Wind Walker - O Mercenário Voador
1 Prólogo - Atrasos
Notas iniciais
Espero que esta história corresponda às suas expectativas.
“Odeio tédio”
As cortinas brancas abertas rebatiam na janela, com o impulso da brisa refrescante da costa, produzindo um som agudo e ritmado. Normalmente eu estaria fora de casa a esta hora, provavelmente usando o tempo para algo útil, mas hoje em especial eu não consegui sair da cama por mais de uma hora.
Meu quarto branco era iluminado por apenas minha lâmpada de leitura enquanto eu pensava em nada que valesse a pena comentar. Sabe quando você não tem nada para fazer, um dia antes de algo importante acontecer? Pois é. Além de estar deitado na cama procurando motivo para não encerrar meu dia, ainda tenho que me concentrar no teste para ingressar nas forças aéreas do meu estado. Não tenho dúvidas de que conseguirei passar... Mas ao que me lembro, deveria estar preocupado com algo, não faço ideia do que poderia ser.
Não pela primeira vez, desejei ser capaz de cair no sono, mas, desde o dia em que a vida de minha mãe foi levada, meu corpo lembra-me frequentemente das minhas doses de sofrimento: Um remédio amargo que, até agora, se mostrou irritantemente inevitável.
Eu deveria tentar marcar alguma coisa para fazer com meus amigos...
Meus amigos... Amigos?... Droga! Esqueci de novo.
Estou mesmo desastrado hoje, eu sou Lúcio Erugan Landon, tenho quinze, anos, de idade.
Eu realmente esqueci que marquei de estudar com Alyssia e Douglas, eu deveria chegar lá uma hora atrás.
Em um movimento, pulei da minha cama e entrei no banheiro o mais rápido possível. Estava com muita pressa, mas consegui notar que o chão havia sido recentemente limpo, toalhas arrumadas, e o espelho livre de manchas. Despi-me e comecei meu banho
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Estamos no ano de 2166, segundo o calendário cristão, mais precisamente no dia 20 de agosto, 21 horas e trinta minutos, 45 segundos...
Estou perdendo o foco.
Moro na antiga América do Sul, na cidade que abriga uma das, senão a, maior baia do mundo. Depois da revolução nano tecnológica, todos os territórios foram renomeados devido ao pacto feito com o dono desta nova tecnologia e a ONU visando à construção de um planeta completamente novo, o que acarretou em soluções para os problemas ambientais do século passado.
Tal inovação possibilitou, dentre muitas coisas, a conexão do próprio ser humano à internet, por meio de um micro chip inserido em seu cérebro, ao nascer. O fato de estar eternamente conectado a uma rede dispensou o uso de celulares, sendo estes substituídos pelo sistema de transferência de mensagens via internet. O uso de dinheiro físico também foi substituído por dinheiro virtual, possibilitando a transferência automática deste, quando necessária. Mas, como todo o recurso padrão, carrega restrições rígidas em relação ao seu uso.
Na verdade, é necessário ressaltar que a internet que conecta os seres humanos resume-se apenas a um meio de comunicação sem fio mais eficiente. A internet, como um todo, é apenas acessível por dispositivos eletrônicos que dispõem desta função.
=/-/=
Puxei a toalha e me sequei rapidamente em cima do chão húmido, corri de volta ao meu quarto e selecionei rapidamente uma roupa: Calça jeans azul escura, camisa branca básica, minha corrente dourada com um crucifixo e uma jaqueta de couro preto fosco. Desci as escadas, corri pela sala de jantar e cheguei à sala de estar.
–Oi pai – Falei enquanto colocava minha carteira no bolso traseiro da calça
–Oi, vai aonde? – Perguntou sentado no sofá enquanto concentrava-se na leitura de um livro
–Vou à casa de Alyss – Retruquei correndo.
Passei rapidamente na frente do meu pai e agarrei uma pequena caixa preta, feita de madeira, um pouco arredondada.
Coloquei um tênis preto com detalhes em azul bem escuro, o meu preferido.
–Vai à casa de Alyss? – Disse ele – De novo?
–Esqueci-me de estudar hoje – Falei
–Sim, sim – Respondeu ele sem descolar seus olhos de seus papéis e anotações – Se cuida, filho.
Peguei as chaves, e meu canivete. Na verdade era uma faca, mas era discreto o suficiente para levar no bolso de traz da calça sem que seja percebido. Saí de casa, sentindo o vento frio de uns quinze graus, caminhei para a garagem sentei em minha nova motocicleta, liguei o motor e senti uma pequena elevação.
Deixei um sorriso escapar, meu aniversário seria amanhã e eu estava em cima de meu presente, a mais nova moto de corrida lançada para o estado sudoeste. Demoraria um tempo para eu explicar como ela funciona, mas tenha em mente que sua flutuação é baseada apenas em eletroímãs tanto no próprio veiculo, quanto no chão. O que lhe permite ir de 0 a 200 Km/h em menos de dois segundos, quando em potência máxima. Além desta velocidade, esta mesma tecnologia lhe permite dar curvas de cento e oitenta graus, sem desaceleração. Este era, sem dúvidas, o melhor presente do mundo.
Olhei para o céu, escuro e estrelado, frio e romântico.
Pus o capacete e acelerei.
Rumo à casa de Alyss.
Notas finais
Com certeza, sim...
O que pode ficar melhor?
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