World Sekai Gakuen | Interativa

8 Regra 7#: Äidit Eivät Voi Olla Cupids


Notas iniciais
Tradução (Finlandês): "Mães não podem ser cupidos"

Gylla estava terrivelmente entediada.

Desde que voltara da World Sekai Gakuen, os primeiros cinco dias na Finlândia foram a descrição perfeita de férias chatas. O primeiro dia até fora legal para a garota; sua mãe havia a sufocado de abraços e seu padrasto tinha levando-a para tomar sorvete, ela havia falado com Cevin pelo Nightsky e telefonado para Charlotte, mas era só isso. Não tinha nada para fazer, além de que ela sentia falta de suas amigas. E de Ivan, mas ela não queria pensar naquilo agora.

Sabia que sua amiga russa e sua amiga americana eram ricas e que poderiam vir para a Finlândia quase todos os dias que não ia mexer em quase nada na fortuna delas, mas Gylla queria que todo mundo estivesse lá. E se ela pedisse para suas amigas que elas trouxessem toda a muvuca de amigos que Gylla tinha? Não, não. Cyza diria "não" e Daisy desligaria na sua cara.

Mas não custa tentar, não é?

A finlandesa corre para seu quarto e pega seu telefone, ligando para o primeiro número que vê: Cyzarine. O telefone toca várias vezes, mas Gylla percebe que Cyza não deve estar em casa. Mesmo assim, a finlandesa continua ligando até que Rine volte e fale com ela. Então alguém atende o celular e Gylla se assusta com a voz do outro lado da linha.

Privet. Kto ty?¹ — Gylla reconhece a voz de Ivan Braginsky no outro lado da linha e congela, tanto que sua mão treme enquanto segura o telefone. Ela engole duas vezes e sente uma gota de suor caindo de seu rosto; não conversava privadamente com Ivan desde a festa de Charlotte, há seis meses atrás.

— Errr... Oi, Ivan! — Gylla diz, mas sua voz falha no final da frase. — A Cyzarine está? Preciso falar com ela sobre uma coisa.

Oh, da! Ela está almoçando agora, mas posso chamá-la depois. — A voz de Ivan é gentil do outro lado da linha, mas Gylla continua um pouco nervosa. — Como vai as suas férias?

— Ótimas! — Gylla resmunga mentalmente ao perceber que sua voz saiu animada e alta demais. Ivan dá uma risada curta e Gylla sorri um pouco; ele não se importou com a animação dela. — Quer dizer, estão um pouco tediosas. Mas estão ótimas por causa da minha mãe e tal. E aí?

Tudo bem. A sestra está bem, mas ela parece um pouco triste ultimamente. Ela não quer contar para ninguém porque está assim, sabe.

— Ah... É que eu tive uma ideia.

Hm... Me diga. — A curiosidade de Ivan deixou Gylla mais calma e um pouco mais constrangida, mas ela conseguiu se controlar e contou tudo o que pensava. Ivan concordava às vezes, mas se mantinha calado o tempo todo, ouvindo-a. A finlandesa gostou disso, e isso apenas fez ela gostar ainda mais do "deus grego" que Ivan era. E quando ele concordou em ajudá-la com seu plano, Gylla ficou tão feliz que disse que a primeira coisa que faria quando o encontrasse seria abraçá-lo até a morte. Isso apenas fez o russo rir e ficar feliz com ela, mostrando que ele estava acostumado com o fanatismo de Gylla. O problema era que a finlandesa estava começando a perceber que aquele fanatismo estava passando dos limites de qualquer fangirl normal, mas ela tentou não se importar com aquilo no momento.

Quando terminou a ligação, Gylla ficou rindo para as paredes e saltitando pela casa. "Isso via ser tão divertido~!" ela pensou, quase esbarranco em sua mãe. O que a finlandesa não imaginava era que aquelas férias não seriam só divertidas, mas como mudariam a vida de uma certa espanhola.

Ela pegou o telefone novamente, começando a ligar para todo mundo que conhecia igual uma louca — e ela era uma, afinal de contas. O primeiro número que viu foi o da casa de Daisy, porque tinha ligado para ela pouco tempo antes. Eram 19hrs na Finlândia, o que significava que eram mais ou menos meio-dia na casa dos Jones.

— Alô? Daisy?

É o Matthew. Daisy está matando o Alfred agora, Gylla. Você não quer ligar depois, eh? — O irmão mais novo dos gêmeos pergunta, com sua voz calma e silenciosa. Na realidade, Gylla não sabia se ele era irmão mais novo ou gêmeo de Daisy também, já que Matthew era absurdamente parecido com tanto Daisy quanto Alfred, exceto na personalidade. Ele não era explosivo como a irmã ou se achava um herói como o irmão, mas Gylla sempre desconfiou que talvez eles fossem trigêmeos ou algo do gênero. — É que ultimamente ela anda muito irritada...

