Wolf Ice

11 Illllllllll


Notas iniciais
Yoo Minna! Tudo bem com vocês? Como eu havia dito, capítulos agora só no final de semana! Ou quanto eu estiver com uma crise de criatividade e resolva escrever um mega capítulo ^^ Espero que gostem dele. PS: Temos uma nova sinopse!

Capítulo 11

– O-O que? Ensinar a você minhas magias? Por quê? – Sinto minhas bochechas corarem. Não é todo dia que alguém me pede isso!

“E pode apostar que será o ultimo!”

“Por que diz isso, loba?”

“Você é mais estranha do que a Lucy!”

– Porque na batalha contra Necros e os outros, você usou magias que eu nunca havia visto, e um tanto fortes também... – Então é isso?

– Gray, as magias de um mago são refletidas de seu coração. Minhas magias não são fortes porque eu seu conjurar as mais fortes, elas não são nem fortes! São minhas magoas, dores e sofrimentos refletidos na magia... – Uso certas palavras de Tsume, que um dia me disse isso – Sua magia é forte. Mais do que a minha. Porém, eu não sei que há em seu coração – Me aproximo dele, colocando a mão sob seu peito, no lado do coração – Eu sei que, você também já sofreu, e isso é refletido em sua magia. A única coisa que você precisa, é saber como liberar os sentimentos em seu coração! – Sorrio no final. Não me dou conta que ele me encara, que nossos corpos estão próximos o bastante para que eu pudesse sentir sua respiração e... Sentir o seu coração batendo.

Abro os olhos, e então vejo suas orbitas negras, que brilham como nunca havia visto. Elas carregam suas emoções. Uma grande mistura de desejos e angustias.

– Me ensine a liberar o há dentro do meu coração... – Ele sussurra.

“Como é que eu vou negar um pedido desses? E para ele?!”

“Dizendo: Não, Gray. Eu não posso fazer isso, porque tenho coisas melhores para fazer. E, antes que eu me esqueça, estou apaixonada por você!”

“EU NÃO ESTOU APAIXONADA POR ELE!”

“Claro que está!”

Paro e refleti em seu pedido.

Ele quer aprender a como liberar emoções. Ok. Não vejo problema nisso. A única coisa que me preocupa, é o tipo de sentimento que ele pode liberar. Ele deve saber que pode ser a pior coisa que poderia escolher. Pode ser medonho, triste, angustiante, chato, alegre, emocionante, estupendo, horrível... Ele quer... O que ele quer com isso?

– Antes de lhe responder, eu tenho uma pergunta – Falo ainda o encarando de perto – O que quer com isso? Ganhar mais poder? – Ele pisca algumas vezes.

– Não, eu quero saber como superar meus medos, ficar melhor e mais forte para proteger meus amigos, minha família!

“São nobres causas... Aceite! Afinal, o que tem a perder?”.

“Não é tão simples assim...Como eu vou ensiná-lo a fazer isso?”.

“Treine-o como Tsume lhe treinou...”.

– Tudo bem, eu lhe ensinarei como liberar suas emoções em sua magia – E então, algo que jamais pensei que poderia acontecer, aconteceu. Gray Fullbuster me abraçou. Arregalei os olhos, ficando sem reação por alguns segundos. Seu perfume impregnou minhas narinas, uma onda de paz reinou em meu interior e eu, então, retribuo seu braço.

– Obrigado, Mina – ele diz soltando do abraço.

“Eu estava gostando tanto desse abraçando!”

“Você por um acaso, está no cio, Mina-sun?”

– Amanhã começaremos com o seu treinamento. Tudo bem? – Pergunto, enquanto começo a andar para voltar a guilda. Ele assente.

– Natsu pretende escolher um trabalho amanhã, provavelmente nós iremos ao amanhecer dia seguinte... O Mestre pediu para você ir junto.

– Sim, claro. Eu preciso saber como funcionam os trabalhos, afinal nunca realizai um! – Digo saindo da ponte. Sendo seguida, também.

– Você nunca fez parte de uma guilda antes? – Gray aparece ao meu lado, me acompanhando na caminhada de volta para a guilda.

“Que você por uma acaso, descobriu onde fica”

– Não. Bem, não era uma guilda grande como a Fairy, não sei nem se o que eu tinha podia ser chamado de guilda, afinal, eram Tsume e eu apenas – Suspiro.

Gray não fala nada. Apenas me acompanha na caminhada. Então percebo que até agora, nós apenas falamos de mim e de minha loba. Até mesmo na guilda! Eu não sei a história de ninguém. Já é hora de mudar isso.

