Wind Walker - O Mercenário Voador
2 Prólogo - Amizades
Notas iniciais
Espero que esta história corresponda às suas expectativas.
Posso continuar a explicar?
Onde eu estava?
Já falei de história antiga, revolução nano tecnológica, data de hoje...
Esqueci-me de algo?
Ah. Sim:
Meu nome é Lúcio Erugan Landon, tenho quinze anos de idade e amanhã faço dezesseis. Moro com meu pai numa casa um tanto espaçosa construída em cima das ruinas de um grande forte, que um dia fora famoso, mas agora não é mais importante o suficiente para ser lembrado. A casa em si é virada para a costa leste da capital do Estado Sudoeste, local fresco e agradável, famoso pelo seu lindo nascer do sol, suas belas praias e seu estrelado e frio anoitecer. Resumindo: um paraíso, não muito perto da área movimentada da cidade, nem muito isolado.
Estas lindas terras são herança de minha falecida mãe. Morreu assassinada em minha frente quando eu tinha oito anos. Lembro-me muito dela, seu sorriso era lindo e sua voz era calma.
Senti uma gota escorrendo dos meus olhos e escorregando sobra minha face.
Perdi o foco novamente
A casa de Alyssia, ou Alyss, como você preferir, estava próxima.
Uma última coisa a explicar:
Tenho dois amigos: Alyssia e Douglas. Douglas é a típica pessoa alegre e feliz, ele é um pouco baixinho, sua pele exibe um bronze natural, seus cabelos são curtos e despenteados, tem 14 anos. Meu companheiro dês dos dez anos. Vive tentando me superar, em tudo
Desci da moto e caminhei para a porta da frente tocando a campainha.
Outro veículo estava parado mais perto da entrada, em cima de uma placa que dizia: “Favor não pisar na grama”.
–Douglas... – Pensei alto – Quando vai aprender a estacionar no local correto?
E Alyss...
Bem...
Alyss é a...
–Oi Luke – Falou uma voz de dentro da casa
Como eu não percebi que a porta havia sido aberta?
–Como vai Alyss? – Me recompus o mais rápido possível
–Eu que deveria te perguntar – Falou ela com um tom brincalhão – Está olhando para o nada já faz uns vinte segundos – Estava pensando em quem?
Mordi a língua ao perceber que a resposta “em você” estava pronta para sair
–Nada importante – Consegui falar
–Você está uma hora atrasado – Começou ela – Seu relógio quebrou? – Falou em falsa bronca com um tom cômico.
–Só assim para você ficar à minha altura – Falei olhando para baixo: Minha amiga estava em cima do degrau que elevava a casa toda em uns cinco centímetros, enquanto eu não estava. Deixando-a com a mesma altura que eu.
Ela me olhou com a cara irritada mais forçada que já vi, e fez exatamente o que eu previa: Posicionou-se na ponta dos pés com a esperança de ficar três centímetros ainda mais alta. Aproveitei isto e, enquanto ela olhava por cima de mim, segurei sua cintura com as mãos e puxei-a, rápida e delicadamente em direção a meu corpo, segurando-a de forma a impossibilitar o contato dos seus pés com o chão.
–Sentiu minha falta, mocinha? – Perguntei olhando diretamente em seus olhos cor azul-safira
–S... Senti sim – Respondeu trêmula com o rosto corado – S... Seu... Convencido... – Sussurrou tirando meu capacete – Coloque-me no chão, por favor? Assim eu vou acabar desmaiando – Finalizou, com um beijo em minha bochecha.
Pousei-a no chão delicadamente
–Já me perdoou pelo atraso? – Questionei
Ela sorriu e olhou em meus olhos, notei que ela ainda segurava de leve minha mão.
–Você não me respondeu em quem estava pensando – Lembrou com um sorriso travesso.
Seus olhos eram profundos e límpidos como a água e sua tonalidade azul parecia me hipnotizar. Como uma menina poderia deter tanta beleza?