— Ah, não. Preciso falar com essa Rainha da TPM agora. — Gylla percebe que o canadense fica nervoso só de imaginar em tentar apartar a briga dos gêmeos. Da última vez que ele o fez, acabou na enfermaria cheio de hematomas e com dois irmãos mais velhos implorando por perdão.

Depois de ouvir alguns gritos, vários palavrões, um peido (?) e um barulho de Doritos sendo esmagados, Daisy finalmente aparece e Gylla percebe que Matthew tinha razão; Daisy estava de péssimo humor.

O que é? — Ela pergunta, ríspida.

— Daisy~ Tenho novidades.

Se for sobre o Arthur e o namoro idiota dele com aquela garota de Seychelles, não estou interessada.

— Arthur está namorando?

Não, mas logo vai estar. — Ah, isso explica o mal humor de Daisy: Ela estava morrendo de ciúmes. — Agora fale logo que eu tenho mais o que fazer.

— Err... É que o Ivan comprou passagens pra vir pra cá.

Na Finlândia?

— É. E é pra você vir com os seus irmãos.

Tá, eu vou. Helsinki, certo? Pego o voo de amanhã à tarde, se tiver. — Daisy diz, e depois grita para os irmãos se eles querem ir. Gylla ouve um berro de "sim" e um murmúrio, que fez Daisy mandar Matthew falar mais alto. — Te vejo aí.

Gylla diz tchau e dá um salto, feliz. Então começa a ligar para Kiseki, Caterina, Olívia... A conversa dela com Kiseki foi mais longa do que ela esperava, e acabou terminando sua lista de convidados às 23hrs. Gylla não falava muito com o colega de quarto de Cevin, mas ela era amiga de Lien e consequentemente acabaria falando com ele. Kiseki era legal, mas ele não era de falar muito; passava horas no computador da escola, e parecia não ir com a cara de ninguém que não fosse europeu ou asiático, mas mesmo assim era uma boa pessoa. Exceto é que Gylla ficava irritada com a falta de coragem do japonês quando se tratava da vietnamita, já que eles ficavam naquele "lenga-lenga" todo.

Quando terminou, se deitou na cama sorrindo. Aquilo seria tão divertido!

***

— É a primeira vez que eu vou à Finlândia. — Cyzarine diz, coçando sua cabeleira escura. Ela havia acabado de chegar no aeroporto da Helsínquia com Ivan e Natalia, já que Yekaterina havia decidido ficar em casa. Aquilo era ótimo para a russa; não gostava da irmã, de qualquer forma. Além de que ela queria passar um tempo com Gylla em um lugar diferente, já que ela morava mais perto do que Charlotte ou Daisy. Precisava relaxar um pouco, ir em um lugar onde não conhecia ninguém além de uma amiga e seus irmãos. Sua mãe não quis vir e seu pai também não, por causa do trabalho, mas pagaram a passagem por confiarem na mãe de Gylla, Kirsi, e no padrasto da garota.

— É um lugar muito bonito. — Natalia diz, olhando a neve caindo fora do aeroporto. A bielorrussa havia concordado em vir à cidade natal de Gylla por Ivan e por ciúmes do irmão com a finlandesa; Cyzarine, porém, sabia que Natalia não conseguiria controlar a paixonite secreta do russo pela melhor amiga da mais nova. Gylla não sabia, é claro — Ivan tinha praticamente implorado à Czar para que ela não contasse nada. —, mas praticamente todas as pessoas que interagiam com o russo desconfiavam ou tinham certeza de que ele tinha uma pequena e estranha atraçãozinha pela garota baixinha. Cyzarine ria ao pensar naquilo; nunca imaginaria que alguém gelado como Ivan se apaixonasse por alguém caloroso como Gylla.

— Passaremos o Natal aqui? — Ivan pergunta, acordando sua irmã mais nova de seus pensamentos. Cyza sorri.

— Da. Gylla pediu para que ficássemos até o dia 27, porque ela não queria passar o Natal sozinha com os pais. Parece que o avô dela faleceu recentemente ou algo do tipo, por isso ela nos pediu para virmos para cá. Mamãe disse q—

Cyzarine foi bruscamente interrompida por um furacão de cabelos castanhos, que pulou em cima de seu irmão gritando o nome dos dois russos e da bielorrussa. Natalia olhou psicopaticamente para Gylla, prestes a pegar a faca que estava em seu casaco; Ivan sorriu, abraçando a finlandesa de volta; e Cyza apenas olhou para aquela situação toda com cara de paisagem.

— IVAAAAAAAN! CYZAAAAAAA! NATALIAAAAAA! — Gylla abraça cada um dos irmãos, rindo histericamente como sempre; Cyzarine havia sentido falta dela. — Esperei horas por vocês! Esse aeroporto é tãããão chato... Não sabia que as viagens da Rússia pra cá demoravam tanto.

— É. Demoram. — Natalia diz, rispidamente.

