Will You Wait For Me?

13 Come What May


Notas iniciais
Me desculpem pela demora, de verdade. Aconteceram um monte de coisas ultimamente, espero que aceitem minhas desculpas! fkjsakdj Primeiro de tudo, um bloqueio proibiu meu cérebro de pensar em qualquer coisa que eu pudesse escrever. Segundo, fiquei muito doente. Terceiro, provas e mais provas. Quarto, passei uma semana em SC (não, não tive tempo de escrever lá). Quinto, voltei da viagem e precisei recuperar toda a matéria que perdi da escola, mas mesmo assim arrumei um tempinho pra terminar esse capítulo pra vocês, reconheço meu erro hahaha Boa leitura, espero que gostem ♥

...

Blaine sorriu. É claro que ele adoraria cantar com Kurt.

– “Come What May”? — Os dois perguntaram em uníssono, depois caíram na gargalhada.

Claro que seria “Come What May”. Eles sempre cantavam essa música juntos, às vezes quando faziam as pazes depois de uma discussão boba, às vezes para se sentirem melhor depois de uma visita ao médico ou às vezes sussurravam a letra da música um para o outro antes de dormir.

Kurt pegou seu Ipod, colocando o instrumental da música para tocar. Sentou-se ao lado de Blaine, que começou a cantar.

Never knew I could feel like this
Like I've never seen the sky before
Want to vanish inside your kiss
And everyday I love you more and more

Seasons may change, winter to spring
But I love you until the end of time

Come what may, come what may
I will love you until my dying day

Kurt pegou a mão de Blaine, juntando-se à ele:

Suddenly the world seems such a perfect place
Suddenly it moves with such a perfect grace
Suddenly my life doesn't seem such a waste
It all revolves around you

And there's no mountain too high no river too wide
Sing out this song and I'll be there by your side
Storm clouds may gather and stars may collide
But I love you (I love you) until the end of (until the end of) time

Come what may, come what may
I will love you until my dying day
I will love you

Quando a música terminou, os dois se beijaram apaixonadamente. Kurt sorriu para Blaine, que corou.

– A minha voz estava horrível. – Lamentou-se.

– Oh meu Deus, Blaine! Não namoro meninos com voz feia. – Brincou Kurt, antes de abraçar o noivo. – Eu te amo, e você foi perfeito.

– Kurt? – Blaine chamou, separando-se do abraço. – Posso ligar para o meu pai?

– Claro, querido. Pode convidá-lo para jantar aqui se quiser.

– N-Não, eu... Apenas faz tempo que nós não nos falamos.

– Tudo bem. – Kurt entregou o celular para Blaine. – Me chame quando terminar. – Disse, dirigindo-se para fora do quarto.

Blaine olhou para o celular por alguns segundos antes de discar o número de seu pai, que logo atendeu.

– Pai, sou eu. – Declarou antes mesmo de Robert dizer algo.

– Blaine! Achei que estava no hospital... Quero dizer, está tudo bem? Quais são as novidades?

– Bem, deu tudo certo. No geral, sabe? Voltei hoje para casa, Carole e Burt foram fazer compras e eu estou com Kurt. – O moreno deitou na cama, segurando o celular contra a orelha.

– Como está Kurt? – Robert disse com um tom de voz preocupado. — Ele me ligou após a cirurgia, mas não nos falamos depois disso.

– Ele está ótimo. – Blaine sorriu. – Me pediu em casamento.

– Oh meu Deus, o que você disse?

– Eu aceitei. E... Eu não sei, pensei que talvez você não aceitasse isso.

– Nós já conversamos sobre isso, Blaine. E eu já disse que sinto muito sobre tudo o que aconteceu. Eu te amo, tudo bem?

– Eu preciso ir. – O mais novo suspirou. – Te ligo quando puder. Tchau, pai.

Blaine encerrou a chamada, jogando o celular para o outro lado da cama. Chamou seu noivo, que veio correndo para o quarto.

– Está tudo bem? – Kurt disse em um tom de voz preocupado.

– Sim, Kurt. Você não precisa me perguntar isso toda vez que eu te chamar. – Blaine revirou os olhos.

– Bem, da última vez que você me chamou nós tivemos que ir para o hospital. – O castanho deitou-se ao lado do outro. — Falou com ele?

– Sim. Eu contei que você me pediu em casamento, e ele disse que me ama. – Falou sem demonstrar emoção alguma.

– Isso é ótimo, não é? – Kurt abraçou o moreno.

– Eu não sei. Não sei se já o perdoei, eu não consigo falar “eu te amo”. Ele só apareceu agora, depois de todos esses anos.

– Está tudo bem, querido. Ele vai entender. – O castanho sorriu. – Talvez você ainda-

– Podemos apenas mudar de assunto?

