Witchcraft
31 Dangerous Bar
Kenan
Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo. Não. Soltei-o de novo.
– Tudo bem, preciso de um corte. — Peguei a bolsa em cima do sofá e as chaves do carro.
Entrei na minha BMW prata, liguei o som. Slayer. Minha Deusa, Lisbeth era igualzinha a Lizzie, até no gosto musical. Não que eu não gostasse, mas o delas era mais parecido.
Estacionei o carro na frente do salão, era dia de semana então não tinha muito movimento. Logo fui atendida, mais ainda estava indecisa do que fazer com meu cabelo.
– Então, já sabe o que fazer? — A cabeleireira perguntou enquanto mexia nos meus cabelos, analisando os fios.
– Você que sabe. Está em suas mãos, quero mudar mesmo.
– Eu já sei o que fazer. Pronta?
– Sempre — Ela virou a cadeira de costas para o espelho.
Elizabeth
– Tem certeza que vai sair com essa roupa Lis?
– Claro que sim tia, eu sou um panda. — Lis pegou sua bolsinha e fechou a porta do quarto. — Estou pronta, vamos.
– Ok, você é um panda. Não vou discutir com você. Pegue seu capacete Lisbeth. — Ela correu pra fora do apartamento e eu tranquei a porta.
– Já viu os novos moradores do andar de baixo? — Ela disse enquanto entrava no elevador.
– Não, ainda não vi.
– Conheci eles hoje. Estou ansiosa para vocês se conhecerem. — Ela colocou o cabelo pra trás, me lembrando muito o Jimmy.
– O que você está aprontando sua anã?
– Eu? Nada mesmo tia linda do meu coração. — As portas do elevador abriram e ela saiu correndo. Olhei pra ela com os olhos cerrados, com certeza ela tava aprontando alguma.
– Menina, você tem que parar de sair correndo por aí. — Ela pôs o capacete e colocou a bolsinha no ombro, coloquei o meu próprio capacete e a coloquei em cima da moto.
– Segura bem Cherry. — O ronco invadiu meus ouvidos e arranquei com a moto. Em alguns minutos já estávamos no shopping com a Lis saltitando entre as lojas.
– Tia Lizzieeeee, quero milk shake.
– Vou comprar, mas para de pular, eu já estou ficando tonta só de olhar. Não saia daqui Cherry.
Zacky
Avistei Alice saindo de uma loja, com milhares de sacolas nas mãos. O meu olhar encontrou com o dela e ela sorriu vindo até mim.
– Assim eu vou falir, caramba. – Cocei a cabeça enquanto olhava ela.
– Ela pegou teus cartões Gordo? — Assenti com a cabeça — Se fudeu otario. — Syn gargalhou.
– Amor. — Alice me deu um beijo e cumprimentou Syn.
– Estou com fome cara. — Syn passou a mão na barriga.
– Eu também, vamos procurar alguma coisa pra comer.
– Aqui? Zacky vai estragar sua dieta. — Alice me entregou todas as suas sacolas e eu quase deixei cair. — Cuidado Zacky.
– Heey, Gordo olha a panda. — Syn apontou para a garotinha que encontramos no elevador, pulando em cima de um banco. E ainda estava vestida de panda.
– Vem cá Gordo — Syn me puxou até onde a menina estava. — Lisbeth.
Ela parou de pular e sorriu. – Olá
– Está aqui sozinha?
– Claro que não, estou com minha tia. – Ela não parava de pular.
– E onde ela está?
– Foi comprar milk shake pra mim. — Ela sorriu mais, mostrando seus dentes extremamente brancos.
– Que tia desnaturada, deixa uma garota desse tamanho sozinha num shopping. — A pequena fez careta pra mim, mexendo seu narizinho pequeno.
– Ela não é desnaturada.
– Lisbeth? Lisbeth!
– Acho que é a sua tia não? — Syn falou e pude ver a mulher desesperada com um milk shake na mão. Ela deve ter visto o pequeno panda no meio do shopping, pois veio correndo até onde nós estávamos e abraçou a garota.