– E você? – Pergunta a ele – Fazia parte de uma guilda antes de entrar para a Fairy? – Ele sorri de canto.

– Minha história é parecida com a sua. Eu não fazia parte de uma guilda, minha mestre, Ur, ensinou magia para mim e Leon, um amigo. Vim para a Fairy Tail depois da morte dela... – Ele diz, porém não vejo tristeza em seu olhar.

– Sua mestre também morreu?

“Que coisa estranha. Tsume também morreu, assim como Ur. Dois mestres da magia de gelo. Será que há alguma coisa por trás disso, Mina?”

“Não sei... Mas sem dúvidas, são muitas coincidências.”

E então ele me contou a história. A sua história. Sobre Ur, e sua filha, sobre Leon, sobre sua vida. No final percebi que, mesmo nós sendo diferentes, somos mais iguais do que pensamos.

E quando nos demos conta, já estávamos na guilda.

Nunca pensei que poderia estar em uma guilda, em ma tão família como está. A Fairy Tail, em tão pouco tempo, me mostrou que quando se faz parte de uma família, não existem Eu, existe Nós. Vivemos em um só na Fairy. Assim como eu e minha loba vivemos. Em uma só.

“Faz todo o sentido, pois, se ATÉ AGORA ENQUANTO EU PAREÇO VOCÊ SOME... É, juntas em um único corpo!”

“Você está toda alegrinha hoje, por que?”

“Vai encontrar alguma para fazer e me deixe feliz aqui!”

Lucy estava junto com Happy e Natsu, todos estavam rindo. Mira e Erza estavam conversando. Macao e Cana estavam bebendo juntos, com Romeo, que é filho de Macao, torcendo pelo pai. Creio que eles estão em uma disputa, que, obviamente, Cana irá ganhar. E algo, no segundo andar da guilda, me chamou a atenção. Um homem louro, com aparência mal encarada, forte e com uma marca no rosto. Ele estava olhando para nós, e algo estranho, uma má sensação, se apossou de meu corpo.

– Gray – Pergunto voltando o olhar para ele, que não estava mais ao meu lado – O-Onde... – E então começo a procurá-lo, como se não fosse obvio.

– Quem você pensa que é, olhos puxados? – ele fala para Natsu.

– Vista uma roupa, senhor cueca! – e assim vai. Não posso evitar de sorrir com essa rixa.

Volto o olhar para o segundo andar, novamente. Não há ninguém lá.

“Quem será ele, Mina?”

“Não sei, mais sem dúvidas carrega muita raiva e ódio em seu coração”.

“Será que ele trará problemas?”

“Espero que não...”.

– Mina-chan! – ouço Mira me chamando.

ɸɸ

Sento-me na janela do quarto, observando o nascer do sol. Quase não dormi essa noite, pensando em Gray, e em como treiná-lo, e, também, naquele homem da guilda, o louro com a marca no rosto. Ele não é estranho para mim. Aquelas feições, a aparência. Ele me lembra, em certos pontos, Tsume e Makarov. Será um filho? Não, ele não tem cara de ser filho de Makarov. Talvez um neto ou primo. Quem sabe.

“Não fique pensando nisso, Mina-sun! Pense que hoje você ajudará Gray!”

“E isso me preocupa ainda mais... E se o treinamento de Tsume não for o bastante para Gray?”

“O que quer dizer? Que Gray tem mais poder mágico que pensa? Isso é ridículo, Mina!”

“Não é ridículo. Ele tem mais poder do que imaginamos. Do que ele próprio imagina. É só olhar em seus olhos! Dá para ver o quão poderosa é a magia de gelo dele. E isso me deixa preocupada e você sabe o porquê”.

“Está com medo que ele libere todo o poder e isso o faça achar que é poderoso demais e penda para o mal?”

“Não. Isso, eu sei, que ele não faria.” – Suspiro – “Minha preocupação é fazê-lo esquecer de seu verdadeiro modo de magia”.

“Agora que você disse... Tome cuidado com isso. Faça-o nunca esquecer de usar sua própria magia de gelo, seus ataques e defesas. Mostre à ele somente como liberar seus sentimentos”.

“É o que eu pretendo fazer...”.

O tímido raio de sol que surge, ilumina a minha janela, fazendo-me sentir todo o prazer do calor. Já faz muito tempo que eu não aproveito o calor do sol, há mais ou menos quando Tsume morreu. Já faz três anos. Olho para o céu, que possui uma dupla coloração. Linda, admito.

– Como estão as coisas aí em cima, velho? – Pergunto, deixando a próxima frase morrer no mais profundo silêncio.

