Why do you Refuse?

9 Chapter 9 – A Painful Goodbye


Notas iniciais
Yoo minna! Demorei? Vão me jogar pedra? Gomeen! Eu tive dificuldade (como sempre) nesse capítulo, não ficou grande como pensei que ficaria, pois resolvi tirar algumas partes e colocar como um extra, ou talvez, no próximo. Só digo que a coisa tá ruim o/ E peço desculpas por não conseguir colocar todos os sentimentos que procurei buscar nisso ç.ç Então não sei se vou conseguir emocionar... Mas, vou colocar macumba pra vocês chorarem! Há! Musiquinha? Sim! Tá aqui: http://www.youtube.com/watch?v=nG6GNWhhm1I Hehe, por favor, ou essa, ou outra depressiva de violino (Ash-chan apelando pra música mode on.) Boa leitura, e mais uma vez, perdón pelo atraso!

Why do you Refuse?

Chapter 9 – A Painful Goodbye

Já se fazia quatro meses após acontecer aquilo tudo, Eren já tinha sua visão como sempre. E o mais pálido deveria ainda permanecer em coma, mas ele recusava. Estava cansado de ficar ali; Eren o entendeu. Hanji o entendeu. Erwin o entendeu. Dr. Nile o entendeu. Passou praticamente a vida inteira em um hospital... Com certeza foi horrível, e ter uma chance de poder sair dali, seria ótimo. Não queria mais ficar ali, deitado, vendo os outros lamentarem por si... É horrível. Ficar ali, deitado, sem conseguir ter o contato com a brisa... É horrível... Sentir saudade daquele ligeiro frio causado pelovento. Estava cansado de ficar deitado. Cansado de ser o motivo de espera. Cansado de ser aquele que os atrapalha sempre. Cansado de ter a atenção de forma indesejada. Talvez... Até mesmo cansado de ser ele mesmo.

Erwin havia explicado a Eren sobre o tão trágico passado de seu ‘Heichou’, mesmo que não tenha se aprofundado. Todavia, fora o suficiente para que o menor pudesse entender o necessário: ele teve um passado horrível. Um passado que nunca ninguém deveria ter sofrido. Um passado solitário, desesperante e que com certeza não merecia.

Levi, o pequeno homem dos cabelos negros, estava já de volta em sua –básica- mansão, mais especificamente, a sala onde ficavam seus graciosos e bem tratados felinos, que tanto sentiram a falta de seu carinhoso dono. O mesmo tinha ao seu colo Raven e Tracy, que distribuíra carícias. Enquanto os outros brincavam entre si, ou dormiam.

Talvez, o principal motivo de estar ali, é que ali, somente ali, poderia estar calmo. Na verdade, não “acalmar” a si próprio. Talvez, acalmar sua própria tristeza que voltou a sentir logo depois que finalmente fora liberado. Sim, ele deveria estar feliz por isso, mas só estava aliviado. Notou que aquele moreno, que tanto o fez bem, se afastou. E não foi simplesmente um básico “afastamento”. Assim que liberado o garoto não apareceu mais. Não soube mais nada sobre ele, nenhuma notícia. Nem ele, nem Hanji e nem Erwin. Foi tão de repente, que não pode entender.

Qual foi o motivo disso tudo?Tinha o abusado, mas mesmo assim, o garoto o salvou quando muito precisou, e ainda ficou o tempo todo ao seu lado.Por que então ele se afastou assim que foi liberado?Não fazia sentido... E essa distância que formou entre eles... Isso só pôde mostrar a Levi, o quanto aquele rapaz o fez falta. Não era só falta de sua companhia, ou até mesmo de sua forma única de lhe tratar. Era mais que isso... Sentia falta daqueles olhos tão belos verdes azulados. Daquela voz rouca e confortante. Daquela boa sensação que sempre sente ao estar perto dele. Sente falta do quanto seu coração palpitava ao estar perto dele. Sente falta de sua mente tão leve perto dele. Sente falte de conseguir sorrir. Sente falta... Daquele garoto que tanto o salvou, mesmo não tendo nenhuma noção disso.Será que... Ele sabe?... Será que ele também sente a sua...? Não... Não é essa questão. O que mais se perguntava era:

“Ele está bem?...”

