Without The Love

25 Capitulo 23. Vestidos.


Notas iniciais
GENTE. olha eu sei que faz tempo, e o nyah estava fora esses dias, mas aqui estou eu ok? não surtem shues

–Sinceramente? Se você me fizer experimentar mais um vestido acho que vou desistir desse baile. – Murmurei enquanto Caroline me obrigava a provar o oitavo ou nono vestido.

Bonnie já tinha escolhido o seu e estava pacientemente sentada com o celular na mão, trocando mensagens com Jer. Não sei o que deu em mim de ter chamado Care para nos ajudar com os vestidos, ela é totalmente neurótica quando se trata de moda.

–Elena, querida, se eu bem me lembro faltam apenas 3 dias para o baile e adivinha só? Você só procurou pelo vestido agora! Você é louca?- Caroline reclamava enquanto eu voltava ao provador.

–Não tive tempo nas ultimas semanas.

–Esse tipo de coisa se providencia há meses, Elena.

Escutei Bonnie rir.

–Elena estava planejando aparecer lá de jeans e camiseta.

Eu não estava vendo, mas tenho certeza que Care revirou os olhos.

–Você é igualzinha ao Stefan. Dois cabeça dura.

Não evitei sorrir.

Stefan.

O mais ridículo é que só o som do nome dele faz meu coração acelerar. Isso soou brega? Porque é desse jeito que parece, mas não me importo.

–Só estou dizendo que o terceiro e o quarto eram lindos. Eu não precisava experimentar tantos. Isso é cansativo.

–Mas essa é a graça!

Sai do provador com o que seria o meu ultimo vestido da tarde. Care e Bonnie me olharam e se olharam, e me olharam novamente. Era isso. Era esse.

–É disso que estou falando! Está lindo. Você está linda! Uma ótima maquiagem e um peteado certo, você e Stefan serão o rei e a rainha do baile!- Caroline cantarolava.

Franzi a testa.

–Não acho que alguém vá votar em nós. Todos ainda pensam que ele e Katherine vão voltar e que eu sou um passatempo. –murmurei com desprezo.

Nas ultimas semanas Stefan tem se esforçado muito para que eu não perceba sua preocupação quanto ao baile. Ele anda tenso com tudo que envolve o fim do colegial, mas eu sei que não é a faculdade ou as ultimas provas que o estão preocupando. O fato é que Katherine anda quieta demais ultimamente, ela nem mesmo nos olha com desprezo, e Rebekah e suas outras sombras mal cruzam nossos caminhos. O tempo está tão calmo que chega a ser assustador e Stefan está preocupado que ela esteja aprontando algo.

E que isso me machuque.

Não tenho visto Ben também, desde a nossa conversa ele tem estado distante de tudo que envolve Stefan. Eu até entendo.

Não falo com Matt a quase um mês.

Caroline bufou.

–Não fique com essa cara de paisagem. Nós vamos votar em você. – ela disse.

–Mas você nem é aluna.

Ela deu de ombros.

–Isso não significa nada, querida.

Caroline é fantástica. Tudo que envolve ela fica animado. No começo pensei que ela e Damon não eram muito parecidos, mas quanto mais tempo passo com ela, percebo que ambos possuem a mesma capacidade de irritar alguém. E de alegrar também.

Não sei como, mas desenvolvi com Damon uma amizade sincera, só que claro, evito jogar cartas com ele.

Deixamos nossos vestidos reservado e partiríamos todas para o Grill se Care não tivesse de pegar Damon no trabalho, já que o carro dele estava na lavagem. Então erámos eu e Bonnie sentadas na ultima mesa perto da janela. Como sempre.

–Alguma coisa meninas?- uma das garçonetes perguntou.

–Sim, Addie. Vamos querer o de sempre. – respondi.

Addie sorriu.

–Dois sucos de laranja e uma torta de framboesa. – ela disse anotando os pedidos e saindo.

Bonnie respirou fundo.

–O que foi? – perguntei.

–Nada. – ela respondeu de pressa, encarou meu olhar cético e bufou. – Nada é só... Jeremy.

