Notas iniciais
Vocês não sabem como foi maravilhoso escrever esse capítulo ao som do novo álbum do Nightwish, agora com a Floor Jansen! O capítulo de hoje foi escrito totalmente ao som de Élan - Nightwish. Deixarei o link nas notas finais. Boa leitura a todos!

– Finalmente entendeu o porquê de ter criticado tanto aquela sua decisão, Rivaille? – disse o loiro enquanto caminhavam até a pseudo sala que Elaijia lhe tinha disponibilizado para que pudesse organizar os assuntos referentes à tropa de exploração.

O capitão suspirou pesadamente enquanto assentia, desgostoso. Por mais que tentassem pensar em uma solução, nunca conseguiam, de fato, pensar em algo efetivo. Aquilo o estava fazendo agonizar por dentro em preocupação, temia o que poderia acontecer com Eren caso passasse a ser responsabilidade da Polícia Militar. Por um lado, admitia gostar da ideia, visto que ele estaria parcialmente seguro de quaisquer ameaças, no entanto, algo lhe dizia que não poderia simplesmente ser assim.

Aquilo o fez se lembrar das visões que, há pouco tempo, passou a classificar como lembranças de várias vidas passadas. Desde que finalmente se entenderam, elas praticamente desapareceram, o que o deixava com várias questões não respondidas em sua mente.

O que também o lembrava dos manuscritos que Hanji lhe havia confiado.

Queria lê-los, mas, ao mesmo tempo, temia o que poderia acabar descobrindo neles. Segundo o que havia entendido, eles tentavam explicar o surgimento dos titãs no mundo e, ao mesmo tempo, explicar a ligação que tinha com Eren.

De uma coisa tinha certeza: Caso os fatos ali relatados fossem verídicos, Eren seria, sem sombra de dúvidas, o anjo Cristal encarnado. O que era outro ponto que o preocupava, visto que não fazia a menor ideia de quem poderia ser os outros dois. Suspeitava, mas não queria se equivocar e perceber que cometera um erro.

Suspirou pesadamente, voltando os acinzentados para o comandante ao seu lado, que continuava a dizer alguma coisa sobre a Polícia Militar e, provavelmente, ofendendo seu amigo ruivo de alguma forma indireta que sabia captar perfeitamente bem. Talvez devesse contar para ele algumas coisas que o preocupavam, no entanto, sabia que provavelmente iria desdenhar por conta de tais devaneios virem da tenente, que era mais que conhecida por sua personalidade e obsessões estranhas.

– Rivaille, aconteceu alguma coisa? – Ouviu o outro perguntando, retirando-o de seus devaneios lunáticos.

– Desculpe. Estava um pouco distraído. – Engoliu em seco, voltando os olhos para seu superior. – Irwin, estava pensando... Acho que será quase improvável impedir que nos seja tomada a custódia de Eren.

– Sim. – concordou, logo chegando em sua sala, abrindo e dando espaço para o outro passar.

– Precisamos de um plano. – continuou, olhando para o lado de fora antes de fechar a porta, cruzando os braços e encostando-se sobre a mesma. – Estou com um mal pressentimento.

Viu quando o Smith também suspirou, lançando-se sobre sua cadeira pouco confortável.

– Você conhece o Elaijia há mais tempo que eu e também tem suas desconfianças...

Levi assentiu com aquilo, alisando levemente o rosto com uma das mãos.

– Exatamente por conhecê-lo que estou relutante. – Trincou levemente os dentes antes de apertar mais o nó nos braços. – Admito que ele esteja agindo muito estranho ultimamente, quero deixar o garoto protegido.

Irwin sorriu abertamente com aquilo.

– É bom que comece a disfarçar melhor essa sua ligação com o Jaeger, Rivaille. – provocou, recebendo um olhar pouco agradável como resposta.

– Não é hora para isso, comandante de merda. – disse irritado, arrancando uma risada nasal dele.

– Sugere uma fuga ou um rapto? – sugeriu e o capitão rolou os olhos.

– Apenas se necessário. A tropa de exploração precisa dele, principalmente agora que perdemos nossa base. Estamos vulneráveis, Irwin. – rebateu, os acinzentados encarando os azulados do comandante.

