Wishmaster

5 Vivo Para a Jornada


Notas iniciais
Bem, atualizei mais cedo dessa vez já que não fui para a escola hoje e tirei a tarde para digitar. O que foi algo bom, muito bom mesmo. Percebi pelas notas do capítulo anterior que o Genesis disse para vocês me matarem. Pois é, essa é a prova do quanto nós nos amamos, é uma coisa linda. Além disso, ele não disse tudo o que eu pedi para que ele dissesse. Preciso castigá-lo por isso depois. Pois bem, primeiramente gostaria de dizer que essa fanfic é a minha primeira experiência com cenas de ação, mortes e mutilação excessiva. Então perdoem quaisquer coisas que possa colocar aqui. Além disso, estou me esforçando para atualizar todos os Sábados, mas imprevistos podem acontecer, como hoje por exemplo. Como é uma fanfic muito trabalhada, preciso de tempo e concentração para escrever de forma que não acabe com a fanfic, por isso posso atrasar a atualização. Mas não será nada de extremo, irei me esforçar para trazer uma coisa legal toda a semana. Bem, não sei se vocês estão curiosos, mas escrevi esse capítulo com uma tracklist muito grande. Paradichlorobenzene - Faneru, Asamaru & Jack, Guren no Yumiya - Linked Horizon, a segunda abertura de SnK completa e a OST - The Reluctant Heroes. Podem ouvir se estiverem curiosos. Enfim, não tive tempo de betar o capítulo. Provavelmente o farei no Sábado, mas queria mostrar logo para vocês o resultado do capítulo anterior rs' Boa leitura a todos!

O sorriso que antes estava estampado no rosto do moreno dava lugar a uma expressão de puro pânico, seguido de um último grito enquanto seu corpo caia sobre um líquido estranho e fedorento. Eren imediatamente fechava os olhos e a boca, ainda assim não conseguindo fazer com que aquela substância nojenta não entrasse em contato com a superfície frágil de seus esmeraldinos, que ardiam muito.

Movimentando rapidamente o corpo, conseguia fazer com que a cabeça não ficasse submersa enquanto tateava a superfície pegajosa do que parecia ser as paredes do estômago daquele titã com a única mão que lhe sobrara. Não chorava, apenas gemia involuntariamente pela excessiva ardência que aquele líquido quente e pegajoso proporcionava as suas graves feridas, que latejavam com intensidade enquanto a dor que sentia o deixava enjoado. Droga, por pouco não se livrara daquela situação.

Apoiando as costas na parede daquele estômago e crispando os lábios, o jovem Jaeger finalmente ponderava sobre o tamanho de sua burrice. Se não fosse teimoso, talvez poderia estar longe daquele lugar e talvez poderia ter avisado à Armin sobre as crianças. Seu amigo não as deixaria naquela situação. Porém, não se arrependia da decisão que havia tomado, mas sentia algo estranho, talvez por estar prestes a morrer sem saber como as crianças que criaca desde os dez anos estariam. Torcia e pedia com todas as forças que estivessem bem.

Deixou outro gemido escapar por seus lábios, levando a mão até o outro ombro, descendo-a vagarosamente pelo seu braço, sentindo o pedaço de pele terminar antes mesmo de chegar onde deveria estar o cotovelo. Trincando os dentes, movimentou também a perna ferida para cima e para baixo, sorrindo levemente por perceber que ainda possuía o joelho, mas não sentia seu pé. Eren suspirava profundamente, sentindo o ar quente, úmido e fétido adentrar por suas narinas. Será que o incidente com a Polícia Militar já não era suficiente? Apenas em imaginar que o dia anterior havia terminado tão bem... Após a visita do cabo para o almoço o moreno havia ajudado Thuomas e Klaus com algumas contas que deveriam fazer, assim não gastariam mais do que o necessário até que Armin ou Mikasa voltassem com mais dinheiro. E logo após isso...

– Droga... Por que eles presicavam passar por isso? — pigarreou, trincando os dentes mais uma vez enquanto sentia seu corpo esquentar. Pensou que talvez fosse devido a substância nojenta na qual seu corpo estava submerso. No entanto, aquele calor parecia aumentar cada vez mais, como se sua pele estivesse em chamas. — Droga...

