Wishmaster

22 Politicamente Correto


Notas iniciais
Esse capítulo está lindo, com fortes emoções e com um desfecho magnífico. Falarei mais sobre ele nas notas finais, mas espero realmente que vocês gostem! Qualquer dúvida sobre o capítulo, por favor, deixem nos comentários que irei esclarecer. Boa leitura.

Já estava cansado de insistir com as perguntas a cerca da reação tão repentina do cabo a sua frente, que continuava a caminhar em passos rápidos até um local que não era de seu conhecimento. Não conhecia muita coisa da base, visto que o tempo em que havia passado sozinho fora curto demais para se aventurar pelos corredores daquela construção enorme.

Grunhiu ao sentir o corpo ser lançado contra uma superfície rígida que julgara ser uma parede, logo em seguida ouvindo o barulho de uma tranca. Suspirou, provavelmente estava no quarto de seu superior mais uma vez. Aquilo deveria tranquilizá-lo, no entanto, levando-se em consideração a maneira como fora abordado até chegar no local em questão, imaginava se não o tivesse desrespeitado de alguma forma ou que tivesse se comportado mal.

Ouviu o homem suspirar antes da respiração do mesmo se chocar contra sua nuca, denunciando a proximidade de seus corpos, o que fez com que Eren encolhesse levemente os ombros, acanhado. Tal reação não passou por despercebida pelo cabo, que ergueu uma das sobrancelhas enquanto abaixava os olhos, tentando encontrar as palavras certas para iniciar aquele assunto com o garoto. Queria ouvir de seus próprios lábios o que realmente sentia naquele momento, gostaria de saber como ajudá-lo e, caso necessário, fazer com que apagasse por completo as lembranças ruins que o traumatizaram na infância.

– Heichou... — Foi tirado de seus pensamentos pelo chamado do outro. — Eu fiz alguma coisa?

O homem franziu o cenho antes de responder.

– Não. E me chame pelo nome Eren. — pediu. Às vezes se irritava pela maneira deveras formal que o garoto agia para consigo. Em qualquer outra ocasião não reclamaria, no entanto, pesando-se o que havia acontecido entre os dois até aquele momento, poderia relevar aquilo.

O moreno relaxou os ombros, levando uma das mãos até o pescoço, coçando-o por alguns segundos enquanto esperava por alguma iniciativa do outro, que não tardou.

– Por que não me contou antes sobre o que aconteceu depois que deixou Shinganshina? — foi direto, fitando os esmeraldinos do garoto se arregalarem com aquela pergunta.

– L-Levi... — Eren diminuiu o tom de voz, surpreso por aquela abordagem tão direta do outro. — Q-Quem...

– Isso não importa agora. — cortou, arrependendo-se logo em seguida do tom de voz rude que havia usado. — Por que não me contou?

Silêncio.

Eren não sabia como responder àquela pergunta tão repentina e, ao mesmo tempo em que tentava adivinhar como o outro descobrira sobre aquilo, tentava com todas as forças fazer com que as imagens, que agora voltavam nítidas em sua mente, fossem em bora.

Sentiu o polegar de Rivaille acariciar sua face, percebendo apenas naquele momento as finas lágrimas que escorriam pelo seu belo rosto. Fungando vez ou outra, os esmeraldinos se fechavam ao mesmo tempo em que seu dono abaixava a cabeça, afastando-se por centímetros da mão de seu superior.

– Por que está fazendo isso? — perguntou entre as fungadas, sentindo a mão do outro descer até sua nuca, apertando levemente aquela região.

– Então é verdade. — comentou, sentindo a raiva aumentar. Naquele momento, poderia jurar que, caso encontrasse com aquele homem alguma vez na vida, não pensaria duas vezes antes de lhe causar um sofrimento ainda pior do que o que causou ao seu garoto. — Aquele porco...

– Levi eu... D-Desculpe... — disse Eren, abaixando ainda mais a cabeça enquanto atraia a atenção do mais velho para si, que estranhou aquela reação.

– Por que está se desculpando? — quis saber, levando dessa vez ambas as mãos até o rosto delineado do rapaz, erguendo-o para si a fim de fitar a expressão chorosa do outro, que fungava como uma criança.

