Wind Walker - O Mercenário Voador
28 L - Novas pistas
Notas iniciais
Espero que gostem!
Nunca pensei que pudesse sentir um alívio tão grande como esse. Assim que me virei de costas, para verificar se o que estava pensando, ou o que queria acreditar, era verdade, meu olhar mergulhou fundo no cristalino mar azul-sem-fim que eram os olhos da pessoa mais importante da minha vida. Não pela primeira vez, fiquei parado por alguns segundos, que, para mim, passaram mais devagar que a minha vida inteira, simplesmente contemplando aquela garota que, agora, andava em minha direção, exibindo um pequeno sorriso, no canto de sua boca, este era o responsável por toda esta reconfortante sensação de alívio instantâneo que estava sentindo no momento. Por que aquele alívio não me viciava? Teoricamente ele teria as condições perfeitas para causar um vício tão poderoso quanto o de qualquer outra droga, no entanto eu não me sentia daquela forma. Sinto-me livre, quando a vejo, diferentemente dos vícios doentios e violentos que lhe prendem e forçam a obter mais prazer. Aquela liberdade era justamente a melhor parte. “Será que, ao contrário do que penso, eu já estou viciado em Alyssia há muito tempo?” Questionei-me “Isto pode fazer sentido” Completei o pensamento, voltando a me concentrar no que mais importa, no momento.
“Como uma garota pode ser tão bela?” Interroguei para mim mesmo novamente. Já havia feito este autoquestionamento mais de mil vezes, sem obter respostas racionais, tudo o que me vinha à cabeça era que eu deveria parar de me perguntar isto, e simplesmente observar o mundo perfeito do jeito que é. Ou melhor. Alyss, perfeita do jeito que é.
Ela continuou caminhando levemente por mais algum tempo, antes de chegar perto o suficiente para poder começar um diálogo formal, apesar deste mesmo já ter sido iniciado, com os olhos, de forma que eu já sabia algo a respeito do seu paradeiro, nos últimos dez dias, somente com este contato silencioso à distância. Seus olhos ainda me prendiam, quando a garota chegou mais perto, fazendo com que ficássemos simplesmente parados, um na frente do outro, por tempo considerável. Provavelmente Alyss havia percebido isto, deixando, relutantemente, o meu olhar fixo e se adiantando para a nossa conhecida saudação habitual.
-Como estou? – Perguntou, depois de voltar para a sua posição normal, ignorando completamente a presença de estranhos.
“Ela simplesmente não se importa com o fato das pessoas estarem, ou não, olhando para nós” Concluí, enquanto a observava, a fim de responder a sua questão. Estava vestida apropriadamente para as possíveis atividades na academia geral do Colégio Militar: Um mini short preto e um top, também preto, com uma pequena linha branca vertical, que vinha desde o início da alça direita.
-Linda como sempre – Comentei, enquanto exibia um olhar interrogativo – Você sempre está maravilhosa, por que ainda insiste em perguntar sobre sua aparência?
Ela sorriu levemente, sem desviar o olhar, virando um pouco a cabeça para o lado esquerdo. Como ela consegue ser tão linda, até em sua forma de agir?
Eu estava começando a raciocinar em busca daquela resposta, quando ouvi uma conversa em sussurros entre Douglas e Viper. Não foi bem um diálogo, na verdade, tudo o que ouvi foi um cochicho por parte do meu amigo, falando: “(...) é, eles são assim sempre. O Lúcio é um pouco ameaçador, mas quando está perto da minha irmã, ele fica um pouco mais manso”. Ouvindo logo em seguida, a resposta da mulher: “Que pena. Eu tinha planos para aquele garoto alto, de olhos pretos e com uma linda expressão imutável de sofrimento no rosto”. Depois disto, pude ouvir um pequeno suspiro de frustração vindo do Douglas. Ele não gostava de perder uma garota. Principalmente para mim, mesmo que eu não a queira.
-Parece que estão falando sobre a gente – Sussurrei carinhosamente, olhando novamente para o seu rosto.
-Percebi – Falou baixinho, tentando voltar para outro assunto – E como está você?
Seu olhar percorreu rapidamente pelo meu corpo, ainda um pouco suado, tentando identificar alguma mudança aparente. Ela sempre fazia isso. Tentava perceber se eu havia feito algo mais perigoso do que devia, enquanto não estava em sua presença.
