Wind Walker - O Mercenário Voador

29 L - Alguma ação, talvez?


Notas iniciais
Perguntas nas notas finais. Estejam a vontade para perguntar qualquer coisa aos personagens principais.
Espero que gostem!
(Perdão pela demora, mas, consegui perder este capítulo duas vezes, ao esquecer de salvar o texto, antes de terminar.)

Suspirar é tão irritantemente dispensável que chega a dar raiva, mas é impossível conter, principalmente quando você está pensando em sua nova namorada que, por acaso, é a garota mais linda do mundo. Eu poderia estar lado dela agora. Porque eu não estava do lado dela agora? Tudo o que mais queria neste momento é dar meia volta e correr a mais rápido que posso para alcança-la e viver mais um momento como aquele: O que aconteceu alguns dias atrás, antes de completar dezesseis anos. Não vou entrar em maiores detalhes pois acho que chega a ser falta de respeito narrar com esta riqueza de conteúdo alguns momentos que, inicialmente, eram para ser totalmente privados.

Isto foi até um tema para perguntas feitas por diversas pessoas, em todas as dimensões que enviei este material gravado, com ordens explícitas para divulga-lo.

Você não deve estar entendendo muita coisa. Vou explicar tudo agora: O texto que você está lendo neste momento é uma mensagem enviada por mim por um meio bem fácil de viagem através das barreiras dimensionais do tempo. O que importa é: Se você esta lendo agora, o momento que eu estou vivendo, de certa forma já aconteceu, apesar de tudo estar sendo endereçado ao passado. Achei importante que tal informação chegue em vocês pois, ao contrário do que a maioria pensa, o tempo não é constante e repetitivo. Ele varia com uma pequena intensidade, portanto, se, por ventura, minha missão falhe, o passado vai saber a razão, e vai lutar para que isto não aconteça.

Outra coisa interessante que vocês devem saber é: Em todo o lugar que meu conteúdo foi revelado, houve um espaço no qual era possível realizar algumas perguntas, contribuindo assim para o melhor entendimento da narrativa. Obviamente que não foi viável o compartilhamento de todas as respostas, todavia, selecionei algumas que considero de grande importância e estarei revelando agora, enquanto tomo rumo em direção à prisão de segurança, no décimo subsolo. Espero que dê tempo suficiente para responder todas devidamente

=/-/=



Neiyllon Cernil – 2112
Lúcio, gostaria de saber o porque da importância fundamental de descrever momentos de intimidade vividos por você e Alyssia. Você não me parece ser o tipo de pessoa que fala livremente sobre assuntos supérfluos.

L – Concordo perfeitamente com a sua opinião. Primeiro gostaria de afirmar uma coisa: Eu não gosto de romance, tudo bem? Acho que o amor é o sentimento mais estupidamente nobre que existe. Além de retirar completamente a atenção sua em coisas realmente úteis, faz você se transformar numa criatura energúmena que só pensa na pessoa amada. Assim como eu, neste momento.

Voltando para a pergunta: Sei que pode ser até desconfortável, no entanto, acho que devo relatar todos os segundos importantes da minha vida, tentando ressaltar o fato de estar conseguindo alguma felicidade mesmo sem seguir diretamente o meu propósito de justiça. Um dos meus objetivos, neste diário, é manter-me consciente de tudo o que vivo no meu presente.


Awaken Lyrium – 2065

Oi, Luke!!!!
Me diz: por que você tem tanta dificuldade de esquecer a sua mãe?? Perdi a minha faz muito tempo, e, mesmo sentindo falta dela, consigo viver perfeitamente.
Aguardo a sua resposta.

L – Bem... Isto é algo que não gosto muito de falar. Não faço ideia do motivo desta minha obsessão. Já conheci algumas pessoas que já haviam perdido algum parente próximo e vivem normalmente, no entanto, existe algo dentro de mim que me impede de esquecer a sensação de perder a minha genitora para cães imundos da resistência. Não voltarei a tocar neste assunto nestas respostas.


Leylla Markin — 2079

Luuuukeeeeee!
Oi, oi, amiguinho. Como vai?
Tenho duas dúvidas:
1ª – Essa Alyss vale mesmo a pena? Não prefere alguém mais parecida comigo?
2ª – Acho muito estranho a grande facilidade com que você chegou ao nível máximo de patentes, em sua área. Sem desmerecer a qualidade do seu treinamento, mas eu acho que oito anos ainda é muito pouco para conseguir uma patente elevada, poderia esclarecer esta dúvida?
Enfim. Gostei muito de falar com você mais uma vez. Se for oportuno, passe por aqui. O ano de 2079 é muito sem graça.
Beijinho.

