Wind Broken Wings

14 Ventos Arrasados


Notas iniciais
Quase que eu não aparecia hoje, né? Tive uma pequena batida de carro, e como foi a primeira, eu tava super perdida sobre como proceder, mas deu turo certo e os prejuízos foram apenas materiais e baratos :x Ok, ninguém quer saber dos meus problemas usausaushuahs Aqui vai ele o/

Yasuo fitava o horizonte se movendo lentamente, já fazia 3 dias que estava viajando para os arredores de Noxus. Mais algumas horas e chegaria ao seu destino. A saudade lhe matava aos poucos; os abraços, beijos, carinhos, risadas, amassos lhe faziam mais falta do que imaginaria, mas a pior parte era não estar ao lado dela durante a gestação. Queria encontrá-la o mais rápido possível, queria estar ao lado dela no parto, queria olhar pra ela enquanto segurava seu bebê pela primeira vez, dividir as lágrimas de alegria com ela. Pensar nisso lhe apertava ainda mais o peito e aumentava sua determinação para encontrá-la.


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Riven sentia a cabeça pesada como chumbo, não se lembrava da última vez que havia sentido dor tão grande. Abriu os olhos lentamente e, ao olhar para o espelho em sua frente, notou que estava nua. A vergonha lhe dominava enquanto se lembrava dos acontecimentos da noite anterior. As lágrimas corriam soltas pelo rosto da garota, sentia-se péssima, suja, havia se entregado para outro homem e, pior, antes de se casar com ele. Uma dor forte acometeu seu ventre e a lutadora urrou. Sua musculatura corporal se contraiu violentamente e assim se manteve por longos 40 segundos ininterruptos de dor. Darius surgiu rapidamente na porta.

– Riven! O que houve?

– Eu... AAAHHH... — a garota não conseguia responder.

– Meu Deus, Riven, você tá sangrando! — constatou ao notar a mancha vermelha no lençol — Venha, vamos para o hospital.

Darius vestiu apenas uma camisola nela e correu para o setor de emergência. Riven fora internada rapidamente e encaminhada para a ultrassonografia. Depois de finalizado o exame, a lutadora dormia enquanto seu estado era monitorado por duas enfermeiras.

– Então, general, pelo que pude observar, os bebês estão bem. O sangramento foi ocasionado pelo consumo excessivo de álcool somado a uma relação sexual violenta demais. Eu aconselho que tome mais cuidado, pois se a gravidez dela passar por mais um ou dois estresses desse nível, ela pode sofrer um aborto.

– Certo.

– Não a deixe beber mais nada, existem grandes riscos de os bebês nascerem com alguma deficiência física ou mental, além do risco de parto prematuro.

– Eu conversarei com ela.

– Eu vou deixá-la em observação por 24h, se o sangramento não reincidir, ela poderá voltar pra casa amanhã.

– Obrigado, doutor.

Darius se dirigiu à sala de observação e se sentou ao lado de Riven, assistindo-a dormir.


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Yasuo se espreguiçou ao notar que a caravana havia parado, tinha chegado onde queria, agora só lhe restava reunir informações. Já era por voltado meio dia, o lutador resolveu comer alguma coisa antes de começar sua busca. Andou um pouco até encontrar uma lanchonete em conta, fez seu pedido e aguardou. Pensava em como conseguiria as pistas que precisava. Comeu rapidamente e iniciou sua busca.

Já era noite quando parou para respirar um pouco. Lembrou-se de um bar que viu no caminho e resolveu deixar pro dia seguinte. Pediu uma generosa dose do seu sakê favorito e se sentou. Uma dama com longas ondas vermelhas e um olhar extremamente sedutor o olhava como se quisesse devorá-lo apenas com isso. A ruiva aproximou-se lentamente, arrancando suspiros e cantadas de cada mesa pela qual passava. Sentou-se ao lado dele enquanto se deleitava de seu drinque, criado pelo dono do recinto especialmente para ela, a mais famosa pirata de Bilgewater.

