Without The Love

23 Capitulo 21. Não me tires o teu riso.


Notas iniciais
Gente! olha não me matem por favor, estou de volta com um capitulo grande e bem stelena para felicidade de vcs meus amores

Olhei pela decima vez o cabelo desgrenhado de Damon Salvatore a minha frente. Estávamos sentandos um de frente para o outro, uma mesa lotada de cartas jogadas entre nós, ele estava completamente calado e concentrado em sua próxima jogada e eu acabei bufando pela vigésima vez, quase involuntariamente.

–Meu Deus Elena é impossível fazer uma jogada com você e essa sua respiração pesada me desconcentrando. – Ele se irritou. Revirei os olhos.

–Porque você não joga a merda da carta logo Damon. Você só tem duas em mãos, por favor!

Passar a tarde jogando baralho com o irmão mais velho de Stefan não estava dentre os meus planos preferidos para o tão esperado sábado. Nós tínhamos combinado de passar o fim de semana inteiro juntos, de preferencia no quarto dele, e eu já até tinha convencido minha mãe. E o que Stefan faz? Isso aí, se atrasa no treino de futebol. Quase bufei novamente ao imagina-lo com aqueles amigos cheios de esteroides, sentados naquela mesma mesa do Grill, sendo cobiçados por todas aquelas garotas peitudas e ignorantes...

–Elena. Elena. Elena. – Damon ficou repetindo enquanto eu desviava meus pensamentos.

–Que é?- virei-me para encara-lo.

Damon estava com um sorriso estupido no rosto e eu tinha certeza de que não era por causa da minha falta de atenção. Ou do fato de estar me ganhando pela terceira vez deste que cheguei e ele me chamou para jogar.

–Eu joguei um Ás e você não falou nada.

Revirei os olhos e joguei as outras três cartas que eu tinha em mãos na mesa e voltei a sentar no sofá. Era estranha a familiaridade que eu tinha com aquele lugar. Não apenas pelo fato de passar algum tempo ali desde que Stefan e eu ficamos juntos, mas principalmente porque tinha algo lá que me fazia sentir inexplicavelmente segura.

–Eu oficialmente odeio baralho. – resmunguei fazendo Damon rir.

Ele se sentou ao meu lado no sofá com um copo de café em mãos. Era estranho não vê-lo com uísque.

–Negativo. Você odeia perder. Aceite que sou melhor que dói menos.

Revirei os olhos, ignorando-o.

–Você está com um ótimo humor.

Ele riu.

–Fala como se eu estivesse sempre de mau humor.

–Tá vendo? Você riu. Você definitivamente está de bom humor.

Isso fez ele me encarar e eu percebi a contração nos lábios dele formando mais um sorriso.

–Tudo bem, nisso você ganhou. Estou feliz como nunca.

Ergui a sobrancelha.

–Posso saber o motivo senhor Salvatore mais velho? – eu tinha quase certeza do que se tratava.

Ele sorriu.

–Caroline e suas mãos salientes.

Revirou os olhos e fiz cara de nojo.

–Idiota.

–Ela vem morar em Mystic Falls na próxima semana. – ele disse então.

Eu quase gritei por ele. Eu sabia por Stefan que Damon odiava essa distancia entre eles. Caroline foi a única garota por quem ele se apaixonou e ela mora tão longe...

–Damon! Isso é fantástico!

–E eu não sei? Estou quase tendo uma convulsão de tanta felicidade. – ele disse meio irônico.

–Você está debochando da minha animação? Seu ingrato. – bati no braço dele.

Ele riu.

–Estou brincando Elena. Você sabe que temos um relacionamento amigavelmente profissional.

Revirei os olhos.

–Nem assim você consegue esconder sua felicidade. Seu rosto está contraído para não sorrir.

–Eu sei! Ele está dormente.

Eu ri alto.

Ia fazer um comentário à altura quando ouvimos a porta da casa se fechar. Stefan estava segurando varias sacolas de compras e Damon levantou-se para ajuda-lo a carrega-las.

–Olha só quem resolveu aparecer. – eu disse.

