Why do you Refuse?
5 Chapter 5 - He's a Drunk!
Notas iniciais
Why do you Refuse?
Chapter 5 – He's a Drunk!
Desde o dia em que aquilo aconteceu, o gordo continuou sendo como sempre, como se nada tivesse acontecido, mas a realidade era que nosso clima ficou um pouco pesado. Mas por mais que eu passasse horas pensando, eu não entendia o porque. Não entendia o porque daquilo ter acontecido, não entendi o porque dele voltar a agir como antes ignorando esse assunto, e não entendo mesmo o motivo de eu estar tão frustrado com isso, mesmo fingindo não estar.
Passaram-se alguns dias desde que fui contratado. O combinado era com que eu aparecesse sempre na hora do almoço, assim fazendo. Ele disse que poderíamos parar de nos encontrar na praça, afinal, agora, passaríamos os dias juntos. Isso, de alguma forma, mexeu um pouco comigo, mesmo eu não sabendo o motivo. É claro que eu sei que agora sou seu cozinheiro, mas agimos como melhores amigos ainda. Parece que... sou um convidado que se oferece a cozinhar. Ele sempre me da atenção, sempre me ajuda, desde cortando legumes até arrumar a mesa, ele oferece à ajuda.
Levo Carla, ele me da dica, me ensina músicas... Passamos o dia conversando, dou algumas ideias para alguns livros e algumas pinturas. Eu... me sinto especial... mas não sei... ele age de boa maneira com todos os empregados de sua casa. Acho isso legal de sua parte... mas por que... eu não gosto tanto disso?...
Ah sim, eu também descobri que ele tem vício em animais, especialmente gatos. Ele tem um grande quarto nos fundos somente deles. Bastante arrumado, incrivelmente limpo. Ele tinha 6 gatos, 3 Angorás e 3 Siameses. Ele disse que quatro deles encontrou na rua, e os adotou. Os outros dois, seus amigos o deram. Os nomes dos bichanos? Angorás: Tracy, James e Amy, os Siameses: Raven, Tiger e Ságua. Sim, isso mesmo. Ságua daquele desenho “Ságua, A Gatinha Siamesa”. Eu achei um tanto fofo essa parte dele, ser amolecido por simples animais que precisam de afeto. E afeto, ele dava sempre. Era um ótimo e responsável dono. O mesmo amava todos igualmente e nunca, nunca deixava de dar carinho que tanto precisavam.
Hoje já é sábado, e como prometido, já estou aqui, em frente a casa dele, mal percebi que já eram 6:30 pm. Por causa de meus pensamentos, eu me atrasei um pouco. Já fui informado de que os empregados não trabalham aos finais de semana, então, com uma chave que ele tinha me entregado, entrei pela porta que havia ao lado do portão. Conhecendo o caminho, fui direto à sala de visitas, onde ele se encontrava, sentado elegantemente, com as pernas cruzadas, tomando café, segurando sua xícara unicamente do seu jeito.
– Pensei que não vinha, garoto. – comentou, com certo desinteresse.
– Desculpe.
– Aceita café?
– Ah, não... obrigado. – sentei-me ao seu lado e ele, finalizou seu café com o ultimo gole
– Tudo bem, vamos começar arrumando você. – ele disse se levantando, depositando a xícara em cima da mesa – Comecemos com a peruca.
– Hã? Peruca?
– É, está surdo por acaso? – ele disse num tom bastante mal-humorado.
– N-não é isso! Pra que uma peruca?...
– Pra colocar na cabeça, oras.
– Para!
– Quando você for famoso, vai querer ser perseguido pelas fãs até sua casa, seu babaca?
– Ah...
– Então, que cor quer?
– Q-Que cor tem...?
– Só diga, moleque. – ele rolou os olhos. Parece que esse não é o melhor dia pra fazer hora com sua cara.
– Não sei... escolhe por mim.
– Já volto. – ele anunciou depois de me olhar com desgosto, levando a xícara consigo até a cozinha. Após alguns minutos, ele apareceu uma mala grande de rodas. Deitou-a e a abriu, retirando de lá, diversas perucas. Ele está me assustando com essa história... – Ei, não me olhe assim. – deu um riso sarcástico – Eu não sou um ladrão ou algo assim.