Não sabia. E parecia impossível saber. E só de pensar nessas respostas... Seu coração doía, e se sentia mal cada vez mais. Tentava se aliviar em meio às melodias, à companhia de seus doces felinos, ou até em alguns versos que criava que logo depois descartava. Mas por que nada disso resolvia...? E com o passar do tempo, só piorava?

(...)

– Eren, estou indo. – a garota avisou, com as malas nas mãos, saindo de casa.

– Sim, Mikasa. Espero que tudo dê certo. – o garoto concluiu se apoiado à porta.

– Sim.

Há algum tempo em que foi decidido que a morena viajaria. Na verdade, Eren estava com a cabeça tão cheia, que mal lembrava pra onde ela iria, e pra quê iria. Mas sabia que sua amiga Annie a acompanharia, e a mesma deixaria notícias, então se acalmou e não preocupou em encher o saco da irmã para perguntar novamente. Em um tempo futuro, quando seu pai voltasse de suas longas viagens de trabalho, tocaria ao assunto e acabaria se lembrando. Uma breve despedida aconteceu, Mikasa percebeu o jeito estranho que seu irmão estava; assim preferiu não afundar contato, indo diretamente ao carro, onde a amiga a esperava, deixando Eren ali. Sozinho.

Eren não estava estranho somente aos olhos de Mikasa. Estava estranho aos olhos dos amigos, dos vizinhos e até de si mesmo. Era como se... Ele tivesse mudado. Mas se perguntava:

Desde quando?”

–-

Depois de insistirem muito, Eren acabou admitindo os fatos:


“Eu... Nunca estive tão psicologicamente abalado.”

Os ouvintes, nada responderam, deixando passar nenhuma pequena expressão de susto sequer. Isso, eles já sabiam. E sabiam muito bem, pois conhecia muito seu melhor amigo. Sabiam exatamente quando ele estava triste, chateado, com raiva, seja qualquer sentimento. Eren era muito transparente para aqueles que o conhecem bem. Jean apenas apertou as mãos, deixando Armin respondê-lo.

“E qual o motivo disso, Eren...?”

Um inesperado sorriso tristonho brotou aos lábios do médio. Seus olhos azulados encontravam-se nublados, avermelhados, com grandes olheiras acompanhadas. Por tentar privar suas próprias emoções, o rapaz corava-se cada vez mais, vez ou outra prendendo a respiração, ou mordendo os lábios.

“Eu... Vou perder alguém importante... E não posso fazer nada...”

Aquela voz tão tristonha e desgastante ecoou aos ouvidos de Armin e Jean, a sua frente, mostrando-os o quanto doía vê-lo assim. “Pessoa importante?” Se perguntavam em silêncio, esperando que Eren prosseguisse. Mas, vendo aquela expressão tão desesperadora do rapaz, confirmavam que o mesmo não falaria o que tanto queriam saber.

“É o cara... Baixinho...?”

Ao pronunciar estas palavras, Eren teve uma expressão assustada em seu rosto, que logo se fez por uma de decepção; apenas acenando positivamente com a cabeça, cerrando os olhos, e um sorriso mais aberto e mais tristonho apareceu. Jean apertou seu punho tão forte, que Eren pode ouvir o brusco som que saíra deles.

“Eren...”

Jean, um amigo tão sentimental, não se aguentou. Ganhando coloração tão óbvia em seu rosto, abraçou fortemente seu amigo que tanto necessitava de um grande e caloroso afeto como tal.

“Eren... E-esqueça ele...”

