Wind Broken Wings
13 Ventos Inconsequentes
Notas iniciais
A noite havia chegado, Riven se arrumava para jantar com Darius. Enquanto se olhava no espelho, a garota se perguntava o motivo do presente, era apenas um jantar, então, pra que roupa nova? Escutou algumas batidas na porta, seguidas da voz grave de Darius.
– Está pronta, Riven?
– Sim, já vou.
– Estarei te esperando no hall.
Quando desceu, Riven se deparou com uma cena que jamais imaginaria: Darius estava de roupa social, sentado calmamente esperando-a, com um semblante sereno e, atreveu-se a pensar, feliz. O grande general, mais famoso de Noxus e mais temido pelas outras nações, parecia um homem comum. Ao notar a presença da garota, ele sorriu, se levantou e estendeu a mão.
– Você está linda, Riven — tomou a mão dela e depositou um beijo no dorso — Vamos?
–S-sim... — além de parecer um cavalheiro, estava agindo como um.
Adentraram a carruagem e seguiram em direção ao restaurante.
– Riven.
– Sim?
– Já escolheu os nomes dos seus... nossos filhos?
– Er... — Riven fora pega de surpresa — Apenas... De um.
– E qual será?
– O garotinho vai se chamar Yone.
– Posso escolher o outro nome, então? Se você gostar, claro.
Riven ponderou por alguns segundos. Um cara que não tinha nada a ver com sua família escolheria o nome de um de seus filhos. Yasuo não daria seu consentimento. Era doloroso.
– Tudo bem, mas só se eu gostar.
– Feito — Darius sorriu, queria participar da vida dos dois como se fossem seus.
Após sentir a carruagem parar, ambos concluíram que haviam atingido seu destino. Após o cocheiro abrir a porta, Darius saiu primeiro para dar apoio para Riven descer. Adentraram o recinto e logo foram direcionados para a mesa reservada, a melhor do ambiente, localizada perto de uma fonte esplendorosa, cheia de carpas coloridas e outros pequenos peixes decorativos. A mesa fora cuidadosamente preparada para o general, decorada com lírios brancos no centro e margaridas nas paredes ao redor. Depois de devidamente acomodados, a própria dona do restaurante fora recepcioná-los.
– Seja bem-vindo, general, ao meu humilde estabelecimento. — fez uma reverência perante o casal e lançou um olhar cheio de malícia e sedução ocultos para Darius — Espero que sua estadia seja proveitosa e memorável.
– LeBlanc, você sabe que não precisa disso tudo. Estamos bem, obrigado.
– Ah, general, não é sempre que tenho o prazer de receber-lhe aqui, portanto, quero oferecer ao casal o melhor que temos.
– Que seja. Traga-me uma garrafa da sua melhor safra de vinho. Hoje é uma noite para comemorar!
– Como desejar, general.
O resto fora feito pelos garçons do local. Riven assistiu a conversa calada, odiava a personalidade sonsa e ardilosa de LeBlanc, uma cobra pronta pra dar o bote a qualquer instante. Sentia-se deslocada naquele local, nunca gostou ou viveu no luxo; sentia que a cabana de Yasuo era milhares de vezes mais aconchegante do que a modernidade requintada que a cercava.
– Riven, escolha o que quiser do cardápio, afinal, você deve estar desejando algo.
– Na verdade, não...
– Se estiver, me diga, não quero filho com cara de comida!
O comentário limitou Riven apenas a repuxar os cantos dos lábios enquanto lia o cardápio. Seus olhos imediatamente pararam ao ler " lagosta com caviar", juntamente com o manifesto de seu estômago e o salivar em sua boca, Riven se decidiu o que pedir. Decidiu olhar os preços e percebeu como LeBlanc conseguira deixar seu restaurante tão elegante. Feitos os pedidos, restava esperar enquanto apreciavam as entradas e o vinho.
– Riven, eu lhe trouxe aqui hoje por um motivo especial.
– Qual seria? — disse antes de colocar um pedaço de torrada com molho de berinjela na boca
– Eu gostaria de... — puxou a caixinha de bolso — ...Oficializar nosso noivado — abriu-a e deixou o anel a mostra.
Riven engasgou ao olhar para o anel.
– Riven, você tá bem?
– Sim *cof*, eu apenas *cof* *cof* me assustei. — analisou o anel com cuidado — É lindo, Darius.
O general estendeu a mão e Riven colocou a sua por cima, deixando-o colocar a jóia em seu anelar direito. Ao fim do processo, continuou olhando a peça hipnotizada pelo rubro de seu cristal de rubi.
– Sabia que ficaria perfeita, combina com seus olhos.
