Without The Love
24 Capitulo 22. Cantadas baixas.
Notas iniciais
A primeira coisa que a loira fez ao sair do pequeno aeroporto daquela minúscula cidade a qual jurou nunca mais voltar foi sorrir. Sorrir profunda e animadamente. Ainda descrente de sua própria loucura, ela procurou pelo taxi mais próximo. Sabia muito bem que Damon não conseguiria adiar sua importantíssima reunião de negócios, e nem se deu ao luxo de ligar para avisar que já havia chegado a Mystic Falls. Queria fazer uma surpresa deliciosa para o namorado. Talvez ele a encontrasse nua na banheira, ou na cama, sala, onde quer que fosse.
Mas foi Damon quem fez sua própria surpresa.
Caroline encontrou a cabeleira escura e o corpo esguio daquele homem inacreditavelmente lindo parado com os braços cruzados e encostado na porta de seu carro. Ele abriu um sorriso malicioso ao vê-la olhando para ele e deu alguns passos em sua direção.
–Sabia que você não ia ligar. – ele disse suavemente.
Caroline revirou os olhos.
–Estava planejando uma surpresa, senhor Salvatore. – resmungou fazendo-o sorrir.
Sorrir de verdade, como ele quase nunca fazia.
–E eu posso saber que surpresa é essa?- ele murmurou no ouvido da garota, fazendo-a ter arrepios eletrizantes.
–Você quer dizer “era”, já que estragou tudo.
Ele riu.
–Desculpe se achei que seria muito romântico vir buscar minha mulher no aeroporto depois de uma viajem longa.
–Arhg você é muito possessivo quando se refere á mim como sua “mulher”. Não estamos no século XIX.
Damon segurou o braço de Caroline com uma força avassaladora, não o suficiente para machuca-la, mas o essencial para fazê-la rir, emitindo um ruído de satisfação por tê-lo provocado. Não muito depois ele já a estava levando para sua casa, apressado para tê-la com ele.
Ela não estava menos ansiosa. Era estranho e surreal a ideia de que estava realmente com Damon Salvatore. Lembrava-se de quando o havia conhecido em uma festa de sua escola. Ele e Stefan foram convidados por uma amiga em comum, e no momento em que os olhos dela encontraram os dele ela sabia: era perigo. Era como se tudo ao redor dela gritasse: PERIGO, PERIGO! GOSTOSO Á VISTA. NÃO SE APROXIME, REPITO NÃO SE APROXIME.
Ele era todo sorrisos, usava o habitual preto que lhe caia tão bem, tinha um copo de um refrigerante barato na mão e conversava animadamente com alguns amigos que estavam por perto.
–Qual é Damon, vai ficar bebendo isso a noite inteira?- Maggie zombou enquanto se apoiava no pescoço do irmão dele. Stefan. Que parecia não dar a mínima para a garota.
–Já disse que estou dirigindo, Maggie. – ele respondeu pra ela, claramente descontente por mais insistências.
Caroline descobriu logo depois que ele evitava beber em festas ou enquanto dirigia por causa da morte de seus pais. E pensou ter se apaixonado por ele naquela mesma noite, quando não conseguiram transar porque nenhuns dos quartos estavam livres, e ele sorriu pra ela, beijou-lhe o rosto e murmurou com sua voz grossa e sexy: isso nos dá o pretexto para um próximo encontro.
Naquele momento, no carro, Damon pego-a sorrindo involuntariamente.
–O que foi? – perguntou.
–Nada.
–Nada?
–Só estava pensando onde você consegue essas cantadas baixas. – provocou.
Ele revirou os olhos.
–Qual, em especial?
–A primeira. – ela disse, querendo saber se ele se lembrava disso.
– “Isso nos dá o pretexto para um próximo encontro.” – ele sorriu vitorioso. –Me diga que conquistei você com isso, por favor.
Caroline revirou os olhos, mas estava rindo.
–Achei original.