Stefan me olhou finalmente e depois se voltou para Damon, e seus olhos voltaram-se para mim novamente.

–Desculpe o atraso, mas Tyler demorou a chegar ao treino e não podíamos começar sem ele. Além do mais, eu precisava passar no mercado e fazer umas compras para o nosso fim de semana. – ele disse deixando as sacolas no balcão e caminhando até mim.

Stefan enlaçou seus braços na minha cintura e beijou minha bochecha, depois minha testa, a ponta do meu nariz e depois selou nossos lábios. O gosto dele impregnando-se em mim. Hortelã e Stefan.

–Hum Ram. – ouvimos um pigarreio vindo da cozinha e nos desvencilhamos um pouco. Suas mãos encontraram as minhas e entrelaçaram-se. – Obrigado pela consideração. Agora se puderem me ajudar aqui...

Eu ri e caminhei até Damon para ajuda-lo com as compras. Stefan voltou-se para a sala de estar e viu a mesa lotada de cartas. Franziu o cenho e voltou-se para nós.

–Estavam jogando?

–Eu ganhei sua namorada três vezes seguidas. Ela é péssima. – Damon disse.

Revirei os olhos.

–Mas só porque eu estava meio distraída. E você estava me irritando com essa mania de demorar uns 10 minutos pra fazer uma jogada.

Stefan riu.

–Essa é a tática impecável de Damon: irritar alguém até que ela esqueça a própria jogada.

Damon fez uma careta.

–Eu apenas jogo bem. Aceitem.

Stefan e eu compartilhamos de um olhar cúmplice que me fez sorrir por dentro. Era tão adorável quando tínhamos esses momentos silêncios em que tudo parecia ser entendido sem sequer uma palavra.

–Damon me contou sobre Caroline. – troquei de assunto.

Stefan sorriu.

–Sim. Estou tão animado.

–Ah é?- perguntei. A sobrancelha arqueada.

Ele se aproximou de mim e beijou meu pescoço demoradamente.

–Isso é ciúme senhorita Gilbert?- perguntou, manhoso.

Revirei os olhos.

–Obviamente não. – menti.

Damon deu um suspiro alto que me fez quase pular de susto. Meu Deus. Stefan me tirava do serio!

–Ok. Vou dar uma passada no Grill agora antes que vocês dois comecem a se agarrar nesse balcão. – Ele disse pegando as chaves do carro.

–Até mais, Damon.

–Até cunhadinha. – ele disse antes de sair.

Stefan voltou-se para mim. Suas mãos novamente em minha cintura.

–Como andam as coisas? –perguntou.

Dei de ombros.

–Tudo normal. Meus pais quase surtaram quando pedi pra dormir aqui, mas no final eu tive uma conversa séria com eles.

Stefan ficou tenso.

–E ai?

–E ai que você precisa ter uma outra conversinha com o meu pai.

–Meu Deus Elena você acha que ele pode nos proibir de namorar?

Ele parecia tão preocupado que eu quis rir. Era tão adorável!

–Não Stefan. Mas acho que ele precisa saber que você está querendo algo sério.

–Sendo assim faço questão de uma conversa formal com seus pais. Quero mais que algo sério, Elena.

–O que você quer então, Salvatore?- perguntei, fingindo-me de desentendida.

Ele se inclinou em minha direção e sussurrou em meu ouvido.

–Eu quero me casar com você. Quero você na minha cama. Todos os dias. Fazendo tudo o que eu quero e tudo o que você quer. Quero te dar prazer. Quero ser o melhor marido desse mundo. Quero ter filhos com você. Quero ficar com você pra sempre.

Cada parte do meu corpo parecia entrar em combustão. A voz rouca e sexy com que ele sussurrava isso me deixava ainda mais a flor da pele. Quase não notei quando ataquei seus lábios e ele começou a me beijar velozmente, passando suas mãos pelo meu corpo: minha cintura, minha bunda, minha barriga... Não tinha nenhum lugar que ele deixasse passar despercebido.

