World of minds

30 Branco nem sempre é bom.


Notas iniciais
Oieee como vão? Quero agradecer o carinho que recebi pelos comentários e os 101 leitores que estão acompanhando *---* vocês são lindos, cada um de vcs! MAis uma vez, não me matem. kkkkkkk Boa leitura!

POV ANNIE

– Estamos subindo.

Foi à hora que nos separamos dos outros. Eu, Chris, Travis, Connor e Leo após derrubarmos muitos guardas conseguirmos chegar ao que parecia ser o segundo andar, mas segundo Nico existia o porão onde os prisioneiros ficavam, no subsolo. Os corredores desse andar eram iguais aos dos primeiros, mas as salas tinham janelas de observação – aquelas iguais aos em hospitais, nos berçários – a maioria estavam vazias.

– O que vocês acham que eles fazem aqui? – Pergunta Connor.

– Vamos descobrir. Alguma sala deve haver alguém. – Respondo.

Viramos pelos corredores e mais guardas aparecem, eles surgem de cima pelo que percebi. Travis e Conor correm, parecem vultos pela sua super velocidade, e abatem os guardas antes de qualquer movimento que eles pudessem fazer.

Mais corredores e salas vazias passam por nós, continuamos em frente.

Até que damos em um elevador, estávamos em uma bifurcação, o elevador em nossas costas, corredores a direita e a esquerda e na nossa frente o corredor por onde viemos. Passos ecoavam por todas as partes, estaríamos cercados em pouco tempo, mas não descobrimos nada que pretendíamos descobrir.

– O que tem lá em cima? – Fala Leo apertando o botão do elevador.

Concentro meu poder de leitura, excluindo todos para saber se existia alguém preso no andar ou mais acima subindo pelos elevadores. Sinto pessoas no corredor a direita e o mais importante.

– Piper!

– Espera. O quê? – Diz Chris.

– A Piper está lá em cima, precisamos subir. Mas também existem pessoas nesse andar. – Hesito, se quisermos descobrir o que há nesse andar e buscar Piper temos que nos separar de novo. Respiro profundamente. O elevador chega. – Eu pego Piper. Vocês descobrem o que está havendo. Corredor á direita, nos encontramos lá em baixo.

Os guardas aparecem pelo corredor esquerdo e eu entro no elevador, as porta se fecham. Sinto a ansiedade começar a me atingir, antes eu tinha os outros, agora é apenas eu.

Aparentemente o elevador só leva a um único andar. Assim como os outros este andar é tudo muito branco, claro demais. Tendo esvaziar minha mente para encontrar a de Piper, ela está perto e nenhum guarda a vista. Começo a andar.

Não há janelas aqui, apenas portas trancadas, uma a uma eu texto meus poderes para ver se Piper está atrás das portas. Tento um corredor inteiro mas nada dela, incrivelmente nas outras portas estão vazias. Somente no próximo corredor eu tenho sorte. Por trás de uma das portas consigo distinguir a mente de Piper. Procuro por maçanetas, mas as portas são trancadas por um sistema eletrônico por cartão magnético.

Afasto-me da porta e concentro minha telecinese na porta, sinto o poder fluir através de mim, ondas de poder em grande escala como jamais senti antes, deve ser pela adrenalina. A porta explode para dentro do cômodo, por sorte não acerta Piper que está encolhida sobre uma pequena cama. Quando me vê seus olhos se enchem de água e ela pula para me abraçar. Não temos tempo a puxo para fora dali.

Voltamos pelo corredor em silencio, ela entende que a situação é de risco. Quando entramos novamente no elevador um barulho ensurdecedor ecoa pelo andar, luzes amarelas começam a piscar no teto e não é mais tão branco como antes. Sinto o desespero de Piper em sua mente, as portas do elevador se fecham.

“Atenção gente, está chegando reforços.”

“Entendido Silena”

“Entendido.” – Escuto a voz dos outros em meus ouvidos.

Piper começa a tremer ao meu lado, tanto de medo quanto de frio.

– Vai ficar tudo bem. –Tento tranquiliza-la.

