Why do you Refuse?
7 Chapter 7 - Fuking Blonde
Notas iniciais
Why do you Refuse?
Chapter 7 – Fucking Blonde
Narrador pov’s
“O estado é grave. Mas não se preocupem. Ele já enfrentou coisa pior.”
Aquelas palavras tão abaladoras não conseguiram fazer aquele simples garoto alegrar-se.
Naquele simples quarto tristonho e desgastante, cheirando a produtos de limpezas, não sendo encontrado nenhum vestígio de sujeira, estavam cinco entristecidas pessoas.
Naquele quarto privado de um hospital tão grande estavam cinco entristecidas pessoas.
Três dali, com um brilho de esperança forçado. Quem seriam elas? Apenas dois convidados, e o próprio médico. Os convidados? Hanji e Erwin. E o médico? Simplesmente o Dr. Nile. Não o melhor, mas também, não o pior.
Naquela cama de lençóis brancos e limpos, estava um homem pequeno, de cabelos negros e pele tão pálida quanto, ou até mesmo mais, que aquele mesmo lençol que era encontrado cobrindo-o. Naquela face tão bonita encontravam-se olheiras profundas e incrivelmente escuras. E aqueles finos lábios tão lindos, tão bem desenhados uma cor encontrava-se ao tom roxo esbranquiçado e agora, pareciam meio duros e secos. Com ajuda de aparelhos respiratórios, e com algumas veias ligadas a bolsas de sangue, tentava-se reanimar aquele tão pálido homem.
Realmente, aquele homem parecia tão fraco... tão... doente... O que será que havia realmente acontecido consigo?...
Ao lado dele, em uma cadeira de espera, encontrava-se um garoto dos cabelos marrons e olhos solitários e depressivamente azuis. Assim como a cor do céu. A atual cor era devido à tristeza que se encontrava em si, devido àquele céu imenso de puro desespero que ecoava em sua mente, ao seu coração. De certa forma... mesmo não sendo verdade, o garoto se sentia... tão imensamente... culpado...!
Culpado por tudo aquilo acontecer. Ah!... se ele soubesse sobre os detalhes... se ele não tivesse saído de perto do mesmo tanto quanto na apresentação do Oscar, quanto no estabelecimento do homem em coma...! Será que isso teria acontecido também?... Não. Certamente não. E novamente, o mesmo foi nomeado como o “Inútil” por si mesmo.
As pessoas em sua volta se perguntavam “Há quanto tempo esse garoto está ai...?” Dias? Semanas? Até mesmo, quem sabe meses...! Mas isso, na visão do garoto, não tinha mínima importância! O importante, o necessário seria mesmo aquele homem tão pálido diante a si, acordar. Acordar saudável, e ser repreendido, ou até xingado, assim como ele sempre fazia.
Os outros dois convidados, tão preocupados quanto o médico, tentavam reanimar pelo menos o mínimo de sua pouca consciência restante.
– Eren... já chega... está liberado... – Erwin disse pela milésima vez, com sua mão apoiada aos ombros do garoto, permanecendo-a ali, tentando fazer com que o mesmo aceitasse sua proposta. Mas o garoto... não podia. Não vendo aquele rosto tão pálido, com essas olheiras tão profundas, com esses lábios tão roxos. Não mesmo... principalmente quando se lembra que aquele ali... deitado à cama com aparelhos de ajuda... era o seu “professor” o seu “chefe” o seu “melhor amigo” o seu... incrível Heichou.
– Eren... vá pelo menos comer... – Hanji pedia, com o desânimo tão estampado em seu rosto, torcendo mentalmente com todas as forças que o garoto cedesse aos seus pedidos. Mas infelizmente, não foi isso que ele tinha em mente.
– Não estou com fome, Hanji. – o garoto pronunciara as únicas palavras desde que eles chegaram ali. Sua voz desgastada estava sem alma. Parecia frio. Mas não frio voltado a eles, e sim, a si mesmo.
Sem o direito de nada falar, voltaram àquele silêncio desgastante, tristonho, depressivo.
“Até quando ele ficará ai...?”
