que haviam feito mal aos dotes destruíssem a Organização com suas próprias mãos. Esse era o seu jeito de vê-los pagar.

Quando encontrou Hera foi a sua despedida, afinal de contas se não fosse pelo seu soro ela não teria forças de fazer tudo o que fez.

– Por que está fazendo isso? – Hera perguntava, pois não compreendia o porque de Annabeth estar fazendo aquilo, ela havia confiado nela. Só não sabia que fora uma informação colocada em sua cabeça, não era real.

– Sinto muito querida.

Annabeth disse antes de lançar a senhora contra a parede do mesmo laboratório ao qual ela havia recebido seus dons ampliados. Ela havia matado. Sua mente acordou quando viu o que havia feito, não era isso que ela queria fazer. Pensar que a única coisa que ela queria no começo daquele ano era ser normal e perceber que havia virado o total oposto disso fez ela ver que nada estava sobre controle, assim como a voz havia dito. Ela havia deixado o poder controla-la.

Ela chorou e quando olhou ao redor todo passava de entulho. Ela se lembrou de Percy neste momento. O único resquício de humanidade dentro de si. Ela precisava encontra-lo.

***

– Só isso? Pergunta boa? Você não tem nada mais para dizer? – Perguntei.

– A Organização acabou. Está destruída.

– sério? Isso é ótimo. – Falo animado. Nossas vidas realmente poderiam voltar ao normal. Mas ainda existia um problema. – Por que você não voltou para nós? Por que você estava ao lado deles? Como você conseguiu falar conosco pela televisão? Annabeth, eu não entendo o que aconteceu.

Ela sorri, seu sorriso sem um pingo de humor. Eu estava começando a ficar com medo do que estava acontecendo com ela.

– Eu havia me esquecido de como você é. Eu preciso de ajuda Percy, mas eu não quero que tenha medo de mim, por mais que eu saiba que eu causo medo. – Ela fala e seus olhos se fecham, uma lágrima solitária escorre pelo seu rosto ao mesmo tempo que os pratos e copos dos armários começam a tremer.

– Annabeth o que está acontecendo? – Começo a andar em direção a ela, devagar estendo meus braços para pegar suas mãos.

– Eu matei alguém Percy. – Sussurrou ela. Meus Deuses, o que havia acontecido com ela?

Apertei suas mãos a puxando para meus braços onde ela desabou a chorar, a abracei apertado. Não lembrava da ultima vez que havíamos ficado assim, e eu pela primeira vez não sabia o que fazer em relação a ela. O que quer que tivesse acontecido com ela lá naquele lugar havia feito com que uma parte da minha Annabeth fosse destruída e eu não sabia o que fazer para traze-la de volta. Ela havia matado alguém, era algo que eu não podia ignorar, mas eu não sabia também o que estava acontecendo para ela ter feito isso.

– Ela havia feito isso comigo. Eu não consegui me impedir de mata-la, eu sabia que era errado, mas fiz do mesmo jeito. Oh Percy eu não consigo fazer parar, está tudo tão confuso, eu tento controla-lo, mas não dá certo. Você precisa se manter afastado de mim. Eu posso machuca-lo, por mais que eu não queria fazer isso...

– Shiu Annabeth eu não vou deixar você ir de novo.

Eu não sabia como, nem quando aquilo havia se tornado tão claro, mas após ouvir tudo o que ela disse eu não a deixaria sozinha novamente. Nunca ela ficaria sem mim. Não importava o que ela dissesse.

– Você sabe que eu posso fazer você se afastar de mim certo? E pior, eu posso fazer mal a você.

Você não vai me machucar.

Você não pode ter tanta certeza disso.

Eu confio em você. E eu realmente confio.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Comentem Favoritem e Recomendem pessoas!! xoxo Camila.