Without The Love

13 Capitulo 12. 1 dia antes


Notas iniciais
AMORES. quero dedicar esse capitulo á minha querida Bella Potter Salvatore Volturi que recomendou a fic. se alguém mais quer me ver feliz.... rsrs

O relógio da cabeceira de Stefan mostrava 02h30min da manhã. Eu me esforcei bastante pra conseguir me desvencilhar de um rapaz dorminhoco ao meu lado. Sai da cama, peguei minha roupa e coloquei o roupão. Ai, meu Deus. Tudo bem, simplesmente não era a hora pra chilique. Fiquei um tempinho olhando pra ele, deitado de peito pra baixo, a respiração calma e compassada, a costa nua e vermelha das minhas unhas. Ok. Foco. Dei meia volta e sai do quarto dele.

Por pura sorte ninguém estava no corredor, claro que não estavam, porque estariam, afinal? Eu é que era meio paranoica. Entrei no banheiro e tomei um longo banho. Enquanto a água escorria eu conseguia lembrar-me de cada toque dele, cada parte do meu corpo que ele encostou seus lábios... Depois de uns 5 minutos, entrei no meu quarto e tranquei a porta. Vesti uma camisola meio velha e curta e deitei na minha cama. E foi instantâneo. A realidade caiu sobre mim como um tapa bem forte. Eu dormi com Stefan Salvatore.

Eu dormi com Stefan Salvatore. Ai, meu Deus. Eu fiquei paralisada por um tempo. Pensando em como me sentir quanto á isso. Será que eu tinha feito o certo? Será que ele não me achou muito atirada? Não. Ele definitivamente não achou, porque se achasse, não teria sido tão gentil. Não teria se preocupado em perguntar se eu queria mesmo aquilo ou não. Não teria me beijado no rosto repetidas vezes, ou na testa. Fiquei pensando nisso por um tempo. E meio que sorri ao lembrar da forma preocupada com que ele agia, mesmo estando completamente envolvido naquilo.

–Ai, meu Deus. Elena desculpe-me... – estávamos nos beijando, mas ele fez questão de parar e me encarar. Seu olhar claramente preocupado.

–O quê?- perguntei.

–Isso definitivamente vai ficar marca. – ele passou os dedos no meu pescoço.

Eu controlei uma risadinha.

–Tudo bem...

–Eu não...

–Stefan! Pare de se preocupar e me beije.

E ele me beijou. E não adiantou nenhuma preocupação mesmo porque minutos mais tarde ele voltou com a boca para meu pescoço. Puxei seu cabelo com uma força estranha quando ele apertou minhas pernas, desceu o beijo para o peito, barriga...

Eita homem pra me beijar. Tudo bem, não que eu estivesse reclamando nem nada. E, ah sim, realmente ficou uma marca enorme no meu pescoço. Mas não havia nada que base não escondesse

Em algum momento ou outro eu consegui finalmente dormir um pouco. Meus pais me acordaram ás 08h30min naquele dia, porque era Natal e a gente podia acordar mais tarde. Tomamos café juntos e depois abrimos o resto dos presentes. Minha mãe me deu uma camiseta que dizia: eu amo a minha mãezona. Stefan ficou rindo quando fui obrigada a usa-la.

Mas ele também tinha ganhado presentes. Meu avô lhe deu um violão! Não que ele tivesse comprado um, era um violão antigo que ele tinha guardado no porão e não queria dar a ninguém. Por um motivo estranho ele quis dar á Stefan. Tipo, tudo bem né vô. Stefan ficou tocando a manhã inteira e eu estava me corroendo para não beija-lo ali na frente de todo mundo. Ele estava tão impressionantemente gato. O cabelo meio bagunçado, mas era parte do charme dele. Usava uma camisa de moletom escura e jeans. Por cima um suéter ridículo que minha avó tinha lhe dado. Realmente, era ridículo mesmo. E ele conseguia ficar absurdamente sexy nele. Ou talvez não, talvez ele estivesse apenas ridículo e eu o enxergava com os olhos da paixão. Deus me livre desse acontecimento. Mas estava começando a achar que era isso.