–Ah... Bem eu... – Gaguejei tentando achar alguma resposta
Ela me olhou com um ar de divertimento e deixou escapar um de seus lindos sorrisos. Eu respirei fundo, devolvi o sorriso e falei:
–Estava tentando compreender como é possível que minha melhor amiga detenha tanta beleza... Você tem alguma ideia? – Respondi sem desviar o olhar e, em seguida, segurei sua outra mão.
–Quem é esta garota? – Interrogou-me
–Aos quinze anos, ela tem lindos olhos azuis, seus cabelos castanhos são longos e lisos, um pouco ondulados. Além disso, seu rosto é angelical, mas sempre com um olhar travesso. Seu corpo é leve e gracioso, combinando com seu jeito doce e inocente de ser – Falei.
–Ela é assim mesmo? – Disse ela sorrindo – Estou com ciúmes... Ela deve ser uma pessoa perfeita.
–Sabe onde ela está? – Perguntei
–Onde? – Por um instante achei ter visto uma fagulha de nervosismo em seu olhar
–Está em minha frente, olhando para mim interrogativamente – Falei – Morrendo de ciúmes de si mesma.
Ela suspirou aliviada por um momento, desviando o olhar.
Foi aí que notei uma figura um pouco mais baixa que Alyss se aproximando.
–Vão continuar se acariciando e olhando nos olhos um do outro, ou vão entrar? – Falou Douglas – Estou ficando cansado de olhar para o casalzinho, procurem um lugar mais reservado se quiserem continuar com... O que vocês estavam fazendo.
Olhei para Douglas, eu queria mata-lo. Quem estava se acariciando?
–Eu pensei em sair para estudar enquanto nos divertimos. O que acha? – Falou Alyss – Aliás, você não iria começar um diário Luke?
–Estou fazendo – Mostrei o microfone e o receptor, ambos escondidos em minha camisa.
–Aposto que ainda não se descreveu... Não é verdade? – Adivinhou ela – Deixe-me descrevê-lo? Você não leva jeito para isso...
–Tudo bem – Respondi – Vamos? Você me descreve no caminho, e sem exageros tudo bem?
Ela olhou para mim sorrindo, afirmando em seguida.
–Vamos para onde? – Perguntou Douglas
–Vamos para praça central – Falei – Deve haver algum restaurante agradável e algum lugar livre de barulho e movimento.
–Por mim tudo bem – Falou Alyss com outro dos seus lindos sorrisos: sempre acolhedores e reconfortantes. Resisti ao impulso de ficar admirando sua face. Caso tal coisa tivesse acontecido, eu provavelmente estaria sorrindo com uma cara de idiota.
–E você Douglas? – Perguntei, virando-me para o local que ele deveria estar.
–Douglas? – Chamei quando dei conta que ele havia sumido
Olhei em volta, procurando algum sinal do meu amigo. E, para variar, ele estava quase babando em minha motocicleta nova.
–Este... É... O modelo MMX6? – Perguntou ele incrédulo
Assenti, tentando não ouvir o discurso que ele começara a recitar, a respeito do quanto este modelo é desejado, e do quão caro ele é.
–Terminou? – Perguntei a ele quando percebi que o pronunciamento havia se encerrado
–Eu tenho que ter um desses – Afirmou ele.
Sorri por um segundo, não o suficiente para o sorriso poder ser notado. Não gosto de demonstrar sentimentos para os outros. Geralmente me dou ao luxo de um sorriso ou uma gargalhada quando estou com estes dois amigos, apenas eles, e, mesmo assim, é desconfortável.
–Ok, vamos – Falei.
–Espera — Falou Alyss — Tenho que escolher uma roupa para sair, não posso sair assim – Afirmou, enquanto apontava para suas roupas.
Não vou descrevê-la exatamente como ela estava naquele momento. A única coisa que é necessário saber é que ela estava vestida com um short jeans azul claro curto e uma camisa sem mangas que deixava sua cintura à mostra, típica roupa para ficar em casa.
–Me ajude a escolher uma roupa, Luke? – Preciso de uma opinião
Ela segurou-me pelo pulso e me puxou para dentro de sua casa.
Notas finais
Com certeza, sim...
O que pode ficar melhor?
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