Kenan

Estava observando Jared brincar com Lisbeth no parque, os anos passam tão rápido, ontem mesmo eu estava dando a luz à minha princesa e hoje ela está correndo pra todos os lados com seus cabelos cor de fogo esvoaçante.

Já que estava em um momento nostálgico vamos nos lembrar de quatro anos atrás. Quando eu era uma jovem inocente wicca que vivia sempre a acampar na floresta com a Lizzie, meu anjo da guarda.

– Mamãe, vem brincar com a gente. — Lisbeth gritou pra mim e sorriu. — Papai está cansado.

– To ficando velho amor. — Jared estava um pouco ofegante.

– Já vou minha princesa. – Levantei-me do banco para ir brincar com a minha filha.

– Kenan? – Aquela voz fez um nervoso brotar dentro de mim.

– Brian? — Me virei levando um susto. Ele estava diferente, mais bonito...

– Quanto tempo, não? — Ele me abraçou e deu um beijo no meu rosto. Franzi a testa, não muito confortável com aquela situação.

– Gates? — A voz do Jared deu uma alterada. — O que faz aqui?

– Jared! Estou em turnê. Então é aqui que você e a Lizzie estão se escondendo não é...

– Olha mamãe, o amigo da tia Lizzie. – Lisbeth olhou pra Syn e sorriu.

Como ele podia ser tão cara de pau? Ele me abusou, me engravidou, não quis assumir, e ainda me chamou de coisas horríveis quando descobriu minha religião 4 anos depois chega em mim como se nada tivesse acontecido?

– Oi Lisbeth, que bom te ver de novo.

– Como pode ser tão cínico? – Jared olhou pra Syn cheio de raiva.

– Amor, leve Lis para tomar um sorvete, a conversa aqui é entre o espetado e eu. – Dei um beijo delicado no rosto dele enquanto afagava seu braço para se acalmar.

– Temos muito que conversar Brian Haner. — Jared pegou Lis no colo e a levou para a sorveteria do outro lado da rua

– Como você consegue?

– Como eu consigo o que? – Ele sorriu

– Depois de tudo, ainda vir falar comigo?

– Não deveria? – Ele arqueou a sobrancelha

– É claro que não! Você ao menos se lembra do que me disse naquele dia? Do que fez comigo?

– Olha Ken – Ele disse enquanto passava a mão no rosto — Eu era jovem, eu não podia ser pai...

– Não estou falando disso Haner.

– Ah... De todo jeito, desculpe-me eu era muito jovem...

– Essa é a sua desculpa? Que era jovem e não tinha noção do que fazia? Lembra-se daquele dia Syn? Que aproveitou que eu estava bêbada e sensível pra me levar pra cama!

– Olha Ken, eu estava com ciúmes, você com o Jared... Eu gostava de você.

– Cale a boca, graças à Deusa eu não contraí nenhuma doença.

– Ken...

– Fala a verdade, você sentia algo por mim naquele tempo? Ou seu único desejo era o meu corpo?

– Eu já disse, gostava de você. De verdade.

– Você não gosta de ninguém Brian, você só quer saber de sexo e acabou tudo.

– Eu estou noivo Ken.

– Que triste pra sua futura esposa Brian, tenho certeza que ela será mais feliz longe de você.

– Eu a amo, entende?

– Que bom... Eu te achava um cara legal Syn. Sério mesmo. Bonito, legal, fazia solos espetaculares, tinha um bom gosto para música, eu achei que podia confiar em você. Em troca, você abusou da minha confiança, você me abusou sem nem pensar duas vezes.

– Eu não abusei nada! Você permitiu que eu continuasse. Você queria.

– Eu estava bêbada Syn, tem consciência disso? Eu não sabia o que fazia, eu achei que Jared tinha me traído, mas ele não tinha feito nada isso... – Senti aquela vontade de chorar, mas me segurei. Ele apenas me olhava, ai que ódio que eu sentia. – Tem ideia do quanto que eu me senti suja? Por ter traído o homem QUE EU AMO?

– Ken, isso foi há muito tempo...

– Exatamente! E ainda me sinto suja.

– Pare de gritar, estão todos olhando.

– Que se fodam todos. Sua noiva sabe o que você fez?

– Não. Ela não sabe.

– A esposinha do guitarrista fodão não sabe que ele é um filho da puta sem escrúpulos?