Passava das 4 da tarde quando meu avô disse que a gente podia ficar lá na frente um pouco, antes de escurecer e ficar muito frio. Sim. Estava nevando! Geralmente não neva naquela parte do país, mas ali estava, flocos brancos de neve cobrindo o jardim.

Stefan e eu ficamos deitados no que antes era gramado. Um ao lado do outro. Os dedos dele entrelaçados nos meus.

–Tão calado. – comentei.

–“Não tem olhos solares, meu amor;
Mais rubro que seus lábios é o coral;
Se neve é branca, é escura a sua cor;
E a cabeleira ao arame é igual.”

Sorri um pouco.

–Continue.

A respiração dele estava compassada.

“Mas minha amada caminha no chão.
Mas juro que esse amor me é mais caro
Que qualquer outra à qual eu a comparo.”

Fiquei um tempinho em silencio depois que ele terminou. Não sabia o que dizer, eu não tinha poemas bonitos e essas coisas. Eu era péssima com palavras.

–É um belo poema. – disse então.

–Foi tudo o que consegui pensar quando vi você ontem. – ele ia dizendo. – quando entrou no meu quarto...

–Tudo o que eu conseguia pensar era em beijar você. – confessei. – eu não queria perde-lo.

Stefan olhou pra mim nesse instante. E seus olhos estavam tão surpresos.

–Você teve medo de me perder?- a voz quase um sussurro incrédulo.

–É claro que tive. Eu estou completamente e estupidamente apaixonada por você, seu idiota.

Um sorriso formou-se em seus lábios.

–Tão adorável.

Dei de ombros.

–Você conseguiu.

–Consegui o quê? Levar você pra minha cama?

–Conseguiu com que eu quisesse ir pra sua cama. Sabe, eu meio que jurei nunca fazer isso. Talvez eu tenha feito um pacto ou...

Ele começou a rir.

–Tenho esse efeito sobre as garotas.

–Ai, meu Deus. Você é um idiota. – mas eu estava rindo.

Stefan levou suas mãos ao meu rosto e inclinou-se para me beijar. Estava tão frio ali, mas quando ele encostou seus lábios nos meus, foi inundada por uma quentura surreal e hipnotizante. Ele deslizou as mãos do meu rosto para minha cintura, e em um minuto ou outro ele se apoiava no cotovelo enquanto estava encima de mim. Ficamos assim por um tempinho, até que Stefan começou a deslizar suas mãos para dentro da minha camisa, e a mão gelada dele em contato com a minha pele quente embaixo da roupa fez um choque surpreendente passar pelo meu corpo.

–Stefan... Alguém pode ver a gente. – eu disse entre um beijo ou outro.

–Hummm. Podemos ir para o meu quarto, por favor?- ele olhou para mim. Seus olhos escuros e agitados. Não era difícil descobrir o que ele queria ali, e eu sentia uma coisa ótima no estomago ao ver aquela reação.

–Está tentando me seduzir, é?- perguntei.

Ele se afastou um pouquinho de mim. Mas ainda estava meio que enroscado comigo.

–Você não é alguém facilmente seduzível, Elena Gilbert.

Dei de ombros.

–Tente mais. –sussurrei no ouvido dele.

E eu vi sua reação bem diante dos meus olhos. Todos os pelos do braço de Stefan se arrepiaram.

–Ai, meu Deus. Meus hormônios adolescentes estão eufóricos.

Eu gargalhei com isso. E depois levei a mão à boca rapidamente, reprimindo-me.

–Você não está satisfeito?- perguntei.

–Oh claro. Estou completamente. Mas, sabe, você está toda quentinha embaixo de mim agora, e eu só consigo pensar em beijar cada parte do seu corpo.

Prendi a respiração por uns segundos. Ai, meu Deus.

–Vão ouvir a gente. – sussurrei para ele.