– Eu falei pra não sair de lá Lis... — Syn cutucou meu braço, seu rosto estava meio branco e eu fiquei procurando com os olhos para saber o que era.
– Olha cara — Syn falou baixo cutucando meu braço na direção delas.
– Muito obrigada por cuidar... — Ela arregalou os olhos e eu prendi a respiração — O que?
Ela deu um passo pra trás e apertou mais a menina.
– Elizabeth? – Vi o Syn passar os olhos de cima a baixo nela. E fiz o mesmo. Estava diferente, muito.
– Vengeance? Gates? O que estão fazendo aqui? — Meu coração parecia que ia sair pela boca...
Diz que a muito tempo conheceu alguém mas agora
Ele se foi e ela não precisa dele.
Você não conseguirá esquecê-la.
– Sabe, estamos dando uma volta no shopping – Syn disse e piscou. – Ainda não acredito cara, quanto tempo. – Ele riu
– Minha Deusa, como vocês estão... Diferentes – Ela riu também, mais ainda estava tensa. E eu? Não sabia o que dizer. – Syn, está tão... Bonito, fez uma cirurgia plástica?
– Sabe como é, minha beleza natural – Eles riram.
– E Zacky, está tão magro. O que você está fazendo? – Ela me olhou e eu me senti estranho. Senti Alice me abraçando.
– É dieta, ele estava tão gordo. –Lizzie fez uma careta. – Mais agora está mais bonito, não acha?
– Claro que não, eu preferia ele gordo, sua feia. – Lisbeth deu língua para Alice, todos riram menos ela.
– E a Lisbeth? Bem que eu a achei bem familiar...
– Ahh Lisbeth? Então, ela é filha da... Ken– Ela forçou um sorriso largo
– Kenan? Serio? E... – Syn parecia realmente surpreso. Na verdade, foi só uma confirmação. Esses cabelos...
– O pai? É o Jared.
– Serio que ela ainda está com aquele...? – Syn sorriu sem humor.
– Olha, sinto dizer Gates, mas ela está muito feliz com ele. E com a Lis.
– Nós só... – Comecei a falar, mas seus olhos me encararam fazendo-me perder a fala – Queríamos pedir desculpas, todos nós. Pelo o que aconteceu... Vocês foram embora e...
– Não precisa se explicar Zacky. Está tudo bem. – Seus olhos estavam frios, como eu não via há muito tempo. — Foi até bom o que aconteceu, sou uma pessoa melhor agora. Acho.
E nos olhos dela você não vê nada,
Nenhum sinal de amor atrás das lágrimas choradas por ninguém
Um amor que devia ter durado anos.
– Zacky, vamos. – Alice puxou meu braço já impaciente.
– Tudo bem, também temos que ir né Cherry?
– ISSO! — Ela sorriu e bateu na mão da Lizzie.
Você a quer, você precisa dela,
No entanto você já não acredita nela
Quando ela diz que seu amor já morreu,
Você pensa que ela precisa de você
Elizabeth
– MAMÃE? – Lisbeth olhou para K chocada e eu também.
– Ah Minha Deusa Cherry, o que você fez no cabelo? – Ela deu uma voltinha e balançou o cabelo.
– Não está lindo? Eu adorei.
– O papai já viu isso? — Os cabelos dela agora estavam na altura do ombro e sem a franja, mas ainda estavam ruivos. Estava lindo claro, mas era estranho, ela sempre teve o cabelo grande.
– Não meu amor, vai ser surpresa. — Ela pegou a Lis no colo fazendo carinho na filha. — E eu estava com saudades de você, só quer saber da Lizzie agora, parece que não tem mãe.
– Ah mamãe, a tia Lizzie é tipo minha brother. E você é minha mamãezinha. – Ela disse beijando o rosto da K.
