World Sekai Gakuen | Interativa
9 Regra 8#: Amore Platonico
Notas iniciais
Lisbeth Beilschmidt
É a primeira vez que Lisbeth sai da Alemanha.
Assim como Gilbert, ela tinha concordado em deixar Ludwig ir para a Finlândia na frente. Diferente da opinião de seu irmão gêmeo, Lisbeth sabia que Ludwig não era mais um bebê como Gil costumava pensar. Ele já podia cuidar do próprio nariz muito bem, obrigado, e Bel costumava dizer que havia criado-o muitíssimo bem, apenas para irritar seu irmão. Gilbert era um tanto ciumento em relação a eles, afinal, e aquilo fazia a garota adorar tirar com a cara do albino.
O aeroporto está lotado de gente e aquilo faz com que os gêmeos tenham vontade de sair se mostrando, algo muito comum quando se tratava de Gilbert e Lisbeth. A única diferença entre eles é que os cabelos de Bel eram cinzentos antes dela pintá-los de loiro e que seus olhos são predominantemente azuis, enquanto Gilbert é completamente albino. Além de que, obviamente, Lisbeth costumava dizer que ela era mil vezes mais bonita que Gil.
A garota tinha recusado o convite de entrar na World Sekai Gakuen por teimosia. Viciada na história da Prússia e jurando de pés juntos ser uma prussiana assim como o irmão, Lisbeth tinha pavor de acabar encontrando franceses lá. A Guerra Franco-Prussiana fez com que o parafuso da cabeça da alemã, que já estava quase solto, se desprendesse do cérebro de vez. Era tanto ódio que chegava até a ser uma espécie de preconceito.
– Onde diabos fica essa rua? – Gil pergunta irritado para a irmã, que tira sarro com a cara dele... Como sempre.
– Na Finlândia. – Bel ri histericamente com o irmão, que acabou achando engraçado também. As pessoas olham para eles como se os dois fossem idiotas; e de fato, eles eram. – Então? Notícias do West?
– Nein. Ele não liga pra mim desde que foi pra casa da tal Gylla, Bel. A Cyza vai estar lá também; ela vai ser nossa não-tão-awesome-quanto-eu cunhada, mana.
– Kesesese, é um plano dos cupidos. O West vai ficar tão irritado quando descobrir... Mas ele sabe que é pro bem dele. Um pouco de amor nunca é ruim. – Bel diz, saltitando na frente do irmão. Gil resmunga; ele odeia o fato de que sua irmãzinha está namorando com aquele holandês avarento. Bel merecia alguém melhor, afinal ela é tão awesome quanto seu irmão gêmeo. Eles dividem tudo, então Gilbert sentia que, se fosse mulher, seria ele que estaria saindo com Tim.
– Você fala que nem o Francis, mulher...
– Cala a boca em nome de Jesus. Não compare alguém tão incrível com um francês de cocô, Gilbert. – O olhar que Bel mandou para o irmão dizia tudo: era melhor ele calar a boca em nome de Jesus mesmo. Quando contou para Lisbeth que tinha um amigo francês, a garota ficou um tanto enojada e parou de falar com o irmão por dois dias. E depois ela praticamente o estuprou e o fez seu escravo. – Quem você disse que ia nos buscar?
– Não disse. Não sei quem vai ser a alma sortuda que virá buscar dois deuses da "awesomeness".
– Mein Gott, vamos torcer que não seja o seu amigo.
Charlotte Bonnefoy
Sair com um grupo de 15 pessoas para uma praia desconhecida, em pleno inverno, não estava nos planos de Charlotte. Ela queria passar alguns minutinhos com Feliciano, conversando sobre qualquer coisa que lhe viesse a cabeça. Fazia uma semana que Charlotte percebera que seu relacionamento com o italiano não era mais só "pegação", e que ela realmente o amava. A francesa até chegou a sonhar com ele; tinham uma família e moravam em Veneza, felizes. Fora o melhor sonho que Lottie havia tido na vida.
O problema, é claro, é Francis. Ele odeia a ideia de ter sua "irmãzinha" casada com alguém. Naquelas horas, Lottie queria que Francis parasse de ficar com suas peguetes e sentisse o que ela estava sentindo. Talvez assim ele entendesse e parasse de incomodá-la, atrapalhar seu relacionamento com Feli e conseguisse uma namorada. Ou, possivelmente, um namorado.
Além disso, aquele grupo estava num clima estranho. Lovino, irmão de Feli, estava tão calado e sério que parecia que ele tinha acabado de sair de um cemitério. Depois que ouvira Kirsi falando sobre a vida amorosa de Caterina, Charlotte percebera que Lovino acreditava que Caterina gostava de outra pessoa. Seu possível futuro cunhado era tão cego que chegava a ser meio cômico. E ainda tinha Daisy. Seus ciúmes tinham piorado, e ela parecia estar ignorando Arthur com todas as forças; ele simplesmente continuava teclando com Michelle no celular, sem se importar. Aquilo irritava Charlotte.
As partes felizes eram Alfred e Kirsi, que ficavam tagarelando sobre coisas que Charlotte não prestava atenção. De mãos dadas com Feliciano, ela começa a pensar sobre seu relacionamento com o mesmo. Será que, lá no fundo, o italiano também gostava dela? Ou Charlotte era apenas seu brinquedinho? Ela não queria perdê-lo, porém queria que ele a amasse. Feliciano nunca havia lhe deixado a impressão de ter algum sentimento por ela; era burro, estúpido, fraco, covarde, mas ela percebia que ele conseguia esconder aquilo. E aquilo a deixava tensa. Será que apenas seu corpo importava? Será que Feliciano só se tornou seu amigo porque era interessado sexualmente nela? Aquilo fazia a mente de Charlotte trabalhar arduamente, procurando uma resposta.