Levanto-me da janela e vou para o banheiro, tomar um banho quente antes de entrar na água gelada do lago.

Sim.

Uma das etapas de treinamento de Tsume.

Dispo-me tranquilamente, sem pressa. Não irei utilizar a banheira, desta vez, apenas o chuveiro. Prendo o cabelo em um coque e caminho em direção ao chuveiro. Abro a torneira e então a água quente começa a escorrer sobre meu corpo. Pescoço, ombros, seios, abdômen, coxas, pernas. Tudo. A água escorre por tudo, de maneira gostosa e quentinha. Livro-me de qualquer pensamento. Aproveito, apenas, o banho da manhã.

Ao terminar, desligo o chuveiro e procuro a toalha, que eu me lembro de, perfeitamente, ter deixado pendurada no gancho. Olho em volta do banheiro, procurando a toalha. Eu não estou ficando louca!

“Já passou da fase de loucura”.

“Onde está a toalha?!”

“Você não pegou toalha alguma antes de vir ao banheiro!”

“Não? Eu me lembro de ter pego...”

“Você não pegou!”

– Já sei! – Junto minhas mãos frente ao corpo e conjuro o feitiço – Drift Ice! – Sinto o vento gelado me secar. Ao contrário do banho quentinho, o vento era totalmente frio, porém, como sou uma maga de gelo, obviamente prefiro o vento frio. Fecho os olhos aproveitando cada segundo da magia – Há tempos não conjurava este! – Suspiro ao termino do feitiço. E estou sequinha!

“Você deveria se controlar mais...”.

– Eu aproveito o dom da magia que tenho, Loba! – falo rindo e caminhando, nua, para meu quarto.

Troco-me de roupa. E paro por um segundo, ouvindo o silêncio. Muito silêncio para uma manhã como aquela. Ninguém havia invadido o meu quarto... Sem sinal de pessoas ou gatos na janela. Algo está errado!

Termino de vestir a regata cuidadosamente. Ainda ouvindo o silêncio, porém, sentia que algo ou alguém me observava. Olhei atrás dos moveis, debaixo da cama, na cozinha, no banheiro e atrás da cortina. Neste ultimo, ao terminar de procurar, olho para a janela, para a rua onde as pessoas estão andando alegremente, mesmo sendo de manhã. E então, eu o vejo.

O homem de cabelos louros e da marca no rosto, olhando para mim, com um sorriso nos lábios.

“Mina-sun... O que ele quer?”

Sem responder e sem pensar duas vezes, saio correndo pela porta do quarto, descendo apressadamente as escadas até chegar à porta de saída do local. Dou alguns passos para frente, até chegar à calçada. Olho para frente, onde o homem não está mais. Olho diversas vezes para os lados, para ver se eu o encontro entre as pessoas que andam na calçada. Nem sinal dele.

“Mina... Eu estou com... Medo!” – Minha loba nunca havia ficado com medo antes.

Respiro fundo.

– Bom dia! – ouço uma vez feminina, que não há muito tempo conheço. Lucy.

– Bom dia! – Olho para ela, que está, pela primeira vez, sozinha. Sem Natsu ou Happy – Acordou cedo?

– Eu gosto de acordar cedo e ir logo para a guilda, mais e você? Estava procurando quem? – Ela pergunta curiosa.

– Ah, não, ninguém. Achei que houvesse visto um conhecido, mas... Não era ninguém – Sorrio no final. Como odeio mentir! – E... Sabe onde Gray mora? – Por que raios perguntei isso para ela? Lucy imediatamente sorri maliciosamente para mim.

“Ela sabe que você gosta dele!”

– Por que, Mina-chan? – Ela enrola um pouco a língua para falar.

– Por que enrolou a língua para falar? – Ela continua sorrindo, e isso começa a me assustar.

– Você gosta dele! – E novamente ela enrola a língua.

– EU NÃO GOSTO DELE! – Grito, sentindo minhas bochechas corarem violentamente. Pessoas olham-nos e riem. O que é de tão engraçado?

Lucy olha por cima de meus ombros e sorri novamente, maliciando o momento. De primeiro pensamento, não consigo entender o porquê, até ela falar:

– Eu acho que vou indo... Tenham um bom dia! – Plural, por que plural?

E então ela dá as costas e sai cantarolando e saltitando pela rua. Inclino a cabeça para o lado, ainda sem entender o que ela esta fazendo ou quis dizer.

“Ela tem sérios problemas...” – Falo para a loba.

“Mais que você... Ela me dá arrepios”.

