Um leve indício de sol no meio do céu.

Uma nova manhã se aproximava.

Parecia um retrocesso, porque agora Julia e Logan estavam abraçados e deitados, como quando ela estava precisando de calor humano para se recuperar. Um lençol de linho bege os cobria, e Julia pegou-se pensando porque Logan teria isso em um carro, mas afastou a ideia de sua cabeça. Sentia bem e viva como nunca antes havia sentido.

Ela estava desperta, tentando calcular que horas deveriam ser. Não sabia se Logan também estava acordado, mas confirmou quando ele riu. A voz grave retumbando na nuca dela.

- Qual é o motivo da risada? – Perguntou ela, virando-se, de modo que pudesse encará-lo. Lembrou-se da noite anterior com saudade.

- Eu acho que isso tudo define uma coisa nova a partir de agora. – Respondeu Logan, passando um braço ao redor de Julia e trazendo-a para mais perto.

- O que? – Ela perguntou, sorrindo.

- Que você agora é minha. Oficialmente minha.

Um sorriso malicioso brincou nos lábios de Logan.

- Isso é um pedido de namoro, James Howlett? – Ironizou Julia, fazendo graça do verdadeiro nome de Logan. O tom de voz falsamente gracioso.

- É mais uma ordem do que um pedido, já que me perguntou. – Respondeu ele, o sorriso ainda mais amplo. A nova face de um Logan que Julia desconhecia. Mas que sempre soube que estaria ali, oculta.

- Esse não é o melhor jeito de pedir uma mulher em namoro... – Comentou Julia, a fim de provocá-lo.

Logan suspirou e sussurrou com a voz cálida:

- Eu sei. Esse é o jeito Wolverine de pedir. Ou de ordenar, tanto faz.

- E eu amo esse jeito. – Comentou Julia, acariciando o rosto de Logan e o beijando lentamente.

- Quer saber de uma coisa? – Perguntou Logan, esforçando-se para evitar os beijos calorosos de Julia. — Gostaria que soubesse disso. Eu te amo.

- Eu também. Eu te amo, Logan.

E outro beijo comprovara que tudo isso era verdade.

E, por mais que desejassem que aquele momento perdurasse eternamente, não puderam. Logo amanheceu, de modo que Julia passou para o banco da frente e Logan foi dirigindo, levando-os até a Mansão. Ela ligou o rádio empoeirado do Opala preto e teve uma agradável viagem ao som de Pride (In The Name Of Love) da banda preferida de ambos: U2.

Entretanto, ao chegarem ao Instituto, nada fora simplesmente tranqüilo. Julia foi apressadamente examinada e tratada por Ororo e Evan, ao passo que em pouco tempo deveria recuperar-se do seqüestro e dos ferimentos causados por este.

Tempestade e Charles estavam preocupados, indagando acerca do paradeiro dos dois. Estiveram até mesmo pensando em mandar uma equipe de busca, caso eles tivessem demorado mais. Já Kitty, Kurt e outros adolescentes da Mansão pareciam compreender melhor a situação, já que não evitaram risinhos e outras brincadeiras. Bom, Julia conversaria com Kitty, mas não naquele momento. Logicamente, como amigas, ela contaria a Kitty o que sucedera, contaria a ela em que ponto chegara a relação dela com o Logan. Contaria sobre as declarações feitas... Mas depois. Com calma e tranqüilidade, ela saberia de tudo.

Já com Logan, ninguém de fato ousava mexer com ele. Nas costas, todos falavam e comentavam. Entretanto, apenas Scott parecia ser realmente algo próximo de um amigo (além de Charles obviamente). Assim, o fato era que todos já consideravam Julia e Logan um casal. Oficialmente juntos e namorando.