-Estou bem, agora que lhe encontrei. – Comentei rapidamente, tendo em mente que não era bem esta resposta que ela procurava – Não fiz nada demais, por estes tempos. Apenas pesquisei um pouco nos computadores centrais, a respeito do Portão Z, e sobre a identificação A31M5. Não encontrei muito, e quero discutir com você e com o Douglas sobre o que encontrei, mais tarde. Que horas você é liberada das atividades diárias?
-Dezoito horas – Informou-me, depois de um pequeno sorriso, proveniente da minha primeira afirmação – Com uma variante de cinco minutos para mais, ou para menos
-Então estamos combinados – Afirmei, depois de pensar por um segundo – Esteja com o Douglas, às Dezoito e dez, na frente do pátio de saída, no segundo andar.
-Mas você tem autorização para entrar no segundo andar? – Indagou ela, depois de uma pequena pausa – Nenhum oficial ingressado profissionalmente tem a permissão de entrar na área dos cadetes. Com exceção dos instrutores, auxiliares, supervisores e oficiais superiores. – Recitou uma das regras primárias dos cadetes em formações, hesitando em seguida, assim que percebeu que havia uma informação que ainda desconhecia – Qual é a sua patente?
Devo confessar uma coisa: Eu não me sinto confortável quando falo de títulos ou aquisições. Sei que o fiz por merecer, ao investir tanto tempo de vida em sua função, no entanto, mesmo assim, não gosto de falar sobre isso. Todavia, tinha de encontrar uma forma confortável de informar o meu novo título à minha amiga, que a essa altura, estava esperando por alguma informação.
-Eu... – Comecei, um tanto sem jeito, procurando as melhores palavras
No entanto, antes que eu pudesse continuar, fui interrompido pelo meu mais irritante amigo, enquanto este soltava um comentário um pouco delicado demais para ser falado em voz alta, no meio de pessoas desconhecidas:
-Vão continuar aí se agarrando? – Falou de forma dramaticamente alta, atraindo a atenção dos outros ao nosso redor, fazendo também com que a Viper soltasse uma gargalhada menos rica em sutileza do que o próprio comentário.
Que raiva. Não quero falar muito sobre isto, mas eu juro que o mataria, se estivesse perto o suficiente para fazê-lo sem atrair mais a atenção alheia. Todos os elogios que eu havia feito para ele em minha mente foram por água a baixo, restando apenas uma profunda sensação de vergonha e vingança. Eu não deveria ter nem pensado que ele teria boas chances para virar um fuzileiro na marinha.
A propósito. Gostaria de “agradecer” a pessoa que disse isto a ele. Eu havia dito que isto era para ficar em segredo, não para contar assim que possível para o Douglas, e elevar o ego dele às alturas. De qualquer forma, muito obrigado! Agora eu tenho mais um problema para resolver. Saiba que o simples fato de esta informação ter chegado aos seus ouvidos vai torna-lo mais orgulhoso e arrogante por algum tempo, e causando tais tipos de comentários, como o feito agora a pouco.
De qualquer forma, tudo o que consegui fazer naquele momento foi direcionar um olhar desesperado à Alyss, procurando alguma ajuda para nos livrar daquele momento humilhantemente vergonhoso. Não me culpe. Sei me defender de muitas coisas, mas não sei o que fazer quando o Douglas faz uma brincadeira como esta, somente Alyssia pode cuidar do próprio irmão. Infelizmente, naquele momento, ela não dispunha de nenhum artifício que pudesse usar. Somente esperar e torcer para todos pararem de olhar para nós.
A menina à minha frente procurou, por um momento, algo que pudesse fazer para reverter a situação vergonhosa, mas desistiu em seguida, voltando a olhar para mim, tentando esquecer o ocorrido. Ajeitou um pouco os cabelos, enquanto lembrava o que estávamos falando.
Não pela primeira vez, admirei a capacidade daquela menina, quanto a ignorar a presença de outras pessoas. Sinceramente, eu nunca conseguiria fazer isto, não importa o quanto tente.
Antes que qualquer um de nós pudesse falar mais alguma coisa, outra pessoa nos interrompeu, vindo de trás. Uma informação valiosa sobre mim: Nunca se aproxime pelas minhas coitas. Isto porque é hábito meu detectar a aproximação de estranhos pelo som de seus passos, e, ao fazer isto, interpreto automaticamente que tal pessoa é uma possível ameaça. É impossível se aproximar de mim sem ser percebido, então, se quiser ter alguma chance de diálogo amigável, faça uma aproximação frontal.
