– Aparentemente isso se deu por conta do estresse em excesso. – disse um dos médicos que trabalhava naquela unidade da Polícia Militar central. – Com um pouco de repouso isso tende a melhorar e procure não se responsabilizar por muita coisa enquanto estiver enxergando mal.

Levi crispou os lábios, suspirando pesadamente antes de assentir e ser liberado pelo médico, que precisava atender os outros soldados que ainda estavam chegando. Normalmente teria discutido melhor com o homem sobre aquilo, no entanto, não estava disposto depois das notícias que chegaram aos seus ouvidos no momento em que pusera os pés naquele lugar.

Felizmente todo o esquadrão de operações especiais havia saído ileso daquele perigoso e repentino incidente. Entretanto, o número de baixas foi o maior da história até aquele momento, grande parte dos soldados recém formados haviam morrido e os que sobreviveram foram salvos pelos veteranos que perderam a vida ao salvá-los.

Suspirou outra vez antes de se colocar de pé para caminhar por aquele lugar que há muito não “visitava”. Sempre fora difícil para todos quando um grande número de soldados morria dessa forma. No entanto, daquela vez a tropa de exploração estava completamente desestruturada pela morte de um dos mais habilidosos entre eles.

A figura de Eren então se fez nítida em sua mente e, principalmente, a forma como o mesmo se desesperou no momento em que deixaram a base de Rose às pressas.

Lembrança

– Temos que voltar! – exclamou Eren, agarrando-se à camisa de seu superior com força. – Não podemos deixa-la naquela situação! Precisamos voltar!

No entanto o silêncio continuava reinando dentro daquela carroça, que era guiada por Irwin, que ignorava os pedidos do moreno como podia devido a preocupação com Armin, que permanecia desacordado e perdendo muito sangue.

Eren arregalou os olhos quando não obteve resposta, mordendo o lábio inferior com força antes de abaixar a cabeça e esconder o rosto sobre o que imaginava ser a clavícula de Levi. O corpo trêmulo pelo nervosismo e pela intensidade de seu choro.

– Foi a última coisa que vi... Antes de perder a visão novamente... – murmurou para que apenas o homem no qual estava apoiado ouvisse. – Droga...

Rivaille engoliu aquilo em seco, relutando em abraçar e confortar o garoto por conta das demais pessoas que ali se encontravam. Ainda não conseguia enxergar bem, no entanto, por estar perto o suficiente conseguia ver a expressão desesperada daquela criança que estava agora em seus braços procurando desesperadamente por alguma coisa onde pudesse se apoiar.

De repente Eren se afastou mais uma vez, fungando profundamente antes de erguer a cabeça e fechar os olhos.

– O que estamos fazendo? – perguntou com a voz embargada pelo choro. – Nós somos a tropa de exploração, a esperança da humanidade... Essa não pode ser a realidade da divisão que tanto me orgulho e admiro desde criança... Não pode se resumir a isso!

– Eren. – chamou Levi, sendo completamente ignorado.

– Não podemos deixar ninguém para trás, pelo amor de Deus! – exclamou outra vez, socando o chão de madeira daquela carroça. – Não podemos ceder assim tão facilmente... – Deu uma pausa apenas para recuperar o fôlego antes de gritar. – Nossos companheiros não podem morrer em vão!

Foi então que os braços de Rivaille entraram em ação, ignorando qualquer soldado que estivesse ali presente e envolvendo o corpo do jovem Jaeger, trazendo-o bruscamente para próximo do seu corpo. Percebeu como aquela reação chamou a atenção de alguns, principalmente de Hanji, que se distraiu por momentos do tratamento que fazia no Arlert para fitar aquela cena. Mas, principalmente, percebeu como aquelas palavras afetaram o que havia sobrado da tropa naquele momento. Mesmo que não admitissem em voz alta, sabia que o sentimento de impotência, mais do que nunca, estava presente entre os sobreviventes. Principalmente em Eren, que nunca havia passado por algo parecido.