– O senhor... Deve me odiar, não é? — disse, levando ambas as mãos até o rosto, escondendo-o ao mesmo tempo em que tentava enxugá-lo das lágrimas que insistiam em continuar escorrendo de seus olhos, como cascatas. — Ninguém gosta de pessoas que passaram por isso... Eu... Eu sempre fui tratado como um lixo e ninguém se importa de me humilhar por causa disso. — Eren fungou outra vez, encostando-se melhor sobre a parede. — O senhor deve sentir nojo de mim... Todos sentiram depois que descobriram... Até mesmo Armin, que parece ser compreensivo, com certeza não me trata com sinceridade e saber disso dói tanto... O senhor Arlert imediatamente nos tirou daquela casa quando descobriu, mas não era mais a mesma coisa. De repente tudo havia mudado, as únicas pessoas que eu gostava, de certa forma, afastaram-se de mim mesmo sabendo que havia feito aquilo para o bem deles! E-

O jovem Jaeger fora surpreendido ao ser interrompido pela aproximação repentina de Rivaille, que levou ambas as mãos à nuca do moreno, trazendo seu rosto para mais próximo do seu, selando enfim um beijo casto sobre os lábios do mais novo. Eren sentiu os braços caírem ao lado do corpo, pesados, ao mesmo tempo em que se permitia retribuir aquele toque carinhoso que lhe era oferecido. A língua do cabo se movimentava tranquilamente, ao mesmo tempo em que a pressão que era feita sobre a nuca do rapaz de pele bronzeada era transformada em uma massagem suave, o que fez com que o moreno resmungasse algo sem nexo que o cabo interpretara como algo positivo.

Afastaram-se rapidamente e então Levi ergueu os acinzentados para o moreno, que parecia mais calmo. Analisando-o naquele momento, não podia imaginar como o outro se sentia a cerca daquele assunto. Sabia que era difícil, no entanto, cada um encarava aquilo de maneiras diferentes.

– Nunca mais diga coisas assim, Eren. — disse por fim, fitando as esmeraldinas que estavam voltadas para baixo. — Eu não te odeio e muito menos sinto nojo de você. Eu sei exatamente pelo o que você passou, porque eu passei pela mesma coisa quando era mais novo.
As grossas sobrancelhas do jovem Jaeger se ergueram com aquilo.

– Como assim? — perguntou e então Levi suspirou pesadamente.

– Deixe-me te contar uma história. — disse, abaixando ambas as mãos e segurando o braço de Eren, guiando-o por aquele quarto até que o mesmo pudesse se sentar sobre sua cama, logo sentando-se ao seu lado. — Você com certeza ouviu falar da história do bandido mais famoso da capital que conseguiu entrar para a tropa de exploração, certo? — Levou a mão livre ao rosto de Eren, terminando de enxugar seu rosto enquanto o mesmo assentia. — Eu era esse bandido.

Eren sentiu sua respiração falhar por alguns segundos.

– Mas... O senhor não nasceu em Trost? — perguntou e então Levi crispou os lábios.

– Sim, é verdade. — confirmou. — Mas por conta de alguns imprevistos, acabei por me encontrar na cidade subterrânea.

"Minha família acumulava dívidas geração após geração para o lado podre do governo, seja pedindo dinheiro para as necessidades mais básicas, seja para supérfluos e, mesmo sabendo que a quantia que a família Rivaille estava acumulando era alta demais, o governo não se importou em simplesmente cortar a 'verba'. Acredite, eles nunca perdem para simples cidadãos e sempre visam o lucro acima de tudo. Não sei dizer ao certo onde estaria a verdadeira perdição da humanidade, no entanto, digamos que dentro dessas muralhas a situação não seja tão diferente quanto fora delas.

Um dia, quando estava voltando para casa depois de completar meus afazeres diários, deparei-me com dois homens altos na sala da minha casa. Eles usavam um sobretudo marrom escuro e um chapéu que não me permitiu enxergar seus rostos. No entanto, sabia que não deveria ser algo bom quando vi minha mãe chorando no canto da sala discutindo com meu pai sobre alguma coisa que ele teria provavelmente feito. Iria questioná-los a cerca do motivo de toda aquela bagunça, quando um desses homem segurou em meu pulso com força e me arrastou com violência para fora da minha casa como se fosse uma boneca de trapos. Eu tinha seis anos na época, não conseguia entender muita coisa e mal sabia sobre a maldade dentro da humanidade, entretanto, as coisas mudaram depois daquele dia, pois descobri que meu pai havia me vendido para o tráfico de pessoas para sanar as dívidas que a família Rivaille acumulou durante os anos.