Eren perguntava a si, com saudade daqueles olhos tão lindos, azuis acinzentados que miravam a si, que mesmo na maioria das vezes desinteressado, o fazia sentir-se melhor. Sentia falta daquela voz que, na maioria das vezes, o xingava, mas que o tratava tão bem. E honestamente... sentia falta daqueles toques calmos e gentis que tivera consigo. E por algum motivo... não conseguira desgrudar seus pensamentos da madrugada inteira de que o encontrou caído ao chão do banheiro.
“Por que isso havia de acontecer...?”
O garoto pensava, desesperado. Deus! Sentia-se tão culpado...! Tão... inútil...! Não bastava não ter conseguido mudar o pobre e sofrido destino da sua mãe... o mesmo haveria de acontecer com seu Heichou?
Os pobres e desesperados pensamentos foram interrompidos por roucas e desgastadas tosses, que logo a direção que as vinha, recebeu a atenção de todos. O homem dos cabelos negros finalmente acordara. Depois de longas e exaustivas semanas. Todos ali receberam um tranco, os sentados se colocaram de pé, os já levantados fizeram um movimento brusco, como se tivessem saído da transe.
Eren encontrou-se eufórico, ansioso. Suas pernas tremiam, e o tão desaparecido e bonito sorriso tornou-se a aparecer em seu rosto, e logo, seus olhos se esverdearam. Seu estômago deu voltas. Que sensação nostálgica! Finalmente... ele havia acordado! Mas... sua alegria não durou muito. Assim que avistou aqueles olhos opacos, avermelhados, azuis profundamente escuros, seu sorriso desapareceu. E, agora que ele tinha seus olhos abertos, Eren não pode deixar de perceber, o quão mais abatido ele estava. E seu peito, pôs-se a doer, de modo que parecesse que nunca mais pararia.
Só de observar aqueles olhos sem vida, seu astral que havia aumentado rapidamente, resolveu seguir novamente o caminho contrário, assim diminuindo. E juntamente com todas aquelas sensações ruins, às lágrimas vieram aos seus olhos, começando a tremer. Desabando na cadeira, pelas suas pernas bambas, levou sua mão até seu rosto, para não mostrar sua coloração, enquanto tentava re-guardar aquelas lágrimas que tanto segurou.
– ... – um silêncio aprofundou àquela sala, enquanto o homem dos cabelos negros fazia esforço pra se livrar o aparelho respiratório. – A-ah! Ghn... – alguns grunhidos de reprovação vieram do homem deitado, que ainda se esforçava. Hanji, percebendo, foi até ele e o ajudou a retirar, cuidadosamente, ouvindo depois um longo suspiro de alívio, e sua respiração ofegante.
Eren, que observava toda a cena, só percebeu seu peito doendo ainda mais. E percebeu também, a marca vermelho meio roxo que o aparelho deixara à face do dono dos olhos opacos.
– Ei... você tem que ficar com o aparelho. – Hanji sussurrou, voltando lentamente o mesmo até o rosto alheio. Sem dizer nada, ou protestar, o mesmo aceitou, mas optou por segurá-lo, para não apertá-lo mais. Mas, ao tocar o aparelho, acidentalmente tocou seus dedos aos da Hanji, e, ao sentir aqueles dedos tão gélidos a mesma se assustou, recuando. – Você... está muito gelado...!
Dr. Nile às pressas, fechou a janela e lhe trouxe cobertores, assim, medindo sua temperatura. Um susto: 31,5ºC. Com o pedido de licença para cuidar do homem ali em coma, Hanji, Erwin e Eren saíram do aposento.
– Eren, o que acha de se alimentar agora? – Erwin comentou, levando a sua mão ao ombro do garoto, fazendo com que o mesmo relaxasse um pouco mais com o toque.
– Sim... vou indo. – Eren respondeu num sorriso forçado, com os olhos fechados, virando à direita, em direção ao refeitório do hospital que tanto ficara.
Assim que Eren se afastou, Erwin entrelaçou seu braço em volta do pescoço de Hanji, sua amiga, recebendo seu peito como apoio de sua cabeça. O mesmo admitia abertamente a quem fosse: Ele sempre amou aquela maluca. Sempre! E não é um “amor” qualquer. Um amor verdadeiro, um amor que o faria oferecer sua própria vida para obter a felicidade de sua amada. Um amor tão verdadeiro, que mal conseguia controlar seu tão acelerado coração só de tê-la ao olhar. Mas felizmente, conseguia controlar sua coloração.