— Onde você mora, Gylla? — Ivan pergunta, cortando a irmã mais nova. Cyzarine achava até cômico vê-los juntos; Ivan tinha 182 cm de altura, enquanto Gylla apenas tinha 156 cm.

— Ah, moro aqui perto. Mas minha mãe está preparando as coisas ainda, o que significa que ainda temos um tempo. Então! Querem ver como Helsinki fica nessa época do ano?

***

— Vou enfiar essa xícara de chá na sua bunda se você não parar com essa homossexualidade com a Michelle, seu imbecil. — Daisy sibila, mais irritada do que Alfred jamais vira em sua vida. O rosto dela ficava vermelho de raiva toda vez que Arthur começava a teclar no telefone com a "vadia de Seychelles", Michelle. Caterina ri da amiga, que parece prestes a esganar o inglês a qualquer momento.

Quando Gylla a convidou para passar quase um mês em sua casa, Caterina se viu numa situação em que aceitava ou não. Antônio aceitara imediatamente, é claro, já que ele estava há tempos querendo jogar Guerra de Bolas de Neve com Francis, Gilbert e Cyzarine (que se mostrara uma amiga querida para o Bad Touch Trio). O que ela não esperava era encontrar uma verdadeira muvuca na casa da finlandesa; Francis estava esparramado no sofá dormindo com sua irmã em cima de si lendo um eroge, Arthur tomava chá e teclava em seu celular com uma Daisy vermelha de raiva (ou seria ciúme?), Alfred estava em cima da mesa vestindo uma roupa colada do Superman gritando "EU SOU O HERÓI DA FINLÂNDIA", Kiseki estava sentado no chão corando que nem retardado enquanto olhava para Lien pela ponta do olho, Yao tomava chá com Arthur, Kiku conversava com Olívia com um olhar de admiração e chamando-a de senpai por sabe-se-lá-porquê.

— Vocês poderiam se acalmar um pouco, sim? — Kiseki diz, tendo coragem o suficiente para segurar na mão de Lien de maneira constrangedora. — Cyzarine pode chegar a qualquer momento.

— AÍ FERROU, CAMBADA! — A mãe de Gylla, Kirsi, grita. Ela é muito parecida com a filha, exceto nos olhos e na cor da pele. Os olhos de Kirsi são verdes e ela é quase albina. — AÍ RUSGER NÃO ACONTECE E TUDO VAI POR ÁGUA A BAIXO.

— Querida, se acalme. — O padrasto de Gylla diz, enquanto sua esposa grita enquanto levanta na mesa junto com Alfred e começa a dançar segurando uma bandeja cheia de bolinhos.

— RusGer? — Ludwig pergunta e Caterina percebe que havia se esquecido da existência dele; o alemão estava o tempo todo num canto lendo um livro com um olhar sério. Ele parecia totalmente desligado da confusão a sua volta.

— É. O ship é da Cyzari—

— TIA KIRSI! NÃO DIGA! — Caterina grita alto para a mais velha, que cala a boca na hora. Ludwig olha com dúvida para os membros da sala, que sorriem nervosamente. Então Ludwig volta para sua leitura e a muvuca continua.

— Tá bom... Mas olha. O USUK ali tá brigando demais e os meus bolinhos estão sendo afetados pelo ciúme dela. Assim não dá pra fazer o bolo de casamento da Lien e do Kiseki.

— TIA KIRSI! — Lien e Kiseki gritam, corados como pimentão enquanto seguram a mão um do outro. Olívia dá uma risadinha enquanto Kiku mostra à ela várias fotos no celular de seu país natal.

— Eles não estão brigando, tia Kirsi. — Alfred diz, sorrindo e dançando com a roupa do Superman. — É que a sis está com ciúmes porque o Artie tá mais interessado nas pernas da Miche—

O americano é bruscamente interrompido quando Arthur joga um livro que tirou de sabe-se-lá-onde em sua cabeça, fazendo-o se desequilibrar e cair de cara no chão da sala de estar da casa dos Virtanen. Então começa uma tríplice discussão entre os dois americanos e o inglês... De novo.

— Eh~ Caterina~ Aquele rapaz que você gosta é um gostosão, viu! É o tipo que genro que eu queria que a minha Gylla tivesse~ — Kirsi diz com uma risadinha maligna que fez Caterina corar mais do que o normal. Como raios ela tinha descoberto sobre o Lovino?!

— O quê... Quê?!

Então Kirsi pega os ombros de Caterina e a vira para trás, na direção da porta da casa da família de finlandeses. Fazendo-a encarar um Lovino Vargas chocado, que deixara as malas que segurava junto com o irmão caírem no chão.

Ele tinha descoberto.

Notas finais
AEEEEEEEEEE EU ME ENGANEI PENSEI QUE A PROVA FOSSE AMANHÃ, MAS É NA SEXTA DEU PRA POSTARRRRRRRRR Espero que tenham gostado ~coraçãozinhos~ Beijos!