L – Vou ignorar a primeira pergunta, e responder a única coisa realmente útil por aqui:
A triste realidade de meu presente é que 75% de todos os integrantes da força aérea, em média, não voltam de sua primeira missão de combate contra a resistência. O poder do nosso inimigo é muito maior do que o nosso, quando fala-se de armamentos. A ordem de hierarquia militar atual é, na verdade, apenas uma medida provisória e muito falha, adotada por nós na tentativa de organizar ataques mais efetivos. Por isso também que a média de admissão em qualquer força de combate do nosso estado é de 90%. Não podemos desperdiçar ninguém que tenha vontade de servir à nossa causa.
Por este motivo, dentre muitos outros, que odeio a organização oriental. Seus métodos de guerra são tão repugnantes que preferimos não recorrer a táticas parecidas, apesar de serem extremamente efetivas. Infelizmente, você irá conhece-las melhor do que pretendia.


Ryraku Landon – 2182

Lúcio Erugan. É você mesmo?
Não posso esconder a minha felicidade por estar falando com um dos salvadores.
Primeiramente: Sei que o seu conteúdo em texto deveria ser mandado exclusivamente para o passado, mas eu consegui ter acesso, de um modo que, se o contasse, poderia comprometer o meu presente como conheço. Estou vendo em primeira mão a real história do maior herói do mundo
Saiba que seu nome ainda é lembrado com muito orgulho e tristeza. Alyssia está muito bem, aqui, conosco. À propósito: Sou seu filho e aguardo a sua volta, se isso for possível.
No entanto, como posso provar que você é meu pai?
Posso dizer que você nunca se envolveu com outra garota, senão a Alyssia, mas isto é meio óbvio. Digo também que você tem irmãos, embora você ainda não saiba disto. E, por último, para provar definitivamente a minha identidade: “Os humanos vivem o passado, sempre olhando para o futuro. Esquecendo assim de desfrutar o presente da melhor forma possível.” Se você for realmente o meu pai, você vai entender.
Minha única pergunta é:
Segundo as histórias que já li a seu respeito, pai, você tinha um certo problema físico, além das pernas. Qual era?

L – Filho? Você é o meu filho?
O que quer dizer quando fala que “Alyssia está muito bem”?
Por que diz: “aguardo a sua volta, se isso for possível”? Por que eu não estou aí com vocês?
Bom, eu vou responder. Quando eu era um pouco menor, logo após ter ganhado as minhas prótes—

=/-/=

Perdão por interromper, mas receio ter de informar que esta cessão de respostas teve de ser interrompida.

À essa altura, eu já estava caminhando no pequeno, porém largo, corredor do décimo subsolo, procurando a sala onde alguma pessoa encarregada pelo local me informasse a localização do meu alvo principal.

O chão era feito de pequenos tijolos de pedra cinza-grafite que se intercalavam de forma a criar um padrão repetitivo de ziguezagues, As paredes eram ásperas e pouco convidativas, provavelmente feitas da mesma pedra cinza que revestia o chão, mas em formato maciço e sem falhas. A iluminação exageradamente baixa dificultava a visão de maiores detalhes do ambiente, deixando-o também um pouco mais misterioso do que deveria ser.

Não haviam palavras melhores para descrever, em resumo, do que: Prisão suja.

Parei de responder as questões por ter ouvido uns ruídos estranhos. Na verdade, era mais ou menos um diálogo entre uma voz um pouco familiar e outra voz que não consegui reconhecer.

Encostei-me na parede, aguçando a visão periférica, enquanto apurava os ouvidos na esperança de compreender aqueles barulhos/falas que, pelo visto, estavam sendo ditas a uma distância não muito considerável da minha pessoa. A situação não parecia normal para mim, porque aquela conversa estava acontecendo do outro lado da porta por onde queria entrar, e, na sala de coordenação de detentos era improvável que um tom de autoridade e rebeldia como este fosse usado entre os trabalhadores do local. Suspeita principal: Algum detido estava causando problemas.

Em um único movimento, saquei a pistola com silenciador do bolso traseiro da minha calça e a posicionei enquanto caminhava lentamente, encostado à parede, em direção à porta automática.

-Pare de causar confusão, seja preso logo e viva o resto da vida no sofrimento – Falou a voz masculina familiar, sendo seguida por uma resposta grosseira de uma voz também masculina, ainda não reconhecida

-Pensa que pode me conter?

O diálogo estava se tornando um pouco mais ameaçador quando o silêncio instável tomou conta do local, fazendo-me parar por um momento. “Se eu entrar agora, por mais que andasse em silêncio, os meus paços seriam percebidos em meio a falta de qualquer tipo de ruído” Pensei, ao mesmo tempo em que decidia os meus próximos passos, da forma mais estratégica possível.

Poderia entrar de forma rápida e abrir fogo instantâneo contra ambos os presentes, mas isto poderia dar errado de diversas formas, oferecendo-me os mais variados riscos, tais como a expulsão do colégio, a penalização por ter cometido fogo-amigo e , obviamente, a própria morte.