Ele sabia, infelizmente, que a mesma sempre amara seu melhor amigo –Levi- o pequeno homem dos cabelos negros, que tanto admirara como seu irmão mais velho, mesmo sendo o mais novo entre eles. Ele sabia disso sim. Mas seu amor pela garota era tão puro, mas tão lindo, que ele não era egoísta de querê-la só pra si. Se ela quisesse Levi como um vício, ele a ajudaria a tê-lo pra si. Mas, preferia não forçar o menor, que teve seu passado tão... traumático.
Mas, uma coisa que ele se questionava: Desde pequeno, ele gostou de Hanji. Como um amor de primeira vista. E eles, sempre estavam por perto, toda a vida. A maluca e o gentil. Será que... ela já percebeu isso? Se já percebeu, ela o ignora? O que acontece entre esses dois? Hu. Ele não sabe. Mas preferia ficar assim, a ter a mulher longe de si. Ele preferia sofrer calado, a ter a mulher sofrendo.
– Ei... Erwin... – Hanji o chamou, tendo a atenção do loiro – Nós temos... que ligar pra ela. – a mesma olhara o chão com um olhar tristonho, tendo-o como mais interessante do que fazer tal ato. Se ela pudesse, uma ova que a ligasse! Por ela, aquela maldita estaria queimando ao inferno desde que possível.
– Sim... infelizmente — o maior suspirou antes de concordar, apertando levemente a mão de Hanji que fora até a sua – Dessa vez... ela podia não fazer nada. – o mesmo se encontrou com o olhar perdido, assim como o da morena-ruiva ao seu lado.
Um silêncio adentrou entre os dois, que estavam tão tristonhos ao ter de fazer a maldita ligação tão necessária. O que –raios- ela faria dessa vez? Com certeza o torturaria. Mas de que modo? Falaria mal do menor em sua própria presença até ele ter um ataque cardíaco como aquela vez? O espancaria até novamente desmaiar? Daria mais bebida alcoólica para ele? Ou... novamente diriam aquelas malditas palavras que o guiou ao ato de suicido?
Por que aquela mulher... deveria existir?!
Os dois, mesmo silenciados, conversavam entre o pensamento. As exatas coisas que um pensava, o outro pensava, ao mesmo tempo. O porque disso? Simplesmente sabia que aquela prostituta era capaz.
Enquanto os dois conversavam, Eren se encontrava já no refeitório, com o seu lanche atacado pela metade. Já perdera a fome desde que entrara ali, mas continuara a comer para não desmaiar. Agora, ele se encontrava com a cabeça apoiada as mãos que eram sustentadas aos cotovelos na mesa. O mesmo se encontrava distraído, tendo seus pensamentos ao homem que o fazia suspirar.
Lentamente se levantou, sem vontade. Entregou sua bandeja do lanche à lavadora e foi até a sala de recepção. Iria avisar Mikasa que seu professor havia acordado, mas que ficaria por ali por mais algum tempo. Com o pedido aceito, usou o telefone, assim iniciando a conversa básica com Mikasa. Como sempre, a morena o perguntou se havia comido e descansado, coisas assim. Mesmo de má vontade, Eren respondeu, mesmo mentindo em algumas respostas. Meio distraído com a conversa entediante da irmã, só notou uma mulher com um vaso de flores vermelhas que entrou no hospital quando a mesma foi ao seu lado, conversar com a secretária.
– Olá.
– Oi... – a secretária, até agora, tinha um sorriso no rosto. Mas ao ver aquela mulher em sua frente, seus lábios o desfizeram. – Como posso ajudar...?
– Estou procurando o quarto onde meu conhecido está hospedado. – Eren esqueceu-se do telefonema por um minuto após relembrar do rosto daquela mulher. Aqueles cabelos loiros, longos e cacheados, com os olhos azuis e sobrancelhas finas com a pele extremamente clara... sim! Era a mulher que viu na apresentação do Oscar! Aquela mesma que Hanji e Erwin se apavoraram ao ver. – O quarto... se não me engano...
– 105. – a secretária continuou, seca, sem o ligeiro sorriso aos lábios.
– Isso! – respondeu a mulher com um sorriso aos lábios, apontando o leque fechado à bochecha. – Não sei como chegar lá.
