Without The Love

12 Capitulo 11. All I want for Christmas is you


Notas iniciais
eai? :D

No inicio da noite eu me vi usando um vestido branco de rendas, com uma gola V que com certeza destacava meus seios, estou dizendo isso porque eu passei o caminho pra casa inteiro observando esse detalhe. Não que eu nunca usasse vestidos decotados, eu só... Okay eu apenas não usava vestidos decotados. Mas não era esse ponto da história, o real ponto era: eu estava nervosa em vesti-lo. Estava nervosa em ver Stefan. Estava nervosa em ver Stefan vestindo isso! Ele nunca tinha visto tanto de mim assim, além dos meus shorts e minha camiseta de moletom. Certo, porque Stefan estava a fim de ficar comigo mesmo? De qualquer forma, o vestido era realmente bonito. A moça da loja disse que destacava minhas pernas, e realmente deviam destacar porque ficavam um pouco acima do joelho, mais ou menos.

Depois de tipo, uns 10 minutos me encarando no espelho decidi que estava na hora de descer. Passava das 07h30min e a minha família quase toda já estava reunida lá embaixo. E Stefan provavelmente também estaria lá, esperando por Damon e a namorada dele, cujo nome eu não sabia ainda.

Desci para sala de estar minutos depois, eu estava meio nervosa sei lá. Logo vi Jeremy parado perto na mesa de comidas conversando com a minha tia Elizabeth, também vi o marido dela não muito longe, em uma conversa aparentemente interessante com meu pai e outros tios. Percebi minhas tias todas envolta da minha avó, e logo caminhei até elas. Quando me aproximei minha avó me olhou com um sorriso satisfeito no rosto, o tipo de sorriso que dizia isso sim é vestido de Natal.

–Você está absolutamente linda!- minha tia Francis disse.

Sorri um pouco. Só pra tentar ser educada.

–Obrigada tia.

–Ela cresceu tão rápido... — elas iam dizendo. Mas eu não estava prestando muita atenção nisso. Minha cabeça estava em outro lugar...

–Lá fora. – minha avó me disse. E então eu a encarei. – Ele está lá fora, se é a quem procura.

Claro que eu ia perguntar de quem ela estava falando, mas evitei mais broncas por parte da minha querida avó e simplesmente caminhei para o lado de fora da casa. A lua esta realmente linda naquela noite. E esse é o tipo de coisa interessante pra lembrar, porque fez parte do momento. A lua, o céu estrelado, um Stefan Salvatore parado na varanda com as mãos do bolso da calça social. Ele estava, e isso é importante mesmo, absurdamente lindo! De terno, o cabelo bem penteado como costumava ser quando éramos menores. Eu repentinamente senti uma onda fria me envolvendo.

–Está é uma noite estupidamente bonita. – comentei casualmente.

Isso fez com que ele virasse pra mim. E seus olhos encontraram os meus por um breve momento antes que me notasse de verdade, da cabeça aos pés. Eu tentei não me encolher muito, mas acho que isso não funcionou de verdade, porque ele sorriu depois de um segundo.

Você está estupidamente bonita. – me disse.

Dei de ombros.

–Você está muito bonito também.

Ele sorriu.

–Não de uma forma estupida?

–Hum, não.

Ele concordou apenas. Mas havia um mini sorriso nos lábios dele.

–O que foi?- perguntei depois de um segundo.

–Nada. Eu só... Estou morrendo de vontade de beija-la, mas não sei se isso é conveniente no momento. — ele disse de uma forma tão fofa que eu consegui rir.

–Ora não seja idiota. – eu disse meio me curvando para ele. E em um momento ou outro estávamos nos beijando, era engraçado como eu já tinha me habituado ao gosto da boca dele, tinha gosto de Stefan Salvatore e hortelã. Ele estava segurando a minha cintura e pressionando-a contra ele.

–Ok. Talvez precisemos ir com mais calma. – ele disse quando nos afastamos.