Outro dia, Charles timidamente dissera um discreto “parabéns” a eles, mas nada esfuziante. Da mesma maneira ocorreu o aniversário de Julia, no qual ela completava 24 anos. Fora uma comemoração discreta e intimista, mas mesmo assim excelente. Dentre tantos presentes, destacavam-se uma bolsa dada por Kitty e um par de luvas de boxe novas, dado por Logan. Além, é claro, de outros presentes que incluíam noites tão incríveis quanto à noite passada no Opala preto.

E, sentada no quintal, Julia se deu conta de quanto tempo passara. Um ano que transcorrera muito rápido e com mudanças bruscas. Ela se lembrava como se fosse ontem... O homem das garras na capa do jornal. Tido como duvidoso membro de uma duvidosa equipe chamada X-Men. Julia lembrou-se com uma quase perfeita exatidão da primeira impressão que tivera desse cara. E pôde comprovar que, sim, as coisas mudam. E sempre vão mudar.

- Chamei você aqui, Logan, porque tenho um assunto sério a discutir.

Começou Charles Xavier. Logan, mal humorado, sentou-se na cadeira de frente para Charles, que ocupava o outro lado da mesa de seu clássico escritório. O Professor entrelaçou as mãos e fixou Logan nos olhos.

- Algo me diz que tem a ver com a Julia. – Comentou ele, pesaroso.

- Sim. Eu queria que visse as imagens da câmera de segurança.

Charles estendeu um tablet personalizado a Logan e este pode ver as imagens. Eram da câmera do portão do Instituto. E, mesmo com anos em experiência de pancadaria, até mesmo Logan se surpreendeu com o que viu.

Inúmeras aparições de todos os membros da Irmandade. Amandha, Johann, Pietro, Dentes de Sabre... E ele.

Erik Magnus Lehnsherr.

O Magneto em pessoa.

- Caramba! Até o Magneto esteve aqui... – Admirou-se Logan, entregando o tablet a Charles.

- Sim. E nós dois sabemos o porquê de ele estar aqui. – Disse Charles, incisivo. Ninguém precisava de confusão.

- Ele está aqui por causa dela. Da Julia. – Comentou Logan, como se processasse o fato somente se o dissesse em voz alta e clara.

- Exato. Todos vieram aqui por causa dela. Querem vingança, é claro. Afinal, ela os traiu. Trair Erik não é tão simples assim. Ele não vai simplesmente atacar. Vai investigar, planejar... Garantir que não haja erros dessa vez.

Explicou Charles, alteando a voz enquanto explicava. Se tinha um homem que conhecia o funcionamento básico da mente de Magneto, esse homem era Charles. E, se ele dizia aquilo, era porque realmente a situação estava em total emergência.

- E por que ele não simplesmente entrou na Mansão? – Indagou Logan, lembrando-se da imagem de Magneto caminhando pela calçada do Instituto como se estivesse levando o cachorro pra passear.

- Eu já disse. Erik vai investigar Julia, saber como ela anda agindo, o que está fazendo... Ele... vai querer uma vingança certeira. Foi pra isso que te chamei aqui.

Logan parou por um instante, levando a mão esquerda à testa num gesto reflexivo. Não poderia continuar com tudo aquilo. Não mais. Desde que se deixara envolver com Julia, ela passou a correr perigo de vida. A culpa era de Logan. Ele tinha muitos inimigos que não poderiam atingi-lo, a não ser que atacassem o que ele mais estimasse. Inimigos que não cessariam sua sede de vingança. Inimigos que buscariam em Julia a chave para derrubar Logan. Obviamente, Julia era uma X-Men e, como tal, corria seus próprios riscos. Mas, ultimamente, que riscos correra que não fossem por Logan? Praticamente tudo que quase tirou a vida dela fora por causa de Logan. Ele, escolhendo ficar ao lado dela, a matava pouco a pouco....

A solução para manter Julia viva agora era mais clara do que nunca.

- Foi por isso que me chamou, então? – Indagou Logan, sem expressão.

- Sim... Não conte nada a ela, você a conhece mais do que ninguém. Ela vai acabar se estressando.

- Não vou contar. – Comentou Logan, levantando-se.