O maior, com seu suposto ‘mundo’ aos braços, sentia-se trêmulo. Aprofundando cada vez mais o afeto, afundando o rosto alheio ao seu ombro e o sua própria face, ao ombro do rapaz, mal percebendo que já estava em meio às lágrimas. Não queria ver, de jeito algum, Eren daquele modo. Jamais! Nunca, com toda sua certeza. Armin, que até agora, estava no seu canto, segurando suas próprias lágrimas, deixou as mesmas rolarem por sua face, indo assim, por trás de Eren, abraçando-o também, contornando seus braços envolta do rapaz, até os mesmo chegarem a Jean, que retribuiu o toque, deixando os seus chegarem até si.

Agora, o moreno se sentia quente, em um abraço de seus melhores amigos. Mas era tão estranho... Sentia-se vazio. Talvez, mais vazio do que antes. Sabia que nada poderia substituir aquele primeiro e simples de mãos que ocorreu quando ele dormiu pela primeira vez em sua casa. Aqueles toques e trocas de carícias... Não importa onde... Elas não iriam ser substituídas. Muito menos... Esquecidas. E lembrar-se delas o trazia tanta dor...! Era tão doloroso...! Era tão... Triste... Eren tinha tanta falta, tanta saudade daquele homem... Parece que, longe dele, suas antigas dores voltavam a si. E ao passar aquela imagem tão dolorosa de Carla, ensanguentada, ao pé de sua sala, com os olhos abertos, e os lábios roxos ensanguentados, deixou Eren tonto; com náuseas.

Era culpa dele... Ele sabia, e não podia negar. Lembrava-se daquelas palavras desconfortantes de seu pai que tanto o julgou, de Mikasa, que tanto tentou confortá-lo, mas que tanto sentia raiva de si mesmo. Lembrava-se perfeitamente daquelas poucas agressões, mas que foram tão doloridas a si, que foram acompanhadas de lágrimas e de pedidos de desculpas.

Aquelas desculpas... Eram por pena. Pena de violentar seu próprio filho, por sua própria raiva. Eren sabia que deveria apanhar mesmo Mikasa tentando o proteger. Ou era seu pai, Grisha, ou era ele mesmo.

“Eren... Eu te amo, Eren...”

Aquelas palavras tão diferentes, tão inesperadas, fizeram Eren voltar à sua consciência. “O quê...?” Eren esteve sem reação ao ouvir Jean pronunciar aquelas palavras ao pé de seu ouvido, que causou tanto desespero a si.

“O quê...?”

Sua voz saiu trêmula, sentindo aqueles lábios macios e quentes do maior explorar seu pescoço, causando-lhe arrepios e revira-voltas em seu pobre estômago. Sentiu pequenas e quentes mãos invadirem-lhe suas costas, por debaixo de sua camisa, percebendo assim que aquelas delicadas mãos, eram do menor, atrás de si.

“Eren... Você nos tem.”

Ouviu aquelas poucas e diferentes palavras vindas do loiro, não deixando de ser também estranhas. Eren tinha suas emoções muito abertas, arrepiando assim, honestamente a cada toque.

“O que... Vocês estão fazendo...?!”

Eren se sentia confuso e envergonhado. E isso apenas aumentou, assim que Jean o empurrou, deixando-o escorado sobre Armin que o segurava, logo sentido seus lábios serem roubados aos alheios, e assim sentindo também as mãos do loiro sobre seu tórax, traçando diversos caminhos, explorando aquele local, acompanhado de seus lábios que agora tomavam posse sobre o lóbulo de sua orelha. O moreno, se sentindo tão estranho quanto nunca, queria se abater ao meio dos dois, mas aquela era uma sensação tão quente, tão necessitada, que não pôde fazer isso, mesmo não tendo essa ideia excluída de sua mente.