Enlacei minhas pernas na cintura dele e Stefan me sentou no balcão, fazendo com que ficássemos na mesma altura. Ele gemia nos meus lábios tornando tudo ainda mais prazeroso.

–Quero você. – sussurrei entre um beijo e outro.

O sorriso extremamente sexy e malicioso que Stefan me lançou poderia me fazer ter um orgasmo ali mesmo. Ele tirou sua camisa e eu a minha, depois sua calça e cueca com tudo, eu o mesmo com as minhas roupas.

Surpreendi-me quando ele penetrou em mim, soltei um gemido alto e enterrei minhas unhas em suas costas.

–Desculpe... Não podia esperar. – ele disse, mas eu não dei muita importância.

Ele continuava com os movimentos rápidos e lentos e eu só conseguia acompanha-lo e incetiva-lo mais. Stefan tomava as rédeas nessa situação e eu fazia tudo o que ele queria. Não tinha como não fazer. Porra do homem gostoso.

–Uau. – murmurei. Estávamos deitados no balcão da cozinha.

–Uau.

Um sorriso estupido insistiu em atacar meus lábios e Stefan viu.

–Eu te amo. – ele disse.

–Também te amo.

–Você é muito gostosa.

–E você é um tesão.

Ele riu.

–Adoro quando você diz essas coisas.

–Então direi com mais frequência. – virei-me para ele e cheguei perto da sua orelha, mordiscando-a antes de sussurrar. – Mais uma vez?

Depois de mais umas duas vezes Stefan decidiu que precisávamos de um banho. E sim, um banho juntos, o que tornou tudo ainda melhor. Depois fomos para a sala e ficamos vendo uns programas bobos na tv. Passar um tempo assim com ele era tão bom.

Stefan tinha a mania de fica me olhando quando eu não estava prestando atenção e quando eu virei para comentar algo idiota no programa encontrei seus olhos em mim. Aquela mistura de desejo e carinho que só ele tinha.

– “Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.
”.

–Eu amo você. –sussurrei encostando minha testa na dele.

–Eu não consigo acreditar que você está aqui.

–E eu que transamos na sua cozinha.

Ele riu e acariciou meu rosto.

–Obrigado. – disse finalmente.

Olhei-o sem entender.

–Pelo que?

–Por me dar essa chance. – ele disse. – Por ficar comigo.

Sorri e beijei-o apaixonadamente.

–Não o trocaria por mil felicidades passageiras ou duradoras no mundo. – disse.

O sorriso que ele tinha nos lábios fez meu coração acelerar.

–E você ainda diz que não é boa com as palavras.

Dei de ombros. Meio que deitei em seu peito enquanto ele acariciava meus cabelos.

–Você falou com a Bonnie?- perguntou, mudando de assunto.

Ele estava falando sobre o fato de Bonnie e Jeremy estarem ficando e eu não ter ficado sabendo. Não por ela.

–Na verdade sim. Ela me contou ontem, acho que desconfiava que eu soubesse.

–E o que ela disse?

–Me disse que eles estavam ficando desde que voltamos da casa dos meus avós, dai ele pediu ela em namoro na semana passada e ela aceitou.

–E qual foi a sua reação?

–Eu não pirei. – ele sorriu. – Mas disse que ela devia ter me contado. E ela pediu desculpas, resumindo estamos super bem.

Ele ficou bem satisfeito em ouvir isso. Como alguém como eu encontra alguém como ele? Porra do homem perfeito! Onde é que você encontra um cara bom de cama e que ainda quer ouvir seus problemas com a melhor amiga? Não tem! No momento em que pensei nisso dei um beliscão em Stefan.

–Ai! – ele me reprendeu. – Porque fez isso?

–Só pra saber se é real mesmo. – eu disse.

Ele me encarou e depois sorriu.

–Posso fazer você acreditar que sou real de outras formas. – disse, malicioso.

–Ah é? Quais?

–Coisas assim. – ele disse beijando meu pescoço e me fazendo gemer seu nome.

Notas finais
eaaaaaaaai? já to perdoada? nao? prometo que vou postar com mais frequência, mas esses tempos tava difícil, enfim beeeijos amores ,3