– Eren? — O moreno ouviu uma voz conhecida chamá-lo e então moveu a cabeça de um lado para o outro. — Eren... É você... Querido?

O rapaz, ao reconhecer a voz que lhe chamava, arregalou os olhos, movimentando a mão a fim de tatear toda a superfície pegajosa do estômago daquele titã, movimentando-se desajeitadamente.

– Não... — murmurou com a voz trêmula, sentindo as lágrimas voltarem a escorrer pelo seu belo rosto juvenil. — Não... Senhora Lockwood... A senhora também não...

O moreno sentiu algo tocar em sua cintura seguido de uma triste risada que o fez pausar automaticamente os movimentos. Eren fechou os olhos, sentindo o nariz escorrer excessivamente enquanto levava a única mão até onde lhe seguravam pela cintura.

– Também pegou a senhora... — comentava com a voz embargada pelo choro. O moreno virou o corpo para a direção de onde estaria a mulher que tanto respeitava, segurando firmemente sobre sua mão.

– Oh querido... — A mulher murmurou, desapontada. — Queria tanto que... Não estivesse passando por isso...

A mulher tossiu algumas vezes, fazendo com que Eren soltasse sua mão e a levasse até a barriga daquela senhora. Porém...

– O... Que... — Tateou com mais intensidade sobre o local, procurando pela barriga ou pernas da mulher abaixo de si, desesperando-se por não encontrá-los. — Onde está... Senhora Lockwood o seu corpo... Ele está... Ele...

– E-Eren... — Ouviu a mulher murmurar roucamente, atraindo sua atenção. — Por favor... Não... Morra... — Com as mãos trêmulas, a mulher voltou a segurar a única mão que o moreno possuía, fracamente.

– Senhora Lockwood... — Eren murmurou mais uma vez, abaixando o corpo a fim de abraçar o que sobrava da mulher abaixo de si. — Eu não sei como...

A mulher, mesmo sabendo que o rapaz não poderia presenciar aquilo, sorriu-lhe cordialmente.

– Você é mais... Forte do que pensa... Eren... — comentou. — Como sua mãe... Você é um menino abençoado. — O moreno fechou os olhos, apertando ainda mais aquele abraço. — Eu... Conto... Com... Vo... Cê.

As mãos da mulher então despencaram sobre aquele líquido viscoso, espalhando-o por todos os lados enquanto os soluços de Eren apenas aumentavam. Aquilo não poderia estar acontecendo, ela não poderia estar morta, não queria acreditar nisso. Não podia acreditar nisso.

Ainda abraçado com o corpo da mulher, levantou a cabeça e, respirando profundamente, deixou com que um último e sofrido grito escapasse garganta a fora.

[...]

O cabo rapidamente acionava seu DMT, prendendo-o em uma construção próxima e manobrando-o de forma a pousar graciosamente sobre o telhado de uma residência onde um rapaz loiro de orbes azulados se encontrava estático pela cena que presenciara há segundos atrás. Apenas naquele momento que o homem percebera que ainda segurava firmemente o que havia restado do braço do moreno que se arriscara em salvar, largando-o sobre aquela superfície enquanto corria os olhos pelo local, procurando pela Ackerman.

Não queria admitir, mas realmente queria salvar o garoto. Sentia-se confortável sempre que pensava no moreno e, por mais que não quisesse acreditar, desde que o salvara do trio de adolescentes sentia como se precisasse ajudá-lo e isso o irritava por não saber o porquê. Além, é claro, de sonhos estranhos começarem a perturbá-lo sempre que pensava demais no rapaz de olhos esmeraldinos, que agora fora sacrificado por um misterioso titã.

Piscou demoradamente, caminhando lentamente na direção de seu soldado que estava agora de joelhos enquanto lágrimas escorriam em abundância pelos seus olhos.

– Arlert, levante-se. — disse em seu tom desinteressado de sempre. — Estamos no meio de um ataque, não é o momento mais apropriado para se deixar levar por emoções.

Apenas naquele momento o loiro parecia sair de seu transe, voltando seus enormes olhos azulados para o cabo que resmungava mentalmente ao vê-lo fungando.

– O Eren... Ele... — O rapaz franzino era interrompido por sons de passos sobre aquele telhado e, junto com o homem de baixa estatura, voltou o olhar para trás. — Mikasa...