Ao sentir os dedos finos do maior levantar sua blusa e caminharem até o início de sua calça assim desabotoando-a, uma imagem de Rivaille, seu Heichou, chegou como uma bomba à sua delicada mente, atordoando-o. Fazendo com que, suas tão salgadas, tristes e desesperadas lágrimas inundassem seus olhos, assim derramando-as pela face. Nunca imaginou a possibilidade de ser tão doloroso, tão difícil e tão complicado o simples fato de achar que estaria ‘traindo’ a pessoa que tanto lhe era importante; Até porque sabia que não tinha nada de mais com aquele homem para esses tão vazios toques serem chamados de “Traição”.

Eren não percebeu, mas assim que Jean notou suas lágrimas, desesperou-se, criando assim uma pequena brecha que o moreno soube usar, por fim fugindo daquelas mãos que tinham intenções tão carinhosas, mas que pra ele, eram de certa forma, tão malignas.

E naqueles longos e sem rumo passos, de uma forma tão desesperada, que aos poucos iam se acelerando, só procurava por um local que se sentisse não obrigatoriamente melhor, mas sim um lugar calmo, silencioso. Onde as únicas coisas que poderiam ser ouvidas, eram seus próprios pensamentos que tanto o maltrataria.

Os lugares que foram tocados em si estavam tão quentes, mas com uma sensação tão vazia que o fazia se sentir sujo. Sujo por ter aceitado aqueles toques desde o início. Sujo por sentir-se quente com aquelas carícias. Sujo por aquilo estar lhe sendo tão necessário.

Sim... Eren já não era a pessoa que costumava ser. Eren havia mudado independente de sua vontade. E isso, por causa de uma simples promessa. Uma promessa tão boa para uma pessoa, mas que por um motivo o fez tão triste e tão deprimente. O simples fato de ver a sombra daquele casal já fazia seu peito arder. O casal não tão difícil de imaginar: seu professor, com sua amiga. O motivo por doer tanto...? Eren não tinha certeza antes, mas depois dos acontecimentos passados, o motivo foi claro: a pessoa que gostava estava entre eles. Hanji? Não. Não era a Hanji.

Então era isso. Eren tinha uma paixão pelo seu professor. Não, não era paixão. Uma paixão era algo passageiro, mas esse sentimento, certamente não era. Poderia ser amor? Um sentimento tão delicado e tão destrutivo assim? Ainda mais: Um amor proibido. Não pelo fato da grande diferença de idades. Mas sim, pela maldita sociedade não aprovar um simples amor que fora escolhido pelo próprio coração, e não por um par de peitos.

E sua escolha pelo seu primeiro amor não o assustou. Eren é assim. Seu gosto era verdadeiro: O interior da pessoa. De fato, seus pensamentos, conclusões, personalidade... Mas a principal razão: o jeito que o fazia sentir bem. E isso, aquele tão bendito professor sabia de sobra.

Que frustração...! Por que deveria amar uma pessoa que se nega tanto? Por que deveria amar uma pessoa que tanto merecia algo melhor do que si? Por que amar uma pessoa que já tinha alguém o suficiente pra lhe fazer feliz? E por que, não conseguia negar a si mesmo? Já havia pedido tanto pra que guardasse esse sentimento em um lugar bem escondido, onde não seria preciso lembrar-se de tal... Até mesmo pra que esse sentimento não existisse. Queria tanto acabar com o mesmo com suas próprias mãos... Queria tanto conseguir deixar isso de lado.

Mas por que era tão impossível?

(...)

Já passou da hora. Eren já estava com a obrigação concretizada: Faria sim, por mais que isso o magoasse tanto. E o quanto antes, melhor; Por mais que isso o magoasse tanto, custando assim sua própria felicidade. Decidiu, por fim, dizer um “adeus” às próprias memórias, antes de se despedir à sua própria salvação. Assim aparecendo no mesmo lugar de antes: Naquela tão amável praça, onde se encontraram pela primeira vez... “Fora dos sonhos”. Era madrugada, exatos duas horas, e para sua própria surpresa, avistou o principal motivo de sua despedida, no banco de sempre; como uma imagem solitária, que teve seu “porém”, fazendo seu coração palpitar, só de ver aquele homem.