– Ah, com licença. – Eren se intrometeu, tapando o telefone para não interferir Mikasa ao meio – Eu vou lá assim que acabar essa ligação. Posso te levar se não se importar. – Eren respondeu em meio de um sorriso gentil.
– É mesmo? Eu adoraria, sim. Muito obrigada. – a mulher sorriu gentilmente, antes de tampar os lábios vermelhos com o leque aberto.
– Só um minuto. – pediu Eren, agora terminando a ligação com Mikasa. Assim que terminou, deixando o telefone no gancho, se pôs a caminhar juntamente a mulher tão bonita. Claro, não deixando de notar um olhar triste e de desprezo da secretária contra a loira.
Eren estava fascinado. Aquela mulher era tão linda...! Tão delicada, tão gentil. Quantos anos ela teria? 20? 21?
– Não pude deixar de te ouvir tocar durante a apresentação de Oscar mês passado. – começou a loira, formal, elegante. Com o leque sobre os lábios – Parabéns. Informo-lhe que tens um grande dom.
– Ah é mesmo? – Eren se corou, um tanto sem graça – Eu quem lhe agradeço pelo elogio.
A mesma acrescentou um riso calmo e gentil – Ah... pena que ‘Kristhopper’ atrapalhou.
– O quê?
– Ah, aquele não sabe cantar. – ela disse fechando e abrindo o leque lentamente, de forma sutil – Aquele não tem dom. – acrescentou certa firmeza à última palavra, fazendo Eren ter uma pontada de raiva, mas o mesmo a escondeu.
– Por que acha isso, senhorita? – ele perguntou ainda gentil.
– Senhorita? – ela riu novamente, de uma forma doce, levantando sua delicada mão esquerda que segurava o leque até os cabelos sedosos do moreno – Assim tu ganhaste pontos comigo. Sou dezessete anos mais velha que ‘Kristhopper’.
– O quê?! – Eren na conseguiu esconder a surpresa, fazendo a mulher sorrir novamente – D-desculpe. Isso é sério? – ele perguntou ainda indignado.
– Sim. Fico feliz que tu achaste que sou nova assim.
E assim, a conversa se alongou, até chegarem ao quarto 105. Eren bateu à porta e entrou com um pedido de licença. Ao adentrar o cômodo, todos olharam a mulher em pânico, fora o menor, que ainda estava de cama, olhando a parede como se fosse a melhor coisa para se olhar.
– Obrigada. – agradeceu novamente ao Eren – Por favor, agora peço licenças. Preciso falar com ele. – colocando o jarro de flores sobre a mesa ao lado da cama, conversou com o moreno brevemente – Olha, trouxe Camélias vermelhas. Você gosta não é? – ela acariciou levemente os cabelos negros do homem deitado.
Hanji, ao observar a cena, viu a “farsa” da loira e por querer avançar a mesma, teve de ser detida por Dr. Nile. O dono dos olhos azuis escuros retirou o utensílio de ajuda respiratória, e num sussurro rouco, disse que estava tudo bem. Assim, Dr. Nile levou Hanji às forças pra fora do quarto, sendo acompanhada por um Eren assustado e por Erwin que antes de fechar a porta, disse que estaria atrás da mesma, caso precisasse.
Não demorou muito até que a mulher trancasse lentamente a porta evitando fazer barulho, mudando sua expressão gentil para uma de horrível desprezo.
“Seu inútil...!”
Ali de fora, em frente à porta, não escutava as palavras usadas pela loira, que deu continuidade a várias outras, talvez piores, ou do mesmo nível. Eren estava escorado à porta, ainda assustado, meio nervoso. Estava com medo. Olhava profundamente a mulher à sua frente, que estava mais em pânico que si. Ela se esforçava para conter as lágrimas, mas ora ou outra, deixava algumas escorrer. Uma face enfurecida nascera em seu rosto, que parecia que não sairia de modo algum. Erwin, ao seu lado, tinha seu olhar à Hanji. Um olhar tristonho, com pena. Mas também raivoso. Dr. Nile, estava também raivoso, mas o pânico em si, era mais presente.
Eren sentia-se sem reações, sem palavras. Não sabia o que estava acontecendo. Não sabia o motivo de toda aquela raiva. De todo aquele pânico. Parece que... ali existe um ódio tão profundo...!
Um ódio que Eren não saberia tão cedo. Não se ele perguntasse a Erwin.