Rivaille franziu levemente o cenho ao perceber a maneira que a garota asiática tremia ao segurar firmemente suas lâminas, o que era um mal sinal. Se bem conhecia suas habilidades, sabia que a garota se deixaria levar pelas emoções e provavelmente teria alguma atitute irracional e, ao voltar os olhos para Arlert, logo soube que o loiro também partilhava dos mesmo pensamentos que os seus.

– Mikasa eu...

– O que pensa que está fazendo parado, Armin? — A garota o cortou, abaixando levemente a cabeça a fim de esconder o olhar. — Ainda temos muitos titãs para matar.

– Mas M-

– Ackerman. — Levi interrompeu, atraindo a atenção da asiática para si. — O que você quer fazer?

Tal pergunta pegou tanto a garota quanto o jovem loiro, que acabava de se levantar ainda desnorteado. A jovem, por mais que odiasse, não sabia o que responder no momento. Os fatos eram cruéis: seu irmão e o rapaz que sempre amou estava morto e o pior, por erros seus. Afinal, caso estivesse ignorado o pedido anterior de Eren teria a certeza que o moreno estava vivo. Além disso, por ter confiado no cabo, acabou por não ajudar seu amado naquela situação.

A garota trincou os dentes com força suficiente para causar-lhe certo desconforto. Aquilo não era justo.

– O senhor disse que iria salvá-lo. — começou, atraindo a atenção dos dois para si. — O senhor disse que não o deixaria morrer e eu acreditei. Eren também acreditou.

– Mikasa! — Armin chamou, alertando-a enquanto Rivaille parecia refletir sobre aquelas palavras.

– Eu sei disso. — concordou, cruzando os braços enquanto encarava a garota Ackerman friamente, como fazia com todos os seus homens. — No entanto, apenas olhe em sua volta. — O cabo ergueu uma das mãos, fazendo-a correr os olhos ao redor, observando o cenário caótico que aqueles titãs patrocinavam. — Isso é uma guerra e a guerra é um inferno. Não temos como adivinhar quais serão os resultados, por mais experiência que se possa ter. — A última frase, por mais que fosse dirigida para a morena asiática a sua frente, também era, indiretamente, dirigida a si próprio. — O que você quer fazer? Vai deixar que o seu irmão tenha morrido em vão?

Tal "discurso de motivação" pegou os dois adolescentes desprevenidos e, por mais que Armin soubesse que o cabo estava usando da morte do próprio irmão para seu próprio benefício, não conseguia deixar de admirar a forma como o homem conseguia ser convincente quando queria.

Mikasa permaneceu em silêncio por alguns segundos apenas processando as palavras que lhe foram ditas. Nunca deixaria que a morte do irmão fosse em vão, não se perdoaria caso fizesse uma coisa como essa. Voltou os olhos para o homem a sua frente, que permanecia com os braços cruzados aguardando uma resposta verbal.

– O que eu quero fazer? — perguntou, voltando parte do corpo para trás e apontando para o titã que havia devorado o moreno. — Eu quero matar todos esses titãs desgraçados!

Levi fechou os olhos, consentindo com aquilo enquanto aproximava-se da morena em passos lentos.

– Ótimo, agora precisamos pensar em uma forma de fazer isso. — comentou, reabrindo os olhos, ainda fitando a Ackerman.

– P-Pessoal... — Ouviram a voz trêmula do loiro chamar, e então os dois voltavam suas atenções para o Arlert, que apontava para um ponto em específico com o corpo ainda trêmulo. — Olhem...

Voltando os olhares para onde o loiro indicava, deparavam-se com uma cena nem um pouco tranquilizadora que fez com que o cabo perdesse a postura por alguns segundos, em seguida xingando mentalmente. A imagem do titã encouraçado e da titã fêmea, que perambulavam como se procurassem alguma coisa, tornava-se nítida em seu campo de visão, enquanto os outros titãs permaneciam ao seu redor.

– Ackerman, Arlert! — O cabo chamou, virando-se para os dois. — Avise para as tropas estacionárias prepararem os canhões agora.

– Mas e o senhor, heichou? — Armin quis saber, observando enquanto o homem de baixa estatura preparava suas lâminas.

– Irei chamar o meu esquadrão para me darem suporte e... Mas o que?