Uau isso é estranho.

–Algum problema?- arrisquei.

Ela fez uma careta.

–Tem certeza que isso não te incomoda?- ela perguntou.

–Bonnie, claro que não me incomoda. É um pouco estranho sim, mas não me incomoda. Na verdade, a única coisa que me incomoda é essa sua cara de pouca felicidade.

Bonnie suspirou.

–Desculpe, mas meu relacionamento não é do tipo perfeito como o seu.

–Meu relacionamento está longe de ser perfeito. Agora me diga, que merda meu irmão fez agora?

–Não... Ele não fez nada. Eu não fiz nada. Esse é problema, Elena. Nós não fazemos nada...

Abri a boca, fechei a boca, abri e desisti.

–Ai meu Deus... Vocês estão tentando...

Bonnie cobriu o rosto com as mãos.

–Está dando muito errado. Isso é normal?

Fiz uma careta.

–O que quer dizer com “muito errado”?

Ela deu de ombros.

–Tipo... Ele quer, e eu quero, mas nunca... Nunca da certo. Sempre tem algo que atrapalha. Ou um telefone tocando, ou alguém precisando usar o banheiro...

Forcei-me a segurar um ataque de risos.

–Onde exatamente vocês tentaram?

–Isso é realmente importante?

–Só estou querendo dizer que talvez o problema não seja vocês e sim o lugar.

Bonnie fez uma careta.

–Isso não impediu você e Stefan semana passada no banheiro daquela boate.

Abri a boca.

–Caramba Bonnie eu não te contei isso pra ter jogado na cara depois.

Fechei meus olhos rapidamente tentando controlar pensamentos inapropriados sobre os músculos e as mãos de Stefan.

–Desculpe, Lena...

–Tudo bem. Olha, mesmo que seja esse o caso, Stefan e eu tivemos nossa primeira vez em um quarto. Em uma cama. Só estou dizendo que talvez fosse melhor vocês tentarem com mais calma agora. Depois as coisas fluem naturalmente.

–Naturalmente você quer dizer em qualquer lugar?- ela perguntou rindo.

Ri alto.

–Você é quem diz.

Comemos e conversamos mais um pouco. Estava com saudades de Bonnie, com as ultimas provas do ano e os trabalhos extraclasse era quase difícil termos uma conversa descente. Depois do Grill voltei para casa, tomei um banho e fiquei vendo tv no andar debaixo enquanto Jeremy saia para ver minha amiga.

Meus pais chegaram minutos depois, jogaram compras no balcão, subiram e desceram com suas roupas de casa. Minha mãe se sentou ao meu lado no sofá.

–Onde Jeremy foi?- perguntou.

–Bonnie. –respondi ainda focada na TV.

Um minuto.

–Pode me ajudar na cozinha?- ela perguntou.

Murmurei um sim e levantei-me para acompanha-la.

Meu pai estava no fogão enquanto minha mãe e eu guardávamos as compras.

–Espero que não se importe, mas convidei Matt para o jantar. – Meu pai disse certo momento.

Encarei-o.

–Você o quê?

Meus pais se olharam.

–Uma hora vocês vão precisar se conversar, Elena. Vocês eram amigos há tanto tempo. – minha mãe disse calmamente.

–Isso até ele me ofender.

–Ele só estava magoado. – foi meu pai.

Eu ia protestar mais uma vez, mas a campainha tocou e em cinco minutos ou mais Matt estava sentado ao meu lado no jantar. O silencio apenas preenchido por perguntas facilmente respondidas. Ele parecia tão desconfortável quanto eu. Fuzilei meus pais com o olhar a cada minuto que se passava.

–O jantar estava ótimo como sempre, senhor Gilbert. – Matt disse quando caminhamos para a varanda.

–Muito obrigado, Matt. Esteja ciente de que pode voltar quando quiser.

Matt sorriu um pouco e logo meus pais nos deixaram sozinhos.

Tive que controlar cada átomo do meu ser para não ir lá e estapeá-los.