Eu sorri um pouco, mas na verdade estava muito vermelha e com os lábios dormentes de beijar.

–Certo.

Um minuto.

–Tenho algo pra você. Eu... Eu deveria esperar até que entreguemos todos os presentes, mas precisava mesmo te dar logo o meu.

Eu o encarei.

–Stefan... Oh, eu disse que não tinha comprado nada...

–Tudo bem, de verdade. Eu não poderia pedir mais nada de você, Elena. – ele tocou meu rosto com a ponta dos dedos. – Além do mais, eu não comprei isso.

–O que é? – perguntei.

Então Stefan tirou do bolso de dentro do terno Armani (com certeza era um!) uma cópia meio surrada de Um conto de duas cidades.

–É o meu livro favorito desde que a senhora Johnson nos mandou ler, no sexto ano. – ele me disse.

Então percebi porque Stefan tinha dito que não havia comprado nada, aquela era a cópia dele.

–Oh Stefan... Eu não posso aceitar, é seu!

Então ele segurou minha mão entre o livro. Aproximou-se de mim, curvou-se e beijou meu rosto: as bochechas, a testa, minhas pálpebras, até descer para meus lábios. Foi um beijo calmo e lento. Quando acabamos eu estava segurando o livro dele nas duas mãos.

–Não há nenhuma chance de eu devolver isso, então... — eu comecei a dizer, e ele sorriu.

–Quero que fique com você.

Suspirei.

–Seu livro favorito? Tudo bem, isso é surpreendente, apesar de Stefan Salvatore já ter me mostrado ser um cara realmente dedicado á poesia e a literatura clássica. — eu disse fazendo-o rir.

Stefan não ria muito. Mas ali estava, eu tinha acabado de fazê-lo rir. Senti uma felicidade absurda.

–Pode me citar algo?- pedi pra ele.

Se ficou surpreso com o pedido não pareceu. Stefan se inclinou como se fosse beijar-me novamente, mas ao invés disso me abraçou, as mãos envolta de mim. E delicadamente, ele sussurrou no pé do meu ouvido, fazendo tudo no meu corpo se arrepiar:

– “Quero que saibas que tu foste o último sonho da minha vida… Desde que te conheci, tenho sido atormentado por um remorso que pensei que nunca me censuraria novamente e ouvi sussurros de velhas vozes impelindo-me para cima, as quais achei que estivessem silenciosas para sempre. Tive ideias imaturas de me empenhar novamente, começar de novo, me livrar da preguiça e da sensualidade, e lutar a luta abandonada. Um sonho, tudo um sonho, que vai dar em nada…”

Mesmo quando acabou, Stefan se não desvencilhou de mim. Eu não posso explicar, mesmo que tentasse, mas foi mais ou menos como aquela queda livre que eu havia dito antes, como se eu não pudesse parar de cair, cair e cair. Mesmo que eu quisesse. Eu estava meio que chorando á essa altura.

–Oh, Elena. Você está chorando?- ele olhou pra mim. Parecia tão preocupado.

–Não se pode citar Dickens para uma garota e não esperar que ela fique desconcertada. – eu disse meio petulante enquanto enxugava meu rosto.

Mas Stefan apenas sorriu.

–Sinto muito.

Dei de ombros.

Acho que ele ia dizer alguma coisa. Mas não importava mais porque ouvimos uma voz soar próximo á onde estávamos. Imaginei que fosse meu pai no começo, mas não era. Mesmo antes de me virar eu já sabia quem era.

–Stefan e a sua mania de fazer as garotas chorarem, isso é triste. – Damon Salvatore apareceu á nossa frente. Estava usando um terno escuro como o de Stefan, o cabelo escuro bem penteado, ele era tão desconcertantemente bonito, não como a beleza de Stefan, suave e meiga. A sua era brutal e esvoaçante. Deixava-me meio sem graça. Ok. Não que importasse.