Levi fechou os olhos por breves momentos enquanto mantinha o moreno firmemente preso em seus braços ao mesmo tempo em que sentia seu corpo balançando junto com o do garoto na medida em que soluçava entre as lágrimas. Gostaria de poder dizer palavras bonitas que amenizassem a dor que estaria sentindo. Porém, não adiantaria lhe dar falsas esperanças. Mesmo com a visão debilitada, conseguiu captar o momento exato e ter a certeza de que a garota asiática fora devorada pela titã fêmea e que não haveria mais volta.

– Eren... – chamou outra vez, dessa vez abaixando a cabeça de forma a se aproximar o máximo possível da orelha de seu garoto antes de sussurrar. – Eu sei que isso dói, mas você precisa ser forte agora. Não existiam possibilidades daquilo terminar bem... Alguém acabaria saindo morto daquela situação. – Deu uma pausa ao ouvir outro soluço acompanhado por uma negação. – Se ela não fizesse aquilo o Arlert estaria provavelmente morto e talvez nós também estivéssemos. Então não diga que ela morreu em vão. Esse foi um sacrifício nobre da parte dela.

– Não é justo... – murmurou Eren, movendo as mãos pelo peito de Levi, apertando sua camisa com força. – As coisas que disse à ela antes... Eu fui uma pessoa horrível e agora ela... Ela...

Os braços de Rivaille então aumentaram a pressão que faziam trazendo ainda mais o corpo do moreno para o seu enquanto uma de suas mãos repousava sobre os fios castanhos do Jaeger, que fechou os olhos, sentindo o filete de lágrimas escorrer pelo seu rosto úmido outra vez.

– Ela sabe que você disse isso sem pensar. – continuou, suspirando novamente antes de descansar o queixo sobre a cabeça de Eren. – Errar é humano garoto e todos nós cometemos erros uma vez na vida. – Percebeu quando o aperto em sua camisa se afrouxou levemente. – Onde quer que ela esteja, acredite, ela sabe que você disse isso sem pensar.

O moreno fungou outra vez, escondendo o rosto sobre o peito de Levi, que continuava a abraça-lo protetoramente e também fechava os olhos. Estava tranquilo por ter conseguido acalmá-lo um pouco, no entanto, sabia que o sofrimento estaria apenas começando.

– Eren, quero que se lembre dessas palavras. – disse outra vez, atraindo a atenção do moreno. – Você pode contar comigo sempre e eu farei o possível para que não sofra mais dessa forma. – Rivaille abaixou levemente o rosto e respirou profundamente, aspirando o odor natural dos cabelos de Eren antes de continuar. – É uma promessa.

Fim da lembrança

Fechou os olhos por breves momentos. Não sabia dizer ao certo como tudo aquilo começou. Nunca se permitiria nutrir tais sentimentos por alguém antes simplesmente por saber que, mais cedo ou mais tarde, acabaria morrendo também. E no entanto estava ali, comprometendo-se com diversas promessas para aquele adolescente que parecia conhecer há tanto tempo e que tanto queria proteger. Tudo o que o envolvia era um motivo para se preocupar, principalmente os mistérios que envolviam sua cegueira e todo aquele alvoroço com titãs.

Não era diferente daquela vez, onde prometera que o protegeria de sentimentos como aquele. Céus, em um mundo como aquele como conseguiria tal façanha?

Foi tirado de seus devaneios por uma voz conhecida que identificou como sendo de Hanji ao reabrir os olhos. A mulher não parecia estar em um de seus melhores momentos, visto que fora encarregada, junto com Mike, de tratar dos ferimentos de Armin o quanto antes e mal teve tempo para cuidar de si própria. Percebeu quando a morena sorriu para si, logo correndo em sua direção coçando levemente a nuca.

– E então? – perguntou, ajeitando os óculos em seguida. – Está se sentindo melhor?