–Seus pais foram gentis em me convidar hoje. – Matt disse.

Olhei-o. Surpresa por ouvi-lo falar tão naturalmente.

–É. Eles... Gostam de você.

Matt estava com as mãos na bolsa da calça jeans. Seu cabelo recém-cortado, a barba bem feita, os olhos inacreditavelmente azuis brilhando.

–É.

–Matt... Acho que essa seria uma boa hora para conversarmos. – eu disse enfim.

Ele me olhou surpreso.

–Porque acha isso?

–Porque faz um mês que não nos vemos... Costumávamos ser amigos, Matt.

Ele deu de ombros.

–Não quero entrar nesse assunto agora. Não hoje.

–Qual o seu problema? – murmurei. – Pensei que quisesse conversar, que foi por isso que...

–Que vim aqui hoje?- ele parecia bem surpreso. – Elena, eu não vim aqui hoje por você. Certamente não para entrar nessa conversa.

–Então porque...

–Você não se lembra, não é? Isso é interessante, no mínimo.

Não disse mais uma palavra. Olhei-o por um minuto inteiro e soube que eu e ele estávamos acabados. Nossa amizade de anos, acabada com apenas um olhar. Eu tinha esquecido. Merda. Tinha esquecido aquele maldito dia.

–Oh Matt...

Fechei os olhos.

–Esquece.

–Eu sinto muito...

–Não importa agora. Só... Não me procure.

E saiu.

Fiquei parada na varanda os outros cinco minutos.

Subi para meu quarto e as lagrimas que ameaçavam me dominar começaram a escorrer com facilidade por meu rosto.

–Eu esqueci completamente... Esqueci e ele nunca mais vai me perdoar, eu perdi a amizade dele pra sempre... – chorei ao telefone.

Um minuto.

–O que houve, amor?- o tom de voz de Stefan era preocupado.

Chorei mais uns segundos.

–Eu esqueci, Stefan. Esqueci e agora estou me sentindo ainda pior.

–Elena... Converse comigo, ok? Fala comigo. – um barulho. – Quero ouvir a sua voz.

Chorei um pouco mais.

–Fizemos uma promessa quando tínhamos 10 anos de que ele nunca ficaria sozinho nesse dia. Nunca. E eu o deixei. Eu esqueci mesmo prometendo que não esqueceria...

Um minuto.

–Onde você está?

–Em casa.

–Tudo bem. Será que você pode abrir a porta de baixo pra mim?

Franzi a testa e corri para janela. Stefan estava parado na soleira da porta com o celular ainda em mãos. Fechei os olhos. Desci as escadas, abri a porta e pulei nos braços dele. Abracei-o tão forte que acho que queria esmaga-lo mesmo.

–O que houve, amor? – ele perguntou novamente.

–É o Matt.

Stefan surpreendeu-se.

–Vocês brigaram?

–Não.

–E o que houve exatamente?

–Hoje. Hoje é o aniversario da irmã mais velha dele, Vickie. Ela morreu quando tínhamos 10 anos. E eu esqueci. Sou a pior amiga de todas.

Stefan nem deixou que eu continuasse, me tomou em seus braços e me carregou até o andar de cima, deitando-me na cama.

–Não é culpa sua, Elena.

–É sim. Até meus pais lembraram e eu não.

Stefan se deitou ao meu lado e me puxou para seu peito.

Fechei os olhos inspirado o cheiro dele.

–Ele me odeia. – murmurei.

–Ele não te odeia, Elena. Ele te ama. – Stefan disse.

E beijou minha testa, minha bochecha, meus lábios.

Fez carinho no meu cabelo e eu peguei no sono facilmente.

Mas não antes de murmurar para que ele pudesse ouvir.

E eu amo você.

Notas finais
sinceramente? pensei que não conseguiria mais escrever sobre stelena depois dessa s5, mas mais sinceramente ainda? não sei se conseguiria escrever sobre qualquer outra coisa. Vamos lá, eles são ou não são tdao? não tem como negar. bjsssss e senti falta de vcs