O loiro então se encostou melhor em sua cadeira, franzindo as enormes sobrancelhas enquanto ponderava sobre aquilo. Deveria admitir que seu subordinado estava certo quanto à vulnerabilidade da tropa.

O número de baixas havia sido absurdo, estando agora com menos de trinta por cento dos soldados que tinha inicialmente, mesmo com a chegada dos novos soldados formados na brigada de cadetes. Deveria avaliar, também, a perda dos soldados mais talentosos que tinha até o momento com toda aquela operação de defesa e retomada, ambas sem sucesso. O que apenas fazia a desconfiança da população quanto à competência da tropa de exploração aumentar.

Além disso, com a derrota e a impensada ordem de retirada dada por Levi, a confiança do Marechal nas capacidades de liderança de Irwin haviam diminuído consideravelmente, além, claro, do sentimento totalmente contraditório que começava a crescer por entre os soldados que restavam.

E, como se não fosse suficiente, haviam lhe reportado que pouco mais de dez por cento dos novos formandos da brigada de cadetes estava interessado em ingressar na tropa de exploração. O que fazia com que cada soldado fosse de extremo valor e, principalmente, aquele que aparentemente conseguia controlar os titãs e que se regenerava também como um.

– Ele é muito valioso para nós, mas não podemos tomar medidas precipitadas no momento. Enquanto estivermos nas terras do Rei, precisamos seguir as regras à risca. – disse, apoiando ambos os braços na mesa enquanto a mente trabalhava mais uma vez. – Não podemos correr o risco de semos pegos infringindo alguma lei, pelo menos aqui, onde a palavra da Polícia Militar é a soberana.

Aquilo fez Levi ponderar seriamente sobre as atitudes que estaria tomando desde que se firmaram ali. Estava, realmente, colocando o futuro da tropa em risco ao manter os manuscritos de Hanji guardados no quarto que lhe fora oferecido e que, recentemente, passou a partilhar com o jovem Jaeger.

Bateu com a cabeça na porta levemente, resmungando.

– O que foi, Rivaille? – Irwin perguntou, atraindo os acinzentados para si mais uma vez.

Permaneceu em silêncio, o que aguçou a curiosidade do loiro, que se levantou, rodeando a mesa onde estava até se apoiar sobre ela, cruzando os braços para fitar o outro.

– Responda, é uma ordem. – disse firme, tendo outro suspiro como resposta.

– Eu... Tenho alguns manuscritos de livros proibidos no meu quarto. – disse por fim, crispando os lábios ao ver os orbes azulados do homem a sua frente se arregalarem. – Foi Hanji quem me deu.

Admitia ter se assustado pela reação que se seguiu, no entanto, não esperava menos, levando-se em consideração que, fora a Igreja e a Polícia Militar, ninguém mais deveria ter em posse esse tipo de material. Irwin socou sua secretária com força, fazendo o barulho da madeira ecoar pelo quarto enquanto ouvia o mesmo perder levemente a postura em um audível xingamento.

– Que porra Rivaille! – Voltou os olhos para ele, visívelmente nervoso. – Por que você ficaria com uma coisa dessas mesmo sabendo dos riscos? Ou melhor, o que Hanji tinha em mente ao fazer isso?!

– Irwin, eu posso explicar, mas preciso que você fique calmo antes de qualquer coisa. – avisou, percebendo quando o comandante pareceu relutar um pouco antes de respirar fundo e concordar com aquilo.

Foi a vez então do capitão suspirar pela enésima vez enquanto tentava organizar os pensamentos. Ainda não sabia se diria tudo ao comandante, não tinha a certeza se deveria confiar nele à esse ponto.

Na verdade, não sabia mais em quem confiar, além de Eren, claro.

– Sei que você vai achar tudo isso uma loucura, mas preciso que me escute e não me interrompa até que termine. – pediu sério, vendo Irwin assentir.

[...]

Sabia que estava caminhando pelos campos esverdeados daquela base por sentir o cheiro do gramado se dissipando no ar. A bengala trabalhava incessantemente para que não tropeçasse e acabasse por encontrar o chão.