Uma semana depois, fui vendido para um velho que morava no distrito de Stohess que tinha como hobbie se divertir com crianças de até dez anos. No entanto, não fiquei mais que três meses naquele lugar, visto que ele havia se cansado de todas as minhas tentativas de fuga e homicídio. Pensei que ele me libertaria para que pudesse voltar para minha família em Trost. Eu era apenas uma criança, portanto, por mais que hoje em dia veja o quão cruel minha família fora comigo, naquela época, eles eram tudo o que eu tinha de mais valioso. No entanto, aquele velho me levou até o portão de entrada da cidade subterrânea, trancafiando-me ali dentro. Ainda me lembro do odor fétido que exalava daquele lugar e na forma como perdi as contas do tempo em que passei ali, avançando contra aquele enorme portão, implorando para sair daquele lugar.

Não demorou muito para que descobrisse que talvez nunca teria a chance de sair daquele lugar novamente. Além disso, viver ali era um desafio tão grande que em poucos meses desisti da ideia de um dia poder voltar para Trost. Aos sete anos, já havia aprendido a roubar para não passar fome. Não conseguia furtar muita coisa, mas ficava muito feliz quando conseguia um copo d'água e um pedaço de pão de vez em quando.

Em um desses dias que estava roubando um pedaço de comida, conheci um bandido chamado Kaney, que disse ter enxergado em mim habilidades únicas e que gostaria de me treinar e me fazer de seu ajudante. Uma coisa que havia aprendido naquele período na cidade subterrânea foi nunca confiar em uma proposta que aparentava ser tentadora demais. No entanto, ainda era apenas um pirralho idiota na época que não sabia interpretar os próprios conhecimentos e instintos. E como toda criança burra, agarrei-me a esperança de conseguir algo melhor para o meu futuro. Foi quando os abusos sexuais começaram.

Já havia passado por aquela situação em Stohess, no entanto, com Kaney era diferente. Ele era completamente doentio e insano ao ponto de me deixar acorrentado em um canto qualquer do casebre onde morava por dias, sem água e sem comida, apenas porque achava divertido. Além de me forçar a trabalhar para sustentá-lo. Quando digo trabalhar, estou me referindo à prostituição. Existiam e ainda existem muitos bandidos que gostam de desfrutar do corpo de crianças em desenvolvimento. Então, além de ser obrigado a viver em meio à sujeira e ser tratado como um animal esfomeado, ainda era tratado como um simples objeto de distração. E assim se passaram mais quatro anos.

No meu aniversário de onze anos, havia conseguido fugir da casa onde Kaney me mantinha praticamente preso. Lembro-me de apenas ter conseguido fazer aquilo porque ele havia se cansado de me espancar e abusar de mim no dia anterior, saindo de casa logo em seguida. Como estava praticamente desacordado, provavelmente não pensou que poderia fugir. Aproveitei aquele tempo para fazer poucos curativos e saí pelas vielas da cidade subterrânea, sem um rumo certo. Queria apenas me afastar o máximo possível daquele lugar. No entanto, meu corpo estava debilitado demais e a má alimentação não me deixou ir muito longe, tanto que logo estava caído no chão sujo de uma viela qualquer. Provavelmente teria morrido, não fosse por uma pessoa chamada Elaijia Savage, que me encontrou e me levou para um lugar seguro, onde me alimentou decentemente e, depois de descobrir minha história, ajudou-me na vingança contra Kaney."

Eren havia parado de chorar àquela altura, apenas ouvindo todo o relato do homem ao seu lado, completamente boquiaberto. Não sabia exatamente o que pensar a não ser o quão sofrida fora a vida daquele que agora era considerado o soldado mais forte da humanidade. Por um momento, sentiu-se mal por estar reclamando de seu passado, sendo que existiam pessoas que sofreram mais do que si próprio. Todavia, essa nunca fora a intenção de Rivaille ao relatar aquilo para o garoto.

– Todos nós já passamos por situações difíceis na vida, Eren. — continuou. — Mas a maneira como essas experiências são assimiladas variam de pessoa para pessoa. Eu não me orgulho do meu passado, mas faço dele a base para meus objetivos, porque sei que se não fosse por isso, nunca estaria aqui hoje. Por isso... — Virou o rosto do garoto para si, cujas esmeraldinas reluziam em sua direção. — Não se sinta inferior por conta das cicatrizes de seu passado, sinta-se um vencedor. Pois você conseguiu superar seus obstáculos e, sem eles, você não estaria aqui hoje.