- Que bom... Pensei que pudesse haver resistência da sua parte. Agora precisamos de um plano para manter Julia segura. – Disse Charles alegremente, fazendo Logan responder rispidamente.

- Já tenho plano.

- Ótimo, e qual é? – Perguntou Charles, parecendo prestativo.

- Vou romper com ela.

- Você o que? – Indagou Charles, batendo os punhos ruidosamente na mesa.

Wolverine rugiu, mais para proteção e raiva do que por de fato pretender atacar. Quando se virou para encarar Charles, a tensão no ar era quase tangível.

- Vou romper com ela. – Respondeu Logan, simplesmente.

- Acha que é simples assim? – Perguntou Charles, parecendo de fato nervoso. Seus olhos tremeluziam com a intensidade de suas palavras. – Logan, você nunca teve nada na sua vida que valesse a pena. Sempre foi um homem de briga que adora passar a noite num bar. Agora que tem um propósito, algo que te faz lutar, algo que te faz sentir bem, você vai simplesmente abrir mão disso tudo? Você ama essa mulher e vai deixá-la ir porque acha que tudo isso é culpa sua?

-O problema é que a culpa é minha. – Gritou Logan, esquecendo-se de que era com Charles que dialogava. – As coisas são simples sim. Você que não entende, Charles. Sim, eu a amo e nunca estive tão bem. Acontece que eu tenho zilhões de inimigos que não se esquecem de que eu posso me regenerar! Eles buscam outra forma de me atingir, e Julia é o alvo! Sempre será o alvo enquanto eu estiver com ela!

- Não, Logan, você que não entende. Acha que Julia não sabe disso? Tenho certeza de que ela sabe e entende. Ela é uma X-Men e é sua garota. Ela está do seu lado perfeitamente consciente dos riscos que corre. Mas ela tem a mesma opinião que eu. Que vocês podem sair dessa juntos. Nem tudo pode ser resolvido assim, Logan. Até quando você vai querer bancar o mártir?

Logan rugiu. Charles arfou e a tensão no ar tornou-se insuportavelmente intensa.

- Entenda que Julia sabe disso tudo que você me explicou. Mas ela ama você, e tenho certeza que quer que vocês lutem juntos. Que sobrevivam juntos.

Completou Charles, suavizando o tom de voz.

- Não podemos ficar juntos. Tudo está claro. Charles, não vou ficar com ela sendo que a qualquer minuto alguém pode matá-la por minha causa. É o plano perfeito, porque se a matarem, eu não respondo por mim.

- E o que pretende fazer? Ela não vai sofrer menos ataques porque você a abandonou. Aliás, vai ficar arrasada.

A idéia de Julia arrasada destruiu o pouco da sanidade que restava em Logan. Não havia lucidez suficiente, apenas o desejo desenfreado de proteger a única coisa que Logan fizera valer a pena na sua existência medíocre. A idéia de Julia chorando não era nem de longe ideal, mas parecia confortável pelo fato de que, mesmo se lamentando, ela estaria viva.

- Aos poucos eu vou me afastar dela. Quando chegar a hora, irei romper. Se necessário, eu saio da minha casa e arrumo um quarto numa pensão qualquer. Sei que comigo longe, gradativamente, mais cedo ou mais tarde, ela vai ficar mais segura e sofrerá menos ataques.

- Você crê firmemente nessa idéia, não é mesmo?

- Mais que tudo. – Finalizou Logan, abaixando o tom de voz. Era quase uma súplica para si mesmo.

Charles respirou tranquilamente durante alguns segundos antes de fazer sua última tentativa, embora soubesse que Logan não iria ceder desde que ouvira o plano dele pela primeira vez.

- E se eu te disser que foi a coisa mais estúpida que já ouvi na minha vida? Você me obedeceria?

Um mínimo indício de riso perpassou os lábios de Logan, quando ele se virou, dizendo:

- Nesse caso, eu gentilmente te ignoraria e faria o que eu quisesse. Como sempre.