– Hum... Olha, eu quero me desculpar contigo, deixar o passado para trás, quero ser seu amigo novamente Ken...

– O que? – Não consegui mais segurar, dei foda-se para tudo e falei tudo o que estava na minha cabeça. – VOCÊ É UM IDIOTA MESMO, DE ONDE TIROU A IDEIA QUE EU AINDA VOU SER SUA AMIGA? DE ONDE TIROU A IDEIA DE ESQUECER O PASSADO?

– Pare com isso!

– Eu tenho nojo de você, eu considerei voltar a falar com vocês, em recomeçar tudo, mas com você... Podem se passar 100 anos, eu ainda sentirei nojo de você. Nunca mais me procure.

...

Saí do parque, fui à sorveteria onde Lis e Jared me olhavam com os olhos arregalados.

– O que foi mamãe? Porque brigou com o amigo da tia Lizzie?

– Eu tive os meus motivos... – Olhei para o Jared. – Ele tocou naquele assunto Jared.

– Aquele desgraçado...

– Aqui não. Em casa conversamos.

– Tudo bem amor, vamos. – Jared pagou os sorvetes, as chaves do carro, eu peguei Lis no colo e fomos para casa.

Quando chegamos em casa coloquei um filme na sala para Lis assistir e fomos para o quarto.

– O que ele falou?

– Disse que era jovem não podia ser pai. Disse que na época gostava de mim, mentiroso.

– Eu ainda não acredito. Como ele teve coragem de falar contigo?

– Eu não sei amor. Eu fiz de tudo para me controlar, mas não consegui.

– Se tivesse deixado, eu teria o espancado ali mesmo.

– Na frente da Lis? De jeito nenhum. Temos que deixá-la bem longe dele.

– Como? Ela já ate conhece ele por causa da Lizzie. Por quanto tempo teremos que esconder a paternidade da Lis? Até ela chegar a uma certa idade que vai compreender tudo?

– E ela perceber que nós dois temos olhos claros e ela tem olhos escuros...

– Isso também... Porque ele tinha que aparecer? – Senti meus olhos enchendo de lagrimas e Jared me apertando firme conta o seu peito.

Elizabeth

Senti um peso sobre mim, aspirei seu cheiro e soube que era o Corey. Abri os olhos e o relógio marcava 10:00 AM.

– Corey acorda – Sacudi seu corpo e ele resmungou, mas continuou dormindo. Apesar desse tamanho todo ele era um cara maravilhoso e tinha um coração muito bom. – Baaby – Cantarolei no seu ouvido e ele sorriu.

– Bom dia amor. – Ele disse com a voz rouca de sono, me abraçou e beijou meu pescoço – A baixinha vem pra cá hoje?

– Acho que não. – Beijei seus lábios e ele puxou meu corpo para cima do seu. – Grandão, vou tomar um banho, meu cabelo ta um lixo.

Levantei-me da cama e enrolei meu corpo no lençol, deixando um Corey nu largado na cama. Entrei no banheiro e olhei o meu rosto no espelho.

– Horrorosa. Ele não te ama mais. Ele tem outra agora. – Joguei o lençol no chão e entrei no box, ligando o chuveiro bem quente.

...

Quase duas semanas depois de nos encontrarmos eu ainda me sentia estranha e tinha sonhos sem sentido. Muito brilho, como estrelas e uma luz mais forte, nada mais que isso, todas as noites.

Nesse meio tempo havíamos saído umas duas ou três vezes, todos juntos. Ah como eu sentia falta desses doidos. E quando Lis conheceu Jimmy foi uma festa, ela amou o fato dele ser o seu padrinho.

Flashback

– É o meu padrinho mamãe? – Ela disse escondendo-se atrás das pernas da Ken.

– É sim querida, vai lá falar com ele. – Ela deu um empurrãozinho nela. Enquanto Jimmy encarava ela com aqueles olhos azuis.

– Oi, eu sou a Lis – Ela estendeu a mãozinha pequena para o Jimmy. Nessa hora parece que o espírito que habita o corpo daquela criatura gigantesca chamada Jimmy, acordou.

– AAAAAAAAAAH – Ele a pegou no colo e a balançava de um lado pro outro, como se fosse uma boneca de pano. Lis morria de rir. – Eu tenho taaaaaantos presentes pra você, seu projeto de ruivinha.

