Why do you Refuse?

6 Chapter 6 - Some Tears


Notas iniciais
Caramba cara... como esse capítulo deu trabalho! O jeito que meu irmão ficou, tive que fazer tudo em mensagem pra minha prima, aqui mesmo no Nyah --' Tive algumas complicações pra corrigi-lo, então perdoem-me por qualquer coisa, mesmo que eu tenha revisado umas 5 vezes w.w' Boa leitura!

Why do You Refuse?

Chapter 6 – Some tears

Eu estava em pânico! Meu corpo... q-queria, e queria muito!... Mas o que eu fazia...? Eu não podia deixar ele fazer o que bem quisesse! E-eu não faria uma coisa dessas... com qualquer um...!

Com sua força dominante, ele me agarrou, abraçando-me fortemente, me pondo sentado, escorado na cabeceira da cama. Colocando minhas mãos sobre seus ombros, eu o empurrei com a intenção de afastá-lo. Mas não deu certo. Soltando-me do abraço, ele segurou firmemente minhas mãos, agora, escoradas também na cabeceira. Como ele conseguia ser tão forte?! Aproximando-se lentamente, com o seu rosto novamente próximo ao meu, ele selou novamente seus lábios aos meus. Tomando posse novamente do meu desejo. E, com o meu descuido, ele infiltrou novamente sua língua a minha boca, explorando cada canto de minha cavidade bocal. Eu tinha minhas mãos formigando, sendo obrigadas a encostá-lo e acariciá-lo. Mas... eu não poderia! Se eu fizesse, eu seria totalmente entregue a seus atos! E eu... não posso!

Lentamente, ele foi soltando minhas mãos, e sem reação, as permaneci como ele as deixou, bloqueando-as de acariciá-lo. Não pude deixar de abrir os olhos e avistar sua feição tão linda, com os olhos ainda fechados e a face levemente corada. E ao observar suas mãos eu voltei ao pânico. Percebi que elas abriam o zíper de sua calça.

Novamente empurrando-o com as mãos, eu finalmente consegui o separar de mim, mas ele, já teve sua calça abaixada até seus joelhos. Com delicadeza, o mesmo pegou uma de minhas mãos e levou até seu membro, ainda coberto..

– Sinta-o... você vê como o deixou...? — sua voz, tão irritantemente sexy passou por meus ouvidos, como se fossem encurralados mortalmente dentro de mim, fazendo assim, o que ele mandava com sua mão. Ouvindo seus baixos suspiros que ecoavam em minha alma, minha mão foi entregue àquele doce tato. Lentamente, retirando seu íntimo de sua peça, me pus a masturbá-lo inconscientemente, sendo capturado por aquele par de olhos desejosos que estavam tão distantes. Vez ou outra, ele abria seus lábios, dando alguns gemidos mudos.

Lentamente, uma de suas mãos foi até minha face, acariciando-a e subiu até a peruca loira que eu já tinha até me esquecido que ainda estava, gentilmente a retirou, juntamente com a toca que ele tinha posto, e acariciou meus cabelos, a ponto de bagunçá-los.

– É... você é mais bonito do jeito que você é. — ele disse numa expressão calma, atirando minha peruca ao longe, assim, tirando a sua também.

Antes, ele estava sentando acima de seus pés, mas agora, ele se ajoelhou, deixando seu membro rígido mais exposto, mais perto de minha visão.

– Parece-me que você está com vergonha... ou é impressão minha? — ele perguntou de um jeito gentil e malicioso — Vamos... — ele pausou para um gemido mudo — Fique... à vontade.

Ao ouvir suas palavras, eu me corei mais ainda do que já estava. A-A que ele estava se referindo?! Logo, senti seus dedos sobre minha boca, o indicador e o médio juntamente ao polegar, apertando gentilmente a parte inferior do meu lábio e lentamente, o abriu, passando seus dedos sobre minha língua. E sobre minha mão em seu íntimo, senti a sua que acariciava a minha. Abrindo mais meus lábios, lentamente ele se pôs a empurrar seu membro em minha direção, no começo eu não entendi, até que o senti quente, adentrando minha boca, completando-a.