Levi apenas assentiu em resposta, voltando a caminhar e sendo seguido pela amiga.

– Como está o garoto? – perguntou e então o sorriso que a morena antes nutria nos lábios desaparecia, resultando em um suspiro pesado por parte do outro.

– Não está nada bem. – respondeu direto. – Os ossos de suas pernas foram esmagados e encontrei também algumas costelas partidas e uma séria fratura no braço esquerdo. Mike está lutando para não ser obrigado a amputar aquele braço, mas as pernas...

– O que? – perguntou ao perceber a relutância da amiga, fazendo-o interromper a caminhada e fitar diretamente a Zoe, cuja expressão não trazia boas notícias.

– Por causa da distância entre as bases e a saída às pressas precisamos parar em algumas aldeias pelo caminho, o que apenas dificultou nosso trabalho para tratar de seus ferimentos. – disse e o homem assentiu, lembrando-se que havia continuado abraçado à Eren durante as paradas. – Quando chegamos suas pernas estavam necróticas e com uma coloração muito escura, quase pretas. Aquele tecido estava morto e provavelmente com uma grande concentração de bactérias. Mike conseguiu identificar que ambas estavam começando a danificar o tecido bom acima do joelho e antes que a situação saísse do controle fomos obrigados a amputá-las.

Levi fechou os olhos ao ouvir aquilo, imaginando o quão doloroso aquele processo deveria ter sido. Além disso, mesmo que o Arlert se acostumasse com as próteses de madeira que provavelmente seriam providenciadas por Irwin o quanto antes, sabia que seria um choque não apenas para ele, mas também para os outros soldados.

– E quanto ao braço? – perguntou outra vez, voltando a caminhar. Hanji então balançou a cabeça negativamente antes de responder.

– Mike estava tentando tratar aquelas feridas o melhor possível enquanto eu me concentrava nas bandagens que iriam estocar o sangue que ainda escorria, mas... – Deu uma pausa, crispando os lábios antes de balançar a cabeça outra vez. – Acho difícil que consigamos salvar aquele braço. Quando saí dei uma pequena olhada e a coloração não parecia muito boa, um misto amarronzado e esverdeado. Se continuar a escurecer não teremos outra escolha.

– Droga... – murmurou, mordendo o lábio inferior com força antes de correr os olhos pelo corredor que havia entrado no momento. Gostaria de ter, pelo menos, uma boa notícia a dar para Eren caso o encontrasse caminhando por aquele lugar. O garoto deveria estar preocupado com o irmão naquele estado, visto que, com a morte de Mikasa, fora a única pessoa que partilhou a infância consigo que havia restado.

O homem de baixa estatura então sentiu um peso sobre um de seus ombros, logo percebendo que se tratava de uma das mãos de Hanji, que havia voltado os olhos castanhos para si.

– Não se preocupe tanto com Eren agora, Rivaille. – disse, sorrindo cordial. – Vai ser difícil em um primeiro momento, mas ele irá superar isso. Se quiser eu posso dar a notícia a ele.

– Não. – respondeu de imediato. – Eu faço isso.

A morena então franziu o cenho, cruzando os braços antes de saltar na frente de Levi, obrigando-o a parar outra vez.

– Você não precisa lutar sozinho, sabia? – desdenhou, ainda com o sorriso sobre os lábios. – Eu sei que ele é importante para você, mas não precisa carregar o mundo nas costas, capitão! – Percebeu quando os acinzentados foram levemente arregalados em surpresa, o que fez a Zoe rir. – Irwin me disse que agora é capitão e que está esperando o anúncio oficial, mas-

– Não é isso. – interrompeu e a morena franziu novamente o cenho por momentos até que finalmente entendeu onde o amigo queria chegar.

– Ah... Faça-me um favor, Rivaille! – exclamou e então Levi ergueu uma de suas sobrancelhas. – Qualquer um perceberia. Um dia você era o tão frio cabo Rivaille que não se importava com ninguém, e no outro é um capitão extremamente atencioso e preocupado com um único soldado em específico. Apenas um tolo não perceberia essa mudança tão repentina.