Levi observou os lábios do moreno tremerem por breves segundos, antes de ter seu corpo envolto pelos braços finos do jovem Jaeger em um abraço apertado, que fora imediatamente retribuído pelo cabo. Contudo, sem os braços para se manter sentado, Rivaille deixou seu corpo cair de encontro com o colchão macio de sua cama, logo sentindo o peso de Eren sobre si. O homem de baixa estatura subiu uma das mãos, afagando levemente os grossos e rebeldes fios castanhos de seu subordinado, que mantinha o rosto enfurnado em sua nuca. Por mais estranho que se podia parecer, sentia como se estivesse mais leve ao compartilhar aquilo com alguém que não fosse Hanji. Sabia que o principal motivo seria acalmar o moreno assim que o questionasse a cerca do ocorrido, no entanto... Sentia-se bem, apenas.

Foi tirado de seus devaneios por Eren, que movimentava-se de forma suspeita sobre sua nuca, logo em seguida sentindo beijos tímidos sendo depositados sobre sua pele pálida demais. Aquilo fez o cabo sorrir de canto e, em um movimento rápido, trocava de posição com o moreno, deixando-o sob seu corpo, beijando-o imediatamente após.

O jovem Jaeger não teve como resistir, mesmo sabendo que não o faria. Retribuiu àquele beijo tenro, que deu lugar à poucos ofegos no momento que fora desfeito e os lábios de Rivaille desceram na direção de seu pescoço e ombro, depositando ali beijos e chupões que faziam o garoto soltar leves murmúrios desconexos. O cabo sorriu, afastando-se no entanto, o que resultou em uma expressão confusa de seu subordinado.

– L-Levi... Por que parou? — quis saber, mordendo o interior da bochecha ao sentir as maçãs do rosto esquentarem.

– Não quero te pressionar a isso. Não é certo. — explicou, erguendo uma das sobrancelhas ao ouvir a risada gostosa vinda de Eren. — O que foi?

– O senhor é tão... Politicamente correto. — disse, ouvindo um resmungar confuso do outro.

– E isso é ruim? — questionou, resolvendo descansar a cabeça sobre a curva do pescoço do garoto, que negou.

– É só que... É a primeira vez que se importam com isso. — Aquilo fez com que Levi depositasse um beijo sobre a pele bronzeada do pescoço do rapaz. — Mas... Eu quero...

O cabo ergueu o olhar outra vez para Eren, fitando o rosto completamente enrubescido do outro. Suspirou, permitindo-se admirar por breves momentos a beleza do rapaz abaixo de si. Não importava a situação, aquelas orbes esmeraldinas sempre se destacariam de seu rosto e, mesmo com o rosto levemente inchado por conta do choro de momentos atrás, não conseguia deixar de achar cada vez mais motivos para continuar admirando o garoto abaixo de si. Mordeu o lábio inferior. Céus, como resistir àquilo?

Levando-se pelo momento, o homem de baixa estatura levou ambas as mãos ao corpo do rapaz, tateando a pele bronzeada por baixo das vestimentas do uniforme ao mesmo tempo em que sentia os braços de Eren circundarem-lhe o pescoço, de forma a trazê-lo para mais perto. Ambos queriam mais contato e ao perceber isso, Levi deixou um sorriso escapar dos lábios antes de atacar novamente a boca do jovem Jaeger, ao mesmo tempo em que aproveitava para levantar o tecido da camisa esverdeada do outro, até que seu peito ficasse totalmente exposto.

Sorriu lascivo quando o corpo do outro tremeu levemente no momento em que seu polegar tocara um de seus mamilos. Tendo isso como um incentivo, Rivaille pressionou os botões rosados de Eren entre o indicador e o polegar, massageando-os e estimulando ao mesmo tempo em que se afastava, interrompendo o ósculo para fitar as reações do jovem abaixo de si, cujo rosto estava em um forte tom avermelhado. O rapaz se remexia levemente sobre a cama, levando ambas as mãos até o rosto, a fim de escondê-lo de Levi, completamente constrangido.

O cabo então resolveu abaixar levemente o corpo, aproximando-se de um dos mamilos de Eren e lambendo-os vagarosamente. Sabia como aquela região era sensível e, ao fitar como estavam rígidos e na maneira em como o garoto começava a gemer contidamente, apenas denunciava o quanto também era sensível ali, ao mesmo tempo que apenas instigava o outro a continuar.

– H-Heichou eu... Eu-Ah! — gemeu uma outra vez, fechando os olhos e levando ambas as mãos ao rosto.

– Eren, não vou fazer nada que não queira. — disse, com uma voz estranhamente calma. Levou uma das mãos ao rosto do garoto, acariciando-o levemente com tal cuidado... Era como se fosse feito de porcelana pura. — Diga-me o que quer que eu faça, irei obedecer sem pestanejar.

