Wind Broken Wings
12 Ventos Ímpares
Notas iniciais
Darius sorriu satisfeito. Sempre havia admirado Riven, ela era forte e destemida, fazia de tudo por Noxus e era uma grande líder. Ele a via como alguém digna de estar ao seu lado desde que lutara junto dela.
– Exelente. Partiremos agora mesmo, temos um transporte nos esperando. Em algumas horas estaremos em casa. — Darius se levantou e foi pagar a conta. — A gente discute os detalhes do casamento durante a viagem.
Riven voltou à pousada para pegar suas coisas e seguiu Darius até a carruagem do general. Riven encarava a paisagem enquanto pensava no rumo que sua vida estava tomando com esse baque brusco. Lembrou-se de tudo que havia vivido com seu grande amor, do festival, dos ninjas... "Eita, preciso falar pra Akali que não irie mais pra Ionia...". Riven entristeceu-se um pouco após tal pensamento, a ninja havia se tornado uma boa amiga e, talvez, demoraria um bom tempo para poder encontrá-la novamente.
– Riven.
– Oi?
– Abra seu casaco.
– Ahn? Pra quê?
– Apenas abra, por favor.
A lutadora obedeceu. Darius se espantou com o tamanho da barriga dela.
– Caramba, sua barriga tá enorme. Quantos meses?
– Quatro.
– Só? Parece ter mais. -Darius fitou Riven por um momento, ela era realmente linda — Enfim, eu acredito que temos que realizar a cerimônia o quanto antes, para que as pessoas não suspeitem da sua gravidez.
– Quando você quer?
– Daqui duas semanas está bom pra você? Acho que, nesse tempo, você já vai estar bem estabilizada em Noxus e poderemos reunir todos os cidadãos para o casamento.
– Pra que uma festa tão grande?
– Ora, Riven, eu sou a mão direita do governante de Noxus, o meu casamento merece uma festa a altura.
– Acho desnecessário, mas se você quer assim...
– Olha, Riven — Darius se levantou e sentou ao lado dela, puxou seu rosto delicadamente com uma mão e ficou alisando sua bochecha com o polegar — Quero que saiba que eu tenho meu interesse nesse casamento também, eu sempre te admirei e te achei uma mulher incrível.
– Darius... Eu... — Riven estava surpresa com a revelação, jamais imaginou que o grande lorde tinha olhos para outra coisa além da guerra.
– Eu irei me esforçar para te fazer feliz, Riven, eu prometo. Sei que está apaixonado por outro, se não, não estaria esperando um filho dele, mas eu darei meu melhor para mudar isso.
Darius puxou o rosto da lutadora para mais próximo de si e lhe deu um selinho. Riven estava estática, não esperava por algo assim. Ao se separar da garota, o lutador riu da expressão dela: os olhos completamente arregalados, as bochechas coradas e a boca entreaberta.
– É bom estar preparada, Riven, eu vou te cobrar bastante como seu marido.
Uma hora e meia de viagem e a carruagem cruzou os portões de Noxus. Riven olhava pela janela o quanto sua cidade havia evoluído desde que Swain se tornara líder. As pessoas pareciam levar vidas dignas, as casas eram bonitas e até grandes, o povo estava usando roupas ao invés dos farrapos que ela se lembrava; a feira estava lotada , tanto de pessoas como de produtos; crianças corriam pra lá e pra cá sorrindo e brincando como se a paz sempre houvesse reinado naquele local. Riven acariciou sua barriga enquanto olhava para as crianças e sorriu. Imaginou seu filho brincando com elas, sendo livre e feliz, como merecia.
– Não se preocupe, Riven, essa criança será bem vista por todos, será criada como um cidadão noxiano.
– Eu sei...
A carruagem havia chegado na casa de Darius. O lutador ajudou Riven a carregar suas coisas para o quarto preparado para ela por uma da empregadas. Darius e Draven moravam em uma mansão no centro de Noxus, grande e luxuosa graças aos caprichos de Draven, o executor não aceitava nada que não estivesse a sua altura. Logo na entrada, havia um grande jardim muito bem ornamentado com as mais diversas flores e estátuas de ouro. A que mais se destacava era um busto dele, dourado como o Sol. Depois da enorme porta dupla de madeira maciça envernizada, ficava a sala da mansão, divida em 3 ambientes: sala de visitas, sala de jantar e um pequeno espaço reservado com uma grande estante de livros, uma gloriosa lareira de mármore branco, duas poltronas de veludo vermelhas e uma pequena luminária ao lado de cada uma completavam o cenário reservado para ler e relaxar. O corredor era ornamentado com vários quadros de fotografias e pinturas de Draven. Nas horas vagas, o executor se dedicava à arte. Riven tinha de admitir, ele tinha um talento incrível para pintar.