– Presentes? Onde? Quero vê-los. – Jimmy a colocou nas costas e saíram porta a fora.

Flashback off

Matt e Val estavam firmes e fortes na relação. E Syn estava noivo, Minha Deusa que mulher corajosa essa. Zacky tinha ganhado peso e já estava mais gorduchinho.

Enrolei meu corpo na toalha e penteei meus cabelos.

– Corey? – A sala estava vazia e tinha um bilhete em cima da mesa.

'' Desculpa amor, recebi uma ligação urgente da minha mãe e precisei ir mais tarde te ligo. Amo você''

Peguei a carteira de cigarros em cima da mesa e fui pra varanda. Sentei-me numa espreguiçadeira e acendi um cigarro. O sol da Califórnia no meu rosto era maravilhoso, me passava calma. O celular vibrou ao meu lado e eu logo atendi.

– Oi Matt

– Oi Branca, sabe vou fazer um churrasco aqui em casa hoje, topa? Os caras já estão aqui.

– Claro que sim Matt, em uma hora eu chego aí. – Desliguei o telefone e apaguei o cigarro no cinzeiro.

Vesti um short jeans curto e uma camiseta do AC DC sem mangas. Calcei meus coturnos e coloquei uma tiara cheia de strass, colocando todo meu cabelo para trás.

Cheguei a casa do Matt e o portão estava aberto, coloquei a minha moto para dentro. A BMW de K já estava estacionada junto com outros carros.

Fui para parte de trás da casa onde podia se ouvir o som alto de Misfits. Lisbeth estava pendurada nas costas de Jimmy enquanto ele corria pelo jardim. Johnny e Syn se agarrando e Zacky virando um copo de whiskey. K estava conversando com ... Jeremy?

– Jeremy?! – Gritei quando o reconheci

– BARRAQUEIRA? – Ele gritou também e sorriu. Veio correndo e me abraçou. A apertei em meus braços sentindo aquele cheiro familiar enquanto ele me rodava.

– O que esta fazendo aqui seu doido? – Disse beijando o rosto dele.

– Sabe o que é... Roubei o emprego de vocês, to trabalhando com os caras agora.

– Jura? Isso é demais.

...

Estávamos todos sentados em volta da piscina, enquanto Syn tocava violão e Matt cantava, Val estava deitada com a cabeça no seu colo, eu e K abraçadas e Lis sentada no colo de Jimmy.

– Poxa, depois que conheceu o Jimmy nem lembra mais de mim. – Fiz um bico.

– Claro que não tia, deixa de besteira. Eu te amo. – Ela sorriu abertamente e vi Syn a olhando. Eu e K trocamos olhares, será que ele tinha percebido?

– K, talvez seja hora de... – Falei baixinho

– Não! Lizzie ainda não estou pronta. – Ela disse e suspirou.

– Então, você gosta de patos? – Ouvi Jimmy perguntar

– Nossa, eu adoro patos... – Sorri e desviei minha atenção deles. Vi Johnny voltar com umas garrafas de cerveja na mão e uma pasta.

– Galera, o Gordo esqueceu. – Zacky já tinha ido embora há algum tempo. Johnny balançou a pasta.

– Droga. Alguém vai ter que levar. – Matt disse olhando para todos. Seu olhar parou em mim – Lizzie, por favor. É importante.

– Eu acabo com vocês – Levantei bufando e peguei a pasta já indo em direção a moto.

Dirigi rápido pelas ruas iluminadas de San Francisco e logo achei a casa dele. Toquei a campainha e uma senhora atendeu porta.

– Hm gostaria de falar com o Zachary. – Disse meio sem jeito.

– Ele esta lá em cima. Entre por favor. Você poderia avisá-lo que já estou indo?

– Claro. – A senhora saiu e fechou o portão. Abri a porta da frente e estava tudo muito silencioso. – Zacky?

Chamei e nada. Olhei a sala a minha volta, era linda e grande. A decoração era um misto de cores e estilos, mas de uma forma elegante.

– O que quer aqui? – Me assustei com a voz e avistei Zacky no topo da escada apenas de bermuda.

– É... Eu vim trazer isso – Mostrei a pasta. – Mas já estou de saída.

– Não! Espere. – Ele desceu as escadas e lhe entreguei a pasta. – Obrigado.

O silencio se instalou na sala. Os olhos verdes de Zacky me prendiam, não conseguia desviar o olhar. Quebramos o contato visual e eu abaixei a cabeça.