Inconscientemente, algumas lágrimas puseram a rolar sobre minha face. Que sensação era essa?... Eu... estava sendo praticamente abusado...! Mas por que... eu não consigo me sentir... 'sujo'?... Agora, minhas mãos que seguravam seu membro, foram vergonhosamente até seu quadril, e se permaneceram lá, apenas tocando-o.

– Não sabe... o que fazer? — ele comentou brevemente, me olhando de um jeito malicioso, sarcástico, mas, porém... gentil. E lentamente, pôs suas mãos em minha cabeça, fazendo-me movimentos de vai e vem enquanto uma simples vontade se fez por presente de lamber seu membro.

Então... era isso. Eu estava sendo abusado. E eu, não conseguia recusar seus atos que me deixavam louco. Inesperadamente eu estava... gostando. Quando eu perdi um pouco da vergonha, comecei a me movimentar, e assim, quando ele percebeu, cessou seus movimentos. Agora, diversificava entre lambidas e chupadas, assim, conseguindo ouvir seus doces de deleitosos gemidos abafados um pouco mais intensos.

Senti-o se inclinado até ficar apoiado de bruços na cabeceira da cama, agora ouvia claramente sua respiração ofegante, e seus gemidos aumentando ao passar dos movimentos. Sentindo seu membro pulsar, acelerei os movimentos, escutando mais gemidos por sua parte, mesmo que ainda continuem baixos. Senti seu membro pulsar fortemente e suas pernas cambalearem, erguendo mais as costas e jogando sua cabeça pra trás gemendo um pouco mais alto, percebi que seu ápice chegou, se desfazendo em minha boca.

Ele, ainda escorado na cabeceira, tinha seus olhos fechados, e a boca semi-aberta, tentando recuperar seu fôlego. Sua face ainda meio corada, e um pouco suada. Após engolir seu sêmen, retirei lentamente seu membro de minha boca e me pus a observá-lo. E assim, me perdi naquela deliciosa visão... aqueles traços tão lindos, tão perfeitos... Lentamente, ele abriu seu olho e assim, pude ver aquela imensidão de tristeza que tanto me desgastou.

O-O que houve...? E-Eu fiz algo errado...? Ele... não gostou...? Logo, seu rosto deu-se uma expressão de dor. O que fez minha agonia aumentar ainda mais. Eu queria pronunciar alguma palavra, mas meus lábios apenas se movimentavam, sem sair nenhum som.

Aquele monstruoso olhar aumentou minhas lágrimas que já estavam se cessando. Seus lábios apenas se moveram num pedido de desculpas e ele, se levantou dali, saindo do seu próprio quarto em passos longos e lentos, me deixando assim, naquele quarto imenso, vazio, triste e solitário. Ele nem chegou a pegar suas próprias roupas, somente subiu sua calça que estava um pouco acima de seus joelhos.

Não me movi nem mais um pouco do lugar que eu estava. Somente levei meus joelhos ao meu tórax e os abracei, colocando minha cabeça entre as pernas, ainda sentindo asensação incomoda.

O que o levou a fazer isso...? Ele... só queria se aliviar...? Ele tinha suas próprias mãos pra fazer isso, não?! Ele... só queria me deixar assim... não é?... Eu sou... horrivelmente detestável... eu realmente... gostei de poder... tocá-lo...

Agora, esticando as pernas, passei lentamente minha mão sobre meu abdômen já descoberto deslizando até o cós da calça preta de detalhes verdes, onde no meu volume bem notado, apertei, deixando um gemido abafado escapar de minha boca. Lentamente desfiz o botão e o zíper de minha calça e juntamente a ela, abaixei minha roupa íntima. Eu deveria resolver logo esse problema, e depois, dormir. Sei que é falta de educação... mas que outra opção eu teria?... Ao tocar meu membro quente, arqueei levemente minhas costas, sentindo certo arrepio.

Aos poucos, minhas lágrimas iam se cessando enquanto eu me massageava, meus pensamentos estavam fora de si, alcançando ao dono daqueles lindos olhos azuis acinzentados que eram tão distantes e solitários.