– Mina? – ouço uma voz soar atrás de mim. Não posso evitar o sorriso de desaforo para Lucy. Agora entendi o porquê de tudo isso. Gray – Está tudo bem? – Viro-me ficando de frente para ele.

– Sim, tudo ótimo! É... Bom dia! – vamos começar o dia com educação.

– Bom dia – Ele dá um sorriso de lado – Podemos começar com o treinamento? Ou você ainda não está pronta? – Ele pergunta me analisando. Estou de shorts, regata e tênis. O que há de errado?

– Você por um acaso não carrega uma toalha no bolso, não é? – Ele me olha estranho e eu rio com isso – Vou pegar duas toalhas e então nós iremos começar! – Falo dando as costas para ir ao meu apartamento e pegar as toalhas. Ainda posso ouvi-lo:

– Para que precisamos de toalhas?

ɸɸ

– Onde estamos indo? – Ele pergunta, acompanhando-me na caminha. Ao meu lado. Muito próximo.

– Há um tempo, Tsume me contou que aqui na floresta das proximidades de Magnólia, havia um lago onde treinava. Estamos atrás deste lago – Falo, sempre puxando o ar com o nariz para sentir o cheiro da calma que as águas trazem. E Gray percebe isso.

– Por que não invoca sua loba para encontrar o lago?

“Porque eu não quero participar disso!”.

– Ela não é lá muito fã de água. E também eu não gosto de pedir aos outros para fazerem coisas que eu consigo fazer! – Orgulho, quase nato.

– Isso eu havia percebido – Dou uma leve risada com seu argumento.

Não andamos muito. Alguns minutos depois, encontramos o lago. E é lindo. Um pequeno lago escondido na floresta, cerca por árvores. Havia flores, pássaros, vários habitantes do local. Gray, em algum ponto da viagem, havia tirado sua camiseta. Não perguntei o porquê disso, pois uma vez, eu o ouvi dizendo: “É coisa minha”. Então imagino que seja alguma coisa relacionada ao seu treinamento e a Ur.

Deixo minha bolsa, com as toalhas, no chão. E caminho para a beira do lago:

– O que nós iremos fazer agora? Lutar? Quebrar alguma coisa? – Ele diz enquanto se posiciona, longe de mim, também próximo a beira do lago.

– Sabia que as coisas não se resolvem apenas em lutas? – Repreendo-o – Vou lhe ensinar a controlar seu coração. E para isso, precisamos de frio – Sorrio para ele.

– Não irá encontrar neve aqui! Estamos na primavera! – Ele fala sarcástico.

Junto às mãos frente ao corpo. Fecho os olhos e concentro-me nas palavras certas, pois, qualquer erro, e a vida que há neste lago, acabaria. Ouço o som de pasmo que Gray faz, porém, ele compreende e ri:

– Que o tempo pare, que a vida continue – Sinto o circulo mágico se abrir diante de mim, e então, começo a fazer certos movimentos com as mãos antes de terminar o feitiço — Time On Ice – E então a magia se vai para a água, a deixando ligeiramente congelada.

Ok, sem erros, tudo ocorreu bem.

Gray se abaixa e toca a superfície da água. Uma fina camada de gelo sobre ela está. Fria o bastante para o treinamento.

– E agora? – Ele pergunta. Começo a tirar meu tênis. Seguido de minha blusa e minha regata. Olho para ele que me encara com as bochechas rosadas – O que está fazendo?

– Não quer ir embora com as roupas molhadas? Quer? – Pergunto me direcionando para a água.

Olho para Gray, que começa a tirar suas roupas também. Uma sensação diferente me invade. Como ele é lindo. Meu coração se acelera e, sinto minhas bochechas corarem ao perceber que estou o observo. Balanço a cabeça e volto à atenção para a água.

Coloco o primeiro pé, seguido do outro. E assim vou entrando na água gélida do lago. Molho o cabelo, completamente.

“Acho que exagerei um pouco. Está quase congelada ao extremo!”

“Sim, sinta a formação das pedras de gelo de baixo da água!”

E então, Gray me acompanha, fazendo a mesma coisa que eu havia feito. Vejo sua pele s arrepiar. Muito frio. E mergulha na água, molhando o cabelo. Ao voltar à superfície, vejo seus lábios roxos:

– Está com frio? – Pergunto

– N-Não... – Ele diz segurando o queixo para não tremer.

– Ótimo. Vamos começar o seu treinamento.

Notas finais
Que comece o treinamento de Gray! O que será que irá acontecer no próximo capítulo? Vou dar um spoiler: alguém irá atrapalhar o clima entre Gray e Mina ^^ Espero os comentários de vocês! Beijocas.