Without The Love
1 Prólogo
Notas iniciais
Queria sinceramente dizer que essa não é uma daquelas historias clichês sobre a garota-não popular que se apaixona pelo garoto bad boy cobiçado por todas as garotas da escola. Queria muito. Mas infelizmente é exatamente sobre isso. Assim, sem querer, eu, Elena Gilbert se apaixonou pelo quarterback duas vezes eleito o mais quente da escola, que já teve mais de 7 namoradas em apenas um ano letivo. O mesmo cara que jogou refrigerante na minha roupa no sexto ano e o mesmo que me humilhou publicamente para toda a escola em um site estupido na internet.
Não foi como se eu tivesse acordado um dia e pensado: hoje me sinto meio apaixonada por ele. Não foi nem um pouco assim. Tudo começou no dia que eu quebrei o seu carro com um taco de beisebol. Não todo o carro, claro. Só os dois para-brisas e o vidro de trás. De qualquer forma, destruí o conversível dele antes do primeiro sinal tocar.
-Elena, você vai se meter em encrenca- Bonnie me avisou enquanto eu levava o taco de beisebol em direção ao estacionamento.
-Não me importo com isso agora, Bon. Tudo o que eu consigo pensar é na cara dele quando chegar aqui e vê isso. – nesse momento eu tirei da minha bolsa um spray roxo e pichei com letra discursiva no vidro da frente do carro: PANACA.
-Elena, melhor a gente ir agora, o sinal vai tocar daqui a pouco- Matt disse.
Parei rapidamente na frente do carro, apenas para admirar a minha incrível obra de arte. Isso sim é vingança, pensei comigo mesma. Guardei o spray na minha mochila e voltei para a aula antes do professor de literatura entrar na sala.
Para esclarecer o motivo de eu ter feito esta obra de arte, é necessário explicar algo que aconteceu uma noite antes. Quando Bonnie foi dormir na minha casa, meus pais estavam fora na época, e Jeremy (meu irmão mais novo) estava na casa de um amigo. Resumindo, estávamos apenas eu e ela na casa, jogando videogame e comendo sorvete enquanto escutávamos musicas, coisas típicas de adolescentes no colegial. Claro, adolescentes desprovidas da popularidade, já que era domingo anoite e não fomos convidadas para nenhuma festa. De qualquer forma, em algum momento entre ás 01h00min e 02h00min da manhã Bonnie ligou meu computador e entrou naquele patético blog da escola.
-Isso é ridículo- comentei. – criar uma rede social apenas para menosprezar as pessoas.
-Você sabe que essa é a única forma que eles têm para se sentirem bem- Bonnie disse.
-Isso e os carros, as roupas, o dinheiro, a popularidade.
-Não que você se importe com isso, Elena.
-Eu não me importo. De qualquer forma, só estou dizendo que isso é ridículo e deprimente. Como se alguém fosse realmente se importar com algo que está escrito ai.
Bonnie me olhou de relance e depois voltou a ler silenciosamente a pagina.
Cinco minutos se passaram até que ela voltou a falar.
-Elena.
Eu estava deitada na cama, passando da nona fase de um jogo que tinha roubado do quarto do meu irmão.
-Que foi?
-Falaram de você- ela disse sem me olhar.
-O que?- perguntei, sentando-me rapidamente.
-Stefan Salvatore fez um comentário sobre você- ela disse. – Está assinado com a inicial dele.
E eu me senti vingativa. Eu nem sabia o que ele tinha escrito, nem qual seria a minha reação depois de saber, mas naquele momento eu me sentia vingativa. Porque Stefan Salvatore merecia sofrer, não só por esse dia, mas por todos os outros. Porque eu queria faze-lo sofrer.
-O que esse projetil de testosterona escreveu sobre mim?- perguntei caminhando até ela.
-Quer saber, talvez não seja tão importante. Como você disse, quem se importa?- ela disse querendo fechar o computador. Mas eu não deixei.
-Não me importo com o quê ele escreveu, mas se é sobre mim...
E então estava ali. A coisa mais estupida e hipócrita que eu já li na minha vida.
Elena Gilbert. A garota mais transparente da escola. Sempre cercada por suas duas sombras cujos nomes ninguém se importa. Garota emo? Sabe-se lá, adora seu estilo ‘sou revoltada’. Finge não se importar com o que as pessoas dizem, mas aposto que se corta em casa no escuro enquanto ouve musicas deprimentes. Aposto que nunca teve um namorado na vida,nãome admiro que ela sejavirgem. PATETICA. ASS: S.
-Elena. Talvez não tenha sido ele, só está assinado como ‘S’, poderia ser qualquer pessoa...
-Essa foi à coisa mais estupida que eu já li- eu disse. – e é obvio que foi ele. Claro. Tão típico dele.
-Sinto muito- Bonnie disse.
E eu fiquei com raiva. Raiva porque ela estava tentando me confortar. Raiva porque ela achava que eu estava magoada quando tudo o que eu conseguia pensar era em como acabar com ele.
-Não importa Bon. Vamos nos vingar.
-O que? Elena, não.
-Ah sim. Não esqueça que ele chamou você e o Matt de insignificantes.
-Foi como você disse: NÃO ME IMPORTO.
-Não. Dessa vez eu me importo. Eu vou acabar com ele, Bonnie. Escreve ai. — então eu olhei para ela. — Ele vai se arrepender por ter feito isso. Isso e todas as outras coisas.
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