Sim, era agora. Agora ou não poderia fazer mais tarde. Diria seu tão treinado adeus que mal sabia como falar, que mal podia aceitar; que mal acreditava que deveria fazer.

Ao se aproximar daquele homem tão neutro, como sempre, percebeu que o mesmo estava afundado em seus próprios pensamentos, fazendo com que o mesmo só percebesse que tinha uma companhia ao seu redor assim que avistasse seus pés, ao longo de sua visão. Quando o menor avistou aqueles misteriosos pés, suspendeu rapidamente seu olhar até aquele rosto tão conhecido, tão bonito, mostrando-se suas pupilas dilatadas e um pequeno brilho; porém intenso, que infelizmente o maior não pode vê, Mas, infelizmente, se desfez ao visualizar aquele rosto tão triste. E ao começar a movimentar lentamente seus lábios em uma pergunta por preocupação ao alheio, foi interrompido:

– Preciso falar com você. – o moreno tinha sua voz sussurrada, e ao longo de uma pausa do alheio, continuou – Eu... Estou me despedindo.

O menor continuou em silêncio, não conseguiu prestar atenção naquelas palavras. Só observava aquela face tão triste, tão diferente perante a si. Perguntava o que ocorreu, o que o fez estar tão modificado. Onde estão aqueles olhos, tão brilhosos que sempre o animou? Aquela imagem... O fazia sofrer, seu peito doía. Mal percebendo que já estava em pé, em frente ao moreno, levou sua mão até chegar àquele rosto tão tristonho. Mas, com um simples gesto que barrou sua mão em contato à face, fez sua cabeça dar revira-voltas; chegando a sua própria conclusão:

Eu fui... Negado.”

Ainda em silêncio, apenas caminhou pro lado, afastando-se assim, do alheio. Com a brusca dor surgida ao seu peito, evitou olhar àquele rosto. Já o rapaz, estava perdido em seus próprios pensamentos:

Por que eu tenho de fazer isso...? Eu... Não quero...!

– Você não acha... – começou o mais novo, com a intenção de olhar ao mais velho, mas com a tentativa falha – A Hanji bonita? – forçava sua própria voz para não demonstrar seu próprio desgosto.

– Por que você pergunta? – o outro respondeu ríspido, sem a intenção; não sabendo onde aquele garoto queria chegar.

– Ela... Gosta de você. – ao pronunciar essas palavras tão dolorosas, conseguiu finalmente observar a expressão assustada que o outro fez; que logo desfez.

Por que me diz isso...? – sua voz veio sussurrada, de um modo sem ânimo algum.

– Porque... Você gosta dela. – a voz do menor veio trêmula aos seus próprios ouvidos. Mas, por causa do resultado tão inesperado do outro, não notou. Agora, aqueles olhos nublados, dolorosos e sem vida, vieram a tono em sua face com um suspiro quase inaudível de acompanhamento.

– Eu... Gosto... – sua frase, sussurrada, foi voltada a si mesmo. De modo que parecesse estar convencendo a si mesmo. E novamente... Um desejo alheio.

E assim, o tempo passou. Na verdade, pelo incrível que pareça, foram só alguns minutos; mas aos olhos deles, foram eternidades. E então, os dois frente a frente, olhavam pro chão; sem coragem de ter os olhares encontrados. Permaneciam-se em um silêncio tristonho, assim como os olhos de cada um. Naquele profundo e decepcionante escuro não só pelo horário, palavras desgastantes fizeram o menor falhar uma batida de seu coração.

– Você tem Erwin e principalmente Hanji... Você... Não precisa de mim.

A tristeza voltou a reinar o opaco coração do homem dos cabelos negros, que apenas cerrou seus olhos que ainda miravam o chão. Não imaginava que podia ter palavras que conseguissem o esfaquear tanto. E a cada corte, parecia amputar seus únicos e tão pequenos sentidos de viver.

– Eu... Fiz-te mal...

