Without The Love

16 Capitulo 15. You fool my heart with every note.


Notas iniciais
eai galerinha

Eu odeio festas. Odiei e sempre vou odiar, sei lá eu simplesmente não me sinto bem. Tenho um sério problema com pessoas, e lugares pequenos... Lugares pequenos lotados de pessoas. Eu também odiava o fato de estar usando aquele vestido curtíssimo, eu nem conseguia respirar! Mas ser mulher é isso aí galera, eu estava com tanta vontade de pisar em todo mundo que nem me importei com essas coisas. Eu queria ferir alguém, não necessariamente Stefan, mas qualquer pessoa.

Tudo bem. Eu sei que pareço muito cruel e vingativa, na verdade eu não estou nem um pouco assim. Para ser sincera estou parada em uma das paredes bebendo. Era o meu segundo copo de cerveja e tinha um cara tentando flertar comigo.

–Sou Ben. – ele disse em algum momento.

–Elena.

–É um prazer conhece-la. – ele tinha um sorriso fofo.

–Desculpa, eu já vi você antes?- perguntei.

Então ele meio que começou a conversar comigo. Ben era bonito, tinha olhos castanhos e cabelo liso que caia na testa, eu estava realmente entretida... Então vi Stefan chegar e isso ferrou tudo. Ele parecia causar alvoroço aonde quer que fosse, mesmo estando de muleta e meio bagunçado, eu estava com raiva disso, raiva por me sentir irritada com isso. Raiva porque aquele garoto gatinho no meu lado estava doido pra ficar comigo e tudo o que eu conseguia pensar era naquele idiota.

–Elena?

–Sim? – Ben tinha dito alguma coisa, mas eu não prestei atenção.

Ele sorriu.

–Não ouviu o que eu disse, não é?

–Desculpe... — senti-me mal por estar segurando ele ali quando devia ter muitas garotas a fim de ficar com alguém.

–Eu perguntei se você e Stefan ainda se odeiam. –disse.

Percebi que ele percebeu eu encarando Stefan. Tudo bem. Como sair dessa sem ser desagradável.

–É complicado. – respondi.

–Você parece estar com raiva.

–Um pouquinho.

–Não quero intrometer nem nada, mas... Você gosta dele, não é?

Engasguei com a cerveja. De verdade, eu me senti estupida. Era tão obvio assim que um desconhecido percebeu tão rapidamente?

–Eu...

–Não esquenta. Eu sei por que sou amigo do Matt, ele fala muito em você...

–Ele nunca me disse...

–Ele seria um idiota se não gostasse também. – Ben me disse. Estava falando de Stefan.

–Você se surpreenderia.

Ben sorriu para mim e foi bem fofo. Sei lá, eu estava me sentindo bem em só conversar com ele. Então passamos mais da metade da festa conversando sobre diversas coisas, e ele falou sobre sua vida e eu falei sobre a minha. Tentei ser discreta quanto á Stefan, e ajudou muito o fato dele ter percebido que eu não queria falar no assunto. Eu gosto de pessoas que sabem quando não falar sobre alguma coisa.

Também percebi que Stefan já tinha me visto, e parecia querer checar se eu ainda estava ali a cada dois minutos. Uma vez ou outra capturei ele me olhando e Ben disse que ele devia estava com ciúmes. Sorri. Quão estupido ele seria se estivesse...

–Ben, eu acho que preciso ir lá fora. Esse cheiro está me deixando tonta. – eu estava sendo sincera, alguém na casa estava fumando alguma coisa estranha.

–Quer que eu a acompanhe?- ele perguntou.

Porque ele tinha de ser tão fofo?

–Não, obrigada Ben.

Sai da casa meio tropeçando nos meus próprios pés. Tudo bem. Respirei fundo uma e duas vezes. Talvez eu tivesse bebido demais para estar em plena consciência dos meus atos, mas quando o vi deitado na grama eu meio que comecei a correr. Stefan estava deitado olhando para cima, não parecia admirar a beleza da noite nem nada disso.

–O que está fazendo?- perguntei, cética.

–Não consigo me levantar- ele disse.

–Está bêbado?

–Soma-se isso ao fato de estar com a perna engessada.

–Que pena.