– Obrigada.
– Amanhã eu irei anunciar para Noxus nosso noivado.
Riven abaixou os olhos, ficou imaginando o quanto essa notícia se espalharia, afinal, o maior general de Noxus se casaria, todas as cidades vizinhas tomariam conhecimento, talvez toda Valoran saberia. Temia que Yasuo descobrisse e viesse atrás dela. O que faria, caso acontecesse?
Enquanto mergulhava ainda mais em seus tortuosos pensamentos, o garçom servia os pratos. Riven começou a comer em um movimento automático e sem qualquer entusiasmo, mesmo que a comida estivesse infinitamente saborosa. Darius resolveu respeitar o silêncio da lutadora e deu início à sua refeição. O jantar seguiu silencioso, exceto por algumas tentativas do general de puxar assunto, findados em seguida pela lutadora.
Após a refeição, o casal retornou para casa para descansar, pois no dia seguinte se inciariam os preparativos para o casamento. Riven trocou de roupa e se jogou sobre sua cama, imaginando como seria a cerimônia. Tentou se imaginar em um vestido de noiva. Uma careta seguida de uma gargalhada foram o resultado. Começou a imaginar Yasuo de terno, com o cabelo arrumado e alinhado. Seria mais bonito solto ou amarrado? Aquele corpo magnífico escondido por um blazer, ou um fraque seria mais elegante? Seus pensamentos estavam fazendo seu corpo reagir, um calor repentino lhe dominou e a garota se abraçou; um suspiro escapou de seus lábios entreabertos enquanto suas mãos circundavam o pescoço e desciam pelo colo, arranhando-o. A saudade dele estava lhe corroendo a sanidade. A excitação que lhe tomara ao imaginá-lo trajado elegantemente a fazia implorar ainda mais pela sua presença, arrancando-lhe as vestes, tocando seu corpo atracado à ela como se fosse perdê-la a qualquer instante. A lutadora acariciava os próprios braços, subindo para os ombros e descendo aos cotovelos, desenhando o percurso de suas unhas com força em sua pele alva. Por mais estranho que fosse, a dor lhe excitava ainda mais. Seu corpo e mente suplicavam pelo espadachim, para que ele a possuísse como só ele sabia fazer.
Depois de tanta tortura mental, Riven decidiu dar uma volta pelo jardim, para se acalmar. Andou pelo gramado descalça, refrescando-se no chão úmido e gelado. Não demorou muito para que deitasse e sentisse o alívio percorrer todo seu corpo. As lembranças de Yasuo a machucavam cada vez mais, principalmente quando a carência lhe acometia. O céu noturno compadeceu-se de sua tristeza e escondeu todas as estrelas e a Lua com densas nuvens escuras. O vento soprava frio e seco, cortando a pele por fora como suas emoções a dilaceravam por dentro.
Riven decidiu entrar depois de ter calafrios. No caminho para o quarto, deparou-se com o bar que Darius ostentava como hobby. Estava cheio whiskys, licores, vodcas, vinhos dos mais variados tipos, anos e sabores. A lutadora encarou uma garrafa de Jack Daniel's Sinatra Select, uma iguaria cultivada por 21 anos. Como se a bebida lhe chamasse, Riven a deslacrou e serviu uma dose e tomou um gole. O líquido desceu suave pela garganta, uma qualidade ímpar de poucas bebidas. Tomou mais dois goles e voltou a pensar em Yasuo. Pegou a garrafa e voltou para o jardim e sentou-se na cadeira de balanço. Encheu o copo até a metade desta vez e virou. As lágrimas começavam a se formar em seus olhos, a vontade era de correr loucamente até encontrá-lo, se jogar em seus braços e beijá-lo até dar câimbra no maxilar. Mal dois minutos se passaram e a lutadora virou outro copo. Sentia-se quebrada, como sua espada. Mais três copos se foram e um terço da garrafa havia sido consumido.
A lutadora chorava baixo enquanto alisava seu ventre, procurando forças para continuar em seus dois pequenos. Riven desistira do copo e bebia diretamente do gargalo. Enquanto fitava o céu, se questionava o que Yasuo estaria fazendo essa hora. Era a primeira vez que bebia pra lidar com os problemas; sempre fora uma mulher forte, nunca dependeu de ninguém depois da morte precoce de sua mãe, e agora estava entregue ao álcool para diminuir a dor. Meia garrafa havia ido embora, Riven já sentia a tontura lhe atordoando. Lembrou-se imagem de Yasuo de terno, das noites furiosas entregue à luxúria e ao prazer junto à ele, uma onda de calor lhe fez suspirar, a excitação estava de volta, ou sequer fora embora. A lutadora acariciava seus braços, subindo para o ombro e depois descendo pelo colo. Volta e meia, seus dedos escorregavam por sobre os mamilos, que se manifestaram por baixo da camisola de seda. Apertou as pernas, uma contra a outra ao sentir uma contração involuntária de seu clitóris, lhe provocando ainda mais. Em meio aos toques, goles e mais goles do whisky eram ingeridos. Sua excitação apenas aumentava, e os toques pelo corpo se tornavam mais intensos.