Quando o elevador para e as portas se abrem há uma imensa confusão, corpos de guardas, explosões, provavelmente causadas por Leo na parede. Mas nada deles.

“Atenção equipe dois, encontramos um lugar bizarro aqui.” – Falando em Leo.

Saímos do elevador e tomo a iniciativa de ir pela direita, encontrar os outros. Porém somos surpreendidos por uma série de guardas armados, tiros ecoam nas paredes, empurro Piper para voltar e corremos em direção ao corredor que ficava de frente ao elevador, precisamos escapar.

Um guarda me alcança e eu o empurro em direção a parede com um chute, uso telecinese para empurrar os outros que estão em meu encalso.

“Equipe dois que tipo de lugar Bizarro?” – perguntam para Leo.

Estamos meio ocupados aqui. Annabeth subiu mais um andar ela acha que Piper pode estar aqui em cima pelo que nós encontramos, mas não temos tempo para explicar agora.”

“Certo equipe dois, mas saiam logo daí! Acabamos de chegar nas Prisões e já estamos quase saindo.” – Diz alguém que não consigo identificar.

“Entendido. Annabeth está ai?” – Dessa vez é alguém da minha equipe. Estou ocupada demais correndo, muitos guardas começam a nos alcançar e Piper está cansada. A seguro pelo braço para dar apoio á ela e continuamos.

“Annie onde você está?” – Percy diz desta vez, por trás do chiado dos tiros sinto a preocupação em sua voz. Com minha mão livre alcanço o me ouvido e grito pra atravessar o sons de tiros á minha volta:

– ENCONTREI PIPER, ESTAMOS DESCENDO.

Explodo uma das portas nos corredores e empurro Piper para dentro. Os guardas estão chegando então paro bem no meio do corredor e concentro-me em canalizar energia. Eles aparecem e uma onda de poder passa por mim, empurro com todas as forças com telecinese e eles são arrastados como uma por uma parede invisível até a parede do outro lado dos corredores.

Puxo Piper novamente para voltarmos a correr, agora eu e ela estamos fracas, mancamos em direção as escadas, porém mais guardas surgem, tiros começam novamente. Estamos perto de chegar aos outros, mas sei que se os guardas descerem as escadas eles nos pegam ou pessoas sairiam feridas, muitos prisioneiros estariam lá em baixo.

Tomo minha decisão, agarro Piper pelos ombros e nos escondemos rentes a parede e digo:

– Desça as escadas, eles estarão lá em baixo.

Ela fica com cara de confusa e diz:

– E você?

Não temos tempo para hesitação, pego sua mente e sinto a força de minhas palavras a seguir:

– Desça as escadas. Os outros estarão esperando por você lá em baixo. Vá!

E ela vai.

Os guardas começam a atirar em sua direção, mas uso o restante de minhas forças para faze-los bater em uma parede invisível. Mas não foi o suficiente, um deles me acerta um soco no estomago e perco o ar. Com minha mão acerto um soco em seu olho.

Leio nas mentes deles que sou perigosa, então do nada estou cercada. Armas apontadas para mim.

– Larguem as armas. –Tento, mas estou fraca demais. Eles hesitam. – LARGEM AS ARMAS!

E eles as soltam me olhando espantado, porem somente um pensamento está em minha cabeça. Eles não podem chegar aos outros.

Meus atos a seguir são rápidos. Em um segundo estou no chão pegando uma arma em outro estou atirando. Não sei o que houve a seguir, mas estou mirando em uma granada no sinto do guarda parado no caminho das escadas, eu atiro e tudo fica escuro, sinto dor. Eu iria morrer, foi meu ultimo pensamento. Eu morri.

***

Uns dizem que quando morremos vamos para um lugar melhor, outros que é apenas um sono, que vamos acordar quando um certo alguém voltar. Ou que o céu é tudo de bom, que lá não haveria mais dor. Dependendo da fé de cada um.

No meu caso, quando acordei depois de ter morrido tudo estava incrivelmente branco e eu torci para que fosse o céu. Na verdade foi o contrário, por que ainda havia dor.

Notas finais
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