Notas iniciais
Sim, eu ainda estou viva o/ kkkk Primeiramente, devo um pedido de desculpas. Eu estou muito ocupada e não tive tempo e inspiração para escrever/postar. Enem, vestibulares e etc... Ainda tenho dois vestibulares pela frente, então peço paciência pra vocês, queridos leitores ♥ Não pensem que eu esqueci da fic, porque eu não esqueci!! Então desculpem-me! Esse capítulo é pequeno, porque deve mesmo terminar aí xD Espero poder postar em breve, mas se não puder, por favor entendam! :/ Não vou abandonar a fic! Beijos e obrigada pela paciência, pelos comentários, recomendações e por favoritar!!

Alyssa acordou com um barulho. Abriu os olhos para se deparar com uma silhueta mexendo em algo em uma pequena mesa que havia no quarto. Pela janela Alyssa pôde ver que o sol ainda não raiava.

— Theon? — Perguntou com a voz rouca de quem acaba de acordar.

— Que bom que acordou — o rapaz virou a fim de encará-la — Mandei preparar para você — Theon segurava uma delicada xícara.

— O que é isso? — Alyssa ainda estava sonolenta. Tudo parecia um pouco irreal. Na última noite havia se entregado para Theon e pensar nisso deixou-a envergonhada.

— É chá de lua. Pedi para que Meistre Luwin preparasse. Ele não fez nenhuma pergunta. — Theon entregou-lhe a xícara — Não quer se casar grávida de um bastardo, quer?

As palavras de Theon foram recebidas por Alyssa como facadas no peito. Na noite anterior ele foi dócil e gentil com ela, agora suas palavras pareciam tão frias quanto o gélido norte, do qual partiria em algumas horas.

— Tenho que ir. Tome todo o chá. — Ele disse e simplesmente saiu pela porta.

Essa atitude aborreceu Alyssa. Ela observou a xícara de chá em suas mãos. Encostou os lábios na xícara, sentindo o líquido morno roçar em sua pele. Chá de lua evitaria uma possível gravidez. Sentiu raiva de Theon, uma raiva que nem ela saberia explicar. Pegou a xícara e caminhou até a janela, despejando seu conteúdo.

Um pequeno banquete foi servido para todos que iriam viajar para Porto Real. Após o banquete, as preparações começaram. Baús de viagem eram carregados até a saída do castelo, homens dos Stark, Lannister e Baratheon andavam de um lado para o outro, apressados, cavalos eram escovados e preparados e carruagens postas à disposição das nobres famílias. Alyssa estava pronta para a viagem, sentada em um degrau do lado de fora do castelo, observando toda aquela agitação.

— Por que demonstra tamanha infelicidade? — uma voz perguntou. Alyssa deparou-se com o Duende, Tyrion Lannister, que se sentou ao seu lado.

— Eu não estou... demonstrando infelicidade.

— É mesmo? Talvez não tenha se visto no espelho hoje.

Ela olhou para o anão. Ele sorria de um modo provocativo.

— O que quer? — perguntou de forma grosseira. O anão riu.

— Gostaria apenas de me despedir, minha jovem senhora. Sei que não tivemos muito contato, mas gostei de conhecê-la. Partirei para a Muralha. — Alyssa o fitou com uma expressão desconfiada — Não, não me tornarei um irmão da Patrulha da Noite. Sei que perdem um grande homem, mas não conseguiria viver sob custódia da castidade — o anão riu.

Os lábios de Alyssa curvaram-se levemente.

— Aí está — Tyrion disse —, foi quase um sorriso. O que lhe aflige, minha cara?

— Nada — respondeu, querendo não dar mais margem à conversação.

— Suponho que seja o jovem Greyjoy. Percebi como se olham, observei-lhes logo após ouvir os boatos. Você o ama?

— Pare. Apenas pare! — Alyssa levantou e olhou Tyrion de cima. — Quem acha que é para falar sobre isso comigo?

— Então realmente o ama. — O anão disse, ainda sentado, sem se importar com o fato de ter que entortar o pescoço para olhar para cima. Já estava acostumado, de qualquer forma. — Do contrário não reagiria de tal forma.

Alyssa voltou a sentar ao lado do anão. O vazio dentro dela parecia deixá-la sem forças. Theon nem sequer olhara para ela depois de sair de seu quarto naquela madrugada. O jeito frio com que falou e como foi embora a deixou magoada. Ela se sentia arrependida. E agora partiria...

— Conhece alguma cura para o amor?

O anão riu mais uma vez.

— A melhor cura é o tempo. Também poderia usar a bebida, mas não aconselharia isso para uma dama.

— Não acho que o tempo possa curar o que sinto...

— Ele não cura. Mas faz com que esqueça.

A hora das despedidas havia chegado. Alyssa havia despedido-se de Jon mais cedo, já que ele partiria para a Muralha com Benjen e Tyrion antes. Depois de despedir-se de Catelyn e Bran, Lorde Eddard e suas filhas seguiram para o pátio do castelo, onde os homens estavam a postos, prontos para a longa viagem que se sucederia. Alyssa olhou para o grande castelo cinzento e teve vontade de chorar. Quando voltaria a vê-lo novamente? Talvez demorasse anos, talvez nunca mais o veria.

A neve caia em Winterfell e se amontoava por todos os lados.

— O inverno está chegando — ela sussurrou para si mesma. De fato, era o que diziam. Em breve um inverno longo e rigoroso chegaria a Westeros.

Robb apareceu com Theon ao seu lado e um olhar desesperançoso. Abraçou Arya, Sansa e por fim a mais velha das irmãs.

— Nos veremos em breve. — disse forçando um sorriso. Alyssa fez o mesmo, tentando parecer alegre.

— Sei que sim.

Theon pegou a mão direita de Alyssa e beijou-a. Lorde Eddard e Robb os observavam.

— Tenha uma boa viagem, minha senhora.

Alyssa não conseguiu encará-lo nos olhos. Por que Theon parecia tão indiferente?

Ela sentiu algo em sua mão. Theon estava tentando deixar um papel em sua mão enquanto a beijava. O protegido curvou-se rapidamente.

— Abra mais tarde — disse em um tom de voz baixo — Adeus.

— Adeus. — Alyssa respondeu, sem saber ao certo o que sentia. Uma lágrima percorreu seu rosto. Ela encarou Theon, a fim de gravar seus traços. Seus olhos escuros brilhavam. Ele sorriu de lado, como costumava fazer, porém não havia a típica arrogância de Theon Greyjoy naquele sorriso. Havia lamento. Alyssa sentiu uma pontada no coração. Talvez não o visse nunca mais.

— Vamos. — Lord Stark puxou a filha mais velha pelo braço, levando-a até a carruagem onde as damas ficariam. Antes de entrar Alyssa olhou por uma última vez Theon Greyjoy. Ele retribuía o olhar e ela podia jurar ter visto uma lágrima em seu rosto.

Notas finais
Desculpem-me por qualquer erro!