– Doitsu, para quem você está ligando? – De repente, Feliciano pergunta. Ludwig ergue os olhos para o italiano.
– Para os meus irmãos. Eles já devem ter chegado aqui. – Charlotte se lembra vagamente do irmão de Ludwig, Gilbert. Ele sempre estava andando com Cyzarine, além de que aparentemente tinha uma irmã gêmea. Essa tal irmã parecia ter ódio por franceses, e isso deixava Charlotte preocupada; queria ser amiga da tal garota porque Bella, uma belga de sua classe, tinha dito que ela era uma pessoa muito legal quando não estava se exibindo por aí.
– Ah, oui. Kirsi me disse para que eu fosse buscá-los. – Charlotte diz, estranhamente constrangida porque Feliciano estava prestando atenção nela. Não conversavam muito; viviam aos beijos e mal se conheciam. – Mas eu–
– Eu posso ir buscá-los, soeur. – Repentinamente, Francis diz, se intrometendo na conversa. – O Gil disse que queria jogar guerra de bolas de neve comigo quando chegasse. Não sei porque isso tão de repente...
– Ué. Quer que eu vá junto? – Antônio pergunta, chamando a atenção de Lovino e Caterina que fitavam o chão de maneira um tanto melancólica.
– Oui, oui. Não estaríamos completos sem você, cara.
– Parem de ser homossexuais... – Daisy sibila, extremamente irritada. – Todo mundo sabe do threesome de vocês.
– DAISY!
– Ué, mas é verdade. E também eu... Eu... Eu... – Charlotte estranha a reação de Daisy. Ela começa a gaguejar, e ficar vermelha, e começa a tremer e de repente... Daisy fica em choque e desmaia. Arthur rapidamente consegue segurá-la antes que a americana caia no chão, e todos começam a se amontoar em torno da garota desmaiada.
– E în regulă? – Uma voz pergunta, se aproximando do grupo. Charlotte rapidamente reconhece o rapaz de cabelos cor de areia; Vladmir Popescu, um amigo de Daisy em sua antiga escola americana. O conhecia porque Daisy sempre falava dele, já que passara 40% de sua vida apaixonada pelo romeno. – Ah! Daisy! Alfred! O que aconteceu com ela?
– Ela desmaiou. – Arthur diz, com a voz carregada de ciúme devido a preocupação que o romeno demonstrou, além da estranha intimidade e do fato que tudo estava tão na cara que o romeno deveria ser burro por perguntar aquilo. Charlotte se lembrava que Vladmir sempre dizia que Daisy parecia com uma donzela de um conto de fadas romeno, chamada Ileana Cosânzeana, o que deixava quase na cara que eles tinham um "namorico". – Possivelmente porque não está acostumada com o frio daqui.
– Nah. Daisy já ficou de férias no Alasca; ela está acostumada com esse tipo de frio. – Alfred diz, contraditório. E era verdade, porque Charlotte se lembra de ter visto uma foto de Daisy e Alfred num lugar gelado. Mas nem Arthur ou Vladmir pareceu ligar.
– Eu posso ajudá-los a levá-la ao hospital.
– A Daisy não precisa da sua ajuda. Eu posso fazer isso sozinho.
– Ei, ei. Sem brigas. – Francis diz, com as duas mãos levantadas e com um olhar que dizia "bichas, parem". Era uma coisa um tanto estranha, afinal era Francis que sempre brigava com Arthur e Arthur nunca fora o tipo de pessoa que arruma briga sem motivo. – Tônio, vamos antes que o Gil faça alguma loucura.
– Eu e Alfred vamos levar a Daisy ao hospital. Vocês podem continuar o passeio. Ligo quando ela acordar. – Arthur estava demasiadamente sério, e o olhar que mandou para Kirsi e os outros era autoritário.
– Eu irei junto. – Vladmir diz, preocupado.
– Não. Você vai embora. Agora.
– Ah, meu Deus... – Alfred diz, tirando os óculos e coçando os olhos. – Vamos fazer assim. Os dois vão com ela. Pronto, resolvido. Agora vamos antes que a minha irmã morra.
– Feli, será que eu poderia falar com você? É... Bem, é muito importante. – Charlotte diz, enquanto todos começam a praticamente gritar e dizer coisas pelas quais ela não estava interessada. Precisava falar com Feliciano o mais rápido possível; ela precisava cortar o mal pela raiz.
– Que repentino, bella. O que aconteceu? – Feliciano estranhou a reação da parceira. Charlotte nunca fora o tipo de pessoa séria, sempre rindo e dizendo idiotices que faziam o italiano gostar ainda mais de tê-la ao seu lado. Tinha comprado um anel recentemente para oficialmente pedi-la em namoro, da maneira mais formal possível. Não saberia o que fazer se Francis não desse sua "benção", mas o italiano daria um jeito; amava Charlotte verdadeiramente, e era isso o que importava.
– Eu... Eu quero terminar com você.
.
– Marko, tem certeza que isso é uma boa ideia? Não deveríamos atrapalhar as férias da Cyzarine com coisas tão...
– É necessário. Confie em mim; se eu não disser para Rine o que aconteceu, nunca mais me perdoarei. Afinal, ela é minha.
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