– Então... Já estou indo. – Me virei, andando em direção a porta.

– Espere! – Me virei novamente e me surpreendi ao sentir seus lábios esmagando os meus.

Ele me segurava com força, passei os braços pelo seu pescoço e ele segurou a minha cintura. Sua boca devorava a minha, enquanto suas mãos apertavam meu corpo. Nosso beijo violento virou um beijo doce e calmo, matando a saudade, sentindo cada parte daquela boca deliciosa.

Zacky imprensou meu corpo na parede e desceu os beijos para o meu pescoço, pendi a cabeça para trás, dando livre acesso a ele. Meu corpo se arrepiava a cada toque e eu sentia minha cabeça girar. Ele voltou a boca para a minha e impulsionou meu corpo para cima, enlacei minhas pernas na sua cintura.

Eu podia sentir sua enorme ereção roçando no meu corpo, suas mãos subiram por dentro da minha camisa, tocando meus seios ainda por cima do sutiã. Ele pressionou seu membro na minha intimidade, ainda por cima das roupas, e gemi baixo. Zacky tirou minha camisa e a jogou pro lado, suas mãos apertavam minhas coxas enquanto seus lábios dominavam os meus. Minhas mãos ora acariciavam seus fios ora maltratavam.

Ah como eu sentia falta disso. Do meu Zacky.

Vengeance abaixou a cabeça e puxou meu sutiã com força, meus seios saltaram no seu rosto e ele sorriu. Sua boca atacou um dos meus seios e sua mão massageava o outro, gemi alto com aquele ato. Seus olhos percorram meu corpo, me analisando. O desejo evidente neles.

Ele me segurou com força enquanto beijava meus lábios e o senti subir as escadas, ele entrou em um cômodo e deduzir ser o seu quarto. Zacky me colocou com cuidado em sua enorme cama e puxou a bermuda pra baixo, ele não usava cueca. Ele retirou meu short com cuidado e deitou por cima de mim, sorri agarrando seus ombros, suas mãos corriam meu corpo, sua boca foi imediatamente para meu pescoço, lambendo e beijando cada pedaçinho ao seu alcance.

Zacky se colocou entre minhas pernas e suspirei ao sentir seu membro pulsando contra meu centro. Ele me puxou para mais perto ainda e começou a rebolar, me torturando e me fazendo gemer baixo em seu ouvido.

– Ah Lizzie,não sabe quanto tempo eu esperei pra ter você novamente nos meus braços... — Zacky sugou meu lábio inferior e acariciou minha bochecha delicadamente.

Beijei todo o seu rosto devagar, sentindo aquele cheiro que eu amava, arranhei sua nuca e rebolei meus quadris. Zacky gemeu e tirou minha calcinha, encaixando-se entre minhas pernas, ele abraçou todo o meu corpo me deixando presa em seus braços, mas de uma forma carinhosa.

Senti Zacky deslizar para dentro de mim e gememos juntos. Ele olhava nos meus olhos enquanto estocava com força. Coloquei minhas pernas em volta da cintura dele e ele rapidamente se apossou das minhas coxas, apertando enquanto aumentava o ritmo. Ouviam-se apenas nossos gemidos.

Gemi seu nome enquanto chegava ao meu ápice. Zacky gemeu demoradamente no meu ouvido e seu corpo caiu sobre o meu. Os seus olhos estavam fechados e sua respiração alterada, mas ele sorria. Sua cabeça descansava entre meus seios e me senti completa novamente. Empurrei seu corpo suado para o lado e ele me olhou estranho. Deitei-me sobre ele e cobri nossos corpos com o edredom.

– Zee... — Beijei o seu peito e com os dedos ia contornando suas tatuagens. — Eu tenho que ir embora... — Falei sem vontade nenhuma de sair dali.

– Passa a noite aqui comigo pequena — Queria ficar com meu Zacky, mas não era justo com o Corey. — Por favor, fica.

Ele me apertou mais e me puxou para um beijo. Separei-me dele ofegante e sentei sobre sua barriga. Ele acariciou minhas coxas e olhava cheio de desejo para os meus seios.

Não importava o que iria acontecer daqui pra frente, por hoje quero apenas aproveitar o meu amor. Por maiores os obstáculos que existam entre nós, hoje eu seria dele e ele seria apenas meu.