– Erwin... — Eren sussurrou ao loiro alto ao seu lado
– Sim...? – o mesmo respondeu sussurrando também.
– Por quê todo esse mistério...? Você não poderia falar-me sobre o-
Nesse exato momento, os pensamentos de todos são cortados pelo estrondoso barulho de um vaso quebrando-se. Fazendo com que Eren desgrudasse da porta, e Erwin tentar abri-la, sem sucesso.
– O quê?! – Erwin não acreditou. Aquela maldita havia sabotado!
– Não...! – Hanji voltou ao desespero de antes, com as mãos na cabeça, descabelando-se.
– Sr. Sophie Ross! – Dr. Nile gritou. Assim, Eren deduziu ser o nome da loira, ou talvez, um codinome.
Agora, enquanto Erwin arrombava a porta, ouviam-se novos gritos vindos da mulher. Assim que o loiro arrombou, encontraram a mulher acima do moreno, sufocando-o com o travesseiro.
– Sr. Ross! – Erwin a chamou e rapidamente prendeu-a pelos braços, a fazendo largar o travesseiro, assim Hanji rapidamente retirou o mesmo de cima do rosto do homem, aliviando-se por terem chegado a tempo. Assim, colocando o aparelho respiratório.
Eren não deixou de notar o vaso quebrado, espatifado ao chão com um pouco de sangue ao meio, misturando-se às lindas e maltratadas Camélias. Olhando assim, o braço do homem que estava agredido. Lentamente aproximou-se a ele, pegando-o gentilmente assim, o observando melhor. Não pode não deixar suas lágrimas invadirem a face desapontada de seu rosto.
“Então... era ela quem o agredia...”
Revoltado Eren deixou suas lágrimas caírem absurdamente rápidas, absurdamente infinitas, deixando soluços as acompanharem.
“Tão... inútil...”
Pensava sobre si mesmo, com total desgosto, por novamente não puder ajudá-lo.
Erwin, lentamente soltou à loira quando ela se acalmou. Assim, caminhando lentamente até a porta, sendo acompanhada por Dr. Nile. Mas, ainda enfurecida, deu meia volta às pressas, e retirou seu sapado de salto, com a intenção de agredir novamente o meio inconsciente ali deitado, mas se assustou assim que viu que o garoto moreno entrou na frente e levou uma lapada acima de seu olho.
Todos ali na sala ficaram em silêncio, e Levi chegou a voltar à consciência com o barulho e o sangue que escorreu do rosto do rapaz. Dr. Nile agiu primeiro, indo até o moreno para tratá-lo, assim, Erwin guiou a loira até a porta do hospital. E Hanji, permaneceu intacta, ainda aterrorizada.
Após Dr. Nile tratar do ferimento de Eren, informando-o que ficara com a visão do olho esquerdo embaçada por uma semana, enquanto Hanji limpava o local que o vaso foi quebrado, o mesmo caminhou até o homem de coma, que não desgrudara os olhos de si, mesmo no estado que se encontra e sentou-se ao lado, na cadeira.
Os dois uniram as pontas dos dedos, entrelaçando-os e fechando-os. Um toque simples, mas que refletia tudo. Ambos permaneciam em silêncio, conversando com o olhar. Perceberam que um pedia desculpas ao outro, com reciprocidade. Eren, não aguentando o peso daqueles tristonhos olhos escuros sobre si, não segurou suas lágrimas. Chorava em silêncio, com os olhos fechados agora. Sentindo a leve carícia que recebia em sua mão.
Eren mal percebeu que o tempo passou, e o homem diante a si já dormia, já que ainda acariciava sua mão. Hanji, já havia saído assim como Dr. Nile. Agora, pra lhe fazer companhia, estava Erwin.
– Eren. – o loiro sussurrava para não acordar o outro – Ainda quer que eu te conte sobre ‘Kristhopper’? – sua pergunta de repente, fez o garoto se assustar e estremecer.
– Sim... por favor. – o mesmo pediu, engolindo seco.
Smith sentou-se à cadeira que havia a frente da cama, sentou-se com as pernas abertas e com os cotovelos apoiados nas mesmas, com uma expressão totalmente séria.
– De começo... – ele disse, apoiando seu queixo sobre suas mãos, acompanhado de uma respiração profunda – Aquela loira... é a mãe dele.
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