Without The Love

11 Capitulo 10. 2 dias antes


Notas iniciais
eu tinha o cap pronto e pensei: vou postar logo. então pq to de bom humor... eai?

Stefan me acordou no dia seguinte ás 06h30min da manhã!

–ACORDA. ELENA. ACORDA. — ele ficou mexendo comigo na cama.

Eu não sei quanto tempo ele tinha estado ali antes de me acordar, mas eu sabia que a porta estava fechada atrás dele. Abri meus olhos e o vi parado á minha frente. Camisa preta e calça jeans. Seu cabelo bem penteado e arrumado.

–Algum motivo especial para tanta felicidade?- perguntei com o travesseiro encima do rosto.

Fala serio, a ultima coisa que eu queria na vida é que ele me visse de manhã. Meu cabelo uma palha só, meu rosto amassado e minha aparência de zumbi. Não. Com certeza não.

–Além da véspera de natal?- ele perguntou. Como se não fosse uma coisa obvia.

Eu meio que olhei pra ele nessa hora. E não dava para evitar sorrir. Aquele era Stefan Salvatore todo animadinho para o natal. Achei a coisa tão fofinha que consegui me sentar na cama e encara-lo de verdade.

–Okay. Tudo bem. Você me acordou ás 06h30min da manhã por isso?

–Na verdade, sua mãe gentilmente pediu que eu viesse acorda-la. –ele disse.

O encarei meio boquiaberta. Tudo bem, eu sabia que a minha mãe já tinha sacado tudo, na verdade acho que todos tinham. Principalmente por causa de ontem, quando Stefan me deu um beijo no rosto enquanto estávamos na sala de estar. Foi tipo, sem querer, e todo mundo viu e sorriu, e Jeremy até levantou ás mãos pro alto e deu gloria (Jeremy sendo Jeremy).

–Ela fez isso? Nossa, parece sério. – eu disse.

E Stefan sorriu um pouco. Ele estava com um humor tão bom que eu tive medo de dizer qualquer coisa idiota que pudesse causar briga.

–Tudo bem. Apesar de eu estar adorando ver você nesse pijama curtíssimo, acredito que seja melhor ir se arrumar, não?

Eu ri com isso. Estava com vergonha de me levantar porque a parte de baixo do pijama era toda cheia de babadinhos.

–Stefan?- tirei sua atenção das minhas fotografias na escrivaninha.

–Sim?

Seus olhos caíram sobre mim e ele sorriu. Como se o simples ato de fazê-lo já melhorasse seu humor.

–Estou me sentindo meio mal porque não comprei nada pra você. – eu disse pra ele.

E era verdade. A minha intenção antes de tudo isso era não comprar absolutamente nada pra ele. Tipo, de proposito mesmo. No sentido mais malvado possível.

Mas Stefan apenas sorriu pra mim. Como se achasse o pensamento o mais bobo possível.

–Acho que já exigi muito de você, não concorda?

Eu senti como se ele estivesse alfinetando meu coração. Sinceramente, quando eu me tornei tão atraída por ele?

–Eu poderia beija-lo agora se não tivesse acabado de acordar e isso fosse nojento! – eu disse e Stefan começou a rir.

–Quando nos casarmos isso não poderá ser um problema- ele disse dando de ombros.

Ergui a sobrancelha.

–Santo Deus. — murmurei alto o suficiente para ele ouvir e revirar os olhos.

Okay. Depois disso fui pro banheiro e tomei um longo banho. E devo dizer: eu me sentia tão bem! Como não havia estado á anos. Se é que eu tivesse me sentido assim alguma vez na vida. Durmo que é uma beleza, a pele limpa, o humor bom. Me pego achando que vou ser feliz amanhã; e o motivo disso nunca foi tão obvio. Eu nem me sinto mais estranha por estar me envolvendo com ele assim. E nem penso mais nas mil e uma coisas que ele pode estar tentando armar pra mim. Nem ligo mais pros meus pais me achando meio doida. Na verdade, mais tarde desse dia, na cozinha, eles estavam tão assustados que eu me senti meio mal sim, mas por não ter dito nada antes.

–Então... Você e Stefan... Estão juntos?- foi meu pai quem perguntou.

Dei de ombros.

–Não sei. Fizemos as pazes. Não era o que queriam?- perguntei.

Minha mãe olhou de relance pro meu pai. Então eles compartilharam aquele olhar.

–Estávamos falando sobre não brigar mais... Ou serem amigos... Ou pelo menos, Santo Deus, não tentarem se matar. – minha mãe disse.

Eu meio que me engasguei com o leite quando ouvi isso.

–Ora, eu nunca mataria alguém. Por favor!

–Elena, você entendeu o que queremos dizer. – foi meu pai.

Acho que era ele quem liderava a discussão.

–Vocês não me querem com Stefan? É isso?

Minha mãe respondeu rapidamente:

–Queremos vê-la feliz, Elena.

Eu olhei bem seriamente pra eles dois e disse, depois de um tempinho:

–Bem, eu estou feliz agora. Então vocês poderiam, por favor, ficar felizes pela minha felicidade sem questiona-la?

–Somos seus pais, Elena. Questionar é o nosso dever. – meu pai disse.

Ele estava em bom humor. O que foi pura sorte.

–Tudo bem. Eu sei que ficaremos aqui apenas mais 3 dias, mas precisamos relembrar as regras impostas por seus avós...

–Ai meu Deus pai, por favor, para! – eu estava tão sem graça!

–Mas Elena...