Antes mesmo de Kurt responder, a campainha foi tocada.

– Finn e Rachel chegaram.

...

O jantar estava ocorrendo maravilhosamente bem. Quinn, Puck e Elliot estavam lá – além de Burt, Carole, Finn e Rachel – como haviam combinado. Todos conversavam calmamente, muito felizes por Blaine estar bem.

Depois de terminarem a refeição, Finn, Burt e Puck foram assistir à um jogo que eles haviam dito ser “super importante”. Elliot, Quinn, Rachel, Kurt, Blaine e Carole ficaram na cozinha conversando.

– Ah, meninos, esqueci de entregar uma coisa. – Quinn disse, tirando um papel dobrado do bolso e entregando para Blaine. – Beth fez esse desenho para vocês alguns dias depois de vocês irem nos visitar.

– Isso é tão fofo! – Kurt exclamou, observando Blaine desdobrar a folha.

Lá tinha uma bagunça de rabiscos, mas dava para identificar três pessoas. Quinn, ao perceber a confusão no rosto dos meninos, explicou que a intenção da pequena era desenhar ela junto do casal.

Depois de alguns “aww’s” vindo de todos – exceto de Quinn, que já estava acostumada com os desenhos da filha – a conversa voltou a fluir normalmente. Conversaram sobre tudo, sobre a recuperação de Blaine, sobre o noivado dos dois, sobre os empregos, enfim, em momento algum faltou assunto.

O tempo foi passando e as visitas foram indo embora. Primeiro foi Elliot, depois foram Puck e Quinn, e por último Finn e Rachel foram para a casa da judia. Burt e Carole já estavam dormindo quando Kurt e Blaine subiram para o quarto.

– Ainda não acredito que você está bem. – o castanho disse, quando já estavam deitados.

– Eu também não. Você não imagina o quão feliz eu estou em poder ter uma vida normal agora. E isso tudo é graças à você.

Kurt sorriu, então aconchegou-se ao namorado. Alguns minutos depois, ambos estavam em um sono profundo.

...

Quando Kurt acordou, percebeu que o outro lado da cama estava vazio e logo sentiu falta dos abraços que recebia do noivo assim que acordava – Blaine sempre acordava mais cedo que Kurt, mas o esperava na cama.

O castanho destapou-se rapidamente, olhando em volta para ver se Blaine não estava por ali. Ao se levantar, Kurt percebeu que a luz do banheiro estava acesa.

Não. Não, não, não. Blaine está passando mal.

Ignorando a sensação extremamente ruim que sentia em seu estômago, caminhou até o cômodo, que tinha a porta encostada.

– Querido? Posso entrar? – perguntou já com a mão na maçaneta.

Blaine não respondeu. Esperou alguns segundos antes de abrir a porta, encontrando o moreno completamente nu, na frente do espelho.

Sweetie? O que está fazendo? – Kurt perguntou controlando-se para não rir.

– Eu... – Blaine virou-se rapidamente, corando. Pegou uma toalha e a enrolou na sua cintura. – Isso é horrível. – Explicou apontando para seu abdômen.

Kurt arqueou uma sobrancelha. Do que ele estava falando? Caminhou até o outro, analisando de perto. Ah. A cicatriz.

– Meu Deus, Blaine! Você tem noção do significado dessa marca?

– Ahn, sim? Passei meses lutando contra uma doença estúpida, que nós nem sabemos de onde surgiu, fiz uma cirurgia e essa coisa ficou aqui. — Disse, como se fosse algo óbvio.

– Você sobreviveu, Blaine. Acredita nisso? Você mesmo tinha certeza de que algo daria errado, e você sobreviveu. Vem cá. – Kurt alcançou a mão de Blaine e o puxou para o quarto. Assim que o moreno começou a se vestir, ele continuou: — E não é como se ela fosse te incomodar para sempre. Você recém está se recuperando.

– Tudo bem. — Blaine rendeu-se, com um suspiro. — Obrigado.

Os dois deitaram, um de frente para o outro. O mais velho sorriu, segurando a mão de Blaine.

– Durma, meu amor. São cinco horas da madrugada, vamos ter um dia cheio.

– Vamos?

– Sim. – Kurt sorriu e beijou a testa do namorado.

Logo o castanho estava dormindo. Blaine, porém, não via o sono chegar. Os minutos pareciam passar cada vez mais devagar, ele não sabia o que deveria fazer para conseguir descansar adequadamente. Pensou sobre seu pai, sobre Kurt, sobre o noivado, sobre o futuro dele, sobre tudo. Mas não ia conseguir dormir tão cedo.

Aquilo já estava o irritando. Ele tentava manter os olhos fechados, os pressionava com força. Ficava um, dois, até três minutos com os olhos fechados, mas logo os abria. Estava agitado. Tentou ficar sem se mexer, não queria acordar o outro, porém também não conseguia.