- Então, está liberado, Logan. Saia. – Anunciou Charles calmamente.

Não que Logan precisasse de uma permissão específica para sair do recinto, mas em geral ele tratava Charles com o mínimo de educação que ele ainda conservava depois da discussão, em prol da relação entre os dois.

Charles estava arrasado e, porque não dizer, furioso. Assim que Logan contara o que pretendia, Xavier teve consciência que não havia argumento, — por mais plausível que fosse – que convencesse Logan a mudar de idéia. Era só questão de tempo até ele e Julia brigarem e outra discussão violenta reinar na Mansão. A paz no lugar seria perturbada e arruinada. Era como uma bomba relógio que estouraria a qualquer momento, sendo sempre apenas uma mera questão de tempo.

Tempo.

Esse agente de tantas mudanças... Aliado ao destino, que peça pregaria agora em Julia? Porque ela notara. Logan estava diferente. Distante, frio, ausente, arisco, e todos os adjetivos similares que cabem à descrição presente. Lembrava-se da noite. Da primeira noite em que essa fatídica mudança ocorrera. Logan tinha ido conversar com Charles e voltara transtornado, sempre às meias palavras e agressivo.

- Nossa, o que houve? Você parece transtornado... O que Charles lhe falou? – Perguntou Julia naquela noite.

- Nada.

E essa era a palavra mais freqüente no vocabulário de Logan. A cada dia, se afastando mais, como um barco cortando as águas de um oceano, sempre sem rumo e cada vez mais longe até se tornar inalcançável.

Cada vez menos beijos, menos abraços e menos carinho. Noites de amor sem amor. Logan agia mecanicamente, ignorando Julia e evitando-a sempre que podia. E, por algum motivo desconhecido, Julia não contara a ninguém o que se passava. Não achava certo. Sua intuição dizia que guardasse aquilo para si, por ora. Não se abriu com ninguém, apenas observava. Logan não falava mais com Charles, e parecia mais irritado que de costume.

Ideias fermentavam na cabeça de Julia. Inúmeras delas. Outra mulher... Quem sabe Jean? E por que não? Tempestade? Algum problema pessoal? Lembranças e flashbacks que o assustavam? Mas eram hipóteses torturantes. Julia decidiu ignorá-las. Quem sabe, tão rápido quanto surgira, a mudança não se esvairia?

Transcorrido um mês dessa desgostosa mudança. Julia resolveu tomar uma atitude. Não adiantava dizer que conversaria com Logan, porque assuntos do tipo nunca eram conversa. Discussão era um termo mais apropriado. Assim, Julia tomou sua decisão. Confrontaria Logan assim que ele chegasse naquela noite. Mas, durante o dia, apenas treinou. Evitou o máximo que pôde pensar no assunto, visto que isso apenas a torturaria. Lembrou dos treinos que tivera com Logan, esses agora inexistentes sem uma explicação decente...

Desse modo, quando a noite caiu, Julia esperou sentada que Logan chegasse, parecendo mais velho e irritado do que jamais esteve.

- Logan, precisamos conversar. – Anunciou ela, virando-se para encará-lo.

- Agora não. Tenho que dormir. Falaremos amanhã. – Respondeu ele timidamente, mas Julia se interpôs entre ele e a cama.

- Está vendo? Porque você está agindo assim comigo? Faz um mês, desde que você me ignora! Eu sei que algo está acontecendo! Só quero que... me diga.

E as lágrimas surgiram inevitavelmente. Julia não suportava mais a idéia de conviver com esse Logan distante e frio. Chorou. Como fizera algumas vezes à noite sem ninguém ver. Pelo canto do olho, Julia viu que Logan observara as lágrimas dela e por um instante pensou ter vislumbrado o olhar preocupado do antigo Logan. Para depois de decepcionar e encontrar o olhar frio recente.