E ali, em minha frente, eu voltei ao momento em que ele levava minha mão até seu forte abdômen, e imaginando seu rosto, naquela hora, um sorriso sedutor que ele fizera antes, alcançando assim, rapidamente meu ápice.

Ao acabar, revesti minha calça, sem se importar com a limpeza, escorregando minhas costas à cama, e quando me deitei, percebi que minhas lágrimas voltavam aos poucos, ao lembrar-me daquele par de olhos tristes e sombrios que miravam a mim, trazendo-me desespero. Coloquei meu braço sobre minha testa, e algumas imagens do dia anterior me vieram à cabeça. Foi quando eu me lembrei das palavras de Erwin.

"Ei...! Você já não foi avisado que não pode nem chegar perto de álcool?!"

"Nós a vimos... Ela... fez algo com você...?"

Assim, me dando conta de que eu nada sabia sobre ele, o suspeito "Heichou" dos meus sonhos. Não sabia nem seu nome, muito menos o motivo de ele não poder beber álcool, e "ela"... a quem ele se referia...? Logo, uma rápida imagem da bela dama loira dos olhos azuis escuro de pele alva e sobrancelhas finas passou pela minha cabeça, fazendo-me sentar rapidamente.

Senti meus olhos dilatados ou perceber a semelhança entre aqueles dois. A pele... as sobrancelhas, o nariz fino e delicado, o olhar desinteressado e até mesmo os olhos azuis escuros! Quem era aquela mulher...? O que ela fez com ele...? Minhas lágrimas, que se cessavam aos poucos, caiam sobre minha calça.

Ao passar dos minutos, mais bombas de pensamentos e perguntas sem respostas ainda concluídas vinham à cabeça. Trazendo-me ânsia, falta de sono, nervosismo. Por mais que eu desejasse, era praticamente impossível parar com aquilo tudo e ir dormir. Eu me sentira cansado e inútil. Muito inútil.

Eu já me afogava em mágoa, naquele quarto escuro em minha visão, onde se presenciava aquele cheiro imundo de sexo. Até que um forte estrondo me assustou, tirando-me dos pensamentos.

O quê...?– arregalei os olhos, sem ter noção do que era. Logo, vieram algumas tosses para acompanhar, com alguns sons de vômito. E em um pulo, me levantei assustado. O que estava acontecendo...?

Corri desesperadamente sem direção pela casa, tentando seguir os sons roucos de tosses. Estava dando em direção ao quarto de hóspedes, e ao abrir a porta, me assustei: quarto estava uma bagunça! A cama estava ensanguentada, com os lençóis também sujos espalhados ao chão, algumas marcas de mão com sangue borrada, espalhada na parede como se tivesse sido esfregada. Seguindo a trilha do sangue na parede com os olhos, deu direto com a porta também suja, com a maçaneta meio torta. Ao adentrar o quarto com medo, as tosses pararam, e ouvi um leve barulho, como se algo tivesse caído. Seguindo até a porta, lentamente a abri, e com a visão, como se ainda fosse possível, me aterrorizei mais ainda.

Meu coração, com o susto, falhou uma batida, e com a dor sentida naquele momento, ele se pôs a disparar, e vez ou outra, diminua seus batimentos voltando novamente aos rápidos. Eu nunca tinha visto tanto sangue assim desde que minha mãe se suicidou. Não... tinha muito mais sangue do que naquele incidente.

O... meu professor... ele estava deitado, em meio ao sangue. Seu cabelo tampava seus olhos, e uma mão sua estava posicionada acima de sua barriga. O sangue estava espalhado, mas, a região onde se encontrava mais, era perto de seu rosto, e ao vaso, enfrente a ele. Com curtos e lentos passos, eu me aproximei a ele medrosamente e me abaixei até ele, balançando-o levemente.

– E-Ei... — minha voz se recusava a sair outras palavras. Lentamente, ele virou seu rosto para mim, deixando a mostra seus olhos, tão opacos e sem brilhos, com uma imensidão dolorosa. Ele tentava me olhar, mas tinha dificuldade em levantar sua cabeça. Assim, levei minha mão até sua nuca levantando seu rosto.

