Without The Love

14 Capitulo 13. All bad.


Notas iniciais
então gente. eu realmente pensei muito nesses dias e decidi, nao apenas por causa do descontentamento de vcs, mas por mim também, em reescrever o ultimo capitulo. Houve, eu nao vou citar nomes, mas houve um comentário que me deixou pensando sobre umas coisas. Vocês sabem que a graça da fic é o humor de elena gilbert. então. eu decidi fazer umas mudanças quanto á situação de Stefan. Espero que vcs apreciem a minha escolha de mudar o rumo da fic. então.... to ansiosa pra mostrar

O dia começou mais merda do que eu imaginava. Estava meio dormindo meio me contorcendo de cólica quando minha mãe me acordou gritando.

–Elena. Elena. Elena ACORDA. – ela meio que me mexia depois corria pra ligar a luz do quarto.

Protegi meus olhos contra a luz ofuscante quando olhei no relógio: 04h50min da manhã! Fiquei com vontade de pular na cabeça dela, vocês não tem ideia!

–QUE DIABOS...

–É o Stefan. – ela disse.

Sentei-me rapidamente, de repente todo o meu sono se foi e eu estava eletrizada e assustada. Stefan. Só o som do nome dele fez meu corpo se contorcer em familiaridade de seus beijos.

–O que tem ele?- perguntei tentando esconder o medo no meu tom de voz. Qualquer que fosse a coisa, não deveria ser bom ás 04h50min da manhã.

–Um acidente, Elena. Ele saiu de carro de madrugada sem ninguém ver e um carro bateu... Ele está no hospital. Damon acabou de nos ligar para avisar...

O meu sangue gelou. Eu estava perplexa demais para me mexer ou dizer qualquer coisa. Ondas de Stefans Salvatore passavam pela minha cabeça, e todos eles bem machucados...

–Como ele está? O que... Preciso ir vê-lo... — Eu já estava me levantando á essa altura. – Que hospital?

–Damon disse que ele está aparentemente bem, fraturou o braço e perna, mas nada muito sério... Ele está em um hospital da estrada 78. – ela disse e depois me encarou. – Você não pode sair agora, Elena. Por favor, de manhã eu e seu pai vamos visita-lo...

–Preciso vê-lo mamãe. – eu disse meio choramingando. Eu estava muito assustada para tentar fingir não me importar muito. Pra quê? Minha vida inteira eu fingi não me importar com nada. Não precisava ou queria fazer isso agora. Não quanto á Stefan.

Uma mãe totalmente contrariada me deixou sair de casa naquela manhã. Eu fico pensando que ela não deveria mesmo ter me deixado ir. Devia ter me prendido dentro do quarto, me amarrado na beira da cama sei lá. Deveria ter feito qualquer coisa que pudesse. Deveria ter evitado que eu visse o que vi. Mas ela não fazia ideia. E nem eu.

Tudo bem. Sai de carro prestando bem atenção porque não queria outro acidente. Eu precisava ver Stefan e estar bem por ele, não machucada na cama ao lado. De qualquer forma, já era 05h30min quando cheguei à estrada 78. Stefan estava indo para Mystic Falls. O que ele iria querer fazer lá á essa hora? Não dava mesmo para esperar até o dia seguinte...

Por dentro o hospital era simples e bem organizado. Vi enfermeiras e médicos andando de um lado para o outro. Foi realmente difícil encontrar alguém que pudesse me dar uma dica de onde encontrar Stefan ou Damon. Até que vi Caroline se aproximar.

–Caroline. Você... Viu Damon por ai? Estou procurando ele por toda a parte- eu disse depois de receber um abraço apertado.

–Oh sim, ele está com Stefan na ala 2. Segundo andar. – ela me disse.

Estava meio bagunçada e isso me surpreendeu. Caroline parecia o tipo de garota que sempre se vestia bem e estava impecável. E talvez ela fosse mesmo, mas estávamos em um hospital e sem noticias do garoto que eu estava apaixonada. Tudo bem, essa é a minha situação, mas imaginei que Caroline o amasse também, como melhores amigos, claro.

