Without The Love

15 Capitulo 14. Here comes the rain again.


Notas iniciais
eaaai?

Apesar de ter voltado para a casa dos meus avós quando cheguei de Denver, eu definitivamente não quis ficar lá nem mais um minuto. Convenci uma mãe totalmente descontente de que eu ia para a casa de Bonnie e ficaria lá nos próximos 2 dias. Prometi que iria á escola normalmente e não dormiria tarde.

Ok. Provavelmente vocês queiram ouvir o meu futuro plano de vingança, a minha grande armação do mal contra Katherine e Stefan. O plano que fiquei horas arquitetando. A grande bagunça da vida deles. Mas não. Eu não fiquei. Eu passei os últimos dois chorando. Ok. Podem rir. Podem dizer o quanto sou patética e tal. Eu sei. Eu sou. Eu chorei por Stefan Salvatore até não conseguir mais. Mas como não chorar? Quem nunca se apaixonou que atire a primeira pedra. Há três semanas eu seria capaz de jogar uma bem na minha cabeça. Um tijolo logo, só pra cair na real.

Eu nem conseguia sentir tanta raiva dele. Eu sentia raiva de mim. Como eu era patética! Alguém consegue acreditar que um Stefan daquele jeito exista? Um rapaz bonito e charmoso adepto de frases shakespearianas que tem o corpo mais uau de todos e ainda é mega popular, capitão do time de futebol (quarterback), namorado da garota mais popular e bonita da escola. Acredita mesmo que um cara desses diria para euzinha, Elena Gilbert (que ferrou o colegial dele inteiro) que sempre foi apaixonado por mim? Ora essa. Venhamos e convenhamos, eu estava pedindo pra ser pisada. Foram dois dias lotados de sorvete de chocolate, diversas ligações perdidas dele, mensagens de texto, mensagens de voz, e lagrimas. E uma Bonnie Bennett sem saber o que fazer.

–Elena, você precisa me contar o que está acontecendo! É a decima vez que ele liga para você. Isso nos últimos 20 minutos! O que aconteceu lá?- Foi no primeiro dia.

Eu não conseguia parar de pensar nele. Daqui a cinco anos, quando me lembrar disso, vou me sentir ridícula. Eu já me sinto assim. Só que cara, você precisa ter o coração partido e picado em pedacinhos pra entender. Toda vez que eu fechava os olhos eu conseguia vê-lo. Isso foi brega né? Mas realmente era isso. Um Stefan sem camisa á minha frente, beijando-me como se a vida dependesse disso. Não devia haver nem uma parte do meu corpo que ele não tocou e beijou. Nenhuma. Ele estava em toda parte. Em tudo. Em Bonnie e sua mania de adorar ler Um conto de duas Cidades. Em um filme tosco de uma garota que se apaixona pelo bad boy da escola e ele apronta com ela na frente de todo mundo e no final ele se arrepende e ela volta. Ela volta! Ora essa...

Ok. Já chega de drama. Só era pra dizer mais ou menos como eu fiquei nos últimos dois dias. Deprê total. Mas agora estou realmente bem. Nem cruel ou com raiva. Estava tão normal que era estranho. Arrumava-me no banheiro de Bonnie enquanto pensava que isso não era tão ruim assim. Quer dizer, o que eu esperava para eu e ele? Não iriamos a lugar algum, de qualquer forma. E ele nem tinha feito algo tão ruim assim, ele só nunca esteve interessado em terminar com Katherine. Talvez eu tivesse sido só um estepe para o feriado de natal, só isso. Supernormal hoje em dia. Eu não era nenhuma Carrie, a estranha, nem nada disso e também não ia sair por ai matando todo mundo que riu de mim alguma vez na vida. Longe disso. Estava tão bem que o céu começou a ficar nublado.

Stefan finalmente parou de ligar ontem de tarde. Consegui conversar com Bonnie sem nenhuma interrupção a noite inteira. O que foi um alivio! Talvez ele tenha decidido que não valia os créditos. Mas enquanto eu tomava café com Bonnie e seus pais, ali estava, meu celular vibrando novamente. Não atenta! Dizia o identificador de chamadas.

–Você não pode ignora-lo para sempre. – Bonnie disse. Tínhamos acabado de chegar à escola e eu já colocava alguns livros no meu armário.

–Posso sim. Quer apostar?- respondi sem olhar pra ela.

–Vocês tiveram algo, Elena. Não da pra simplesmente...

–Esquecer? Apagar? Zerar? Excluir? Oh, da sim.

–Você está ferida, mas continua apaixonada por ele. Por isso esta agindo assim.

–Não fale essas bobagens. – era mesmo.

–Sabe que é verdade! Você se apaixonou...

–Shhhh. – repreendi Bonnie no momento em que vi Matt chegando no corredor. Lancei a ela um olhar não fale nada agora e voltei-me para o meu melhor amigo.

–MATTY!- meio gritei enquanto o abraçava. – senti saudades.

–Também senti saudade de vocês. – Matt disse com um sorriso fofo. Porque eu não me apaixonava por ele? – Não aguentava mais meus avós...

–Seus avós são legais...

–São? Só com você né, Elena. Porque comigo...