–Mentira.

–Desculpe?

–Não está com pena de mim. Está bem satisfeita.

–Quer saber? Você tem razão.

–Você ficou com aquele cara?- ele se virou para mim.

Seus olhos fitavam os meus perigosamente e eu só consegui encara-lo por um tempo.

–Isso não diz respeito a você.

–Diz sim.

–Não diz. Não temos mais nada, Stefan.

–Ai, meu Deus, Elena. Eu preciso de você.

–Me desculpe não acredito.

Ele suspirou. Eu ia dizer alguma coisa pra ele, mas Ben apareceu atrás de mim.

–Aconteceu alguma coisa?

Stefan bufou.

–Quem é você, a proposito?

–Stefan!- repreendi-o. Então olhei para Ben. – Pode me ajudar?

–É claro.

Sabia que Stefan estava revirando os olhos mesmo sem estar olhando pra ele.

Então Ben me ajudou á carregar Stefan e leva-lo para o meu carro. Foi uma tarefa bem complicada porque além de bêbado, Stefan não conseguia se manter em pé por causa da perna. Mas no fim de tudo, ali estávamos, Ben queria me acompanhar, mas eu insisti que conseguiria carrega-lo sozinha até sua casa e joga-lo no sofá. Talvez pedisse ajuda á Damon, se ele estivesse por perto.

–Ele gostou de você. – Stefan comentou no carro.

–Quem?

–Ben Herondale.

–Você o conhece?- perguntei.

Ele deu de ombros.

–Estudamos juntos.

–Mas você perguntou quem ele era...

–Estava sendo ignorante.

Revirei os olhos.

–Como se as pessoas não o achassem assim normalmente.

–Estou bêbado e mal humorado.

–Você é um idiota.

–Um idiota que te ama. – ele devolveu. Meio gritando sei lá.

Prendi a respiração. Era a primeira vez que ele dizia algo assim, e tudo bem que estava bêbado e não fazia ideia das besteiras que dizia... Mas mesmo assim ele disse. E eu senti meu coração se contorcer. E não tive condições emocionais para dizer qualquer outra coisa, e ele também ficou calado. Permanecemos assim o restante do caminho inteiro, até que chegamos á sua garagem e foi uma tarefa ainda mais difícil carrega-lo sozinha até o lado de dentro. Acho que ficamos nos arrastando por uns 5 minutos até chegar de fato dentro de casa.

–Onde Damon está?- perguntei depois que o deitei no sofá.

–Uma viaje de negócios.

–Ele o deixou assim sozinho?!

–Ele confiou na minha responsabilidade de não me meter em confusões.

Revirei os olhos.

–Damon precisa aprender umas coisinhas. – murmurei.

Stefan sorriu um pouco.

–Obrigado por me trazer aqui. Sei que ainda está brava e ainda me odeia, mas...

–Não o odeio. – retruquei rapidamente. – o desprezo.

–Da no mesmo.

–Não precisamos mais nos odiar. Eu sei que não da pra nada acontecer entre a gente, mas eu estou cansada de brigar com você, Stefan.

–Está me sugerindo amizade?- ele perguntou.

Não seria a definição correta do que eu queria, mas mesmo assim fiquei em silencio.

–Não quero ser só seu amigo, Elena. – ele disse então.

Fechei os olhos.

–Pare...

–Estou bêbado e incapaz de dizer qualquer coisa que a convença, mas eu juro pra você que nunca quis magoa-la...

–Porque você saiu de casa?- perguntei. Era a hora de verdade então.

Demorou um pouco pra Stefan me responder.

–Katherine me ligou. Era bem tarde e ela parecia totalmente assustada... Ela disse que seu pai estava dando uma festa e tinha os amigos idiotas dele... Enfim, eles estavam todos bêbados e você sabe como os caras ficam quando estão perto da Katherine. – fez uma pausa e olhou minha expressão. Continuei calada. – Então ela disse que também estava meio bêbada e estava tentando ir até a casa de seus avós, Elena. Ela estava fugindo ou sei lá. E eu sabia que você ia ficar aborrecida se a visse lá então peguei o carro e disse que a encontraria na estrada e a levaria para casa.

–Quer mesmo que eu acredite nisso?