– E-eu não disse que você era.
– Mas estava pensando.
– N-não, eu não estava! – ele se aproximou com uma peruca negra e outra loira em ambas as mãos e enfrente a mim, posicionou-as cada uma de um lado. Parecia estar se decidindo em qual seria melhor.
– Parece que você ficaria bom com os dois... – ele comentou pensativo, aproximando o rosto um pouco, o que me causou certa ardência ao perceber que eu não desgrudava... os olhos de seus delicados lábios. Comecei a sentir meu coração acelerar, e eu ficando nervoso. Eu não queria de jeito algum que ele percebesse isso! Então eu automaticamente acabei o afastando com as mãos, assustando-o um pouco. – Hã?
– E-eu prefiro... a l-loira. – eu disse só por dizer, desviando o olhar do seu.
– O que há com você, hum? – ele perguntou um pouco desconfiado, mas deu de ombros, colocando as perucas sobre a mesa. – Já volto novamente. – Dessa vez, ele subiu as escadas, e após um tempo, ele voltou com uma maleta metálica em mãos. – Enquanto eu te arrumo, vai pensando em um nome artístico. – ao meu lado, no sofá, ele abriu a pasta, dando-me a visão de algumas maquiagens.
– O quê? Você vai me maquiar? – perguntei meio indignado.
– Hu. E por acaso você vai ficar menos homem se passar maquiagem? – ele me perguntou sarcástico, escolhendo os itens, e conferindo se a cor era compatível ao meu tom de pele. – Você acha mesmo que pode aparecer com essas olheiras deixando-lhe tão desleixado? – por minha vez, nada respondi, evitando estressá-lo ainda mais.
Após escolher os itens, ele pegou uma goma e tirando minhas mechas de minha testa, prendeu-as para trás. Aproximando-se mais de mim, pegou algum negócio que nem faço ideia do que seja e começou a passar no meu rosto. Era algo gelado, e ele passava com algodão.
– Ah. Pelo menos você sabe lavar o rosto. – ele comentou pra si após passar o algodão ao meu rosto, olhando ao algodão com um pequeno brilho aos olhos. Pegando outro troço que mal sei o que é, ele começou a espalhar em meu rosto, e eu, inconscientemente, olhei novamente seus lábios avermelhados. E após perceber para onde eu olhava, comecei a chegar um pouco mais pra trás, afastando-me lentamente dele. – Ei, fica quieto, seu idiota... Está me atrapalhando. – ele segurou meus ombros, deixando-me ainda mais corado. Após ele continuar, por reflexo, continuei a me afastar, e ele, já estressado, simplesmente sentou ao meu colo, tentando evitar com que eu me afaste mais. É claro, eu não pude deixar de corar e virar o rosto. – Qual é, seu imbecil! Olha logo pra mim! – forçadamente, ele virou seu rosto pra si, e voltou a passar o líquido.
Caramba... o que eu faço?! Eu me sinto tão constrangido... eu não consigo parar de me corar. E só de pensar... que ele simplesmente está sentado em meu colo, virado pra mim... merda... Tenho quase certeza que já tem uma meia ereção... O que eu faço? O que eu faço? O que eu faço?! E se ele descobrir? Não... e se ele sentir?! Caramba, merda... merda... Acalme-se Eren! Pense em coisas desagradáveis... coisas desagradáveis... coisas desagradáveis!
– O que você tem hoje, pirralho? – ele me perguntou, quando acabou de espalhar o líquido.
– O-o quê?! N-não! Haha, nada! Heh...
Dando de ombros, ele simplesmente resolveu ignorar. Inclinando-se pra trás, esticando seu braço para alcançar a peruca, na mesa atrás de si, pude sentir mais suas nádegas, o que me fez corar mais e sentir... mais incômoda.
Droga, droga, droga, droga, droga, droga, droga, droga, droga, droga, droga, droga.
Merda! Acalme-se Eren! Pense que esse cara... é um cara! Que tem... redondinhas belas... e... que você tem que parar de reparar nisso! E se ele descobre?! Ele, com esse terrível mau-humor vai acabar com você!
