Witchcraft
29 Three Ducks In The Bathtub
Elizabeth
– Land mine has taken my sight, taken my speech, taken my hearing, taken my arms, taken my leeegs, taken my soul, left me with life in heeeeell. – Jimmy gargalhou alto terminando de cantar a musica.
Três garotas — lê-se vadias — estavam sentadas em uma das mesas da sorveteria nos olhando estranho.
– Sério Lizzie, tava com muita saudade disso – Ele me apertou forte.
– Me solta Sullivan, não consigo respirar – O empurrei – Vai querer milk shake de que?
– De morango caramba, o melhor!!
– Fala baixo porra – Eu apenas ria de Jimmy enquanto pessoas passavam e ficavam olhando.
– Meu Deus, que calor. Ta pior que HB...
– Ai tinha esquecido como você era dramatico e barulhento.
– Minha filha eu sou The Reverend Tholomew Plague me respeite – Ele girou a cabeça como um travesti cheio de cabelo.
– Ei o que você ta fazendo? – Jimmy tirou a camisa, ficando apenas com a calça jeans e seus tênis. As garotas olharam mais estranho ainda ao ver o tronco completamente tatuado do Jim. – Tudo bem já entendi, você está com calor...
– Exatamente – Jimmy tirou o cabelo da testa, colocando-o para tras. Era cômico.
– Cara nojento, eca. – Elas deram umas risadas um pouco altas. Foi o suficiente pro meu sangue ferver. Levantei-me da mesa onde estava com Jimmy.
– Hey onde você pensa que vai? – Parei de frente a elas e bati a mão com força na mesa, elas se assustaram e olharam para mim. Respirei fundo, ah mais eu ia acabar com elas...
– Olha aqui – Falei fria e grossa – Nojento é o... orifício arrombado de vocês. Se acham que podem ser melhor porque...
– Elizabeth vem sentar – Fui interrompida por ele. – Esquece isso.
– Não mesmo, ninguém fala assim dos meus amigos... HEEEEY – Jimmy me pegou pela cintura e me jogou sobre o seu ombro, segurando minhas pernas com uma mão e o milk shake na outra. – ME SOLTA SULLIVAN!
– Não, vamos pra casa agora estou cansado e vou voltar amanhã. Vamos embora antes que arranje confusão.
– Mas...
– Mas nada, cala a boca.
– ELIZABETH? – Tentei levantar a cabeça e lá estava Corey, lindo como sempre, usando uma camisa gola V e uma jaqueta de couro e seu chapéu fedora.
– Espera Jimmy, me solta. – Sacudi minhas pernas e ele me soltou. Corey veio na minha direção.
– Oi minha linda. – Ele me abraçou e beijou meus labios.
– Oi Corey. – Jimmy lançou um olhar mortal para Corey.
– E você é...? – Ele estendeu a mão para o Jim
– James Sullivan, amigo das meninas.
– Ele é o baterista do Avenged Sevenfold. – Cutuquei as costelas dele.
– Ah sim, prazer. Sou o namorado da Lizzie. – Jimmy olhava pra ele com aquele olhar analisador.
– Que bom. Estamos indo para casa. – Jimmy continuava fazendo careta. Porra.
– Vem com a gente. – Eu o chamei.
– Ah não posso, tenho que voltar pro trabalho.
– Droga, tchau então Corey. – Ele me deu um selinho e atravessou a rua correndo.
– Sério? Você está feliz com esse cara?
– Não é da sua conta Sullivan... Vamos antes que eu volte lá e quebre a cara daquelas vadias.
– E eu te boto no meu ombro de novo...
[...]
– Não me empurra Jimmy.
– Você parece uma velha andando. – Tropecei no degrau da casa, e comecei a rir sozinha. – Credo. Risada de velha que fuma. – Lancei um olhar mortal para ele e abri a porta de casa.
– GRAÇAS A DEUS VOCÊS CHEGARAM! – Jared gritou, enquanto K gemia de dor no sofá – TA NA HORA LIZZIE
– Ai minha Deusa. Relaxa Jared, coloca ela na banheira.
Corri até o meu quarto e peguei um amuleto para usar durante o parto, como se a Deusa estivesse presente nesse momento, um cordão com uma bolsinha de couro, dentro havia pelos de gato preto. Desci correndo até a cozinha, peguei a artemisa no armário, e coloquei em uma panela grande para ferver.
– JIMMY – Ele apareceu pela porta correndo, sua expressão era de desespero e desorientado. Mais que o normal, claro.
– Fica aqui e quando ferver, você leva lá pra cima. – Ele assentiu e colocou os cabelos pra trás, nervoso.
Subi as escadas novamente e peguei um baú pequeno em baixo da cama, onde eu guardava as velas e os incensos. Peguei uma vela branca, que auxilia na purificação da alma; uma rosa, que é ligada ao coração, ao amor universal e uma vela azul, que traz paz. E os incensos de Balsamo, para acalmar ambientes carregados; Aradhana, que induz ao relaxamento, com essência de jasmim e Aloe Vera, com propriedades curativas.
Voltei ao banheiro e o Jimmy já estava despejando o chá de artemisia na banheira. Jared segurava a mão de K no momento ela estava de olhos fechados, respirando calmamente. Certamente sentindo dor, mas calma. As contrações ainda estavam vindo a cada 5 minutos.