De qualquer forma, a pessoa realizou uma aproximação traseira rápida, exibindo autoridade e uma voz firme ao falar:
-O que os mocinhos estão fazendo? – Perguntou-nos, enquanto olhava em volta rapidamente – Nas minhas aulas, não há espaço para moleza.
Ele direcionou o olhar para nós novamente, desta vez, prestando mais a atenção. Seus olhos percorreram Alyss primeiro, começando por seu rosto, passando pelo seu corpo. Onde, por sinal, passou um pouco mais de tempo. Ou seja: Se ele queria me irritar, conseguiu. Por isso que, depois de algum tempo, quando ele direcionou o seu olhar autoritário para mim, eu não fiz questão de mostrar nenhum sinal de educação, ou cordialidade.
A expressão do homem se mostrou mais sarcástica quando viu meu temperamento hostil. Seus olhos me escanearam de cima a baixo, avaliando-me quanto a quantidade de perigo que posso oferecer. Provavelmente esta pessoa não era muito experiente em observar seus inimigos, pois aparentemente, não me considerou uma pessoa que oferecia algum tipo de ameaça.
-E você? – Perguntou enquanto aproximava o rosto para mim – Eu não o conheço, soldado. Qual é a sua patente? Você será penalizado por sua conduta inadequada ao chamar a atenção dos meus cadetes – Seu rosto jovem exibiu um pequeno sorriso.
Ele aparentava ter uns vinte e cinco anos. Sua farda indicava que era um oficial de patente avançada, quando comparado aos cadetes, mas não o suficiente para ser considerado um oficial superior. Seu porte físico era deplorável, de forma que qualquer um neste local poderia superá-lo facilmente em qualquer teste que exigisse alguma prática. Além disto, ele aparentava estar totalmente seguro de si e de sua posição.
-Porque espera que eu lhe responda qualquer pergunta, se você não mostra nenhum tipo de educação? – Perguntei simplesmente, devolvendo-lhe o olhar sarcástico – Aliás, quem lhe deu a permissão para falar?
Desta vez ele ficou um pouco atordoado. Minha resposta provavelmente o tinha pego de surpresa, desarmando a confiança que ele estava mantendo. Por um curto momento, ficou com a boca um pouco aberta, os olhos saltitavam de um lado a outro do ambiente, enquanto sua mente tentava processar a brusca virada nos fatos. Antes que ele pudesse se recuperar, eu reforcei a pergunta, com uma voz mais ríspida e urgente:
-Quem lhe deu a permissão para falar, oficial inferior?
-Quem você pensa que é? – Reagiu, com um tom de desespero – Diga-me a sua patente, agora!
-O que você sabe sobre o Portão Z? – Mudei de assunto rapidamente, distraindo-o por um instante
-Ahn? – Indagou com surpresa, ao notar que havia de desviado do assunto
Só foi preciso de meio segundo de distração. Meio segundo era o suficiente para começar um movimento ofensivo. Eu levantei o olhar, exibindo um sorriso sarcástico ao mesmo tempo em que minha mão direita voava, como se tivesse vontade própria, em direção ao seu abdome, enterrando um forte soco inicial. Uma tosse rouca saiu de sua boca enquanto seu corpo se contorceu rapidamente para frente, tentando amenizar a sua dor, mas deixando o seu nariz totalmente exposto.
Não desperdicei a chance. Com o seu rosto exposto, a minha mão esquerda já havia tomado curso, mirando no centro do sensível nariz de meu oponente. O sangue jorrou por seu rosto junto com os berros loucos causados pela dor repentina/intensa que havia chegado de surpresa.
Antes que eu perdesse tempo demais, adiantei-me e segurei seu pescoço com a mão direita, erguendo-o, com facilidade, no ar e encostando-o bruscamente na parede mais próxima.
-Vamos começar novamente – Sugeri, com um tom de voz perigosamente baixo – Você, antes de dizer qualquer coisa, pede para falar, e eu penso em sua proposta.
Seus olhos se desprenderam do nariz ensanguentado, tentando compreender o que eu estava fazendo. Sua boca se mexia sem emitir nenhum som por um bom tempo, até que ele compreendeu que, se ele não respondesse, iria ganhar outro presente.