Ao adentrar o quarto que pertenceria a lutadora, ela não pode conter uma exclamação de surpresa. Havia uma cama de casal king size, um closet, uma grande escrivaninha, um sofá com uma pequena mesa de centro em sua frente e um banheiro luxuoso com banheira de hidromassagem com uma ducha ao lado, uma pia de mármore bege com a torneira dourada, o vaso também bege e uma parede espelhada.
– Tudo isso é pra mim?
– Você ficará com esse quarto até a data do casamento, depois irá para o meu.
– Ah...
– Agora, lhe deixarei descansar da viagem. Temos uma reunião com Swain em três horas, então, terá tempo de relaxar. Se quiser alguma coisa, as empregadas estão a sua disposição. — deu um beijo na testa da lutadora — Te vejo mais tarde.
– Obrigada...
Depois que Darius saiu, Riven foi para a banheira, a hidromassagem faria bem ao seu corpo. Enquanto enchia, a lutadora pensava em Yasuo. "Onde será que ele está e o que ele está fazendo..." Se perguntava enquanto despia-se. Passou alguns instantes olhando sua barriga no espelho, estava mesmo grande pra quem tinha apenas quatro meses. Suspirou e entrou na água morna.
– Ah, eu precisava disso...
Enquanto se banhava, Riven pensava em que nome daria pro bebê. Estava perto de poder descobrir o sexo, sentia-se ansiosa. A lutadora relaxou por alguns minutos antes de começar a se ensaboar, aqueles jatos fortes de água na sua coluna estavam realmente ajudando. Ao término, colocou uma roupa leve e se deitou. Havia tido um sono quebrado na noite anterior e não dormiu durante a viagem, resolveu tirar um cochilo.
Darius polia sua armadura no ateliê destinado apenas a guardar tanto suas armas e armaduras, quanto as de seu irmão mais novo. Draven estava fora realizando mais uma de suas famosas execuções, que eram apreciadas pelos noxianos como verdadeiros shows. Enquanto esfregava suavemente um pano com alguns produtos em seu machado, o lutador pensava como seria sua vida ao lado da Riven. Daria o melhor de si para ser um bom companheiro para ela, mesmo tendo que criar uma criança bastarda. Isso não lhe fazia diferença, desde que ela estivesse feliz com isso; mas, claro, queria ter um filho com ela, um legítimo noxiano puro. Assim que terminou o trabalho com sua armadura, Darius se dirigiu para seu banheiro e, no meio do caminho, encontrou seu irmão, que havia acabado de chegar.
– Draven, preciso de sua ajuda. Esteja pronto em 15 minutos, iremos sair.
– Pra quê?
– Quero comprar um presente pra Riven, me ajude a escolher.
– Riven? Por quê? Ela não foi exilada de Noxus uns anos atrás?
– Sim, mas ela está de volta e iremos nos casar.
– SÉRIO ISSO?
– Sim, algum problema?
– Não, mas o fato de ela parecer mais um homem do que uma mulher sempre me incomodou, agora eu terei a chance de consertar isso!!! Conta comigo!
Draven saiu saltitando em direção ao ateliê para guardar suas armas e se preparar para sair com seu irmão.
Passados os 15 minutos, os irmãos saíram andando pelas lojas da cidade.
– O que vai querer daqui, Darius?
– Quero levá-la para jantar de noite, vou comprar uma roupa chique para ela, aposto que ela não tem nenhuma.
– Hm.... Certo!
Draven entrou em uma das lojas que lhe agradaram e começou a olhar os vestidos. Escolheu um preto de lantejoulas que ficaria justo no corpo da lutadora, na altura do meio das coxas e um decote razoável.
– O que acha deste?
– Vai apertar a barriga dela
– Mas ela é magra, Darius
– Ela tá grávida, Draven.