Poderia simplesmente dar meia volta e esquecer tudo o que estava acontecendo, e voltar novamente mais tarde, entretanto acho que não seria capaz de fazê-lo sem me arrepender amargamente no futuro.

Poderia esperar na posição em que estava, e aguardar a situação presentear-me com a oportunidade de observá-la melhor. Nesta alternativa, alguns pontos bons eram nitidamente evidentes, no entanto, eu precisava de uma medida mais efetiva para obter vantagem na situação, quando o nosso inevitável encontro acontecesse.

Poderia fazer a própria oportunidade. Ou seja, mandar um batedor para o outro lado da porta, e investigar o que estava acontecendo.

O motivo por estar preocupado com esta pequena discursão, que poderia muito bem não ser nada de mais, é a grande vulnerabilidade desta base a ataques de dentro para fora. Mais ou menos dois anos atrás um prisioneiro que foi conduzido para a sala à minha frente se desentendeu com o oficial que lhe guardava, conseguiu se libertar, e matou três homens e dois recrutas antes de ser neutralizado. Se, ao contrário de um, fossem cinco inimigos em uma rebelião, o acontecimento poderia ser mais triste ainda.

Decidido à respeito do que seria feito em seguida, abri o pequeno estojo que guardava em um dos bolsos traseiros, e apanhei um dos pequenos cilindros achatados, em forma de moeda, e o larguei ao chão, assim como já havia feito, alguns dias antes. O pequeno item acertou a dura pedra que revestia o chão com um sutil baque agudo, rolando um pouco antes de se estabilizar e começar a vibrar um pouco.

Se você estava se perguntando, desde o capítulo em que chego para fazer o teste de nivelamento, o que aqueles pequenos pedaços de metal faziam, aqui está a resposta: Ele vibrou levemente e começou a se contorcer, perdendo totalmente o formato de antes. Depois de dois segundos de preparação, uma pequena máquina, em formato de aranha, se ergueu prontamente de sua posição inicial, piscou a parte de baixo do seu corpo em cor vermelha e esperou alguma ordem inicial.

Criação minha. Não gostaria de descrevê-lo muito. Os detalhes você verá em ação, ação que acontecerá agora, de uma forma que eu não contava muito.

Assim que me preparei para lhe enviar uma ordem de reconhecimento, ouvi um pequeno rangido, seguido por um gemido leve e um pequeno grito feminino, vindos de trás da parede. Minha mente voou alto, considerando rapidamente todas as possibilidades de acontecimentos possíveis, porém, fiquei espantado por não perceber a presença de uma terceira pessoa dentro daquele misterioso aposento.

Apertei um pouco mais a pistola, enterrando-a profundamente na minha palma, preparando-me para o que seguiria. Os sons que foram ouvidos, na sequencia que apareceram, significava que algo de errado estava acontecendo, e “algo de errado” poderia ser muito prejudicial a qualquer objetivo contra a resistência.

A sequencia de acontecimentos rolou rapidamente sobre os meus olhos: A parede em que eu estava encostado foi derrubada por um impacto forte de algo com peso e tamanho consideráveis, derrubando–me por um instante. Minha cabeça ficou atordoada por meio segundo, mas, antes de cair ao chão com todos os destroços sobre mim, pude desviar rapidamente, com a ajuda dos impulsores de ar nas pernas, para o lado direito, cuja parede ainda não fora quebrada.

Enquanto ainda estava no ar, pude notar que o que foi arremessado tão pesadamente contra a extremidade dura, agora destruída, foi uma pessoa vestida com um traje de combate padrão: Quase duplicando o espaço ocupado por um corpo humano, o traje de combate padrão é semelhante, de certa forma, a uma armadura medieval, quando comparadas quanto às suas articulações e modo de proteção. Ele é feito, em seu exterior, de uma nova liga de metal derivada de um grande meteoro caído na terra a alguns anos, cujos recursos ainda são explorados, Meranum é um tipo de metal que apresenta uma grande resistência contra tiros de armas de fogo, e por isso está presente em quase todos os trajes de batalha

Não posso descrever muito, mas, tenha em mente que o traje potencializa a capacidade humana no combate.

Aterrissei perfeitamente no chão, colocando a minha pistola no bolso ao me dar conta que qualquer coisa que eu fizesse com ela seria inútil. Percebi que o local que estava naquele momento tinha pouca iluminação, e um pequeno local, no qual poderia observar tudo, sem ter de me abaixar.

-Você acaba de ganhar a pena máxima – Comentou o soldado de voz vagamente conhecida, tentando debilmente erguer o seu corpo, mas era óbvio que o golpe tinha o atordoado de forma efetiva.

