Notas iniciais
Aqui estou eu novamente! Pretendo manter o intervalo de uma semana entre os capítulos, acho que está bom para mim. Aproveitem a história e deixem suas opiniões nos comentários :D P.S.: As partes em itálico são pensamento das personagens.

Abrir os olhos era uma tarefa árdua, o conforto daquela cama parecia o charme da Ahri, convidando-lhe a ignorar qualquer obrigação e se entregar à maciez do colchão. Não apenas o conforto, mas a dor que dominava seu corpo tinha uma contribuição significativa nessa preguiça. A garota não se recordava de seu quarto ser tão aconchegante, afinal, a cada noite estava em um local diferente, era uma nômade. Ao prestar mais atenção, aquele local era completamente desconhecido. "Como diabos eu vim parar aqui?" e, tentando se levantar, sentiu uma enorme pontada na cabeça. As lembranças da batalha vivida começaram a vir a tona. Recordava-se da árdua luta contra 15 espadachins, muito bem disfarçados e talentosos, que lhe esgotaram as forças.

– Essas dores me lembram as batalhas em Ionia... — mexia seus ombros, verificando se estavam no lugar.

Apesar de sentir uma leve dificuldade, levantou-se para explorar a pequena cabana por completo. Andava de um lado para outro, olhava nos cantinhos, mexia em tudo que lhe pudesse ser fonte de informação.

– Seja quem for que mora aqui, essa pessoa não gosta de recordações. — por fim, desistiu e resolveu procurar as respostas do lado de fora.

A clareira da fogueira semicerrou seus olhos vermelhos, mas logo se acostumou e parou para observar ao redor. Um pouco mais distante, em frente a um lago, estava a silhueta de um homem. "Terá sido ele que me trouxe até aqui?" pensava enquanto caminhava em direção à silhueta desconhecida. " O que raios esse homem faz aqui, no meio do nada? E, ainda por cima, salvando uma completa desconhecida?".

O som dos passos na grama fez Yasuo concluir que sua visita estava de pé.

– Como se sente, senhorita? — perguntou sem desviar o olhar das estrelas.

– Um pouco de dor aqui e ali, mas nada que possa me derrubar sobre uma cama de novo — respondeu rispidamente, digno do orgulho noxiano.

– Isso é ótimo. — apontou para a grama — Sente-se.

– Por que você me ajudou? Eu não me lembro de pedir por ajuda. — continuava de pé.

– Se prefere não se sentar, fique a vontade.

– Eu te fiz uma pergunta! Me responda agor.... — e fora interrompida pelo ronco vindo de seu estômago, o que a fez corar imediatamente.

– Oh, perdoe meus modos, tem comida pronta pra você sobre a bancada na cabana.

Saiu correndo como se não houvesse amanhã, pegou tudo que estava sobre a bancada e levou para o local onde Yasuo estava.

– Ahn... Er... — balbuciava enquanto se sentava e provava seu jantar — ISSO TÁ UMA DELÍCIA!

– Fico feliz que seja do seu agrado.

– Agora me responde, por que me ajudou? — olhava fixamente para o rosto do homem ao seu lado. "Esse cabelo... Acho que já vi em algum lugar"

– Bom, eu apenas... Apenas... — Yasuo finalmente encarava a jovem — ... Eu... — "Que belos olhos escarlate!"– Como se.... Chama?

– Não responda uma pergunta com outra pergunta! — fez um bico de emburrada e cruzou os braços — Sou Riven.

–Riven... — Yasuo se perdera completamente no brilho daqueles belos olhos — Eu... Sou... Yasuo.

– Por que você tá falando assim? — Riven segurou o rosto dele com as mãos, olhando-o de ângulos diferentes, depois aproximando e olhando em seus olhos — Tá com lag?

Yasuo ruborizou imediatamente. Os fios esbranquiçados, soltos, emolduravam seu rosto angelical, marcado pela luta, dando aos seus olhos vermelhos um tom de seriedade e mistério. Nunca havia testemunhado beleza tão simples, mas tão concreta. Sempre viveu para lutar, gastou anos e anos de sua vida atrás do assassino que desgraçou sua honra, nunca havia sentido interesse por algo que estivesse fora desse campo. Mas, então, que sensação esquisita era essa que Riven estava causando nele? A proximidade de suas faces o deixava... nervoso.

– Eu... — soltou-se e desviou o olhar — Eu estou bem, não é nada.

– Hnf. — bufou a lutadora. — Ainda acho que ele tá com lag. — falou baixo, para si mesma, levantando-se.

– Onde vai?

– Arrumar minhas coisas e dar o fora daqui, ué.

– Então pretende sair no meio da noite, toda machucada, e arriscar a sorte no meio de uma floresta?