Rivaille então desceu uma das mãos, percorrendo todo o corpo de Eren até que estivesse próximo do baixo ventre o mesmo, conseguindo sentir uma leve elevação naquele lugar, mas em nenhum momento deixando de dar a devida atenção ao peito do rapaz, que começava a arfar.

– Eu já... D-Disse... — respondeu, esperando que apenas aquilo bastasse para que o outro entendesse onde queria chegar.

Eren soltou um gemido mais alto ao sentir a mão de seu superior sobre seu membro ainda escondido pela calça do uniforme, apalpando-o com volúpia.

– Ah... Acho que entendi. — disse por fim, afastando-se do peito do rapaz e erguendo o corpo, sentando-se sobre as pernas do mesmo enquanto ambas as mãos agora trabalhavam com as correias que prendiam a calça de Eren. Não demorou muito para que fossem libertas e que pudesse finalmente abrir a calça do outro, revelando o membro pulsante do garoto, que suspirou profundamente ao sentir as mãos de Levi sobre aquela região sensível. — Mas eu não farei isso. — O moreno resmungou confuso, tateando os lençóis da cama em busca de algum apoio. — Eu sou "politicamente correto", não é?

Sorriu quando o outro o xingou em voz alta, não dando importância para aquilo. Gostaria de respeitar o espaço do garoto, por isso, esperaria o tempo que fosse necessário até que estivesse pronto para isso. Por enquanto, iria provocá-lo.

Movimentando uma das mãos sobre o membro de Eren, observava como o garoto continuava a gemer constantemente, ao mesmo tempo em que parecia perdido quanto ao o que deveria fazer. Era apenas uma criança, afinal, por isso não se importaria com a falta de ação do moreno por enquanto. Porém, sorriu satisfeito quando o Jaeger levou uma das mãos ao próprio mamilo a fim de se auto estimular. Aquela era uma visão tentadora aos olhos de Levi, que mantinha os acinzentados fixos sobre o corpo parcialmente exposto abaixo de si. A respiração ofegante, os olhos e boca entre abertos e a excitação explícita em seu membro, que começava a produzir lubrificante... Essa imagem, com certeza, ficaria gravada em sua mente por um bom tempo.

Gostaria de poder abocanhá-lo e sentir o gosto do rapaz, no entanto, quando se movimentou, fora surpreendido pelo líquido esbranquiçado que escapara do membro do outro, que foi seguido por um gemido gutural vindo do fundo da garganta de Eren. Levi voltou os acinzentados para a mão que antes usava para estimular o membro do moreno, sorrindo de canto ao observar o prazer do mesmo sobre ela. Como provocação, mesmo sabendo que o outro não veria o que iria fazer, aproximou a mão dos lábios, esticando a língua e lambendo a palma suja pelo orgasmo de Eren. O gosto era, naturalmente, horrível. No entanto, não se importava com o gosto, visto que seu dono estava agora tentando se recompor sob seu corpo.

O jovem Jaeger tinha alguns espasmos enquanto a corrente elétrica proveniente daquele momento se esvaia aos poucos. Sabia que aquilo era bom, mas naquele momento fora diferente. Talvez por ser Rivaille ali a fazer aquelas coisas, visto que nunca havia chegado ao ápice tão rápido como chegou com ele. O que o deixava levemente envergonhado. Entretanto, como o outro não havia comentado sobre o ocorrido, resolveu permanecer em silêncio.

Sentiu o corpo sobre o seu se movimentar e repousar então ao seu lado na cama. Eren reabriu os olhos, voltando-os para um ponto em específico antes de ter sua atenção chamada pelo outro.

– Amanhã estarei indo para Sina com Irwin. — comentou e o moreno assentiu. — Acho que haverá uma espécie de "promoção de patentes".

Esperou uma resposta do outro, no entanto, vendo que ainda se encontrava ofegante pela "brincadeira" de segundos atrás, decidiu desistir.

– Vamos. — disse, levantando-se da cama e puxando Eren pelo pulso. — Tome um banho, não vai ficar assim o dia inteiro.

Notas finais
A história do Levi será melhor trabalhada em um projeto isolado. No entanto, é importante que vocês saibam aqui o que aconteceu com ele, mesmo que de forma resumida. Quanto ao pseudo-lemon de hoje... Bom, digamos que seria muito estranho fazer uma cena de sexo selvagem bem quando tanto Eren quanto Levi trazem a tona histórias tão trágicas. Então... Digamos que esse momento tenha sido mais um "consolo" para os dois rs' Pelo menos foi o pontapé inicial :v Qualquer dúvida sobre o capítulo, por favor, deixem nos comentários que irei esclarecer. Comentários?