-Permissão... para falar, senhor... –Pediu ele, entre tosses e gemidos
Olhei para seu rosto novamente, criando um novo respeito. Sei que ele foi arrogante e irritante, mas, se teve coragem de vencer o seu orgulho e entender que cometeu um erro, ele é uma pessoa forte. Permaneci olhando para ele por um grande momento, antes de lhe responder rispidamente, como de costume:
-Permissão concedida
Ele soluçou por um momento, e, com dificuldade, perguntou:
-Qual a ordem de sua hierarquia militar? Senhor.
Como já falei, não gosto de falar sobre os meus títulos, no entanto, naquele momento, eu precisava mostrar quem eu realmente era.
-Ainda não me classificaram quanto a isso – Afirmei – Mas acho que dizer que serei o próximo WindWalker, se completar um último teste, explica a minha posição. Não acha?
-Permissão para responder, senhor! – Exclamou exasperadamente.
Não era necessário pedir a permissão para responder uma questão feita diretamente a ele, pois, mesmo sendo inferior, fui eu que o convidei a falar. No entanto, acredito que, nervoso e inseguro do jeito que estava, a ideia deveria lhe parecer boa. De qualquer forma, olhei para ele e respondi de forma firme, tentando diminuir a rispidez.
-Concedida
-Explica perfeitamente, senhor – Entusiasmou-se demais, novamente. Fazendo com que os seus ferimentos doessem mais ainda – Perdão por meus atos sem disciplina e lhe peço muito encarecidamente, que não me expulse deste local. Senhor.
-Desculpas aceitas, oficial – Falei, devolvendo-o ao chão – Agora, poderia responder à minha outra pergunta?
Ele hesitou de novo. Desta vez, demonstrando que não havia entendido. Sua expressão ainda transparecia medo e insegurança, mas, esta também indicava uma grande vontade de responder àquela pergunta que permanecia esquecida em sua mente.
Suspirei calmamente e reforcei a pergunta com uma voz firme e irritada:
-O que exatamente você sabe sobre o portão Z? Conhece alguém que dispõe de informações significativas quanto a isso?
Ele revirou os olhos rapidamente, tentando manter a concentração que era perdida constantemente por causa de seus ferimentos recentes. De repente ele piscou os olhos e clareou um pouco a sua expressão, como se tivesse achado algo importante.
-Senhor! Tudo o que sei sobre o portão Z é que ele é uma fonte de informação decodificada, escondido em algum lugar no planeta. A mulher que liderou a expedição para descobrir os planos da resistência teve de guardar tais informações de forma que ficasse quase inacessível para a maioria das pessoas, assim ganhando tempo para que ela continuasse a pesquisa sem a interrupção indesejada da própria resistência. Lamentavelmente, a mulher morreu cerca de oito anos atrás, deixando apenas o portão Z como referência inicial para que pudéssemos reaver a sua pesquisa. Sabemos que tal portão revela, dentre outras coisas, a localização de três terminais fundamentais, dentro dos quais, estão escondidas as três informações que precisamos saber para evitar o plano de nossa destruição da resistência oriental: Quando, onde e como.
Ele pausou um pouco o pensamento, tentando reorganizar as ideias, antes de continuar. Seus olhos percorreram por mim, Alyss e os meus amigos que, a essa hora, já haviam se aproximado e estavam escutando atentamente. O homem recuperou o folego, e continuou.
-Tudo o que sabemos, fora isto, são informações vagas e sem confirmações. Tais como a suposição dos três escolhidos, a teoria da nova infestação, a base espacial oriental... Dentre outras – Afirmou, enquanto mantinha sua posição imutavelmente rígida e tensa.
-Alguma informação mais atual? – Perguntei, exibindo desta vez um olhar um pouco mais cordial, sem perder a rispidez.
-Informações recentes não são cedidas a oficiais inferiores como eu. Tudo o que posso dizer sobre atividades recentes são meros boatos, senhor – Começou – Ouvi recentemente de um colega meu, que um grupo de gladiadores virtuais foi detido por praticar o esporte, nas fronteiras do nosso país. Um deles aparenta saber de algo, e, provavelmente está relacionado a isso.