– Brother Lis? O que você anda ensinando pra minha filha Elizabeth? — Ken me mandou um olhar desconfiado, Ken foi a que tinha mais mudado desde que Lis nasceu, era uma pessoa completamente diferente.
– Cherry, temos que conversar. — Disse meio nervosa.
– Amor, a Martha faz um bolo delicioso, só estava esperando você chegar. – Lis pulou do colo da mãe e correu para a cozinha.
– Martinhaaaaa quero bolinho – Ela gritava por todo o trajeto.
– O que aconteceu?
– Eles estavam aqui, Syn e Zacky, eu pensei que ia morrer quando o vi, entende? Minha Deusa, e aquela namorada asquerosa dele. Ele está tão magro ah, aqueles olhos Ken – Disparei tudo de uma vez.
– Respira, calma. – Ken me abraçou e me fez sentar no sofá. – Mas, o que eles estavam fazendo aqui? Será que o Jimmy contou?
– Não, claro que não. Ele não faria isso. Parece que estão todos aqui. – K limpou uma lagrima no canto do meu olho.
– Calma pequena. Você não está com o Corey? – Assenti com a cabeça, atordoada. – Mais você ainda o ama, está na cara. Se todos estão aqui, seria ótimo para fazermos as pazes. E da Lis conhecer o padrinho.
– E o Gates?
– Ninguém precisa saber. Duvido que ele queira saber que tem uma filha. Além do mais isso iria machucar a todos nós.
– Espera, meu celular está tocando. – Peguei o celular no bolso. Corey. – Oi amor.
– Oi minha linda. Está a fim de ir a uma festa hoje?
– Hmm aonde?
– No Dangerous Bar, vamos gatinha. – Fechei os olhos com força.
– Claro, me pega as nove. Amo você. – Falei seca e desliguei o telefone.
– Vai ficar tudo bem, acho que seria uma ótima oportunidade para recomeçarmos, depois do que aconteceu naquele dia.
– Pode ser.
– Relaxa Lili.
– Não me chama de Lili, eu ainda estou chocada com esse seu cabelo. — Ken sorriu.
Você não conseguirá esquecê-la.
Um amor que devia ter durado anos.
Zacky
Assim que estacionei o carro na minha nova casa, subi as escadas correndo e tranquei-me no pequeno estúdio. Queria ficar sozinho. Sentei-me no sofá e tirei a camisa.
Por muito tempo pensei que a tinha esquecido, mas agora com esse sentimento rasgando meu peito novamente, meus pensamentos estavam confusos. Eu, por um lado, estava muito feliz em vê-la, já tinha perdido as esperanças de encontrá-la, e por outro, ela parecia tão bem, tão bem com a sua nova vida...
Eu não amava a Alice e há muito tempo não sentia mais prazer com ela. Mas ela me amava e um rompimento só iria machucar.
Peguei um copo e uma garrafa de Daniel’s no barzinho. Enchi o primeiro copo e o virei de uma vez, enchi o copo novamente e deitei-me no sofá.
– Ah Elizabeth Morgan... – Suspirei.
Ela estava maravilhosa, os cabelos estavam maiores e o corpo muito mais desenvolvido, não tinha mais nada de magrela. Sua pele extremamente branca, agora estava parcialmente tatuada. Mas os olhos continuavam com aquele brilho estranho que eu amava.
Lembrei da primeira vez que a vi, seus olhos brilhavam com a mesma intensidade, transmitiam poder. A forma como ela se mostrava dura feito uma rocha, fria feito um iceberg, mas se derretia em meus braços...
– ZACKY – Alice bateu na porta com força me tirando dos meus devaneios.
– O que você quer?
– O que está fazendo aí? Nós vamos sair você tem que se arrumar.
– Estou compondo Alice, e não vou sair.
– Seu inútil, então vou a essa droga de festa sozinha. – Senti Alice chutar a porta furiosa e marchar para longe.
– Foda-se – Virei meu copo de whiskey – Nada me tira daqui.
...