Um segundo soldado, vestido com um traje de combate um pouco parecido, caminhou em direção ao corpo caído, ameaçando cortar a sua respiração, ao envolver a parte da armadura que correspondia à garganta do guerreiro caído, enquanto retirava com facilidade o capacete do homem mais fraco.

A proteção de cabeça foi arrancada com uma facilidade brutal, revelando a identidade do homem que, apesar de ter voz familiar, ainda permanecia incógnito. Uma expressão de surpresa foi contida por mim, ao perceber quem era aquele homem que se encontrava fraco e atordoado devido a queda repentina e forte. Por que senti vontade de protege-lo? Não faço ideia, no entanto, me parecia o certo a fazer.


Notas finais
1ª-Pergunta de Hurricane:
Luke, dá pra pegar leve com o Doug, ou pelo menos ajudar ele a divulgar o apelido? sério, conheço gente pior(acabei de lembrar dos Hunters, mas isso não vem ao caso) vc poderia me ensinar a sua técnica de auto-controle? as vezes eu tenho que matar mentalmente as pessoas que me irritam para mim nao tentar quebrar o pescoço delas.
L - Posso tentar divulgar sim, sem problemas.
Técnica de auto controle? Hah hah. Não estudei auto controle para desperdiçar as minhas técnicas com o Doug. Eu gostaria mesmo de matá-lo, mas ele é o irmão da Alyss, e, com certeza, a ama muito. Isto já é motivo suficiente para não assassiná-lo.
2ª-Pergunta de Hurricane:
Doug, sujestão? hmmm, sei lá, fala pro pessoal te chamar de Doug né? ou vc quer que alguém adivinhe que seu apelido é Doug?
D - Com você falando assim, parece mesmo algo ridículo. Vou começar uma divulgação massiva.
3ª-Pergunta de Hurricane:
Alyss, num tenho perguntas para você hoje.
A - Obrigada, eu acho.
4ª-Pergunta de Hurricane:
Viper, rola dar uma chance pro Doug? eu acho que você e ele tem tudo pra dar certo.
V - Fui promovida a personagem principal? Eba!!!
Vamos ver o que eu posso fazer, menininho.
5ª-Pergunta do Hurricane:
Luke e Alyss, quais serão os nomes dos seus filhos?
L - Humpf. Isto pode ser mais difícil do que você pensa.
A - Meio constrangedor responder isto. Não tenho ideia.
6ª-Pergunta de Luana Nascimento:
Luke, ah, obrigada por me mencionar! Fiquei muito emocionada, 'senhor WindWalker'! Ah, e disponha! Sou boa para revelar segredos. Eu também sei guardar, mas dessa vez eu quis revelar kkkk. Creio que Doug ainda não sabe se conformar e ficar quieto com um elogio ;) Sim, minha pergunta é: Será que não dava pra pegar mais leve com o 'recruta' não? Eu fiquei com pena do pobrezinho... Enfim, é só isso. Beijinhos! (eu sou iritante).
L - Que recruta? O instrutor da Alyss? Hah hah. Ele é um oficial inferior, e tem de saber se comportar como tal. Além do mais, ninguém pode olhar daquela forma para Alyssia.
7ª-Pergunta de Luana Nascimento:
Douglas, poxa, será que não dava pra pegar leve não com o casal 20? Eu sei que eu disse a você que o Luke te acha "legal", mas agora todos elogios não passam dos piores xingamentos, sabe? Vai ter que ralar para conquistar os elogios de novo, um por um. Também, quem manda ser tão 'fool'? Agora te vira! Beijos (eu sou educada).
D - Desculpe, mas eu tenho de aproveitar ao máximo qualquer fonte de elogios feitos pelo Luke. Sempre quis que ele reconhecesse como alguém à sua altura, não só como outro garoto que não sabe fazer nada.
8ª-Pergunta de Luana Nascimento:
Alyssia, oi! Nossa, você foi a salvação nesse capítulo, hein? Gostei ;) mas falando sério... Seu irmão é sempre tãããão irritante? Ah, e você fica meio triste quando o Luke age com crueldade, não é? Mas fazer o que, a pessoa tem que se acostumar mesmo... Enfim, beijinhos
A - Meu irmão é, sempre, muito irritante, acostume-se com isto. Heh heh heh.
Próxima resposta: Sinceramente, não gosto de vê-lo agir de forma violenta, pois me lembra que ele não está livre dos sentimentos de vingança, mas eu acho que meu professor mereceu. Principalmente com aqueles olhos bobos em cima de mim. Queria que O Luke deixasse esta preocupação de lado, e desistisse da perigosa carreira que segue.
9ª-Pergunta de Snarkii:
Luke, o que você acha sobre trabalho em grupo?
L - Uma equipe de apoio ajuda de muitas formas, mas, na hora de agir, prefiro trabalhar sozinho.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.