Após ele pegar a peruca, ele voltou a se inclinar pra mim, e inconscientemente, deu uma pequena rebolada ao meu colo. O que só me provocou.
– Ei, pirralho. Sou tão pesado assim?
– H-hum?
– Estou prendendo o seu ar, é? Você está literalmente azul. – ele dizia num tom desinteressado, me olhando, e eu, desviando mais e mais meu olhar.
– N-não! Não é n-nada disso...! – ele se levantou de vagar, mas infelizmente, ao apoiar o peso sobre o joelho no sofá, ele escorregou e caiu sobre mim. O que me fez entrar em pânico ao sentir sua respiração em meu pescoço e seu braço envolta do sofá, contornando a mim.
– Ah, sinto muito. – eu permaneci em silêncio enquanto ele si levantava. Fazia de tudo para voltar ao normal, mas eu não conseguia. Eu tentava fazer com que minha respiração voltasse ao normal, e minha cor provavelmente já estava roxa.
Na mochila que ele tinha perucas, ele retirou uma touca clara e com cuidado, pôs a minha cabeça, cobrindo meus cabelos. E em seguida, colocou-me a peruca loira. Por eu continuar afastando-me lentamente, ele voltou a estar ao meu colo, zangando-se comigo, posicionando certamente a peruca.
Após arrumar, ele, com os joelhos ao lado de minhas pernas, colocou seu braço ao meu lado, e se aproximou um pouco, olhado pra mim.
– É... devo admitir, garoto. Até que ficou bem em você. – não sei se foi proposital, mas o seu tom de voz foi certamente sexy, o que me fez só corar mais, olhando aqueles olhos desafiadoramente belos. – E então, qual nome você pensou?
– N-nome? A-ah – virei meu rosto pra pensar rapidamente em um – S-sei lá... B-Brendon? – falei o primeiro que vinha em mente, ele apenas revirou seus olhos.
– Sobrenome?
– Ah-ahn.... Blanch Moon! – falei a única coisa que veio em minha cabeça.
– A verdade é que você nem pensou né? – ele revirou os olhos novamente – Você quem sabe. – ele se levantou cuidadosamente, sem cair dessa vez – No meu quarto, em cima da cama, tem alguns ternos. Escolha algum que sirva em você.
Após guardar as maquiagens que ele tinha retirado e as perucas também, o mesmo subiu as escadas com a mochila e a maleta em mãos. Eu esperei um pouco, ainda sentado, eu estava me acalmando aos poucos. E quando eu me senti finalmente calmo, eu fui até seu quarto.
Assim como ele informou, sobre sua imensa cama de casal, encontravam-se oito ternos de variadas cores. Mas, um entre eles me agradou mais. Blazer branco com detalhes verdes que fazia conjunto com uma calça preta com detalhes também verdes, camisa preta e gravata verde. E por sorte, ao vestir, as medidas caíram muito bem em mim. Eu usava um sapato social preto e luvas brancas.
(*)
Para esperá-lo, desci novamente à sala de visitas e me sentei ao sofá. E não demorou muito para que ele aparecesse. Ele usava uma peruca ruiva, com uma franja jogada pro lado esquerdo e com uma trança. Não estava de gravata, mas sim com um lenço branco, assim como sua blusa. Já o blazer, era um azul escuro, um StellBlue, assim como sua calça. E assim como eu, um sapato social preto e suas luvas, pretas.
Eu poderia admitir que... ele estava incrível. A tonalidade de seus olhos azuis acinzentados e de sua pele tão alva permitia que qualquer tipo e cor de cabelo caíssem bem nele.
– Ah, ficou realmente muito bem em você, Brendon. – ele fez um rosto perverso.
– O-brigado...
– Kristoppher.
– Kris. – sorri timidamente, sendo ignorado, o que me deixou um pouco irritado, mas ignorei. A verdade é que ele parecia estar de ‘tpm’.
– Acompanhe-me. – assim o obedecendo, o segui até sua garagem, entrando, juntamente a ele em seu tão luxuoso carro. Seguimos a algumas ruas, até em uma esquina, encontrarmos um casal.