– Porra Mattew seu brutamontes filho da puta. – Xinguei enquanto entrava na boate arrastado pelo Matt. Alice ao seu lado sorria vitoriosa.
– Cara não entendi porque você tá assim, mas você vai se divertir hoje gordo viado.
– Zacky amorzinho você veeio. – Jimmy gritou e pulou em cima de mim.
– Para com isso, James. JAAAMES.
– Ta bom parei, amor. – Ele me deu um beijo no rosto, muito gay, mas tudo bem.
Entramos na boate todos juntos, menos Johnny que já estava lá desde cedo. Coisa de anão bêbado sabe como é.
– JOHNNY – Jimmy gritou quando avistou o baixinho em uma mesa. Fomos até lá, ele já estava muito bêbado, ele estava namorando com Lacey já tinha uns dois anos.
– Caaaras vocês não sabem quem eu vi – Johnny deu uma gargalhada. – Ah Lizzie velho.
– O que? – Jimmy arregalou os olhos. Eu e Brian nos encaramos.
– Serio? – Matt sorriu de orelha a orelha animado.
– Ela ta muito gostosa. Acho que ela não me viu, ela estava com um doido que parecia com o Matt. Acho que era o homem dela. – Johnny falava meio dormindo meio acordado. E essa ultima frase fez meu sangue ferver.
– Hm, é galera eu vou ao bar – Jimmy se levantou e desapareceu na multidão rapidamente.
– É impressão minha ou ele ta estranho? – Matt perguntou
– Sei lá cara, o Jimmy é estranho – Johnny falou e riu sozinho. Alice colocou a cabeça no meu ombro e Syn sentou-se do meu outro lado.
– Acha que o Jimmy sabia de alguma coisa? – Perguntei.
– Acho que sim cara, ele é meu melhor amigo, eu o conheço. Estava escondendo alguma coisa, ou está...
– Amor vamos dançar – Alice se levantou e me puxou.
– Não quero Alice – Relutei em levantar. E ela mordeu o lábio querendo me seduzir. Mas como eu não parava de pensar na Lizzie, então não funcionou. – Ah tudo bem, vamos.
Levantei e ela sorriu me puxando para a pista de dança. Quando já estávamos no meio da multidão Alice me olhou e começou a rebolar pra mim no ritmo da musica. Ela estava atraindo olhares de outros homens, mas eu não me importava, não era ela que eu queria que estivesse dançando pra mim.
Alice grudou o corpo no meu colocando minhas mãos na sua cintura. Beijei seu pescoço e ela sorriu.
– Vamos Zacky, meche mais esse corpinho. – Ela me sacudiu e eu fechei os olhos e apertei mais a sua cintura. Abri os olhos e foi aí que eu a vi.
Ela sorria e balançava seu corpo junto com um homem grande, forte e alto, lembrava muito o Matt. Ele a apertava contra si e ela mantinha os braços em volta do pescoço dele. Não era mais aquela desajeitadinha que tropeçava nos próprios pés, agora ela rebolava seus quadris sensualmente de encontro a outro cara.
Seu vestido azul marinho mal chegava ao meio das coxas e tinha as costas nuas revelando sua pele branquinha, seus saltos pretos eram relativamente altos, deixavam seu corpo perfeitamente sexy.
Nossos olhares se encontraram e seu sorriso murchou. E na mesma hora o cara a puxou para um beijo. Muito bem correspondido por acaso.
– Alice vamos para a mesa.
– Não amor, agora que estou me divertindo. – Ela fez um bico.
– Ótimo, então divirta-se – Voltei para a mesa e me sentei entre Brian e Matt. – Ela estava lá. Com um cara.
Brian
Virei meu whiskey e bati o copo na mesa, encostei-me no banco, enquanto um Gordo furioso vinha na minha direção. O Gordo sentou-se do meu lado.
– Ela estava lá. Com um cara. – Ele pegou a cerveja da mão do Matt e bebeu de uma vez. – Dançando. Grudadinhos.