Uma garota loira realmente muito bonita segurava seu braço. Ela tinha olhos azuis-esveados, aparentava ser no máximo um ou dois anos mais velha que eu. O que era estranho porque toda vez que imaginava Damon e alguém tudo o que conseguia pensar era em uma mulher madura e não uma garota do colegial. De qualquer forma, Stefan não demorou muito pra se desvencilhar de mim e abraçar seu irmão. Eu nunca tinha pensando sobre o relacionamento deles, mas naquele momento, percebi que eram amigos.

–Olá irmão. – Damon disse á Stefan. – Elena. – cumprimentou-me.

–Damon. Feliz Natal. – eu disse.

O sorriso de Damon era quase acolhedor.

–Caroline! Você está linda! – Stefan disse abraçando a garota que agora tinha nome.

Caroline. Era um nome bonito, eu precisava admitir.

–E você? Todo sofisticado, quando foi a ultima vez que usou um terno?- a garota, Caroline, disse com um sorriso.

Stefan não tinha me falado nada sobre ela antes. Mas ali estava, dois amigos íntimos.

Eu não estava muito ansiosa em prestar atenção na conversa, mas em um momento ou outro Stefan lembrou-se de me apresentar á ela.

–Elena essa é a minha amiga Caroline. E Caroline essa é Elena, minha... Ahn...

–Amiga dele. – eu completei meu apressadamente. Tentei não encarar muito Stefan. – É um prazer conhece-la.

A garota sorriu pra mim de um jeito bem acolhedor.

–O prazer é meu, Elena.

Eu estava sorrindo e tentando desviar do olhar de Damon. Mas não estava dando muito certo. Antes de todos entrarem pude ouvir-lo sussurrar “amiga” perto de mim.

Tirando esses momentos estranhos o restante da noite foi completamente agradável, apresentei Caroline aos meus pais como se fosse uma amiga antiga. Depois conversamos um pouco sobre Stefan e ela disse que eles eram amigos desde os 14 anos, e pasmem, ela tinha mesmo a minha idade! Morava em Nova York com a mãe e conheceu Damon em uma festa da escola. Ela definiu Damon como sexy e perigoso desde o começo. Eu realmente estava gostando de conversar com ela, mas de onde estávamos sentadas eu podia ver Stefan nos observar de longe, enquanto conversava com Damon e outras pessoas.

–Ele gosta mesmo de você. – Caroline me disse.

Eu me virei para olha-la nesse instante.

–O que?

–Stefan. Ele tinha essa queda por vocês desde os 14.

Eu fiquei meio sem fala.

–Ah, eu meio que não sabia disso.

Ela sorriu.

–Eu disse que ele deveria ter contado antes. Mas você sabe, garotos...

Eu sorri pra ela. – É, sempre tão idiotas.

Houve o momento da troca de presentes e também quando a comida foi servida, desejamos feliz natal á meia noite, e então todos estavam se despedindo uns dois outros. Eu estava sentada na escada da varanda observando Damon e Stefan conversarem, então Damon acenou pra mim e entrou no carro, Caroline gritou um “até mais Elena” e eles se foram. Stefan não demorou muito para voltar para varanda, mas ele não estava falando comigo desde cedo.

–Stefan... — eu estava me levantando.

–Realmente estou cansado, Elena. Acho melhor ir dormir. – ele me cortou completamente.

Eu senti como se ele estivesse me golpeando com uma faca repetidas vezes, mas ainda assim, apenas concordei, em completo silencio. Minutos depois dele, eu entrei em casa e me despedi dos meus pais, disse que estava cansada demais e que ajudava a arrumar as coisas pela manhã. Mas o que eu realmente queria era ir pro meu quarto e afundar da minha profunda depressão. O que ele esperava que eu dissesse quando ele mesmo não sabia o que éramos? Antes amigos do que inimigos, não? Eu estava chateada demais para pensar em qualquer coisa, então apenas lavei meu rosto coloquei um pijama e me deitei na cama. Encima da cabeceira, onde eu havia colocado, estava a cópia de Stefan de Um conto de duas cidades.