Gladiadores virtuais, para quem não sabe, são pessoas que tem um talento muito grande para controlar avatares robóticos. Estas pessoas se reúnem em arenas, vulgarmente chamadas de coliseu dos hackers, e batalham por um prêmio considerável, ganhando, além disto, fama e sucesso. O esporte foi proibido por ser extremamente prejudicial para a nossa nação, tendo em mente que as pessoas que o praticavam seriam de muita ajuda para as nossas forças. Entretanto, tal prática ainda acontece ilegalmente em locais afastados dos olhos fiscalizadores, tornando tais locais muito perigosos para pessoas comuns e até para a força apaziguadora. Sabemos que eles são hostis com visitantes, e são muito reservados, tornando ainda mais difícil o ato de arrancar qualquer informações... Com meios normais
De qualquer forma, se havia alguma chance de conseguir pistas para o início da missão, eu não poderia desperdiçar.
-Muito bem – Falei mais baixo, enquanto esperava o oficial se distanciar de nós – Alyss, eu vou tentar achar alguma pista sobre isto.
Meu olhar encontrou o seu rosto novamente. Ela exibia uma mistura de expressões, algo entre surpresa e frustração. Na verdade, ela tinha apenas surpresa em sua face, até eu dizer que iria embora. Seu corpo estava um pouco desconfortável, diante daquele clima de autoridade que eu havia criado, mas sua face ainda exibia um lindo pequeno sorriso sincero. Não me julgue a mal, pois não gosto de descrever momentos de romance, mas eu não consegui resistir a esta ocasião.
-Você tem um sorriso lindo – Sussurrei enquanto diminuía a curta distância entre nós, travando os meus olhos bem no fundo dos dela.
Acariciei um pouco seu rosto com a parte anterior da minha mão, vendo um sorriso um pouco maior começar a nascer de seus lábios. Minha outra mão caminhava rapidamente para a parte anterior de sua cintura, envolvendo-a em um meio abraço quente e aconchegante. Seu rosto estava deitado confortavelmente no meu ombro, deixando os cabelos escorrerem por seus ombros e caírem sobre o meu corpo.
Levantei o seu rosto vagarosamente com a mesma mão que o acariciava, voltando a apreciar os seus lindos olhos. Aproximei o meu rosto, beijando-a levemente, ao mesmo tempo em que observava a sua reação.
-Te vejo ainda hoje, tudo bem? – Perguntei soltando-a depois de um momento
-Sim, novo WindWalker, senhor! — Brincou, erguendo a sua mão direita para uma continência firme, voltando ao corpo depois.
Seus olhos encontraram o chão naquela hora. Não gostei de vê-la daquela forma, tudo o que eu queria era passar o dia todo ao seu lado, no entanto, isto não era ainda possível.
-Meu anjo? – Chamei, observando o eu rosto reerguer-se levemente – Eu te amo!
Virei-me a caminho dos elevadores centrais, mas, por um pequeno segundo, pude observar que o lindo sorriso havia voltado para ela novamente. Senti uma frustração muito grande. Tudo o que queria era estar ao seu lado, todavia, como sempre, Isto teria de esperar.
Qual é o andar da cadeia de segurança? Acho que era o décimo.
Notas finais
"Luke, supondo que você não tivesse as próteses, e tivesse um irmão, a única maneira de vc voltar a andar seria tirando a capacidade do seu irmão de andar, se ele te contasse isso e quisesse fazer isso por você, você aceitaria?"
L - A triste realidade, meu caro, é que, se eu tivesse um irmão ao meu lado, eu nunca teria perdido a minha mãe naquele dia,tornando o dia em que esmaguei as minhas pernas inexistente. No entanto, acho que, segundo as condições impostas na pergunta, acho que aceitaria. Eu tenho um grande dever de vingança que deve ser cumprido a todo o custo.
2ª-Pergunta do Hurricane
"Alyss, você mataria pelo Luke? você mataria seu irmão pelo Luke?"
A - Posso dizer que mataria qualquer um para o Luke, mas, não tenho motivos para matar o Douglas. Resumindo: Dependendo das circunstâncias, eu não mataria o Douglas. No entanto, a resposta pode variar dependendo da ocasião.
3ª-Pergunta do Hurricane
"Doug, vc gostou do apelido?(sério, só perguntei pra vc não se sentir excluído)"
D - Adorei! Quero que todo o mundo me chame assim agora, mas não sei se vou conseguir realizar este feito, alguma sugestão?
Fale com o autor