Foi quando Levi suspirou pesadamente e deixou os ombros caírem de leve. Não imaginava que estava tão transparente e isso o preocupava de certa forma. Afinal, estava quebrando uma das regras mais rígidas dentro do exército.

– Espero que isso não nos traga problemas... – comentou cansado, voltando os acinzentados para Hanji.

– Não se preocupe com isso. A maioria das pessoas aqui quebram essas regras. Afinal, não se pode mandar no coração, certo? – comentou sorrindo, fazendo o capitão ponderar. – Além disso, ninguém aqui teria coragem de dedurá-lo ao Marechal. Seria suicídio da parte deles e além do medo, os soldados também o respeitam muito.

Levi assentiu aliviado, em seguida pedindo passagem para a amiga. Deveria imaginar que o mesmo acontecia entre os outros soldados, visto que até mesmo Irwin se arriscava àquilo. Era como Hanji havia dito, não se pode mandar no coração.

No entanto, enquanto voltava a caminhar ao lado da morena, não pôde simplesmente deixar de reparar na forma como as sobrancelhas da Zoe estavam unidas quando começaram aquele assunto, o que apenas fazia com que suspeitasse que a mesma também estaria se relacionando com alguém dentro da tropa. Com isso, lembrou-se também de seu assistente, que sempre a repreendia em suas experiências ou ideias excêntricas e que, no entanto, não estava presente desde o momento em que deixaram a base de Rose. Aquele pensamento fez com que Levi chegasse à conclusão de que o outro estivesse provavelmente morto ou, na melhor das hipóteses, desaparecido.

– Sinto muito por Moblit. – comentou endireitando a postura e, de soslaio, observando as reações que a morena deixava transparecer tão bem.

– Obrigada. – assentiu, mordendo levemente o lábio inferior, o que apenas confirmava suas suspeitas. – Vou sentir falta daquele garoto e de seus ataques sempre que tinha alguma ideia nova.

– O que aconteceu com ele?

– Morreu tentando salvar um novato. – respondeu, levando uma das mãos à nuca, massageando-a. – Eu vi quando Moblit o empurrou para longe quando o titã encouraçado iria esmaga-lo com um dos pés.

– Ele era um bom soldado. – Levi comentou, abaixando levemente o olhar. – Com certeza também se tornaria um excelente médico.

Aquilo fez Hanji rir com sinceridade o que, para o capitão, era um alívio. Não gostava de ver a amiga, na qual se habituou à personalidade alegre e extrovertida, triste ou lançando lhe sorrisos falsos.

Logo após, perguntou em qual dos quartos haviam deixado Armin, visto que gostaria de conversar com o garoto antes de levar qualquer informação até Eren. A resposta o deixou satisfeito, o quarto não era tão longe de onde se encontrava no momento, no entanto, temia não conseguir ter uma conversa no mínimo esclarecedora com o loiro por conta das drogas que haviam lhe oferecido. Porém, queria ter certeza sobre o que Hanji lhe havia dito.

Virou à esquerda no fim daquele corredor para enfim se encontrar com o lance de escadas que o levariam até os dormitórios, agradecendo mentalmente por não ter encontrado nenhum soldado da tropa de exploração que o questionasse acerca do que realmente estaria acontecendo. Ao encontrar o quarto, bateu três vezes antes de entrar sem nem mesmo receber a autorização para tal, deparando-se com Mike a fazer anotações frenéticas sobre uma prancheta enquanto analisava friamente o desempenho do loiro que se encontrava coberto até o pescoço por um lençol branco.

Ao perceber sua presença o Zakarius rapidamente voltou sua atenção para o capitão, suspirando pesadamente antes de largar a prancheta sobre o criado mudo ao lado da cama e se direcionar para Levi, que esperava em pé na porta de braços cruzados.