–E foi. Além do mais, foi totalmente sincero. – ele disse e, por um segundo, desviou sua atenção da estrada e lhe deu um rápido beijo nos lábios.
Não muito mais que isso foi dito depois, o caminho foi tenso e desesperado por uma cama onde pudessem fazer tudo o que estavam adiando há tempos. E foi definidamente melhor do que ambos esperavam. Os beijos desesperados, a mão dele percorrendo toda e qualquer parte do corpo dela era eletrizante demais e não demorou mais que minutos para que suas roupas estivessem jogadas pelo quarto. Damon penetrou nela sem aviso algum e a fez gritar alto o suficiente para acordar uma vizinhança inteira. Os movimentos dele eram rápidos e lentos e a trazia para uma realidade totalmente nova e avassaladora. Porra do homem! Lentamente ele beijou cada centímetro do corpo da garota, fazendo com que ela o desejasse ainda mais. Totalmente.
E eles ficaram ofegantes, deitados lado a lado na cama, esperando suas respirações se tranquilizarem.
–Caramba.
–É.
Ela sorriu feito idiota.
–Explicado porque meu pai odiou eu ter vindo morar com você. – ela murmurou.
Damon sorriu.
–Ele se acostuma. Agora você é minha.
–O que falamos sobre isso, senhor Salvatore?
Damon virou-se para ela, apoiando-se pelo braço e com a mão livre começou a massagear o corpo nu da garota, fazendo-a gemer.
–Você realmente não quer que eu seja malvado, quer?
Ela se repreendeu por gemer mais uma vez, fazendo-o rir.
–Idiota.
–Diga.
–Não.
Suas mãos desceram a cintura.
–Diga.
–Oh, por favor.
–Diga Caroline!
–Sou sua, Damon. Que droga. Porra. Sou sua. Agora vem aqui agora! – ela gritou fazendo-o sorrir ainda mais e começando tudo novamente.
Algumas horas depois Caroline acordou, tentou se espreguiçar mas os braços fortes que a envolviam tornava isso impossível.
–Hum. – Damon gemeu em protesto.
–Damon, acorda.
–Não.
–Estou com fome.
–Me come.
–Idiota.
A risada dele soava abafada pelo travesseiro.
–O que quer?- perguntou já se virando para ela.
–Pizza. Muita pizza.
–Vou pedir. – ele disse, mas não mediu esforços para se levantar da cama.
–Damon.
–Oi.
–Quando vai pedir a pizza.
–Daqui a pouco.
Um minuto.
–Damon.
–Hum.
–Já passou um minuto.
Ele repreendeu a risada novamente. Podia estar mais feliz que isso?
–Meu Deus como você é chata.
–Mas você me ama.
–Amo.
–Mesmo que eu fique gorda.
–Não exagera. – brincou.
Mas Caroline deu-lhe um tapa no braço que ecoou pelo quarto.
–Ai!
–Pra você aprender a ser romântico.
–Você não pediu que fosse romântico agora a pouco...
–Damon, pede logo a droga da pizza.
Ela estava corando com o que ele disse, e Damon preferiu nem provoca-la mais.
Pediu a pizza e depois voltou para o quarto apenas para encontrar Caroline ainda debruçada entre os lençóis, completamente nua. A visão da garota que ele amava tão linda em sua cama, o que fez sorrir como um idiota.
–Como anda o Stefan?- Caroline perguntou quando o viu parado na porta.
–Ultimamente bem. Ótimo até.
–Ele e a Elena estão bem?
–Se transar na minha cozinha conta como bem então sim. Eles estão ótimos.
Caroline riu.
–Na cozinha é?
–Na verdade acho que no balcão.
–Como você sabe disso?
Deu de ombros.
–Conheço Stefan. Ele estava exalando pós-sexo na cozinhabalcão hoje mais cedo.
Caroline riu alto.
–Você não presta.
–Definitivamente não.
Ela puxou seu lençol para cobri-la até o peito e sentou-se na cama, ainda olhando-o.
–Eu amo você, Damon.
–Também amo você. – e a beijou.
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