Mal sabia ela o conflito interior que Logan estava vivenciando. A atuação do último mês exigira muito dele. Ignorar Julia não era fácil, e muito menos vê-la sofrer. Logan queria dizer que era para o bem dela, mas sabia que ninguém o compreenderia. Concentrou-se no fato de amar Julia mais do que tudo... Fato que ficaria comprovado e guardado somente para ele, certo como o vento. E, agora, especialmente essa atuação. Ver Julia chorando sem poder dizer que queria mais do que tudo protegê-la e mantê-la viva. Talvez fosse melhor abrir o jogo e contar tudo a Julia, mesmo porque ela sabendo ou não das coisas, não alteraria a decisão dele ou o rumo que as coisas tomariam.

Outra lágrima, particularmente lenta, circundou as bochechas de Julia. Logan molhou os lábios, como se buscasse alento para dar início à discussão. Seria franco. Já estava magoando Julia mais do que o necessário. Não precisava mentir mais.

- Você sabe que não podemos continuar juntos. – Começou ele, evitando olhar para ela.

- Sei? A gente nem conversa mais... Aliás, tudo estava bem e de um dia pro outro você mudou. O que eu poderia saber, Logan? – Gritou Julia, beirando o desespero.

- Já parou pra pensar em quantas vezes você quase morreu por minha causa? Por mãos de inimigos meus? – Indagou Logan furiosamente.

- Ah, é isso, então. Não pensei que você seria tão idiota, Logan. Eu sou uma X-Men. Pessoas como nós, ou melhor, mutantes, correm riscos a todo o momento. Eu estou ciente dos riscos que corro, sabe. Caso não tenha percebido, eu traí a Irmandade. Acho que sei o que estou fazendo.

Julia gesticulava toda hora, como se assim pudesse atrair um pouco de serenidade para si e algum sentido naquilo tudo. Em vão.

- Julia, tem noção de quantas vezes o Victor Creed tentou te matar? Ele não vai parar. E está fazendo isso para se vingar de mim! De mim e de mais ninguém! Tenho inimigos que querer ver você morta! Não posso conviver com isso. – Urrou Logan, batendo a mão com força na parede.

- Então você resolve terminar comigo achando que os ataques vão parar? – Ironizou ela.

- Sim. Quero terminar. Eu estou fora. Preciso proteger você. Manter você viva. Eu vou me afastar de você, assim, meus inimigos deixarão de te perseguir. Estará livre.

- Não, Logan, pelo visto, nem começamos. Você não precisa fazer tudo isso sozinho, Logan. Eu disse a você. Estou ciente dos riscos como sempre estive desde que estamos juntos. Sei que você tem inimigos que querem me matar, mas acredito no poder da união. Sei que podemos fazer isso juntos. Não precisamos nos afastar. Estou ciente do risco e sempre achei que a melhor opção fosse assim... Juntos.

- Não vou mudar de idéia.

Insistiu Logan, cruzando os braços.

- Você é idiota demais pra perceber que sua atitude é vã. Sem sentido. Não vai adiantar nada, Logan. Nada! Mas, pelo visto, a palavra “juntos” não tem significado pra você. Está bem, você conseguiu o que queria.

- Ãh? – Logan confundiu-se ligeiramente.

- Eu é que estou fora. Eu vou embora daqui agora! Espero que aprenda com sua própria estupidez.

Logan hesitou por um momento. Esticou os braços, como que para impedir Julia de fazer as malas. Então se lembrou que era para o próprio bem dela que as coisas estavam sendo daquela maneira. Protegê-la tornou-se o objetivo final. Observou as mãos nervosas de Julia tremerem enquanto jogavam tudo na mala sem distinção. Não fez nada para impedir.

- Separados. Espero que você entenda o que está fazendo.

A última coisa que Logan ouvira fora o barulho de passos apressados na grama macia. Estava tudo bem. Conseguira o que queria, de fato. Em algum tempo, Julia estaria a salvo de todo perigo. Então porque o alívio não viera? Por que a dor não passava?