Wind Walker - O Mercenário Voador
4 Prólogo - Lembranças
Notas iniciais
Espero que esta história corresponda às suas expectativas.
Assim que me encontrava do lado de fora, me deparei com uma cena um tanto incomum...
–Douglas! – Exclamei indignado
O menino roncava extremamente alto. Estava deitado em uma posição não muito digna, em cima da minha motocicleta.
Alyssia deixou escapar uma gargalhada silenciosa. Aproximei-me e, calmamente, o cutuquei.
–Acorda Douglas – Chamei
–Como? — Falou ele — Já voltaram? – Perguntou – Que horas são?
–Já se passaram uns cinquenta minutos – Afirmei
–Dormi muito – Comentou ele – Espere um pouco, vocês ficaram fazendo o que lá em cima? – Perguntou com um olhar pervertido
–Vamos? – Falei rapidamente
–Ok, ok... – Concordou ele
Sentei no meu presente de aniversário virei meu rosto em direção a Alyss
–Vem comigo? – Pedi – Eu... Tenho que ouvir o que você vai falar ao me descrever.
Minha amiga olhou para mim, soltou um sorriso constrangido com o rosto corado, caminhou em minha direção. Estendi minha mão, para ajudá-la a sentar e sussurrei em seu ouvido:
–Por que seu rosto está vermelho?
Ao ouvir minha pergunta, seu rosto ficou ainda mais corado.
–Não Sei... – Gaguejou
–Você fica linda assim – Falei sussurrando novamente
Seu rosto corou mais.
Eu dei a partida. Coloquei um capacete em Alyss e, em seguida coloquei o meu capacete. Testei a qualidade da comunicação entre nós:
–Consegue me ouvir, meu anjo? – Perguntei falando ao microfone.
–Consigo sim, meu herói – Ouvi sua voz respondendo no áudio de meu capacete...
Dei um sorriso e acelerei, sendo seguido de perto por Douglas.
–Luke, lembra-se de quando nos conhecemos?
–Lembro como se fosse ontem – Comentei – Prefiro não falar sobre isso
Alyssia se segurava em mim, posicionando os braços ao redor do meu corpo. Eu podia sentir sua respiração, seu coração batendo e seu rosto encostado no meu ombro. Calmamente ela deslizou o braço até alcançar o microfone e o receptor.
–Posso começar? – Perguntou ela
–À vontade – Falei
=/-/= [Transferência de narrador: Alyssia] =/-/=
A noite estava fria e clara enquanto eu estava no banco traseiro da nova motocicleta de Lúcio, ou Luke, como preferir. Árvores passavam distantemente por nós enquanto estávamos cada vez mais perto do centro da capital do estado.
Pensei em como iria começar esta parte da história, Luke já deveria ter explicado muitas coisas, eu não queria repetir o que já foi falado. Decidi então começar do princípio: Como nós nos conhecemos. Preferiria não falar sobre esta história, foi um trauma de infância, mas, aqui vai:
=/-/=
Naquele dia eu havia acordado um pouco cedo demais, meu pai estava para chegar de uma viagem, e eu queria busca-lo no aeroporto.
Eram 06h45min. Levantei calmamente, desci as escadas e sentei-me à mesa, onde o café da manhã estava sendo colocado.
–Bom dia mamãe! – Falei empolgada com o dia de hoje
–Bom dia minha filhinha! – falou ela no mesmo tom
Comi rapidamente um pedaço de pão e uma xícara de café e andei para meu quarto novamente. Entrei no banheiro do meu aposento, me livrei rapidamente de minhas roupas e comecei a tomar um banho rápido. Ao sair, me enrolei com as toalhas e peguei minha escova e fui escovar os meus cabelos sentada em minha cama, coisa que eu fazia apenas por costume, meus cabelos nunca embaraçavam na escova, e eu não entendia o porquê.
Ao terminar, levantei e fui escolher minha roupa. Sempre demoro a escolher roupas, eu sabia que precisava de uma segunda opinião. Após 45 minutos, terminei de escolher um conjunto apropriado: uma blusa sem mangas e uma bermuda larga. Simples, como eu fui demorar tanto?
Voltei ao meu banheiro e escovei meus dentes e lavei minhas mãos. Desci as escadas novamente, passei pela cozinha, sala de estar, abri a porta de casa:
–Tchau mãe, vou ver papai! – Falei para ela
–Cuide-se filhinha — Respondeu ela — Não quero minha garotinha de oito anos se metendo em confusão — Advertiu ela
Fechei a porta e saí correndo do local olhando para as árvores que, à distancia, cresciam vigorosamente, com um tom esverdeado vivo. Segui o asfalto largo cuidadosamente pavimentado para a circulação de veículos de flutuação. Notei no caminho que havia uma casa virada para a costa leste da cidade. Seu tamanho era um pouco maior que o comum, senti uma curiosidade de saber como ela era por dentro, mas logo distanciei isto de minha mente. Eu teria de me concentrar em correr para o aeroporto.
Chegando lá, sentei, e, simplesmente esperei três horas, até o estabelecimento informar a chegada do voo 210896 com previsão de pouso em dez minutos.
Saltei do banco e me posicionei no local onde os passageiros saiam e fiquei observando a variedade de passageiros que passavam. Uns altos, outros baixos, bem vestidos, outros nem tanto. Mas eu sempre buscava aquela figura paterna que eu tanto amava.
–Pai! – Exclamei ao vê-lo no meio de uma multidão de passageiros de saída. Saí correndo rapidamente em sua direção
–Oi minha pequena filha – Disse ele num tom alegre- como vai você?
–Vou muito bem.
–Feliz aniversário – Falou ele – Como prometi, hoje vou passar o dia todo com você!
Eu consegui apenas sorrir por fora, mas por dentro eu estava realmente ansiosa para o dia de hoje.
As horas passavam. Fui levada para almoçar no próprio aeroporto, onde ficamos até às quatro horas.
–Vamos para casa — Disse ele — O céu está ficando nublado.
E assim fomos caminhando de volta para meu lar
=/-/=
Esta foi a primeira parte da minha história. Naquela época eu acabara de fazer oito anos de idade, e até o momento em que saí do aeroporto, eu não fazia ideia de que eu iria conhecer este menino que está me levando para o centro da cidade neste momento presente.
–Não é, Luke? — Sussurrei em seu ouvido
–Eu também não fazia ideia de que iria conhecer a menina mais linda do mundo naquele dia – Sussurrou de volta – Cansou de descansar seu rosto em meu ombro?
–Posso continuar? – Perguntou ela, um tanto ambígua.
–Você fala em relação à história ou quanto ao fato de continuar com seu rosto apoiado em meu ombro? – interrogou ele
–Eu adoro deixar meu rosto perto do seu, me da uma sensação de segurança... – arrisquei repousar novamente meu rosto do lado do dele novamente. Mesmo com o capacete, eu conseguia ver o tom avermelhado que seu rosto estava tomando.
Notas finais
Com certeza, sim...
O que pode ficar melhor?
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