– Kris-chaan! – a mulher gritou acenando, tendo a mesma voz de Hanji. Quando o carro se posicionou em frente a eles, sua reação confirmou minhas suspeitas – Aah! Querido! Como vai? Meu deus, você está lindo!
– Posso dizer o mesmo a você, Hanji. – sorri timidamente pra ela. A mesma tinha seus cabelos da mesma cor, mas talvez estivesse com uma peruca, ou aplique, não sei como chama, mas seus cabelos estavam mais longos e cacheados. Seus óculos estavam menores, numa armação que a deixava mais sexy. Ela usava um vestido branco sem alças e um tipo de véu passado aos braços. Usava uma sandália de salto.
– Nanana! Sou Wendy aqui. Mas agradeço o elogio. – ela me corrigiu gentilmente — E você, meu bem?
– Brendon.
– Ah sim, esse aqui atrás, é o Erwin. Mas nessa ocasião, pode chamá-lo de Jonnathan. – ela apontou com o polegar ao homem alto ao lado dela, que estava com um sorriso gentil ao rosto. Seu terno era simples e preto, mas com uma flor ao bolso e uma gravata vermelha, o deixava bem elegante.
– Prazer Brendon. – o loiro esticou sua mão e a pousou ao ombro. Pelo corte de seu cabelo, eu diria que não usava uma peruca, mas nunca se sabe.
– O prazer é meu, Jonnathan.
– Acabou a conversa? Esse papinho enjoado de vocês está me irritando. – ‘Kris’ revirou os olhos.
– Você também está lindo, Kris-chan! – comentou ‘Wendy’.
Com mais reclamações da parte do ‘ruivo’ ali, os dois entraram no carro. Ótimo. Mesmo parecendo ser impossível, ‘Kristoppher’ conseguiu ficar mais irritado.
– Ei, Kristoppher, não acha que está muito pau no cu hoje? – ‘Jonnathan’ comentou, com um sorriso sarcástico.
– Também acho. Não acha também Brendon? – ‘Wendy’ confirmou.
Já que o sinal vermelho estava visível, ‘Kristoppher’ me encarou mortalmente, fazendo-me suar frio e desviar o olhar.
– A-ahn... você acha? – eu disse rindo forçadamente.
Depois disso, ‘Wendy’ ficou repreendendo ‘Kristoppher’ que só se estressou mais. ‘Jonnathan’ vez ou outra entrava na conversa pra concordar com a mulher. Já eu, ficava só no meu canto, escutando-os. Após chegarmos, deparei que já eram 9:30 pm. Além de termos demorado em arrumar, era bem longe. Mas eles disseram que chegamos bem na hora.
Foi meio entediante a apresentação do Oscar, mas me surpreendi ao saber que o Oscar principal ali era sobre o livro de ‘Kristoppher’ “Assovio da Meia-Noite”. Particularmente fiquei meio decepcionado por ele não ter me falado nada sobre isso... Mas o que eu deveria fazer...? Repreendê-lo?... E por acaso isso faria algum efeito além de fazê-lo ficar com raiva de mim...?
Após as palavras de agradecimento de ‘Kristoppher’ os fãs o cercaram, e acredite, eram muitos. O mesmo, sem dar nenhum sorriso desde que entramos aqui, deus sua gentil atenção a eles, permanecendo-se seriamente. Eu estava sozinho, ali próximo às comidas. Vez ou outra alguma garota aparecia e conversava, e sempre que isso acontecia, eu sentia um olhar furioso sendo lançado do lado da rebelião de fãs perto de ‘Kristoppher’, mas eu nunca sabia quem lançava.
– Ei, querido, parece desanimado. Não gostou daqui? – perguntou Hanji próxima a mim, tomando um champanhe.
– Ah não, eu estou bem, Wendy.
– Realmente? Às vezes você lança um olhar tristonho ao Kristoppher. Ele te disse algo que te magoou? – ela perguntava gentilmente, preocupada.
– Ah, não não, deve ser um engano. Mas obrigado.