Darius estava entediado em seu quarto, decidiu por ir à cozinha procurar algo para comer. Pensava se Riven estaria bem e no quanto ela estava sofrendo com tudo isso, era quase palpável. Ao passar perto da porta da sala, ouviu um suspiro pesado e saiu para averiguar. Deparou-se com algo bem inesperado: Riven sentada, se abraçando e uma garrafa quase vazia de whisky ao seu lado.
– Riven, tá tudo bem? — perguntou surpreso.
A lutadora abriu os olhos e o fitou por alguns segundos. A dor e o desejo estavam lhe sufocando, não estava nem aí para nada, só queria se livrar daquilo. Levantou-se rapidamente, enlaçou o general pelo pescoço e começou a beijá-lo vorazmente. Darius se encontrava completamente estagnado, devido à surpresa, porém, tratou de corresponder aos anseios da garota em seus braços. Puxou o corpo da lutadora para mais perto de si, segurava seus cabelos com uma mão enquanto alisava as costas com a outra, sempre mantendo-a próxima de seu corpo. Quando se separaram pela falta de ar, Darius a pegou no colo para levá-la até o quarto, afinal, ela precisava descansar.
Deixou-a na cama e virou-se para ir para seus aposentos, porém, Riven segurou seu braço, se sentou e o puxou para que sentasse com ela. A lutadora se sentou-se em seu colo, de frente para ele, e tornou a beijá-lo. Darius realmente não estava entendendo, o que tinha acontecido com ela depois do jantar? A lutadora o empurrava levemente para que se deitasse, enquanto pegava as mãos do general e direcionava para suas vestes, induzindo-o a tirá-las.
Darius relutava, sabia que Riven não o amava, mas... Era difícil resistir. O general sempre a admirava quando a via lutando nas batalhas. Seus movimentos eram, no mínimo, encantadores e sensuais, mas vigorosos e devastadores. Ele via graça e força nela, misturados harmonicamente e na dose ideal. Por mais sério e devotado que fosse à guerra, por mais que amasse o som de seu machado partindo ossos, sempre tivera tempo para observá-la e amá-la em segredo. Sentia a urgência nos beijos dela, implorando por amor e carinho, correspondia-os como podia, mas parecia não ser o suficiente para ela.
Riven o beijava, implorava para que se livrasse da roupa que a prendia, não se importaria se elas se rasgassem, só queria tirá-las. Livrou-se da blusa, aumentou a intensidade dos beijos enquanto rebolava no colo de Darius, fazendo-o enlouquecer. O general estava a ponto de ignorar seus questionamentos e se render ao desejo de possuí-la como sempre sonhou. A excitação que percorria seu corpanzil o torturava, até que resolveu saciar seus anseios, independente das consequências. Jogou a garota na cama, arrancou o que restava de suas roupas e desceu os beijos para os seios e pela barriga, dando mordidas nas coxas da lutadora. Ao retirar suas roupas, Darius prendeu os pulsos dela na cama com uma mão enquanto segurava sua cintura com a outra e a penetrava com certa violência. Riven sentia um pouco de dor, afinal, Darius era bem maior que Yasuo, mas a garota bloqueava pensamentos que envolviam o amor de sua vida, sua vontade no momento era apenas chegar ao ápice.
As pernas de Riven eram abertas com força pelas mãos grandes e fortes do general, cujos apertos deixariam marcas roxas, mas isso era o de menos. A urgência e velocidade das investidas deixavam claro o quanto Darius a desejava, o quanto estava se deleitando com o momento. Os gemidos da lutadora o deixavam ainda mais insano, intensificando ainda mais as estocadas, o que já fazia a cama arrastar sutilmente pelo chão, produzindo baixos ruídos. Darius sentia que estava perto do orgasmo, e pelos quase gritos, Riven também. Prendeu os braços dela no colchão com as duas mãos, apoiando-se e a mantendo presa sob ele enquanto libertava a fera indomável que lhe implorava para sair. Ambos chegaram ao clímax da relação, Darius se deitou ao lado da garota e tentou normalizar os suspiros altos e pesados que o prazer lhe proporcionara. Abraçou-a e os dois caíram no sono.
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