– Esses homens são mesmo todos iguais.... Não podem ver uma mulher com classe que já querem nos agarrar como se fôssemos carne fresca.

– Permita-me discordar, mas só os que você conhece são assim.

– Olha essa boca, garoto...

Yasuo apenas riu de canto com a provocação dela, continuou tomando sua bebida calmamente.

– Você tem cara de mau... Eu gosto disso. Como se chama?

– Acho que você não sabe avaliar a personalidade dos outros só de olhá-los.

– Já que é assim, me apresento primeiro. Sou Mi...

– SARAH — uma jovem loira acenava da entrada do bar.

Miss a metralhou com o olhar enquanto a espontânea garota corria em sua direção.

– Que saudades de você — a apertava com força num abraço.

– Janna, sua doida, se acalma!

– Poxa, Sarah, faz tempo que saímos juntas!

– Já disse pra não me chamar pelo nome em público!

– Desculpa...

Yasuo ria enquanto assistia as duas discutirem ao seu lado. Janna percebeu que ele as olhava

– Que que você tá olhando, seu tarado?

– Hã? — Yasuo a olhava sem entender o motivo da denominação.

– Eu tava conversando com ele, Janna.

– Ah, é amigo seu, então? — virou-se para ele — Sou Janna, me desculpe.

– Tudo bem... Como você tinha perguntado, Sarah– fez questão de frisar — Sou Yasuo.

– Nome diferente — comentou Janna. "Olhando direito, é até gatinho...".

– Então, Janna, alguma novidade?

– Dele, não, mas tá rolando a maior fofoca por toda a cidade.

– Qual é?

– O maior general de Noxus vai se casar daqui duas semanas.

– Sério, Janna? Quem é a masoquista?

– Por que masoquista?

– Já viu o tamanho daquele homem? Que tipo de mulher aguenta ele?

– AHAHAHAHAHAHAHA, É VERDADE!

– Não grita, sua doida, já falei! — Miss começava a perder a paciência com a amiga avoada — Sabe com é que ele vai casar?

– Uma dose dupla do seu melhor drinque — disse ao barman e voltou a falar com a amiga — Se eu ouvi bem, parece que a noiva dele se chama Riven, algo assim.

Assim que o nome fora pronunciado, Janna ouviu o som de vidro se quebrando. Olhou para Yasuo e viu a mão dele sangrando enquanto olhava estático para a garota.

– Onde ouviu isso? — agarrou-a pelos braços — Isso é verdade?

– Ai, para de apertar, tá doendo! — se debatia tentando se livrar dele. — Sim, toda a cidade está falando nesse casamento.

Miss os separou e amparou a amiga, secando o sangue dele que escorria pelo braço dela. Yasuo não conseguia acreditar no que acabara de ouvir. Riven só podia estar em Noxus. O lutador não sabia o que fazer, estava em estado de choque com a notícia. Tudo o que ouvira dela era mentira? Tudo o que viveram era uma mentira? Era difícil de acreditar. As duas olhavam para ele confusas, ele havia começado a chorar. Janna logo se pronunciou, na tentativa de ajudá-lo.

– Ei, o que houve? — ele permaneceu em silêncio — Vem, vamos lavar esses ferimentos.

Janna o puxou para o único banheiro daquele lugar e lavou a mão dele com sabão e puxava os cacos de vidro que ficaram presos com uma pinça que trazia na bolsa. Ele sequer se mexia. Ao término, a loira rasgou um pedaço de sua saia e enrolou na mão dele, como uma atadura.

– Pronto, assim está bem melhor — ela olhou para o próprio feito.

– Obrigado — sussurrou baixo

Ao voltar para a mesa, parou no balcão e pediu logo a garrafa inteira de sakê ao barman, pagou por ela e começou a bebê-la rapidamente pelo gargalo. As duas olhavam surpresas, ele havia mudado completamente após ouvir a conversa delas.

– Yasuo, o que aconteceu? — Janna tentava tirar algo dele

– A... A mulher que eu amo... Vai... Se casar...

– Ah, é a tal de Riven? — Yasuo assentiu com a cabeça — Eu sinto muito...

