Notas iniciais
Olá pessoal! Esta é a primeira fanfic que publico, então, vai ter alguns erros, pretendo melhorar isso o mais rápido possível e conto com a ajuda de vocês para isso. Espero de coração que gostem, que comentem, deem opinião, metam o dedo, reclamem, elogiem... Sem mais delongas, aproveitem! XD

O vento soprava como de costume, fazendo a densa floresta de bambus dançar sutilmente; os raios do sol que acabara de acordar começavam a iluminar a palha que compunha o teto de uma simples cabana que ali jazia, ao lado de um lago. O sol parecia fazer de propósito: os raios refletiam na água do lago exatamente na direção da cabana, avisando ao morador que mais um dia havia se inciado. Com um bocejo e algumas piscadas para se acostumar à claridade, Yasuo se levantava, pensando no que faria para conseguir alguma outra pista de quem, intecionalmente ou não, havia arruinado sua dignidade e honra. Aquele dia jamais sairia de suas lembranças, e os sentimentos, de seu coração.

Enquanto se preparava para seu retiro matinal, Yasuo se lembrava de sua batalha com seu irmão. Suas últimas palavras eram a única pista que tinha: "O ancião foi morto por uma técnica do vento. Quem mais poderia ser?". Adentrou a floresta, escolheu um lugar alto e sentou-se para meditar. Ah, como a brisa daquele local era agradável! Após uma hora muito bem aproveitada, seguiu com seu treinamento de rotina, aperfeiçoando suas habilidades com os ventos. Cortes e mais cortes e tudo que se podia ver era um vulto seguido por um rastro de caules fatiados. Estava ficando cada vez mais ágil e com seu controle mais refinado. Sentado sobre a grama, o espachim se lembrava de seus dias de glória na escola de Ionia, onde todos o olhavam com admiração, até acreditavam que ele poderia se tornar um herói. "Pfff, herói" pensou revirando os olhos.

De volta à cabana, pegou sua vara de pescar e se dirigiu ao lago. Revirou a terra em busca da vítima que traria seu almoço, colocou-a no anzol e respirou fundo, torcendo para que não demorasse muito. Passaram-se dez... vinte... trinta minutos e nem sinal de um peixe. Os roncos em seu estômago o fazia encarar a água com uma expressão hilária.

– Nami, abençoada deusa das águas, eu tô com fome, facilita aí — e continuava na mesma. — Cara, eu tô falando sozinho ........ Fome maldita!

Como se Nami pudesse ouví-lo, um peixe mordeu a isca e acabou fisgado. "Obrigado, Nami!!!!!" pensou enquanto saltitava alegremente para sua cabana ao ver o tamanho do peixe que conseguira.

– Assado definitivamente é o melhor jeito de fazê-lo — falava ao saborear seu almoço.

A tarde seria preenchida por mais um pouco de treino, mas um treino diferente, na companhia de sua única amiga: sua flauta. Sob a sombra de uma macieira que beirava o lago, Yasuo se encostava no tronco e tocava. Eram horas a fio soprando o instrumento, lembrava de sua infância, junto de seu irmão. Ah, a nostalgia que torturava sua mente. Apesar de seguir o código de honra com o qual fora educado, a ausência de Yone deixara um vazio em sua vida. Desde pequeno, em tudo que fazia, Yasuo sempre se destacava mais o que o irmão, sempre fora o bajulado, o prestigiado, o prodígio. Yone não o invejava, pelo contrário, sempre se orgulhava de suas conquistas. Yasuo nunca deixou que seus êxitos nublassem os do irmão, sempre mencionando-os quando os seus eram citados. Eram grandes parceiros em tudo que faziam, sempre se ajudando, sempre se apoiando.

O estrondo vindo de dentro do bambuzal arrancou o espadachim de seus devaneios. Correu de volta para sua cabana, deixando sua flauta e munindo-se com sua espada, saindo em disparada para o local de onde o barulho aparentava ter vindo. Movendo-se no mais sutil silêncio, Yasuo manteve um distância segura das presenças que sentia. Posicionou-se por entre os bambus, de modo que não fosse visto, e muito menos sua presença notada. Tudo o que podia ver eram em torno de 15 homens atacando uma garota sem intervalos, enquanto ela se defendia ou esquivava. A capacidade dela deixou Yasuo perplexo e imóvel, apenas assistindo a cena. Quando aquela luta injusta pareceu chegar a um fim, todos os homens encontravam-se caídos no chão, e a garota de joelhos prestes a se entregar à exaustão. Tudo que teve tempo de fazer foi pousar a arma que empunhava ao seu lado e tombar, desmaiada.

Os que conseguiam se mover, carregavam os incapazes e todos saíram dali, crentes de que a garota havia sido derrotada. Quando todos deixaram o local, Yasuo se aproximou calmamente da garota desmaiada, na tentativa de tentar reconhecê-la. Aqueles cabelos prateados lhe pareciam familiares, tanto quanto a espada, ou o que sobrou dela, que estava ao lado da jovem. Não pensou duas vezes e decidiu levá-la para seu aposento. Ela se encontrava com ferimentos sérios, mas não letais.

Depois de deitá-la em sua cama, pegou tudo que seria necessário para esterilizar e fechar os ferimentos da Bela Adormecida. Quando terminou, notou a expressão dela mais relaxada, e deixou-a descansando. Aproveitou o tempo livre para colher algumas frutas e ferver um pouco da água do lago para que ela bebesse ao acordar. Deixou tudo preparado em cima da bancada improvisada, pegou sua espada e saiu para caçar. Um preá selvagem seria o bastante para o jantar de ambos.

A noite começava a cair, as estrelas começavam a se mostrar, em sua mais pura graça e brilho, afinal, aquela era uma noite sem lua. Devidamente tratado, os espetinhos de carne estavam prontinhos para ir ao fogo. Enquanto os assava cuidadosamente, Yasuo tentava pensar num motivo para atacar tão injustamente uma garota como ela. O que ela teria feito de errado?

Notas finais
Aguardo ansiosa pelo retorno de vocês sobre o que acharam. :D