De repente todos os titãs, incluindo o titã colossal e a titã fêmea, passaram a correr na direção do titã que havia devorado o moreno, que levava ambas as mãos até a barriga, fincando suas enormes unhas sobre a pele que imediatamente começava a se regenerar. O cabo olhava para aquela cena surpreso, nunca havia presenciado algo do gênero. E seu estômago embrulhou levemente quando os outros titãs e, principalmente, o titã encouraçado, começavam a dilacerar e a devorar a carne do titã menor, levantando uma grande nuvem de fumaça.

– Que nojo. — comentou, preparando-se novamente para partir quando foi impedido pela Ackerman, que segurava firmemente sobre o braço musculoso de seu superior.

– Mikasa! — Armin chamou eufórico, colocando-se ao lado dos outros dois enquanto arregalava tanto os olhos que a garota pensou que talvez fossem saltar de suas órbitas. No entanto, aquilo era realmente surpreendente.

Um titã de provavelmente quinze metros se afastava daquele grupo rapidamente, erguendo uma das mãos que estavam úmidas por algum tipo de flúido de titã, já que ele logo estava evaporando. Porém, não foi essa imagem que deixou os outros três boquiabertos, mas sim o fato de aquele titã estar segurando naquela mesma mão o corpo de um moreno sem um dos braços. Os orbes negros de Mikasa lacrimejaram ao fitar a cena, enquanto Armin sorria amplamente.

– Eren... — Ambos sussurraram em uníssono, voltando seus olhares para o cabo, que fitava aquela cena com seu olhar entediante de sempre. Entretanto, o homem de baixa estatura estava assustado. Não pela reação dos titãs ou por tudo o que estava acontecendo ao seu redor, mas sim pelo sentimento que dominara seu corpo ao fitar o corpo do jovem moreno nas mãos daquele titã.

– Vamos. — disse. — Temos que salvar aquele pirralho.

[...]

Não estava entendendo mais nada, as coisas aconteceram tão rápido que não conseguira processar uma resposta lógica. Logo após seu surto pela morte da senhora Lockwood o corpo do titã começou a chacoalhar e poucos segundos depois já se encontrava nas mãos de um outro titã. Além disso, não sabia se sentia gratidão ou continuava apavorado. A única coisa que conseguia fazer era socar aquela superfície enquanto rezava para que conseguisse viver.

Era tirado de seus devaneios pelo chamado de uma pessoa mais do que conhecida, permitindo-o até mesmo esboçar um sorriso mesmo naquela situação. Eren sentia seu corpo balançar constantemente, obrigando-o a se agarrar com sua única mão sobre a pele daquele titã.

– Eren! — A asiática chamou, saltando por entre a multidão de titãs que de repente começou a seguir o outro que segurava o moreno.

– Estamos chegando Eren! — Dessa vez foi Armin quem gritou, manobrando seu DMT para desviar da mão de um dos titãs.

– Atrasem esses titãs, eu vou atrás do garoto.

Eren então erguia levemente a cabeça ao ouvir aquela voz que tornava-se cada vez mais presente em seu dia a dia, logo com um grande sorriso brotando em seus lábios. O cabo Levi não desistira dele e isso fazia seus olhos marejarem mais uma vez. Todavia, ainda não se sentia aliviado e muito menos tranquilo. E, como um instinto, ergueu o corpo novamente antes de gritar até que todo o ar de seus pulmões terminasse:

– Ponha-me no chão, seu titã desgraçado!

E então o jovem Jaeger sentiu seu corpo ser lançado para frente, porém, o titã não o largara ainda. Levemente desnorteado e sentindo seu corpo latejar com a mesma intensidade que seus ferimentos, o moreno balançava negativamente a cabeça enquanto procurava entender o que estava acontecendo. Seria possível?

– Po-ponha-me no chão! — repetiu com a mesma intensidade, sentindo o corpo do titã tremer com aquilo antes de sentir seu corpo sendo rapidamente posto novamente ao chão. Ao sentir que estava finalmente livre, o moreno caia sentado, arrastando-se até próximo a uma parede e se encostando sobre ela. Estava surpreso com a reação do titã, que agira como se entendesse o que o menor dizia. Ainda meio relutante, tornou a se pronunciar. — Não me mate... Eu não quero morrer... — E então gritou. — Eu não quero morrer!