Stefan me olhou por tempinho depois que eu disse isso, ele parecia tão sereno ali, o corpo todo contraído sob o meu.

–Estou feliz como nunca estive antes. –ele me disse.

Coloquei minha mão no rosto dele e acariciei sua bochecha.

–Eu também. – sussurrei.

Fui recompensada por vê-lo, ali encima de mim, fechado os olhos e sorrindo, como se o som da minha voz misturado com as palavras fossem a melhor coisa que ele ouvia na vida. Como se fosse tão precioso que ele não quisesse perder nenhum segundo daquilo.

–Que tal um banho quente?- ele me sugeriu.

Comecei a rir.

–Stefan...

–Estou brincando, Elena. Não sou louco por sexo. Sou louco por você.

–Ai que romântico ouvir isso.

–Nenhum relacionamento é perfeito.

–Temos um relacionamento?

Ele me olhou.

–É claro que temos. Não achava que depois de ontem... Ainda vai me apresentar como amigo para as outras pessoas né?

–Eu sabia que tinha ficado chateado!

–Mas é claro!

–Você já está em um relacionamento, Stefan.

E depois que eu disse me arrependi instantaneamente.

–Pensei que já tivéssemos conversado sobre isso, Elena.

–Sim, conversamos. Mas sabe, não muda o que fato de que você e ela ainda estão juntos. Então, apenas aceite, estamos transando pelas costas dela. – eu disse sem pensar.

–Não diga isso. Não diga isso como se fosse qualquer coisa.

Ele parecia tão feridi que tive medo de me mover. Stefan sentou-se ainda perto de mim, mas evitando me tocar.

–Estou errada? Diga-me onde.

Ele não estava olhando pra mim.

–Droga, Elena. Você sabe que está errada. Aquilo... Nós... Não foi algo qualquer. Não pra mim.

–Não foi pra mim também.

–Não é assim que parece.

–Stefan...

–Estou cansado dessa conversa. Melhor entrarmos, está ficando frio aqui. – ele já estava se levantando quando eu vi.

Stefan entrou na casa em completo silencio, e eu bem atrás, querendo me jogar nas costas dele. Mas não o fiz. E Stefan foi para o quarto e eu me sentei no sofá.

–Vocês brigaram. –Jeremy disse.

Olhei pra ele e depois suspirei.

–Óbvio assim?

–Os melhores relacionamentos têm brigas.

–Nosso problema é que não temos um relacionamento, Jer.

–Não?

–Ele tem namorada. Todos sabem.

–Ele não disse que ia terminar?

–Disse, mas...

–Mas?

–Ela é tipo a garota mais popular da escola. A mais bonita, mais quente, mais importante... Porque acha que ele ia querer mesmo terminar com ela por mim? Eu sou... Revoltante.

Jer sorriu.

–Elena, você só está arrumando desculpas.

–Desculpas pra quê? Eu quero ficar com ele, mas...

–Está arrumando desculpas justamente porque gosta dele, e está morrendo de medo de se magoar.

E isso foi tudo o que ele disse. Não precisou muito, na verdade. Eu estava planejando ir ver Stefan depois, mas me surpreendi quando ele bateu na minha porta.

–Eu odeio brigar com você. – ele me disse quando abri.

Deixei que ele entrasse, tranquei a porta e o abracei. O abracei como nunca tinha feito antes, e a sensação foi... Ótima. Stefan tem algo no abraço, algo que faz você se sentir segura com ele.

–Eu sou uma idiota. – sussurrei.

–Na verdade, não vou discordar.

Revirei os olhos.

Stefan pôs as duas mãos no meu rosto e me beijou. Um beijo calmo e lento.

–Eu confio em você, Stefan. – disse pra ele.

–Elena...

–Agora vai porque meus pais estão lá embaixo. – sussurrei e ele sorriu.

–Vejo você no jantar.

Assenti e o vi seguir pelo corredor. Eu esta a tão ferrada!

Notas finais
eaaai? alguém ansioso pro proximo cap? O dia.