–Não estamos fazendo nada de errado, ok? Nem estamos pensando em nada, então, por favor...

E com isso consegui pôr fim na conversa. Foi difícil e minha mãe queria começar a falar de proteções e gravidez... Mas eu logo consegui corta-la. Depois eles saíram para buscar meus tios e primos com Jeremy enquanto meus avós arrumavam a casa. Stefan e eu ajudávamos.

–Seus pais foram severos?- Stefan me perguntou quando estávamos sozinhos.

Olhei pra ele meio surpresa.

–Oh, eles foram normais. Sabe, pais. — E foi assim que eu disse a primeira coisa estupida pra ele depois das nossas pazes. Pais. Santo Deus... Não. Eu não disse isso. — Desculpe... Eu... Não devo ter soado muito legal. Sinto muito. — eu fiquei repetindo isso rápido demais.

Stefan apenas sorriu pra mim. E depois beijou o alto da minha testa. Eu meio que estremeci com o ato, não pelo contato e tal, mas pela familiaridade dele. Eu nunca tinha pensando em Stefan como um cara assim. Que beija a testa das garotas e as abraça. Senti medo disso no momento em que surgiu, como quando você entra na montanha russa e os primeiros segundo antecedentes te deixam com tanto, mas tanto medo que você tem vontade de desistir e nunca mais tentar.

–Tudo bem. – ele disse simplesmente. Eu não sei se ele percebeu a minha posição tensa, mas o toque tão rápido quanto surgiu, desapareceu. E ali estávamos novamente, com uma conversa meio monótona. Não preciso dizer que me senti idiota. Pois é.

–Damon acha que você vai fazer pra bem pra mim. – ele disse depois.

Encarei-o.

–Você falou com Damon recentemente?

–Ontem. Ele disse que vinha hoje. Seus pais disseram que tudo bem...

–Isso é ótimo!- eu estava sendo sincera.

–Certo. Eu sabia que você tinha uma “queda” por ele, mas... — ele não estava olhando diretamente pra mim.

Eu sorri. – Está com ciúmes do seu irmão?

–Na verdade, não. Mas faz anos que não apresento nenhuma garota ao meu irmão...

Então eu ri.

–Quais as chances de alguma garota trocar você, Stefan Salvatore?

–Só uma pessoa no mundo pode conseguir isso. E esse alguém é o meu irmão.

Ele disse isso sorrindo. E eu meio que ri também. E depois revirei os olhos, só pra ele saber que estava achando isso muito idiota.

–Você é idiota. Meu Deus.

–Garotas tem fetiche por idiotas. – ele me disse.

–Não seja um idiota.

Então me olhou de relance enquanto colocava alguma coisa na arvore.

–Você tem fetiche por idiotas?- perguntou.

Dei de ombros.

–Não tenho fetiches. Nem tipos, ou essas coisas.

Pausa.

–Eu quero citar algo bonitinho pra você agora, mas não consigo pensar em nada. – ele me disse e eu ri.

–Stefan Salvatore não tem nenhuma citação shakespeariana? Por favor, chamem um médico. – brinquei.

E Stefan sorriu pra mim. E estávamos rindo quando meus avós entraram na sala.

–Esse sim é o clima de Natal! – meu avô exclamou depois de analisar nossas expressões.

Minha avó piscou pra mim.

–Stefan querido, você pode ajudar o vovô á trazer a caixa com os enfeites no porão?- minha avó pediu. Ela tem essa mania de chamar meu avô de vovô perto das outras pessoas, é estranho e adorável ao mesmo tempo.

Stefan concordou, é claro. E minha avó voltou-se pra mim no momento e que eles saíram da sala.

–O que vai usar essa noite? Por favor, Elena, não me diga que vai usar um daqueles seus vestidos macabros...

Ela queria dizer meus vestidos pretos. E eu só tinha 2. E sim. Eu ia usar mesmo.

–Mas vó...

Elena Marie Gilbert. Não me envergonhe! Esse garoto só tem olhos pra você e você ao menos quer parecer apresentável.

Eu ia dizer que foi ele quem me acordou pela manhã. E que se ele conseguiu ver aquilo, então eu não teria problema usando um vestido ruim. Mas ao invés disso continue calada.

–Vamos naquela loja á dois quilômetros daqui... A que vende vestidos... Sim, seus pais chegam em uma hora e então pegamos o carro e o cartão de crédito. – ela dizia.

Eu sorri.

–Vó...

Mas foi nesse momento que meu avô entrou na sala, e atrás dele, Stefan segurava duas caixas aparentemente pesadas, que fazia com que seus músculos enrijecerem e moldassem sua camisa meio suada por causa da temperatura alta lá embaixo. Seus cabelos tão cuidadosamente arrumados estavam meio desgrenhados e tinha indícios de poeira encima. Ele estava rindo de alguma coisa que meu avô disse, e as curvas de seus lábios que se contraiam eram tão ridiculamente perfeitas. E eu não conseguia parar de pensar que talvez estivesse mesmo gostando dele, sabe, daquele jeito quando as garotas gostam dos garotos. Eu achava que era bobagem pura de filme clichê onde a garota fica pensando no garoto involuntariamente, e se pega nesses momentos constrangedores em que está olhando pra ele e ele olha pra ela e ela sorri e ele sorri de volta e ela sente como se o mundo fosse explodir em mil flocos de neve. Eu estava pensando em tudo isso quando decidi concordar com a minha avó, mas quando virei-me ela já estava olhando pra mim. Havia muito mais naquele olhar do que apenas um não tente discordar.

Notas finais
eai? lol