Resolveu apenas abraçar Kurt e tentar manter seus pensamentos em coisas que não iriam o deixar preocupado.

Flores. Ok, vamos pensar em flores. Rosas vermelhas ou brancas? Tanto faz. Uh, eu quero dormir. Falta pouco para Kurt acordar, ele vai incomodar pra caramba se eu ficar bocejando durante o dia.”

Passou mais alguns minutos tentando dormir, mas não conseguiu. Blaine olhou para a janela e viu que alguns feixes de luz estavam entrando no quarto, o que significava que Kurt acordaria em pouco tempo.

Como previsto, o castanho começou a se mexer nos braços de Blaine um pouco depois, o que deixou o menor aliviado, não queria mais ficar sozinho.

– Bom dia. – Kurt disse, sorrindo.

– Oi. Dormiu bem?

– Sim, e você?

– Uh, nem consegui dormir. – O moreno resmungou, fazendo careta.

– Nem um pouquinho? – Kurt fez beicinho.

– Nem um pouquinho.

– Quer dormir enquanto faço algo para comer? – O castanho se levantou e despiu-se, sorrindo maliciosamente ao perceber os olhares de Blaine sobre si.

– Eu não estou com sono. – Blaine desviou o olhar.

– Certo. Então me diz o que quer que eu cozinhe.

– Panquecas! – Blaine disse, sentando quase automaticamente na cama.

– Nós sempre comemos panquecas, amor. – Kurt sorriu, caminhando em direção ao banheiro. – Sem contar que você ainda está se recuperando, então não pode comer esse tipo de coisa.

– Argh, tudo bem. – Blaine levantou e seguiu o namorado. – Carole fez salada de frutas para mim, acho que vou comer isso.

– Tudo bem. Eu vou tomar banho e já desço.

– Eu vou tomar banho com você e já desço. – O moreno disse, imitando a voz de Kurt.

– Idiota.

– Você me ama.

– Amo mesmo.

...

Depois de tomarem banho, desceram para a cozinha, onde tiveram a primeira refeição com Burt e Carole. Após isso, os mais velhos saíram para o trabalho, deixando Kurt e Blaine sozinhos.

– Quer ajuda? – Blaine perguntou ao ver o noivo lavando a louça do café da manhã.

– Não, obrigado. – Kurt agradeceu, sorrindo. – Eu estava pensando em algo, e quero falar com você sobre isso.

– Oh meu Deus... – Blaine murmurou. – Não termine comigo, por favor! – Pediu, fazendo Kurt rir alto.

– Não é isso, Blaine! Eu nunca vou terminar com você. – Kurt desligou a torneira e secou as mãos, virando-se para o moreno em seguida. – Apenas acho que deveríamos começar a preparar o casamento.

– O quê? Já?! Quero dizer- uhm... Nós recém noivamos. Talvez deveríamos esperar.

– Você quer esperar? – O mais velho perguntou, desanimado. – Sabe, esse tempo todo que você passou no hospital só me fez pensar que eu não quero mais perder tempo, eu quero começar nossa história logo.

– E todos esses anos que passamos juntos é o que, Kurt? – Kurt abriu a boca para responder, mas Blaine continuou: — Eu não quero apressar as coisas, quero aproveitar cada segundo da minha vida. Nós somos jovens!

– Blaine, nós não sabemos o que pode acontecer amanhã. Você pode me perder a qualquer momento, já pensou nisso? E você-

– Ou melhor, você pode me perder a qualquer momento. Acho que é isso que você pensa, não é?

– Do que você está falando?

– Que você quer casar comigo apenas por medo que eu morra. – Blaine cuspiu as palavras.

Kurt quis, mas não conseguiu segurar as lágrimas. Como Blaine pôde o ofender daquela maneira?

Na realidade, parte daquilo era verdade, mas Kurt não queria – e nem iria – assumir. Ele sabia que se a verdade fosse dita, Blaine iria ficar magoado, e não era o que ele gostaria que acontecesse.

– Isso não é verdade, Blaine. Não ouse falar isso novamente. – Kurt disse entre soluços e fungadas. – Eu quero me casar com você porque eu te amo.

– Vamos supor que eu acredito nisso. Eu sei que você me ama e tudo mais, mas-

– Já chega! – Kurt exclamou. – Você já está exagerando, Blaine! De onde você tirou isso?

Blaine se levantou e, ainda com um pouco de dificuldade, subiu as escadas de volta para o quarto, sendo seguido por Kurt.

– Me deixe em paz. – Pediu.

– Ótimo, fuja da discussão como você sempre faz. – Kurt riu ironicamente antes de bater a porta.

...

Notas finais
Gostaram? Me digam o que acharam nos comentários, por favor :) Bom fim de semana :*