– Eu não sou feita de açúcar e sei me cuidar muito bem!

– Eu vi hoje mais cedo — falou Yasuo rindo.

– Escuta aqui, seu... seu... Grrrrr — deu de costas e marchou em direção a cabana.

Yasuo a seguiu, sabia que, por mais forte que fosse, ela não estava em condições de sair daquele lugar hoje. Adentrou a cabana e ficou na porta, obstruindo a passagem.

– Sai da frente!

– Riven, seja racional, você não sabe o que pode encontrar no caminho e não está em condições de lutar.

– Eu já disse que estou bem, "papai" — debochou com uma voz claramente irônica — Aliás, por que está tão preocupado comigo? Sou só uma desconhecida.

– Fique só por esta noite, descanse e amanhã você parte de volta pro seu rumo- "Ai ai, que menina mais cabeça dura..."

– Eu não vou fic... AIIIIII! — uma das contusões que sofrera resolveu lembrá-la que ainda estava ali — Tá bom! Você venceu, eu fico.

– Boa menina, agora me dê esse guarda-roupas que você chama de espada, vou guardá-la.

Riven se sentou na cama, massageando o local da dor. Yasuo pegou um pequeno pote em sua estante e seguiu em direção a garota.

– Vire-se de costas para mim.

– O que você vai fazer? — olhava desconfiada.

– Envenenar você — vendo a cara de confusa dela, não se segurou e começou a rir — Esta é uma pomada especial, vai aliviar a dor.

– Engraçadinho - "Se achando o último Shaco da floresta... Imbecil!"

E não é que a pomada era milagrosa mesmo? Riven já sentia a dor diminuir enquanto Yasuo massageava seu ombro direito com a dita cuja.

– Pronto, cubra-se e manter o local da massagem aquecido, em meia hora a dor terá desaparecido.

– Hm... Obrigada. — Riven odiava dever favores, mas estava incapaz de seguir em frente com tantos machucados.

– Tente descansar agora. Se precisar de mim, basta chamar.

– Não vou precisar, hnf! — virou-se e tentou dormir.

Yasuo saiu da cabana e a deixou descansar. A noite estava abafada, o vento resolvera tirar uma folguinha. O espadachim fitava o lago e não pode se conter, o calor estava incomodando e a água parecia que o estava convidando para se refrescar. Não pensou duas vezes, deixou suas roupas penduradas em um galho e se jogou lago a dentro.

– Aaaaaah, eu sabia! Geladinha e refrescante!

Dentro da cabana, Riven suava muito e se contorcia, um pesadelo envolvendo a invasão noxiana à Ionia atormentava seu descanso. A cena de Singed despejando litros de veneno em meio ao caos, as pessoas desesperadas tentando se salvar e os gritos de horror inundavam sua mente. Depois de um grito, a exilada despertou num salto. Enterrou o rosto nas mãos enquanto sua respiração voltava ao ritmo normal. Decidiu por se levantar e pegar um pouco de ar fresco.

Caminhava lenta e silenciosamente em direção ao lago, fitando o chão, aquele lugar era aconchegante e tinha uma linda vista do céu, era perfeito. Ao se aproximar, olhou para água, mas encontrou mais do que esperava: Yasuo estava dentro do lago, com água na cintura. Perdido em pensamentos, nem notou a aproximação da garota. Riven ficou estática, os longos cabelos castanhos molhados e soltos deram um charme a mais ao espadachim. Riven o olhava milimetricamente, seus músculos eram bem notáveis, como se tivessem sido trabalhados a mão por um escultor talentoso. A pele morena, com leves cicatrizes, evidenciavam seu passado.

Ao notar que não estava sozinho, Yasuo rapidamente se virou para ver quem estava ali. A visão dele de frente fez a garota corar. Algumas mechas caídas pelo peitoral definido, o rosto sereno e confuso que a encarava, parcialmente iluminado pela clareira lunar o fez parecer um deus grego aos olhos de Riven.

– Riven? — gritou, tirando-a do transe. — Vire-se de costas, por favor!

Riven obedeceu e ele saiu do lago, retirou o excesso de água em seus cabelos, vestiu sua roupa e foi conversar com ela.

– Me desculpe por atrapalhar — ela se sentou e abraçou os joelhos, lembrando-se do pesadelo.

– Não se preocupe. Aconteceu alguma coisa?

– Não, eu... Apenas... Er... Nada! — levantou-se e bateu em retirada em direção à cabana.

– Mas heim? — Yasuo a olhava correr bastante confuso — O que diabos essa garota tem de errado?

Notas finais
Estou tendo alguns probleminhas em colocar os parágrafos da forma correta (vou consertar assim que possível) mas postei logo para não furar com o prazo :x Espero que gostem e até a próxima ;D