A conversa que tivera com Armin foi, realmente, necessária para que pudesse desabafar todos os males que insistia em ocultar por tanto tempo para não incomodar seus companheiros e, principalmente, para não preocupar Levi, que possuía problemas demais relacionados à tropa de exploração para que se preocupasse com as divagações de um adolescente. Mesmo que seu superior e a amante dissesse que gostava de ouvir seus pensamentos, não se sentia totalmente à vontade em fazer aquilo.

Aliás, não se sentia mais à vontade desde o dia em que deixara Trost.

Seus pensamentos naquele instante estavam nas crianças e na constante preocupação que sentia para com elas. Pelo o que Armin lhe havia dito, o exército as havia enviado para um lugar no distrito de Quinta, em Maria, onde os familiares dos soldados eram geralmente abrigados. Aquilo, de certa forma, deixava-o tranquilo e, ao mesmo tempo, preocupado por elas estarem em uma região tão exposta da muralha. Sabia que as chances de um ataque em Maria eram quase nulas, visto que sabia perfeitamente o porquê daqueles titãs em específico estarem atacando as regiões interiores.

Eren gemeu, frustrado. A única certeza que tinha no momento era que toda a comissão que ganhava do governo era enviada para as crianças, com exceção da quantia que gardou para o aniversário de Levi, onde o presenteou.

Sentiu o rosto esquentar violentamente ao se lembrar daquele dia, continuando a caminhar enquanto tentava pensar em outras coisas, sem sucesso. Sabia como era fazer sexo graças à péssima experiência que teve quando era criança, todavia, jamais imaginou que pudesse gostar tanto. Ainda não conseguia definir ao certo o nível do prazer que sentiu naquele dia, mas ficava feliz em saber que tinha proporcionado o mesmo ao homem que agora chamava de amante quando estavam sozinhos e que sempre ficava encabulado com isso.

Um sorriso se desenhou em seus lábios ao mesmo tempo em que as lembranças das vidas passadas se faziam presentes. Havia feito uma promessa silenciosa no dia em que fizera as pases com Levi: Iria fazer aquilo dar certo, não importando como. Estava cansado de sempre sentir dor e sofrimento, encarnação após encarnação, e também de proporcionar tal sofrimento à pessoas que apenas queria proteger da melhor forma possível.

Iria fazer diferente dessa vez. Não iria se afastar e, muito menos, fugir dos problemas. Mesmo com suas dificuldades, iria enfrentá-los de frente.

E o primeiro passo para isso seria controlar suas possíveis habilidades, para ajudar a tropa da melhor forma que conseguisse. Foi para isso que ingressou no exército, afinal.

Parou de caminhar, respirando profundamente e aspirando o perfume que a grama soltava, sentindo-se extremamente relaxado. Havia encontrado um objetivo e nunca imaginou que se sentiria tão determinado à algo como estava no momento. No entanto, não compartilharia isso com o capitão, visto que era algo pessoal.

– Divagando?

Foi tirado de seus devaneios por uma voz conhecida e que fez um arrepio percorrer toda sua espinha. Usou a bengala para poder se voltar para o dono da mesma, engolindo levemente em seco quando ele deu uma pequena risada.

– Comandante Savage... – murmurou, saudando-o da melhor forma que pode por conta da bengala.

O ruivo sorriu levemente, abaixando-se até ficar próximo do rosto dele.

– Não precisa ficar tão nervoso quando estou por perto, garoto. – disse, levando uma das mãos aos fios castanhos dele, afagando-os.

Eren mordeu o interior da boca, levemente.

– O-Obrigado pela bengala e pela camisa, senhor... – continuou e então os acinzentados do homem percorreram seu corpo, percebendo então que o garoto estava a usar os dois objetos que lhe havia oferecido.

O sorriso em seus lábios então aumentou.

– Precisa de algo, senhor? Estou às ordens. – Oferceu-se como era de costume entre os soldados de menor patente.

– Na verdade, sim. – disse sem rodeios, afastando-se um pouco do garoto. – O Marechal requisitou sua presença no castelo central.