Deixei a garota loira no corredor e sai correndo para o elevador. Corri tão depressa que tive de me apoiar na parede e respirar fundo. Ok. Talvez eu não tenha tanta força física assim. Acabei encontrando o quarto de Stefan por acaso, a porta estava entreaberta e eu conseguia vê-lo de relance, deitado na cama com a perna engessada. Ele parecia bem apesar de tudo. Talvez o acidente não tivesse sido tão ruim assim.

Eu juro que pensei em entrar logo e correr para abraça-lo. Talvez fizesse um ou dois comentários irônicos e então o beijaria. Depois bateria nele por ter sido idiota e se metido nessa, depois o beijaria de novo. Mas não foi nada disso que aconteceu. Eu iria entrar se não tivesse ouvido uma voz lá dentro. Eu iria entrar se essa voz não tivesse feito o meu sangue gelar e de repente eu estava com o ouvido encostado na porta.

–Sinto tanto por ter metido você nessa. – Katherine disse.

Eu sabia que era ela porque a voz soava melódica e sensual. Como se estivesse tentando excita-lo dentro de um hospital.

–Não se sinta culpada. Eu teria vindo por você umas mil vezes. – Stefan respondeu.

Eu vi quando ele segurou na mão dela. Com o braço que não estava engessado.

–Eu queria tanto vê-lo... Senti sua falta.

–Também senti a sua. Tem sido bem difícil...

Aut. Olha essa doeu bem lá no fundo. Obrigada.

–Eu nem consigo imaginar como deve estar sendo conviver com Elena Gilbert e sua família. – a voz de Katherine soou irônica, mas eu sabia que ela estava sendo cruel.

Esperei por uma resposta de Stefan.

–Não tem sido tão ruim assim...

Ok. Agora sim estou ferida. Bastante. Eu juro que quis entrar lá naquele exato momento e terminar de quebrar suas pernas e braços, e tudo. Quebrar a cara daquele idiota, imbecil...

–Você e ela tem se dado bem?

Ela estava falando de mim. Só pra deixar claro.

–Mais ou menos.

Mais ou menos. Mais ou menos. EU DORMI COM VOCÊ, SEU IMBECIL. Não estávamos nos dando “mais ou menos” estávamos... Ai, meu Deus. Senti uma vertigem ou sei lá, eu só queria sair dali, só queria dar meia volta e fingir que esses últimos dias nunca aconteceram. Qualquer que fosse o motivo de Stefan ter saído de casa, qualquer que fosse, agora tinha nome. Chamava-se Katherine Pierce.

Dei meia volta e praticamente esbarrei com Damon. Serio. Meus olhos estavam enchendo-se de agua e eu não consegui enxergar direito até vê-lo á minha frente. Estava me segurando como se eu tivesse prestes á cair. Talvez eu estivesse mesmo.

–Hey. Você veio ver Stefan?- ele perguntou.

–Eu... Ahn. Não. Eu só vim ver se ele não tinha morrido sabe, mas pelo jeito ainda está vivo. Infelizmente- eu disse.

Tenho certeza que soei bem fria porque Damon me encarou com as sobrancelhas arqueadas.

–Você está bem?

–Aham. Estou de saída.

Tentei me desvencilhar dele, mas não deu muito certo.

–Você não ia entrar?- perguntou. – Não ia ver Stefan?

–Já vi o suficiente. – Eu disse. E dessa vez Damon me deixou passar.

Sem dizer mais nada deixei o hospital em completo desespero. Nem parei para ver Caroline na lanchonete. Nem para ligar para meus pais. Apenas peguei o carro e dirigi até não saber mais por onde estava indo. Como eu era estupida! Eu realmente achava que um garoto como Stefan Salvatore fosse descente? O tipo de garoto que cita Shakespeare ou que é amiguinho do meu irmão mais novo? Que diz coisas lindas e confessa seus sentimentos com tanta sinceridade... O tipo de cara que te toca delicadamente e que sussurra seu nome enquanto dorme? Ora, por favor. Nós, mulheres, precisamos perceber algo quanto ao mundo: não é um conto de fadas! Como eu poderia sequer imaginar que alguém como ele, olharia para alguém como eu? Ou pior, que seria capaz de terminar com alguém como Katherine Pierce para ficar comigo. Isso foi tudo uma estupidez total. Não conseguia nem culpa-lo totalmente. Eu é que estava sendo ridícula.