– D-des... — seus lábios secos já roxos só estavam úmidos pelo sangue presente ali. Ele queria falar algo, mas tinha dificuldade em pronunciá-las. Quando eu mal percebi, minhas lágrimas já estavam caindo em seu rosto, limpando de pouco em pouco um pouco de sangue ali presente, em sua bochecha.

– O qu-... — meu lábio tremia à medida de que minhas lágrimas caiam — h-houve...?

Lentamente, ele levou sua mão esquerda, ensanguentada até meu rosto, limpando algumas lágrimas, e sujando-me um pouco de sangue. Após seus lábios tentarem se curvar minimamente em um pequeno sorriso de consolação, movimentam-se num outro pedido desgastante de desculpas. Fechando assim, lentamente seus olhos, deixando um pouco mais de sangue jorrar de sua boca.

Eu me desesperei por completo. Não... Não...! Não!! Não, você não pode! Com dificuldade, eu o peguei aos meus braços, e o levantei, saindo o mais rápido que eu pude do banheiro, quarto de hóspedes, corredor extremamente longo...

Descendo as escadas, levando alguns escorregões, mas não chegando a cair. Eu o pus deitado no sofá, e correndo desesperadamente pela mansão, procurei casacos pra mim e pra ele. Assim que peguei, lembrei de Hanji me pedindo:"Por favor, nos contate se algo acontecer...", assim, colocando o casaco nele, e outro em mim, voltei a subir as escadas, em direção ao quarto dele.

Merda! Merda!! Eren, seu inútil! Você deveria ter pegue pelo menos... o telefone da Hanji! Seu idiota! Ao desespero, corri em direção ao seu quarto, procurando seu celular, rapidamente em todas as gavetas, fazendo uma bagunça. Ele vai arrancar meus olhos quando voltarmos... mas... a culpa é minha mesmo... Caramba...! Como eu sou... inútil...! Perdido em meus pensamentos, após revirar tudo em seu quarto e ao quarto de hóspedes em que ele estava, voltei correndo para a sala, e claro. Não bastava eu ser um lerdo e estar atrasando tudo enquanto ele se encontrava desmaiado, eu tinha que escorregar na poça de sangue que estava na escada e cair de cara no chão.

Levantei-me rapidamente procurando agora seu celular na sala. Não pude deixar de notar o sangue que agora, não parava de escorrer pelo meu nariz. Eu não encontrava de modo algum...! O que eu faria...?! Indo a cozinha, passei pela copa, não deixando de notar também as chaves de seu carro. Decidi contatar à Hanji depois que o levasse ao médico. Voltei à ele, e pegando-o novamente ao colo, o levei até seu tão luxuoso carro, deixando-o no banco passageiro.

Ah... cara... eu vou apanhar tanto assim que ele voltar a sua consciência...! Eu sabia muito bem que ele iria ficar uma fera, mas a verdade, é que eu não ligava muito, mesmo tendo tantas reclamações em minha cabeça. Eu estava mais preocupado... com ele... Eu realmente tinha medo de que ele não aguentasse. Eu realmente tinha medo de que acontecesse assim como foi com Carla. Eu realmente tinha medo de ser o inútil novamente. Eu realmente tinha muito medo... de perdê-lo...

E assim, em meio ao pânico, fomos até o hospital. Mal olhei a hora, mas resolvi ir direto ao que meu pai trabalha. Já que eles me reconhecem, me ajudariam. E assim, ao chegar, felizmente agiram como pensei. Claro, ao vê-lo, ficaram com espanto, mas logo o ajudaram, e assim, permaneci sentado no banco de espera até a secretária me chamar. Ele me perguntou o que aconteceu, assim eu expliquei — lógico, pulando o fato dele ter me 'abusado' — assim, ela comentou que o conhecia, e inclusive, era amiga da Hanji. E após meu pedido, ela a informou sobre o ocorrido, sendo avisada que a mesma já estava a caminho.