–É a verdade! Eu estava chegando à rodovia quando um carro vinha na contramão e foi um pouco tarde pra desviar... Katherine estava perto quando aconteceu e então foi ela quem ligou para a ambulância e avisou Damon.

Encarei-o.

–Tudo bem. Digamos que isso seja verdade, digamos que esteja sendo sincero... Não justifica as coisas que eu ouvi no hospital.

Ele me olhou por um tempão. Imaginei que o tinha pegado desprevenido e todo o teatrinho acabaria ali.

–Você queria que eu terminasse com ela ali?- perguntou, indignado.

–Você disse que estava com saudades dela! Você disse, abre aspas: Tem sido bem difícil. – eu disse, furiosa.

–Tem sido bem difícil falar com ela. A ligação é péssima naquela parte da cidade...

–Poupe-me dessa desculpa.

–Não estou dando desculpas, Elena. Eu juro...

Sorri, amarga.

–Eu ouvi quando disse que conviver comigo e minha família não estava sendo “tão ruim assim”. Mas que droga, Stefan! Você não tem ideia do quanto eles gostam de você. Meu avô até te deu aquele violão precioso que ele nunca...

Fiz uma pausa. Não era hora pra chorar, Elena. Por favor.

–Eu nunca tive a intenção de machuca-la.

–Talvez isso tenho sido bom, talvez tenha sido ótimo eu ouvir o que ouvi.

–Eu nunca quis machucar nenhuma das duas. Katherine estava ali, totalmente desolada e se sentindo culpada pelo acidente. Como acha que eu falaria com ela? Você acha que a conhece, Elena. Mas eu sei bem como ela é. Se eu dissesse como realmente me sinto sobre você e sua família, ela ia achar que eu estava brincando, que eu estaria terminando com ela por causa do acidente. E não foi por isso.

–Então como se sente? Sobre mim e a minha família. – perguntei.

Ele me olhou.

–Eu sinto como se vocês fossem tudo o que eu queria ter. Eu senti inveja de você, Elena. Inveja por ter pais e avós que te amam tanto. Eu não me lembro da ultima vez que passei o natal em família daquele jeito... Mas também me senti importante, porque todos estavam me tratando como se eu fosse parte de lá. E eu nunca me senti parte de nada antes.

Continuei calada. Encarando-o.

–Você mente mal quando está bêbado.

Ele sorriu um pouco.

–Na verdade, eu não sei mentir quando estou bêbado.

–Eu não posso acreditar em você, Stefan.

–Eu sei.

–Desculpe.

–Tudo bem. Você vai acreditar com o tempo. Mas só pra você saber, terminei com a Katherine quando sai do hospital.

–O que?

–Ela foi me ver quando eu estava em casa, e então eu contei sobre eu e você e como me sento. Terminei tudo.

–Stefan isso faz uma semana!

–Eu queria ter tido tempo de explicar, mas de acordo com Damon, você precisava de um tempo.

–Mas você me ligou umas mil vezes.

–Ah eu não sigo conselhos do Damon. Ele é um desastre.

Revirei os olhos e sorri. Ai, meu Deus. Como faz para parar de amar tanto um idiota desses? Como faz para parar de ser essa Elena que vai pra festa e mal bebe? Como faz pra parar de ser apaixonada por Stefan Salvatore? Por favor, alguém pode me dizer? Existe remédio pra parar de amar?

–Se eu acreditar em você...

–Não vou machuca-la, Elena...

–Como posso saber?

–Não sabe. Precisa confiar em mim.

Suspirei.

–Preciso de tempo.

–O tempo que precisar. Não vou a lugar algum. — ele me disse, então eu me deitei ao seu lado no sofá e ele me abraçou. Ficamos assim em silêncio por um tempão. Fiquei pensando que talvez eu estivesse ficando louca. Mas sei lá... A gente acredita nas coisas que quer acreditar. E eu queria muito acreditar nele.

Notas finais
eaai? Herondale, pra quem nao sabe é um sobrenome da saga de livros tmitid e como eu amo todos os Herondale's e amo o persoagem Ben, que criei a pouco tempo... juntei os dois e ficou a perfeição. enfim. acreditam na história do stefan? bjao