O maior sorriu com o significado oposto, uma expressão triste; que teve finalmente o olhar do menor. Aqueles olhos azuis não tinham mais os brilhos esverdeados. Seus lábios curvados em um sorriso tão forçado fizeram com que o desespero tomasse conta do fino rosto do mais velho.

Por acaso ele se sentia culpado?... Por acaso, se cansou de ser companhia do mais pálido?... Será que havia feito algo, que ele julgasse errado?...

– Tudo... Bem... – aquelas foram às últimas palavras ditas desde então. O mais velho, que acabara de pronunciar tais palavras tão trêmulas, pôs seu olhar a mão alheia.

O dono dos olhos azuis escuros fechou seus dedos, fechando assim suas mãos, para conter suas próprias vontades de tocar na outra; mordendo seu próprio lábio para conter suas próprias palavras que se desesperavam para sair. Ah... Como aquelas palavras queriam escapar e chegar até o garoto... Ah... Como aquelas mãos queriam tocar aquele garoto. Se fosse possível detê-lo... Se pudesse esclarecer o quanto precisava daquele simples moreno... Se ele pudesse... O informar o quanto aquele garoto o salvou...!

Mas ele não podia. Ele tina medo de decepcionar o alheio.

Então, em uma última vez, eles se olharam. Ambos os pares de mãos tremiam por querer um simples contato, por quererem uma simples e melhor despedida. Os lábios trancados deixavam os tristes olhos falarem por si. Eren forçava a prisão de suas próprias lágrimas, enquanto Levi, como sempre, de seus desejos.

O maior, não aguentando toda aquela pressão criada pelo seu ex-professor, pela promessa, por Hanji, por Erwin, por Carla, por Grisha e até mesmo por si, virou-se de costas. E após um ultimo olhar, voltou ao seu caminho, sem poder perceber a expressão dolorosa alheia. Com o rosto magoado, um sorriso triste retornou aos seus lábios e inesperadamente, lágrimas puseram-se a entrar em excesso, assim pondo-se a cair. E Eren, foi acompanhado por Levi; que também não aguentou a dor.

E aquilo, foi o tão temido Adeus.

Sim... Depois de trinta anos, algo foi doloroso o suficiente para arrancar suas lágrimas: A única pessoa que já o fez feliz... Despediu-se de si, por vontade própria. Uma despedida tão triste, tão horrível. Uma despedida que não pôde esclarecer se ainda se veriam, mesmo em um futuro distante; Uma despedida que não pôde esclarecer se o mesmo seria esquecido. Uma despedida que não pôde esclarecer se era seu dever esquecer-se daquele ser. Uma despedida... Que mal sabia se poderia afirmar amanhã, que aquele rapaz... Ainda estaria vivo.

Uma sensação enjoa acompanhada de embrulhos no estômago, dor na cabeça e brusca tontura lhe vieram à tona.

Por que as lágrimas... Teimavam a cair...?

“... Uhghh!...”

Continue...

Notas finais
E então? Comentários? Elogios? Sugestões? Reclamações ó.ò? E Recomendações? *O* (iludida ç.ç) Veey! Muito obrigada pelo povinho que apareceu ai! Não sabem o quanto me ajudou! Sinceramente! Meu Deus, quanto ânimo vocês me deram! Muito obrigada a vocês que apareceram, e claro, muito obrigada por quem já comentava antes! Fico extremamente feliz com o trabalho de vocês YuY (Biigaadaa ) Ah, pra quem quiser saber o motivo, por mais que seja fútil e muito mais por colocar aqui... machuquei belamente meu joelho! Tenho um caso com machucados nele, sabe? sz 4 meses com ele machucado, quando ele finalmente melhora, quando Ash finalmente pode voltar a praticar seus lindos esportes, ela machuca de novo! Wiii! E ai ela descobre que sá poha vai continuar até quando eu tornar-me adulta! Wiii! Agora novamente em tratamento p.p Mas tá, sei que não era motivo de atraso... Mas novamente: Perdão.