– Ele está mais calmo dessa vez, mas está consciente. – adiantou enquanto Rivaille erguia ambas as sobrancelhas. – Não esperava vê-lo agora, pensei que Eren seria o primeiro a vir.

– Creio que seria melhor que ele ouvisse primeiro o que tenho a dizer antes de qualquer coisa. – respondeu, dando de ombros antes de voltar os olhos para o Arlert, que balançava a cabeça de um lado para o outro e suava bastante por conta das drogas.

– Hanji disse alguma coisa?

– Apenas o essencial. – Levi estreitou os olhos a fim de enxergar mais nitidamente, comprovando o fato da amputação ao perceber que o volume que o corpo fazia sob o lençol terminava antes que o normal. – Gostaria de conversar com ele um pouco.

– Tudo bem, preciso sair de qualquer forma. Será bom ter alguém com ele enquanto estiver fora. – respondeu, esticando os braços acima da cabeça. – Não hesite em me chamar caso perceba qualquer coisa estranha.

– Certo. Mas... Mike. – chamou antes que o major se retirasse. – A situação do braço dele é tão perigosa assim?

O Zakarius voltou os orbes cor de mel para o capitão, suspirando pesadamente e crispando os lábios. Era realmente uma situação delicada e imprevisível e Levi parecia compreender naquele momento com a atitude do amigo, que se retirou assim que recebeu um acenar positivo.

Os acinzentados se focaram sobre o corpo inquieto de Armin, em seguida aproximando-se silenciosamente, puxando uma cadeira ali próxima e colocando ao lado esquerdo da cama onde conseguia fitar com mais nitidez o rapaz, que ofegava vez ou outra e suava bastante. Seu estado estava pior do que havia imaginado, as bandagens cobrindo um dos olhos e grande parte da cabeça. Percebeu também que seu braço esquerdo estava também coberto e esticado na horizontal e Rivaille precisou conter a vontade de descobri-lo.

– S-Senhor? – Ouviu o outro murmurar e então voltou a atenção para o rosto de Armin, a voz alterada pelas drogas era perceptível. – Onde... Estamos?

– Na base da Polícia Militar central. – respondeu de imediato, franzindo o cenho pela respiração esforçada do loiro.

– O... Eren...

– Ele está bem, pode ficar tranquilo. Estamos preocupados com você agora. – cortou, percebendo a expressão de dor de Armin quando o mesmo movera levemente o corpo.

– Não... Sinto minhas... Pernas... Ah... – resmungou, desistindo de se mover. – Deve ser... Por causa das drogas... – Levi resolveu permanecer calado após aquele comentário. – Ah... Sinto dores mesmo assim...

– É melhor não se esforçar muito. – aconselhou e o Arlert abriu o único olho disponível, voltando o azulado para seu superior e apenas naquele momento percebendo que seu braço estava esticado.

– Meu braço... Como está? – perguntou e então fechou o olho outra vez antes de suspirar profundamente por conta de um arrepio que lhe percorreu a espinha de repente.

O capitão relutou por alguns segundos, não sabia se deveria realmente ver como estava aquela situação, no entanto, a curiosidade acerca do estado daquele membro não o deixaria em paz.

Moveu então uma das mãos erguendo levemente o lençol, porém, abaixando-o rapidamente enquanto fechava os olhos e desviava o rosto. Aquilo estava pior do que havia imaginado e, assim como Hanji temia, estava tomando uma coloração escura demais.

– E... Então? – perguntou Armin e então Levi voltou a atenção para o rosto do loiro. Não poderia dizer a verdade.

– Está vermelho. – Armin pareceu suspirar aliviado, sorrindo em seguida.

– Isso é bom... – comentou, fungando antes de gemer em dor outra vez. – Ele só... Não pode ficar preto.

Levi crispou os lábios, ponderando entre chamar Mike novamente ou continuar ali para, pelo menos, distrair o loiro daquelas dores que estava sentindo.