– AI MEU DEUS DO CÉU ELLI, FAZ ALGUMA COISA OU VOU INFARTAR – Jimmy gritou desesperado e quando me virei Jared segurava a mão dela, já chorando, homem frouxo é foda viu.
– Calma K, respira. – Me posicionei entre suas pernas. – Agora, faz força Cherry.
– Força amor você consegue, logo essa dor passa. – Ela gritou muito alto, enquanto fazia força.
– Ai socorro, ela ta vermelha. VAI KEN VOCÊ É FORTE MENINA, PÕE ESSE BEBÊ PRA FORA – Jimmy estava tendo um treco praticamente.
– CALA A BOCA SULLIVAN – K gritou e apertou a mão o Jay com mais força. – AH ANESTESIA POR FAVOR!
Logo consegui ver a cabecinha do bebê e coloquei as mão nela, para que não caísse. Kenan forçava cada vez mais, eu estava nervosa, apesar da aparente calma, só não podia ficar como o Jimmy, drámatico...
Kenan gritou alto e finalmente a bebê saiu, a peguei no colo. Seus olhos cor de chocolate estavam abertos e dei o famoso tapa na bundinha dela, que a fez chorar. K e Jared sorriam e Jimmy sentou no chão aliviado. Cortei o cordão umbilical e a dei para K segura-la.
Coloquei o cordão no pescoço dela. Ela abriu os olhos e sorriu pra mim, e eu acariciei suas bochechas que já estavam vermelhas de tanto fazer esforço. Acendi os incensos espalhados pelo banheiro e comecei a montar um pequeno altar. Coloquei o meu pentagrama e o de K, no meio do pequeno circulo no chão do banheiro e acendi as velas em volta.
– Oi meu amorzinho... – Cherry pegou na mãozinha dela.
– Minha princesinha – Enquanto Jared chorava três vezes mais.
– Depois dessa, se eu engravidar de novo não vai ser normal...
– De jeito nenhum, vai ser normal sim.
– Não mesmo, vai ser...
– JA CHEGA, não vão discutir não né? – Jimmy reclamou
– É verdade, a Cherry precisa descansar.
– Me dê aqui, minha afilhada droga – Jimmy levantou e a pegou no colo. – Heey Lisbeth, sabe quando você crescer vou te mostrar os patinhos cara, você vai amar.
– Serio Sullivan? Pelo amor da Deusa – Eu ri daquela merda.
– Cala a boca, risada de velha que fuma. – Lhe mostrei o dedo do meio.
Jimmy
Estacionei o carro na garagem de casa, mas minha cabeça ainda estava em San Francisco. Lisbeth era a coisinha mais linda que eu já vi, e além de tudo, filha do Syn.
Ele pensa que a Ken abortou e eu diria a ele agora mesmo que isso não é verdade, mas eu prometi... Prometi a Lizzie que não diria nada ao Zacky, nem ao Syn, nem a ninguem...
Desci do carro e pude ouvir a movimentação dentro da casa. Os caras deviam estar putos comigo. Abri a porta e a primeira coisa que eu vi foi os olhos arregalados do Free Whily antes dele se jogar em mim.
– JIMMY!! — Depois senti outro corpo. E mais outro.
– MONTINHO
– SOCORROO Eu não consigo respirar, socorro!! — Os brutamontes se levantaram e eu fiquei estirado no chão.
– Onde você estava Sullivan? — Abri os olhos e vi os cinco pares de olhos furiosos me encarando.
– Calma gente, eu fui dar uma volta, precisava hmm... Esfriar a cabeça um pouco.
– Dois dias Sullivan? Sem dar nenhuma noticia! — Matt berrou e eu percebi que eles não estavam exatamente com raiva, mas sim preocupados.
– Pois é, eu acabei ficando bêbado demais e dormi no carro mesmo...
– Ta vendo, eu disse que ele só estava bêbado. — O anão disse e entrou na cozinha.
– Mentiroso! — Brian gritou pra Johnny — Chorou feito um bebê pensando que você tinha sido sequestrado — Ele gargalhou.
– Olha quem fala! Chorou até dormir — Brian olhou feio pra Zacky — Jimmy você precisava ver...
– Cala a boca seu filho da...
– Ei! Parem com isso agora, o Jimmy está precisando descansar e vocês aí enchendo o saco... Vai tomar um banho Jim, que eu vou fazer um café pra você — Val disse e me ajudou a levantar.
– Olha só suas putas, eu sei que vocês me amam, mas agora eu preciso do meu sono de beleza, qualquer coisa falem com minha secretaria.
– Serio isso? — Brian me olhou e eu ri da sua cara.
– Não fique assim docinho, pode brincar com o Vengeance enquanto não estou disponível, eu não fico com ciúmes.
Subis as escadas correndo e tranquei a porta do quarto.
– Cara, mas que fedor... Ahh sou eu — Gargalhei sozinho e tirei as roupas. Quando foi o meu ultimo banho mesmo?
Entrei no meu banheiro e liguei a torneira da banheira, joguei alguns sais dentro e esperei fazer espuma.
– Hmmm está faltando alguma coisa... MEUS PATINHOS! — Corri até o armário e peguei meus três patinhos de borracha e joguei na banheira; quando ela estava bem cheia, entrei nela.
Peguei uma esponja e comecei a me esfregar, coloquei um monte de shampoo no cabelo e fiz um moicano.
– Uh eu sou o Johnny Christ e a Branca de Neve me expulsou de casa.
Fale com o autor