E então o rapaz sentia o solo ao seu redor tremer novamente e, sem saber o que estava acontecendo, apenas permaneceu esperando, respirando ofegante e tremendo da cabeça aos pés.

[...]

O trio rapidamente pousava sobre outra construção, fitando aquela cena incomum. O cabo voltou o olhar para Arlert, que tentava entender como era possível aquilo estar acontecendo, afinal, não haviam registros de que titãs pudessem entender as ordens dos humanos. Além disso, até mesmo o titã encouraçado e a titã fêmea pareciam obedecer aquilo.

– O que é isso? — perguntou a si mesmo enquanto fitava aquela cena catatônico acompanhado de Mikasa e Rivaille. — Eles... Pararam?

O trio permanecia imóvel enquanto mais e mais soldados se juntavam à eles, todos abismados com a cena que estavam a presenciar. Aquilo que aparentava ser uma muralha de titãs formava um círculo perfeito em volta do rapaz, que não parava de gritar em momento algum. Por algum motivo que Armin não sabia explicar, sentia que aquelas anomalias estavam a entender perfeitamente aqueles pedidos desesperados, interpretando-os como ordens.

– Rivaille heichou! — O homem de baixa estatura era tirado de seus devaneios, voltando sua atenção para a garota ruiva que o chamava naquele instante. — O que devemos fazer, senhor?

– Petra. — disse, fechando os olhos e suspirando. — Esta é a nossa melhor chance. Ataquem agora que estão desprevenidos. Isso é uma ordem e vale para todos vocês. — reforçou, olhando principalmente para Ackerman, que franzia o cenho para o cabo.

– Mas e o Eren? — A asiática perguntou, logo observando a maneira como Rivaille segurava as lâminas.

– Eu irei pegar o garoto. — respondeu. — Ele está no centro daquilo e se ele realmente fez o que estou pensando, precisamos tirá-lo de lá rápido.

– Isso! O Esquadrão Rivaille vai entrar em ação! Sentem e observem mo- — O cabo observava enquanto Auruo provocava os outros soldados e mais uma vez mordia a língua, antes de saltar e acionar seu DMT, rumando para o centro daquele aglomerado de titãs.

Estava surpreso e se suas teorias estivessem certas, aquele moreno conseguia controlar os titãs a sua volta e comandá-los a sua vontade. Provavelmente seus companheiros, excluindo Arlert e Ackerman, não perceberam tal detalhe, o que poderia ser considerado um ponto de vantagem. O homem não acreditava que o rapaz estivesse por trás do ataque com os titãs, estava mais desconfiado pela presença do titã encouraçado e da titã fêmea.

Rivaille se movimentava com maestria com seu DMT, golpeando vez ou outra a nuca dos titãs que encontrava pelo caminho. Porém, nenhum deles parecia se importar com o fato de estarem sendo atacados. Trincando os dentes com força e lançando o DMT à uma distância maior, conseguia erguer o seu corpo em altura suficiente para que pudesse enxergar o jovem Jaeger, que permanecia estagnado, encolhido próximo a parede enquanto um titã menor abaixava-se até que seu rosto estivesse encostado ao chão. Levi franziu o cenho, usando de seu equipamento para aproximar-se mais enquanto ouvia o titã resmungar coisas que não entendia, mas que percebeu fazer o moreno se exaltar.

Tudo aquilo era estranho demais.

– Jaeger! — chamou ao se aproximar o suficiente, observando o corpo do moreno saltar levemente. — Levanta a mão!

Eren, ainda levemente trêmulo, ergueu o braço e sentia seu ombro estalar assim que o cabo o segurava e erguia-o pelo pulso, lançando seu corpo no ar e em seguida voltando a segurar o garoto, no colo desta vez.

– Heichou... — murmurou, suspirando pesadamente e recostando a cabeça sobre o peito do homem que o salvara mais uma vez. — Meu corpo queima...

Porém, os olhos de Rivaille estavam concentrados nos membros que deveriam ter sido amputados de Eren. Uma fumaça densa escapava pela superfície da perna e do braço que foram arrancados, mas que pareciam estarem totalmente regeneradas. Como um titã.

O cabo engoliu aquilo em seco, movimentando o corpo e voltando-se para a base de Rose enquanto segurava o moreno firmemente em seus braços.

Notas finais
Genesis não pode se manifestar dessa vez. Está de castigo. Comentários?