Katherine tinha razão no final de tudo. Ele quebraria meu coração.

Em um momento ou outro meu celular tocou umas 40 vezes. Algumas mensagens de texto, outras no whatsapp. Eu estava cansada de ouvir o toque de chamada então revolvi parar o carro em um acostamento qualquer.

Abrir mensagens. 5. Ligações. 30.

“Hey, Elena. Sou eu. Stefan. Ok. Provavelmente seus pais avisaram que eu sofri um acidente e tal. Estou bem. Não precisa se preocupar com nada. Mas queria muito ver você então se puder da uma passada por aqui...” ás 05h57min.

“Porque não atende minhas ligações? Sua mãe disse que você estava vindo me ver... Por favor, assim que ver essa mensagem, me liga. Estou preocupado” ás 6h05min.

“Tudo bem. Estou mesmo muito preocupado. Damon disse que a viu por aqui e Caroline também. Por favor, Elena. Se você veio até aqui porque não entrou e falou comigo? Aconteceu alguma coisa? Me liga” ás 6:30.

“Obviamente você não quer falar comigo. Já é a decima vez que tento ligar. Porque não me atende? Fiz alguma coisa de errado? Por favor, Elena. Ok. Se não quiser falar então ligue para seus pais e diga onde está. Eles estão preocupados. Eu também estou.” Ás 06h50min.

“Elena. Ligue para seus pais. Tipo. Agora. Mesmo. Não sei o que fiz para você, mas, por favor, não faça isso. estou mesmo precisando falar com você :(” á cinco minutos.

Terminei de ler as mensagens e comecei a chorar. Porque ele tinha que agir assim? Se não gostava de mim, porque fingir um afeto que não existe? Será possível que ele precisa tanto me ver mal?

Liguei para os meus pais.

–ELENA. ONDE VOCÊ ESTÁ?- era a voz da minha mãe.

Senti uma pontada de remorso por não ter ligado antes.

–Em algum lugar em Denver. Eu acho. – respondi.

–Denver? Que diabos está fazendo ai? Pensei que fosse ver Stefan! Ele me ligou completamente desesperado e fica retornando á cada 5 minutos perguntando onde você está...

–Mãe eu estou bem, desculpe mesmo não ter ligado antes... Eu precisava ficar sozinha. Você sabe, pensar.

–Ah Elena. Aconteceu alguma coisa? – a voz dela soava tão tranquilizadora que comecei a chorar de novo.

–Não mãe. Não quero falar nisso.

–Foi ele, não foi?

–Não é importante.

–É claro que é. Se ele fez algo errado...

–Não mãe. Ele não fez nada tão ruim. Eu é que fui estupida. – confessei.

–Seja o que for. Ligue para ele.

–Ta.

–Você vai ligar mesmo?

–Aham.

–Volte pra casa.

–Estou dando meia volta.

–Eu te amo.

–Também mamãe.

Cinco minutos e mais lagrimas depois. Liguei para Stefan.

–Onde você está? – foi a primeira coisa que ele disse quando atendeu.

–Indo pra casa.

–Onde você está?- foi como se eu não tivesse dito nada.

Ele estava bravo, irritado, preocupado ou apenas fingindo?

–Denver.

–O que...

–Pare de me ligar, Stefan.

–O que?- a voz dele soou magoada.

Eu quis voltar a chorar, mas me controlei.

–Eu disse para parar de me ligar. Me esquece, ok? Simplesmente pare.

–Parar com o quê? Elena...

–Olha, eu entendo que me odeie e tudo mais. Sabe, eu entendo mesmo. Mas eu nunca, nunca teria feito o que você me fez. Nunca.

Um minuto.

–Elena...

–Eu dormi com você, Stefan. – fiz uma pausa angustiante e mais lagrimas rolaram. – Eu deixei você me tocar. Eu... Você só estava brincando comigo, esse tempo todo, não?

–Não! Não, eu juro que não. Elena, me deixa explicar... Vem aqui e eu posso explicar tudo...

–Tanto faz. Não vou á lugar algum em que você esteja. Apenas fique longe de mim e eu vou ficar longe de você.

–Elena...

–Por favor, Stefan. Você já fez o suficiente.

Notas finais
eai? alguém tem algo em defesa de stefan? hm hm