Com educação, a secretária me serviu um café, mesmo eu negando. Mas logo aceitei, afinal, a madrugada foi muito cansativa, e só percebi que eram 5:00 am quando olhei no relógio acima da porta de entrada. Não demorou muito até que a porta fosse aberta, deixando o frio inundar a sala. Era Hanji juntamente com Erwin. Pergunto-me se eles são só amigos...

– Hanji! — a chamei, tendo sua atenção.

– Querido! — ela veio logo me abraçando, um abraço apertado. Um abraço necessitado, um abraço magoado — Conte-me... o que houve?... — ela ainda me perguntava abraçada, assim que repousei a xícara de café acima da bancada da secretária, retribui seu abraço.

– Hanji... do nada ele começou a tossir, e a vomitar... e-eu estava longe, eu não pude ajudá-lo... lá está uma zona, tudo bagunçado, tudo ensanguentado...! — eu falava com a voz trêmula, fazendo o possível para não voltar a chorar.

– Ei, querido... você não está pensando que a culpa é sua... está? — ela se afastou um pouco, tendo seu rosto próximo ao meu, olhando profundamente aos meus olhos, ela disse séria — Isso não é culpa sua... você o salvou...! Imagina se você não estivesse lá...! — com um sorriso caloroso, ela continuou — Obrigada... tanto eu, quanto Erwin não sabemos como lhe agradecer...

Acima de seu ombro, olhei Erwin, que tinha seu sorriso de gratidão. Agora, me sentindo um pouco mais calmo, eu sorri de canto, voltando a abraçar Hanji.

– Estou assustado, Hanji... — sussurrei, afundando meu rosto ao seu ombro.

– Sim, querido... eu também estou assustada... — assim, repetindo meu ato, ela afundou seu rosto ao meu ombro, e eu, levei minha mão até seus cabelos, os acariciando.

Depois de nos afastarmos, Erwin se aproximou, passando seu longo braço direito atrás de meu pescoço, me levanto até ele. Assim, eu levei minha mão até sua blusa, e timidamente a segurou.

– Valeu, cara... — sua voz rouca e trêmula parecia querer chorar, mas assim como eu e Hanji, ele foi paciente, se segurando. Como resposta, balancei positivamente minha cabeça escorada em seu tórax. Após um tempo, eles tomaram café também, se acalmando um pouco, e fomos conversar sentados nos sofás perto da porta.

Assim nos conhecemos melhor. Disse a eles meu nome e eles se entreolharam, o que me pareceu estranho, mas ignorei, já que nada aconteceu depois. O sobrenome da Hanji era Zoe, e do Erwin, Smith. Assim como eu esperava, eles são muito gentis, e é muito bom conversar com eles. Porém, então conseguia ter minha atenção inteiramente à conversa. Eu sempre retornava com meus pensamentos à ele. Será que... ele vai ficar bem...?

Ei, Eren. -Erwin me chamou, tendo minha atenção.

– Sim?

– Por acaso você não sabe o nome verdadeiro do 'Kristoppher'? -ele escorou seu rosto em sua mão direita, que tinha o cotovelo encostado na mesa, dando um sorriso simpático.

– N-Na verdade... não... -respondi corado, meio sem graça. Hanji teve uma reação assustada e Erwin deu um breve riso.

– E há quanto tempo vocês se encontram? Se eu não em engano... há uns... dois meses?... -Erwin falou um pouco sádico, mas ainda simpático.

– P-por ai. -fui ficando cada vez mais sem graça.

– E Eren, não quer que eu lhe informe de seu nome?

– H-hum? -me assustei com sua pergunta. Dizer-me... seu nome?... -Eu acho... que não quero... -falei meio sem graça, e pra descontrair, brinquei de fazer círculos com o dedo no sofá — Prefiro... que ele me fale... ou que eu crie coragem pra perguntá-lo.

– Ah, Eren! Que romântico! -Hanji comentou com o rosto apoiado em suas mãos. R-Romântico?! Senti minhas orelhar arderem.

– Ah, entendi. – Erwin comentou pra si mesmo, de modo que só ele e eu escutássemos.