– O que deu nele? – Matt perguntou olhando a expressão de nojo da baleia. Apenas dei de ombros.
– Ele quem Gordo? – Perguntei.
– O namoradinho dela. – Ele bufou alto e pediu um Daniel’s duplo ao garçom.
Free Whily estava visivelmente abalado com a presença da Lizzie, eu sabia que ele ainda a amava e sentia a falta dela, estava estampado nos olhos dele.
E eu não podia deixar meu amigo numa pior. Eu tinha superado a Ken – apesar de não ter sido amor de verdade – ele tinha que superar a Lizzie.
– Gordo, olha pra mim. – Ele me olhou a contra gosto, e eu tive vontade de estapear aquela cara magrela dele, eu sentia falta do meu bolotinha. – Na boa, você não merece sofrer assim por ela...
– Tem razão, eu preciso falar com ela. – Ele me cortou.
– Não, ta doido? Você precisa mostrar que não esta nem aí pra ela.
– Eu não vou fazer isso Brian. – Ele apertou os olhos. – Eu já cometi muitos erros e sei que já a machuquei demais, mas preciso que ela saiba que eu nunca deixei de amá-la. Isso esta me sufocando, eu preciso apenas tentar Brian. – Meu gordinho abaixou a cabeça – Fui um otário com ela, me arrependo tanto...
Abracei o Zacky sem saber o que fazer depois daquilo. Zacky me apertou e eu sabia que ele estava sofrendo mesmo.
– Parem com essa viadagem – Alice sentou-se entre eu e Zacky. – Sabe amor vocês têm que parar com essa palhaçada, assim vão achar que você é gay...
Não suportava mais aquela nojenta, meu sengue ferveu ao ouvir aquilo.
– PORRA ! – Zacky bateu a mão na mesa com força assustando quem estava ao redor – Cala essa boca Alice, eu cansei, CANSEI de você e dessas suas babaquices. Foda-se se eu sou gordo, foda-se essa sua droga de regime. Cansei dessa sua futilidade, você é simplesmente asquerosa.
– Você está terminando comigo amor? – Ela falou cínica.
– Não me chama de amor. Eu quero que você desapareça da minha vida. – Ele se encostou no sofá e apertou os olhos novamente.
– Não ta ouvindo sua piranha? Vai logo, some daqui. – Johnny reclamou. JOHNNY? Pensei que o Johnny tivesse entrado em coma...
Alice pegou sua bolsa e ficou olhando firme para todos nós.
– Tchau Alice – Acenei com a mão e ela saiu bufando da boate. Gargalhei. – Já tava na hora Gordo, não aguentava mais essa nojenta. – Zacky sorriu e virou seu whiskey de uma vez.
– O que vai fazer agora? – Perguntei. Ele sorriu de orelha a orelha.
– Comer o máximo que eu puder cara.
Narrador
Jimmy saiu do banheiro ainda fechando a fivela do cinto quando esbarrou em alguém. Ele a segurou com força para ela não cair.
– Olha aqui seu otário... – Ela apontou o dedo na cara e parou de repente – JIMMY!
– LIZZIE! – Eles se abraçavam e pulavam no corredor dos banheiros, as pessoas passavam e olhavam estranho.
– QUE SAUDADE SUA BICHA! – Ela beijou a face de Jimmy.
– Menina farinha de trigo, continua briguenta – Ele a apertou em seus braços.
– E você continua uma bicha, mas agora é um baterista famoso...
– Pois é gata, eu sou muito foda mesmo.
– Se lembra do Corey? – Ela puxou o namorado e Jimmy fez careta.
– Claro que lembro. – Eles se cumprimentaram – Mas eu gostaria mesmo era de rever a minha afilhada. Ela nem deve se lembrar de mim. Guardei presentes de todos os aniversários dela.
De longe um certo guitarrista de olhos verdes observava a cena com evidente inveja e seus pensamentos confusos. Ele a queria de volta, mas não sabia o que fazer. Deveria reconquistar sua amada talvez?
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