– EU VOU SER TITIO? AI, QUE NOTÍCIA ÓTIMA!!!!
– Menos, Draven, menos...
O executou guardou o vestido e se empenhou em encontrar outro. Avistou um vestido verde água de renda com mangas compridas, uma faixa abaixo dos seios e a saia bem rodada, chegando ao meio das coxas.
– Vai ser esse aqui! — Draven exclamou — Vai ficar lindo!
– Tem razão, é uma peça bonita.
Depois de pagar, os dois se dirigiram para a melhor joalheria da cidade, a procura de um anel de noivado. Os olhos de Darius vasculhavam as peças do mostruário até pousarem sobre uma peça delicada.
– Pode me dizer um pouco sobre este aqui, por favor? — pediu ai vendedor apontando para o anel.
– É uma peça única, feita de ouro branco e ornamentada com um Cristal de Rubi.
– Vou levá-la.
– Pois não, senhor, custa 3000 gold.
Darius deu ao homem um saquinho contendo o valor pedido e levou o anel. Os dois conversavam no caminho de casa.
–
Então, Darius, faz quanto tempo que ela está grávida?
– Quatro meses. Faz seis meses que nos encontramos em cidades vizinhas, mas só agora eu a convenci a voltar para Noxus.
– Ah... Por que não me contou?
– Precisava?
– Eu sou seu irmão! É claro que precisava!
– Oh, desculpe, então. Hoje eu oficializarei o noivado e amanhã anunciaremos a toda Noxus o casamento.
– Estou ansioso!
– Aliás, Draven, está convidado para ser o padrinho.
– Achei que ia deixar meu brilho de fora deste grande dia! Pode apostar que estarei lá!
– Obrigado. Bom — Darius olhos para o relógio — Tenho uma reunião com Swain em meia hora, vou nessa.
Darius deixou o vestido com uma das empregadas para que o colocasse sobre a cama de Riven depois que eles tivessem saído e guardou a caixinha do anel em seu criado mudo. Vestiu uma roupa adequada e pediu para sua serviçal avisar Riven do horário.
A lutadora já estava acordada quando a empregada foi dar o recado. Escolheu uma roupa confortável e relativamente elegante, afinal, estaria cara a cara com o líder do Alto Comando. Prendeu o cabelo como de costume, mas resolveu deixá-lo solto. Enquanto se arrumava, pensava em como aquele quarto era grande e bem mobiliado, mas não transmitia a Riven o mesmo aconchego e acolhimento que a cabana em que morava com Yasuo. Sentia falta dos seus abraços, beijos, o toque dele em seu corpo, até de suas piadas. Terminou de se arrumar e saiu do quarto em direção à sala, onde Darius a aguardava. Entraram na carruagem e seguiram para a torre do Alto Comando, onde Swain os aguardava.
– Riven, após o almoço, eu marquei um horário com o melhor ginecologista e obstetra de Noxus, para você examinar e acompanhar sua gravidez, tudo bem?
– Sim. Obrigada, Darius, você tem sido muito gentil comigo e com meu bebê, mesmo não sendo seu.
– Eu quero o melhor para você, Riven, não precisa agradecer. É meu dever como marido lhe dar tudo do bom e do melhor.
Riven abaixou o rosto por um momento, queria ouvir aquelas palavras de outra pessoa, mas era impossível, no momento. Apenas quando a carruagem parou e a porta abriu é que a lutadora se deu conta que havia chegado ao destino. Um prédio enorme, cercado de seguranças que impunham medo apenas com o olhar, o Alto Comando era a casa e o escritório de Swain. Darius apenas olhou para os guardas e a passagem fora imediatamente liberada. Ao adentrar o local, a secretária pessoal do governante os guiou diretamente para sua sala. A reunião seria apenas entre os três.
– Bom dia, Darius, Riven. — cumprimentou e assentiu para o casal
– Bom dia, comandante. — Darius retribuiu
– Bom dia, comandante Swain — Riven sussurrou, mas foi o suficiente para Swain ouvir.