– O quê...? -perguntei sentindo-me arder ainda mais.

– Nada. — ele riu abafadamente, agora, se levantando do sofá — Com licença, vou me retirar.

– Hã? Vai pra onde, Erwin? — Hanji perguntou curiosa.

– Vou ao banheiro. Quer me acompanhar? — ele perguntou ironicamente.

– Ah! Não, não. Dessa vez eu passo. — ela respondeu com o mesmo tom de ironia. Assim que Erwin saiu de perto de nós, Hanji voltou à conversa — Ei Eren...

– Sim?...

– Ah, não... esqueci. — ela riu da mesma resposta, sendo acompanhada por mim. Após um tempo, com um pouco de curiosidade, resolvi retornar à conversa.

– Ei, Hanji... há quanto tempo você conheceu ele? -perguntei, fazendo-a hesitar.

– O 'Kristoppher'? Ah... Tínhamos quantos anos mesmo...? -perguntou a si mesma — Se não me engano... uns 13... — ela respondeu simpaticamente – Meu pai era amigo do "pai" dele. — ela deu entonação referindo ao pai do mesmo, o que me estranhou.

– Por que se referiu ao pai dele desse jeito?

– Hun. — ela riu pra si mesma — Eu simplesmente não acho que aquele homem deveria ser chamado de "pai". — ela disse desviando o olhar que agora, parecia seco. Resolvi não perguntar por educação, Hanji desse jeito não deve ser bom motivo. Talvez eu perguntasse a Erwin depois.

Um longo suspiro saiu de seus lábios, tendo minha atenção, e logo, ela voltou a falar.

– Sabe Eren... eu acho que eu gosto dele. – ela comentou com um sorriso entristecido.

– “Dele”?

– Sim, do ‘Kristoppher’. – ela comentou sorrindo forçadamente, e meu coração, simplesmente se pôs a doer.

M-mesmo? – perguntei meio sem reação, não sabendo o que dizer.

– Que bobo né? – vi seus olhos se encherem de lágrimas – Amar uma pessoa... que se nega aos seus próprios desejos. – alguns filetes de lágrimas rolaram por sua face – Desculpe, Eren...! – assim, tampando seu rosto com as mãos, ela se pôs a chorar.

Aquela imagem... me cortou. Meu coração acelerar, e minha cabeça a doer. Sentia-me exausto, e desesperado. Lentamente me levantei, e sentei ao seu lado, colocando seu rosto ainda coberto por suas mãos sobre meu tórax, envolvendo-a agora em um abraço, querendo confortá-la. Mas por que... fazer aquilo só me doía mais?

Senti suas mãos descerem de seu rosto, contornando minha cintura e pousando sobre minhas costas, retribuindo meu abraço. Vez ou outra, ela sussurrava meu nome.

Por que a cada chamado seu... sentia um buraco abrindo-se cada vez mais...?

Por que a vez que me lembro de suas palavras, meu coração dói...?

Por que estou me sentindo em pânico...?

– E-Eren... e se ele... não sobreviver dessa vez...?

E se ele não sobreviver...?

– Hanji... – eu a abracei um pouco mais forte, tendo minha voz trêmula, e meu peito ardendo profundamente – Não se preocupe... – fechando meus olhos forcei um sorriso, mesmo que ela não possa ver – Vai ficar tudo bem.

Agora, conseguia ouvir seus soluços e sentia o casaco que eu vestia um pouco molhado.

– Eu vou te ajudar, Hanji... vou te ajudar a ter o amor do Heichou.

Essas palavras simplesmente escaparam de meus lábios. Parece que ela ignorou a palavra “Heichou”, só concordou. Mas eu ainda me pergunto.

Por que dizer isso, foi tão sofrido à minha mente?

Continue...

Notas finais
E então gente? Comentários? Reclamações? Os dois vestidos: https://fbcdn-sphotos-g-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn2/t1/1620527_722858051091231_247394440_n.jpg O Eren de peruca ficou parecendo o Armin, não é? kkkkk O Le--- 'Kristoppher' ficou gatheeenho u.u