Aquilo fez surgir um nó na garganta de Eren em um misto de ansiedade e nervosismo sobre o que aquilo poderia significar, enquanto Elaijia agradecia mentalmente pelo garoto não estar enxergando seu olhar vitorioso.

– O... Capitão também vai nos acompanhar? – perguntou incerto, um aperto estranho surgindo no peito de repente.

– Não. – respondeu simplista, apoiando um dos braços no ombro do moreno antes de guiá-lo para fora dali. – Digamos que ele tenha seus próprios assuntos para resolver no momento.

[...]

A explicação lhe rendeu bons minutos de sermão. Irwin estava mais do que furioso com Rivaille por ter escondido aquela história de si por tanto tempo e, principalmente, com Hanji por não ter lhe dito nada a cerca de toda aquela informação importantíssima.

Claro, algumas coisas que o capitão havia falado eram, no mínimo, absurdas. No entanto, não conseguiu discordar com o mesmo quanto à lógica que elas faziam. Finalmente compreendeu o porquê de Levi ter saído daquele jeito da Igreja, quando foram procurar por informações nos livros confiscados e, principalmente, a essência das habilidades ainda ocultas que Eren poderia ter.

Mais do que nunca, deveriam manter o garoto perto. Aquela era a principal prioridade da tropa no momento.

O Smith não pensou duas vezes antes de acompanhar o capitão em passos corriqueiros até o quarto dele, onde ele dizia estar os tão valiosos manuscritos que ainda nem tinha terminado de ler. Precisavam ficar guardados em um lugar extremamente seguro. Desconfiava que Elaijia pudesse usar aquilo para prejudicar ainda mais a tropa de exploração, e isso se confirmava quando Rivaille lhe contou da reação tão agressiva no momento em que confiscou os livros da tenente.

A porta do cômodo foi aberta bruscamente, o barulho da madeira se chocando contra a parede ecoando dentro daquele quarto. O capitão entrou rapidamente no quarto, indo direto para o pequeno armário que tinha ali, abrindo-o e retirando dali uma caixinha de madeira. Voltou os acinzentados para Irwin enquanto a abria, percebendo como o outro estava nervoso com aquilo. A tampa foi deixada sobre a cama e quando os olhos se voltaram para a mesma, uma surpresa.

A caixa estava vazia.

– O... – Piscou várias vezes, largando a caixa de qualquer jeito na cama, voltando para o armário, revirando-o por completo antes de partir para as gavetas, lançando roupas e acessórios para o alto.

– Rivai-

– Eu vou encontrar. – cortou, os olhos se arregalando e a ansiedade crescendo dentro do peito na medida em que puxava com força as gavetas, jogando seu conteúdo em cima da cama de qualquer jeito, fazendo uma grande bagunça. – Está aqui, dentro de um envelope pardo...

O comandante fitava o seu subordinado andando de um lado para o outro e revirando os móveis um pouco assustado, por nunca ter contemplado algo assim antes. Era notável o nervosismo de Levi quanto àquela situação.

– Rivaille! – chamou alto, atraindo a atenção dele para si, que largou de qualquer jeito a gaveta que segurava no chão, os acinzentados fitando-o preocupado.

– Alguém os pegou... Mas, quem fa- – Levi prendeu a respiração por breves momentos, olhando para a porta. – Onde o Eren está?

Irwin franziu o cenho.

– Ele estava com Armin, mas... Rivaille! – chamou outra vez quando o capitão saiu em disparada, correndo rapidamente pelos corredores e saltando para o saguão que interligava aos demais, olhando para todos os lugares.

Sentia a cabeça latejando um pouco, ao mesmo tempo em que ansiedade parecia nublar os seus pensamentos. Não deveria ter sido tão descuidado, ou melhor, não deveria ter confiado tanto naquela pessoa.

Naquele breve momento com Irwin, havia descoberto a identidade de Índigo. E não queria mesmo acreditar que um anjo encarnado para protegê-lo estivesse querendo o seu mal.

E também temia que seus pensamentos estivessem certos a cerca de quem seria o Mestre dos Desejos.

Alguns soldados o olhavam curiosos por aquela afobação toda em correr. Havia cruzado vários corredores e não conseguira encontrar o moreno, engolindo em seco mais uma vez ao sentir um forte aperto no peito.