– Bem, minha cara, esta reunião foi marcada para que você fique ciente de sua situação aqui em Noxus. Meu intuito era que você voltasse ao exército, Demácia está aumentando o número de homens e eu temo que seja um preparo para nos invadir. Porém, eu soube que estás esperando um filho de um forasteiro ioniano. Eu poderia julgá-la e condená-la a morte apenas por isso, mas Darius me pediu para poupar-lhe a vida e conceder-lhe a permissão para se reintegrar a nossa sociedade. Como foi um pedido pessoal do meu braço direito, eu o concedi. Ele disse que assumiria sua criança e se casaria com você, você voltaria a ser bem vista pelos nossos cidadãos. Espero que você esteja pronta pra viver sempre na linha. Estarei de olho em você, ao menor deslize, você sofrerá as consequências, e elas serão as piores que você imaginar. Fui claro?
– Sim, senhor. — Riven estava apavorada, se fizesse algo que Swain não gostasse, com certeza seu filho pagaria com a vida, e ela sofreria pela perda até ter o mesmo destino.
– Está liberada, agora tenho assuntos a tratar com Darius, se puder nos dar licença.
– Claro, como desejar.
Riven se retirou e resolveu seguir pra casa andando. No meio do caminho, encontrou Katarina com um braço engessado, a barriga e parte do rosto enfaixados.
– Riven? O que faz aqui?
– Katarina, o que houve com você?
– Swain.
– Foi isso que ele te fez para você contar sobre minha gravidez?
– Sim, me desculpe por isso, Riven, mas ele me ameaçou e disse que empalharia a cabeça do Garen na praça principal se eu não contasse o que sabia sobre você.
– Que desgraçado!
– Ele descobriu meu relacionamento com Garen, e usa isso pra me chantagear e me obrigar a fazer o que ele quer.
– Sempre soube que ele não tinha escrúpulos, um homem desalmado.
– Tome cuidado redobrado com essa criança, Riven, ele vai usá-la pra te manter na palma da mão dele.
– Eu sei, mas Darius disse que cuidaria disso.
– Darius? Que que ele tem a ver com isso?
– Ah, ninguém sabe ainda. Vamos nos casar daqui duas semanas.
– QUÊ? Como assim, Riven? E o teu namorado ioniano?
– Aconteceram algumas coisas e nos separamos, daí o Darius veio com a proposta de casamento para que Swain não me condenasse a morte por traição.
– Meu Kami, e agora?
– Só me resta casar e criar meu filho até ele poder se defender sozinho pra fugirmos.
– Você sabe que o Swain vai te caçar até os confins do inferno, né?
– Sim, eu sei, mas eu não ficarei nesse lugar pro resto da vida.
– Bem, eu preciso ir agora, deixar o Talon e Cass sozinhos por muito tempo nunca dá em coisa boa. Pode ir lá quando quiser, fica no fim daquela rua — apontou com o braço que ainda estava bom — a casa do portão bege.
– Claro, depois apareço lá.
– Sempre que quiser desabafar ou conversar, me visite, a gente toma um chá e põe a fofoca em dia
– Certo, certo. Eu tô morando com o Darius, pode aparecer lá quando quiser, também.
– Não me dou bem com ele, melhor não arriscar.
– Ah, tudo bem, então. Melhoras.
– Obrigada. Até mais, Riven.
– Até.
A lutadora se despediu e continuou seguindo para a casa de Darius. Ao chegar em seu quarto, se deparou com um embrulho sobre sua cama. Analisou por alguns instantes e decidiu abrir. Ficou maravilhada com o vestido, era lindo. Imediatamente se lembrou do kimono, seu olhar perdeu o brilho e a saudade apertou seu peito. A noite do festival fora a mais linda de sua vida, quando contou sobre a gravidez para Yasuo, a reação dele à notícia, sentia falta daquele abraço cheio de amor, do cheiro único que ele tinha. Quando se deu conta, percebeu que lágrimas escorriam por suas bochechas. Deitou-se, abraçou sua barriga e se entregou ao choro.
– Meu amor.... Por que... Isso teve que... Acontecer... Por quê.... Por quê....
Riven soluçava em meio às lágrimas que jorravam de seus olhos. A dor não diminuía, a saudade dele lhe sufocava e, cada vez mais, aumentava. A lutadora permaneceu deitada, perdida no nada por todo o tempo, até uma das empregadas lhe anunciar que o almoço estava pronto. Ela se levantou e foi lavar o rosto, queria estar, ao menos, apresentável para se sentar à mesa.
Darius e Draven já estavam a postos quando ela chegou e os cumprimentou. Draven se levantou e foi abraçá-la.