Por um minuto eu me esqueci daquele drama todo, e realmente o fiz, estava ali, cercada pelas pessoas que eu mais amava na vida. Como não me sentir bem? Não havia nada no mundo, nem Stefan ou qualquer outro, que me tirasse isso. Sábio foi aquele que percebeu que amigos são bem melhores que amores. E eles realmente são.

E foram tudo o que eu precisei nos primeiros 5 dias de aula. Uma semana sem vê-lo estava me fazendo realmente bem. Foi tudo como se nada tivesse acontecido, como se eu continuasse vivendo naquele globo de neve solitário e feliz, sem Stefans Salvatore para me apaixonar. Eu até encontrei Katherine pelo corredor algumas vezes, e me fez tão bem quando ela me ignorou completamente. Eu senti como se tudo estivesse voltando ao seu devido lugar. Mas eu nunca estive tão errada.

O final de semana estava ali justamente para me lembrar de que a vida não é uma fabrica de realização de desejos. Meus pais estavam de volta da casa dos meus avós depois de ficarem 5 dias á mais do que pretendiam. Vai ver estavam adiando precisar conversar comigo sobre Denver ou Stefan. E eu achando que tudo ia ficar bem.

–Elena, pode me levar de carro até a casa do Matt?- Jeremy perguntou.

Eu estava jogando vídeo game.

–Ahn... Matt? Desde quando vocês são amigos?

–Desde sempre? Você pode ou não me levar?

–Posso, Jer. Só um minuto.

Na verdade foram 10 minutos. Mas Jeremy nem reclamou. As pessoas estavam mais tolerantes á mim ultimamente. Deixei-o na casa de Matt como prometido e desci a rua para ir ao Mystic Grill.

Eu estava começando a ficar com saudades de lá. Até mesmo da decoração surrada e apagada. Sei lá. Era tipo, o point de todos na cidade. Mas somente percebi a burrada que fiz quando vi Stefan sentado em uma das cadeiras. Ele usava a jaqueta do time e uma calça jeans, Tyler estava com ele, como sempre, e outros amigos também. Eles conversavam animadamente e Stefan sorria aquele sorriso bobo de sempre. Perguntei-me como nunca tinha notado a forma com que ele agia, era tão fofo e agradável com todo mundo. Ele era legal demais para se odiar.

Stefan capturou meu olhar e o segurou por uns segundos. Seu sorriso se apagou no instante em que me viu e a pressão do momento tomou conta. Eu nem percebi direito quando ele saiu de perto dos amigos e veio na minha direção. Estava de muleta e o braço esquerdo enfaixado. Tirando isso e a perna, ele parecia lindo... Ele era lindo!

–Porque não atende as minhas ligações? – ele me perguntou. Não parecia bravo, mas chateado demais para alguém que não se importava.

Sentei-me em uma das mesas e ele me seguiu. Ocupando o lugar á minha frente.

–Porque eu não quero falar com você?- forcei-me a soar irônica.

Isso o feriu! Eu juro, Stefan pareceu tão machucado que eu quis me aproximar dele.

–E por quê? Você sabe que uma hora ou outra...

–Tem que ser outra então. Eu pedi que você ficasse longe de mim, Stefan. Isso não é longe.

Algumas pessoas já estavam observando-nos. Legal. Uma plateia. Tudo o que eu mais queria.

–Por favor, Elena...

O tom suplicante em sua voz me deixou tonta. Eu estava ciente da mão dele buscando a minha. Estava ciente dos amigos dele nos encarando.

–Por favor, sua namorada não vai gostar nem um pouco...

–Minha o quê?- ele pareceu confuso.

Pessoas fingem tão bem. Meu Deus.

–Sabe, sua namorada Katherine. Ela provavelmente vai ficar sabendo logo...

–Você sabe que eu e ela não estamos mais namorando! Você sabe melhor do que ninguém. Você é o motivo. – ele disso, exasperado.

–Não sei de nada, Stefan. Por favor, me deixe em paz.

–Porque está tão brava? Estávamos tão bem! Eu podia sentir que você...

–Estava me apaixonando? Bem, talvez você tenha sentido errado.

Stefan balançou a cabeça. O rosto cansado e abatido. Algumas marcas avermelhadas na pele me faziam querer toca-lo.

–Não acredito em você. Está mentindo! Mentindo pra mim e pra você. Seja lá o que tenha te deixado brava...

–Não foi nada.

–Deve ter sido algo.

–Ok. Ouvi sua conversa com Katherine no hospital. Foi bem convincente, não acha?

Surpreendi-o completamente. Stefan abriu a boca e depois fechou.

–Eu...

–Foi exatamente aquilo que me fez cair na real.

–Ah Elena...

–Não. Chega de bobagens. Não quero ouvir mais nada de você, Stefan.

–Você está entendendo errado... Eu...

–Não precisa me dar explicações.

–Mas eu quero. Elena, você sabe que sou louco por você, não sabe?

Não respondi. Ele continuou:

–Eu acredito que você ainda sente algo por mim. Acredito que a gente ainda não acabou.

–Existia um “a gente”?

–Você sabe que sim.

–Seja lá o que éramos e que fomos, obviamente não somos mais.

Deixei-o em completo silencio e me levantei. Perdi completamente a vontade de comer. Perdi a vontade de fazer qualquer outra coisa. Então fui para casa me arrumar para a primeira festa que eu ia no ano!

Notas finais
eaaai? lol