Não percebeu quando o corpo se chocou contra o de uma outra pessoa e logo iria praguejar se não conhecesse o dito cujo.

– Nile, você viu o Eren? – perguntou preocupado, no entanto, estranhando a expressão nem um pouco amigável do capitão, percebendo apenas naquele momento que o homem não estava sozinho. Cerca de outros seus soldados também o acompanhavam. – O que foi? – perguntou desconfortável pela atenção desnecessária que recebia deles.

O capitão da Polícia Militar suspirou pesadamente.

– Temos um mandato de prisão para você, Rivaille. Posse de documentação ilegal e ocultamento de informação, interpretada como traição contra a humanidade. – disse Nile sem rodeios.

Levi sentiu o corpo congelar com aquilo, os olhos se arregalando e a boca ficando entreaberta. Não sabia como reagir e, principalmente, como tinham descoberto que estava com os manuscritos daquele livro.

– Isso é algum tipo de brincadeira, Nile? – Tentou contornar aquela situação, engolindo em seco quando o mais alto se aproximou com as algemas, atraindo a atenção de alguns que passavam no local.

– Gostaria que fosse, agora entregue-se sem resistir, por favor. Isso contará à seu favor caso vá à júri ou entrem com o pedido de clemência com o Rei. – explicou, erguendo as algemas abertas, prontas para serem encaixadas no pulso do mais baixo.

Rivaille estava completamente sem reação, tanto que foi necessário que Nile erguesse os braços dele para que conseguisse colocar as algemas. Do fim do corredor, era possóvel ouvir os passos apressados de Irwin, que sentava alcançar seu subordidado quando este saiu desesperadamente do quarto. O comandante da tropa de exploração se surpreendeu ao ver o homem mais forte da humanidade sendo algemado e tentou interferir, mas Levi lhe lançou um olhar para que se afastasse. Aquele não era o melhor momento, literalmente.

Suspirou então pesadamente enquanto os demais soldados os escoltavam para fora daquela base, provavelmente o levando para as masmorras não muito longe dali. Não teria muito o que fazer para mudar aquela situação e, de momento, a única coisa que queria fazer era processar tudo o que havia acontecido.

Não estava acreditando que havia sido traído por uma das pessoas em que mais confiava no mundo inteiro. A pessoa que há anos atrás o havia salvado de uma vida miserável.

E essa mesma pessoa era Índigo.

Ergueu o olhar enquanto era praticamente arrastado por braços desconhecidos, infelizmente captando uma cena que não gostaria de ter visto.

Os acinzentados se arregalaram ao verem a maneira como o braço de Elaijia se apoiava delicadamente sobre os ombros de Eren, trazendo-o para perto de seu corpo enquanto o guiava para um lugar que não sabia onde era. Não se importou mais com a situação em que estava, esquecendo-se completamente que estava algemado e sendo escoltado por tantos soldados da Polícia Militar, driblando-os e dirigindo-se rapidamente para os dois. Porém, acabou sendo puxado pelas algemas, impedindo-o de chegar ao seu destino.

– Soltem-me seus porcos! – gritou irritado enquanto começava a se debater para se libertar, sendo segurado pelos soldados que se aproximavam, tentando contê-lo. – Soltem-me agora! Estão cometendo um erro!

Trincou os dentes com força, irritado e ignorando por completo as demais pessoas que provavelmente estariam ali, surpresas por ver o homem mais forte da humanidade sendo levado para as masmorras.

A única coisa que queria no momento era se aproximar de Eren que, naquele momento, havia interrompido seu curso e olhado levemente para trás ao ouvir os gritos de Levi.

Naquele momento os acinzentados fitaram extremamente preocupados os esmeraldinos do rapaz, que foram ocultos pelo braço de Elaijia, que o puxava para continuar o caminho até as escadas.

Foi quando Rivaille contemplou o sorriso vitorioso que o Savage deixava estampado nos lábios, ao mesmo tempo em que os cinzentos mais claros se encontraram com os cinzentos mais escuros.

Notas finais
Élan - Nightwish: https://www.youtube.com/watch?v=zPonioDYnoY Comentários?