Dentro dele, na contra capa havia uma escritura: Talvez seja inapropriado escrever Shakespeare em um livro de Dickens, mas Ah! Porque será que o amor, sendo tão terno na aparência, se torna tirano e cruel quando se experimenta?

Fechei meus olhos brevemente. Era isso não era? Era sobre isso. Sobre estar apaixonado por alguém que apenas lhe foi cruel. Eu estava com vontade de vomitar sangue, de vomitar o meu eu, até que toda Elena Gilbert de esvaísse. Mas ao invés disso, fechei o livro, peguei um roupão rosa perto da porta e sai.

E um momento ou outro eu estava parada na porta dele. Completamente imóvel. Um obstáculo que me impedia de fazer o que eu queria fazer. Eu nem me dei o trabalho de bater e acordar todos. Abri-a devagar, a luz do abajur mal iluminava o quarto. Eu consegui enxergar um Stefan deitado na cama, com um livro em mãos. Usava apenas uma calça de moletom. Os músculos contraídos na posição que estava.

Como se alguém invisível me empurrasse, eu entrei e fechei a porta atrás de mim. O barulho atraiu a atenção dele. E então por aquele misero segundo, Stefan estava olhando pra mim. E eu estava olhando pra ele. Um quarto mal iluminado entre nós.

–O que está fazendo?- ele perguntou. Sua voz meio rouca.

Obriguei meus pés mentalmente á me obedecerem, então consegui caminhar até sua cama.

–Eu precisava falar uma coisa com você.

–Não podia esperar até amanhã?

–Não. Não podia, Stefan. E você disse que estava cansado, mas aparentemente não consegue dormir. Nem eu.

Eu disse as palavras tão cuidadosamente. Estava com tanto medo de tropeçar em mim mesma de tão nervosa. Se eu colocasse o dedo na tomada, ainda assim meu coração naquele momento ainda estaria mais acelerado quanto se eu tivesse colocado, de fato.

–O que quer, Elena? O que quer de mim? – ele já havia fechado o livro.

–Eu vim... Eu vim lhe entregar seu presente de natal, Stefan. – eu disse. Minha voz quase um sussurro.

Mas ele ainda apenas me encarava. Seus olhos estavam escuros. Então eu simplesmente me sentei na cama e me aproximei dele. Meu corpo sobre o seu, eu retirei o roupão que estava usando e deixei cair no chão do quarto.

–Elena...

Eu não dei muito tempo pra ele falar mais. Já estava beijando-o. E céus, como eu precisava daquele beijo, tão feroz de ardente, Stefan não demorou muito á corresponder, me tomou em seus braços tão rapidamente que eu quase perdi o restante do folego que ainda me restava. Apertou-me em seus braços, suas mãos deslizavam para o meu pijama, e adentrava a minha camisa. Massageava as minhas costas.

–Elena... – ele realmente estava lutando para de desvencilhar de mim. – Elena, você não precisa fazer isso se não for o que quer.

Eu estava olhando pra ele. Sem folego pra falar muita coisa.

–Eu quero, Stefan. Eu quero. — sussurrei.

E não houve mais anda a ser dito. Stefan emitiu um ruído quase como eu engasgo e voltei a beija-lo, delicada e lentamente assim como ele fazia comigo. Sentei-me abaixo de sua barriga e beijei seu peito nu, ele gemia baixinho. Eu estava completamente envolvida nisso, as mãos deles foram ágeis em retirar minha camisa, e eu em retirar a calça dele. Em questão de segundos estávamos completamente nus. Então ele acariciou meu rosto e beijou minha testa tão delicadamente que eu pensei que fosse derreter com toque.

–Eu estou apaixonada por você, Stefan Salvatore. Não arruíne tudo. – sussurrei no ouvido dele.

Notas finais
eai? EAI? EAI? loooooooooooooool