– Janna — Miss interrompeu a conversa — Precisamos ir.

– Sah, pode ir na frente.

– Tá, faça o que quiser, sabe onde me encontrar depois.

Janna pegou o copo do drinque vazio e acompanhou Yasuo na bebida. A garrafa estava vazia e os dois resolveram sair do bar. Janna os guiou com o que restava de sua consciência até um descampado que ela adorava, o topo de um monte de onde dava pra ver um pouquinho de Noxus e as cidades mais próximas, uma bela vista. A noite estava estrelada e sem nuvens. Os dois já estavam mais à vontade um com o outro e conversavam como se fossem amigos de longa data. Vê-lo chorar estava partindo o coração de Janna, a maga estava sensibilizada com a situação dele. Quanto mais ele falava do passado com Riven, mais ela chorava junto com ele e mais raiva sentia da lutadora por tê-lo abandonado. A loira o abraçou e começou a afagar o longo cabelo solto dele.

Yasuo estava devastado, não sabia o que sentir ou pensar a respeito de Riven. Para sua sorte, alguém estava junto dele para amparar-lhe, pelo menos um pouco. Ele a olhou profundamente, queria agradecer pela ajuda. Janna começou a se envergonhar e desviou o os olhos para a boca do lutador. Sentiu uma vontade incontrolável de beijá-lo e assim o fez. Yasuo estava surpreso, mas quase dois meses longe de Riven somados à garrafa de sakê o fizeram retribuir vorazmente aos beijos da maga. Ele não havia percebido antes, mas agora que a tocava, notou que o corpo da loira era definido, os seios fartos e as curvas acentuadas da cintura o faziam se lembrar de sua amada, o que aumentava sua vontade de possuir a garota. Mas não era como antes, ele estava possesso de raiva, ela havia fugido sem dar qualquer satisfação, estava noiva de outro homem, levou seu filho para longe dele, o privou de acompanhar o crescimento do pequeno ser que havia gerado com ela. Ele agarrava o corpo de Janna com violência, não queria amá-la, não queria ser gentil, queria apenas... Fodê-la.

Janna sentia a urgência e o ódio que Yasuo sentia, queria ser capaz de aliviar os sentimentos dolorosos dele. Talvez por estar alcoolizada era fácil de aceitar que havia se apaixonado por ele só de olhá-lo ao lado da amiga. Agradeceu aos céus pela beleza que tinha, afinal, isso ajudou-a a seduzi-lo. Não sabia ao certo se estava fazendo isso por capricho, mas a vontade que tinha era de se entregar completamente ao homem que acabara de conhecer. Yasuo arrancou as roupas da garota sem qualquer pudor e atracou-se aos seios da maga que gemia baixo a cada toque. Não tardou para tirar suas roupas e a invadir com toda a força e vontade que possuía. O vento gélido da madrugada sequer era notado, o atrito constante entre os corpos os fazia suar de tão intenso.

Nenhum homem havia dado tanto prazer à Janna como agora, as estocadas eram fortes e deliciosas, ele conseguia estimular cada milímetro de seu corpo. Janna estava "de quatro" enquanto Yasuo puxava seus cabelos e a segurava sua cintura com vigor. Conforme a sensação do orgasmo se aproximava, o lutador investia mais intensamente contra o corpo franzino da garota, que gemia alto e se contraía com espasmos de prazer lhe percorrendo a espinha. A maga logo alcançou seu clímax, porém, Yasuo não, se sentia um pouco dormente pela quantidade de álcool que ingeriu, então, continuou com a brincadeira. Os dois protagonizaram quase todo o kama sutra até o moreno estar realmente perto de se saciar. O lutador gemia alto, até que, com um sussurro, alcançou o tão almejado ápice.

– Riven...

Notas finais
Desculpem-me pelo capítulo curtinho, mas foi bem badalado pra compensar. Espero que o rumo da fic esteja agradando vocês, gostaria que comentassem a respeito disso. Beijoaninhas, pessoal, até semana que vem!