– Finalmente uma presença feminina digna nesta casa, isso daqui tava muito chato.
– Er.... Obrigada, Draven.
– Gostou do vestido?
– Sim, é uma bela peça.
– Eu que escolhi, sabia que ia gostar.
– Bem, Riven, você deve estar se perguntando o porquê do presente. — Riven assentiu com a cabeça de Darius prosseugiu — Eu quero lhe convidar para jantar comigo hoje, você aceita?
– Claro. — respondeu sem ânimo algum.
A empregada terminou de servir o almoço e Riven apenas remexia a comida em seu prato, sem fome alguma. Draven não parava de falar sobre a execução que realizara algumas horas antes, se vangloriando como de costume. Darius apenas prestava atenção na lutadora, e sua falta de apetite lhe preocupava, pois a queria firme e forte para estar ao lado dele lutando o mais cedo possível.
Riven desistiu de tentar comer, pediu licença e se retirou da mesa. Foi diretamente para seu quarto e se jogou na cama, fitando o teto e pensando se aquilo estava certo. Sabia que aquela escolha lhe garantia o futuro de seu filho, mas doía tanto... Além de estar longe de Yasuo, precisava ficar sob o mesmo teto que um conterrâneo da nação que odiava, seria obrigada a fingir que estava feliz ao lado de Darius, teria que lutar outra vez por Noxus, tinha certeza que jamais conseguiria se entregar 100% a uma luta se fosse pelos interesses noxianos. Mas teria que suportar. A lutadora despertou de seus pensamentos quando Darius bateu na porta, avisando que logo seria a consulta.
Depois de pensar por uns intantes, Riven não queria sequer trocar de roupa, iria do jeito que estava para a consulta. Darius a esperava na sala e, assim que ela apreceu, sairam juntos e seguiram para o hospital andando, já que era perto da casa do noxiano.
A sala de espera estava vazia, a lutadora esperou apenas alguns minutos para ser atendida. O médico fez algumas perguntas básicas sobre como ela se sentia, se o bebê já se mexia, se incomodava, alguma dor muito forte... Depois de tudo respondido, o doutor a levou até a sala de ultrassonografia. Seria a primeira dela, estava nervosa. Bebeu bastante água e aguardou a vontade avassaladora de fazer xixi. Estava pronta.
O médico espalhou o gel em sua barriga e começou a analisar as imagens que lhe surgiu na tela. Darius estava o tempo todo ao lado dela.
– Bom, Riven, seus bebês apresentam um desenvolvimento normal.
– Oi?
– Eles estão crescendo dentro do normal.
– BebêS?
– Sim, são dois bebês. Gêmeos.
Pela primeira vez Riven sorriu verdadeiramente nesses últimos dias. Seu laço sagrado com Yasuo era duplo. Ela teria tudo o que sonhou em dobro. Em meio as lágrimas de felicidade, a lutadora se pronunciou.
– São dois! São dois, Yas.... — boa parte de sua alegria morreu ao relembrar que a mão que segurava não era dele, e sim de Darius — Me perdoe, Darius.
– Me permita comemorar também. — lançou um sorriso para ela e apertou de leve sua mão — Parabéns!
– O-obrigada...
– Gostaria de saber os sexos, Riven? — o doutor se intrometeu na conversa que sequer havia prestado atenção
– Sim, por favor.
– Temos um garoto e... Hm... Deixa eu ver... — analisava com os olhos semicerrados, como se isso melhorasse a imagem — Ah, consegui, uma garota! É um casal, Riven, meus parabéns.
Tudo que ela mais queria naquele momento era Yasuo ao seu lado ouvindo as mesmas palavras que ela ouvia, vê-lo reagir como um idiota, pulando de alegria dentro da pequena sala. Será que, um dia, ele saberia que eram dois? Ela gostaria de contar, mas ele lhe daria ouvidos? Começou a lembrar do passado dele, onde ele havia matado o irmão. Será que eles haviam conversado antes de tudo começar? Seu irmão mais novo....
–Yone... — Riven sussurrou para si mesma
– Hã? — Darius dirigiu a ela sua atenção até então presa ao monitor.
– Nada.
Estava decidida, seu filho se chamaria Yone. Mas e a garotinha? Bom, ainda tinha cinco meses para pensar.
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