– Bom... se você diz... venha, me acompanhe, tem algumas garotas bem bonitas ali que gostaram de você. – ela vinha me puxando, até o grupo onde ela estava – Ei garotas, olha quem eu trouxe aqui...
E assim, se rumou à conversa. Sinceramente, todas ali eram deslumbrantes. Mas por algum motivo, eu não dava minha atenção inteiramente a elas. Vez ou outra, sempre olhava em rumo a rebelião ainda presente ao outro lado da enorme sala.
Em um momento, uma loira ali do grupo se aproximou mais de mim, fazendo pose, puxando papo... De certo modo me incomodava, mas eu tentava não demonstrar isso, agindo gentilmente. Até que uma presença ameaçadora apareceu atrás de nós.
– Eu não te trouxe pra ficar de papinho com garotas, Moon. – ‘Kristoppher’, enfurecido, se deu o lugar de nos separarmos. Eu me desculpei, mas fiquei feliz de certa forma por ele ter aparecido. – Está na hora de nossas apresentações. – ele disse ríspido, me puxando pelo braço, sem me dar a chance de me despedir do grupo.
– E-ei, calma, o que há com você? – perguntei me apressando, tentando o acompanhar. Mas logo ele me soltou, colocando a mão sobre a testa.
– Ts... – ele deu um riso seco olhando pro chão, mas depois ele voltou seu olhar ao meu – Desculpe... me sinto meio estranho.
– Hum? O que há?
– Ah... nada. Só me enfezei de ver aquela vaca indo à cima de você. – ele comentou num tom muito desinteressado, que me estranhou, olhando pra loira.
– Você me parece estressado hoje. Por acaso não gosta dessas apresentações?
– Não gosto e nem odeio. É só que infelizmente terei de encontrar alguém desagradável. — ele disse em um meio sorriso, o que me fez aliviar.
– Entendi. – compartilhei um sorriso a ele.
– Vem, me acompanhe. – ele, mais calmo agora, colocou gentilmente sua mão sobre minhas costas, o que provocou uma grande coloração em minha face.
Guiando-me pelo leve e quente toque em minhas costas, ele me levou até o palco, e lá, conversou com o homem responsável pela suave música que tocava ao fundo. E após alguns minutos, depois de ele arrumar alguns instrumentos, ele chamou a atenção de todos.
– Pessoal, aqui comigo está Kristoppher. E assim como o pedimos, ele topou tocar rapidamente uma música a nós. – o homem anunciou, entregando o microfone ao ‘ruivo’ ao seu lado.
– Obrigado por estarem ainda presentes aqui. Como pedido, escolherei uma música que tenho preferência em tocar. Ela é “We Are Broken” de Paramore. Agradeço. – ele, seriamente, colocou o microfone ao suporte, e delicadamente, retirando o seu blazer, colocou-o acima do elegante piano avermelhado em sua frente.
Então ele tocaria piano?! Além de tudo, ele toca piano?! Surpreendeu-me sim saber disso. Como é possível uma pessoa ter tantas funções assim?! Ao abrir o piano, todas as pessoas presentes tiveram a atenção guiada a ele. Arrumando melhor o suporte do microfone, até ficar próximo de seu rosto.
Ele se pôs a um longo suspiro e posicionou suas mãos sobre o piano. A música, por si, era animada, bonita. Mas então, por que ao seu dedilhado... ela pareceu... tão triste...? Tão desgastante...? Tão... dolorosa...? O ruivo, com toda sua delicadeza, dedilhava aquelas teclas que davam o sentido tristonho à melodia. E após abrir seus lábios, começou a seu canto.
Aquela confortável voz que parecia ler o interior das pessoas se fez por tristonha. Ela parecia rouca e sexy, sim. Mas nada dizia que mesmo aquela música sendo de certa forma animada, bonita, ele não nos faria emocionar. Seus delicados dedos finos que escorregavam sobre o piano pareciam estar se comunicando com o doce instrumento. Entre eles, parecia haver uma história triste, um passado triste.
Com os olhos ardendo, eu me perguntava curioso: O que havia com este homem?... O que o fazia estar tão triste?... Em momento algum, houve falha ali. Nem em sua voz, nem ao dedilhado, nem na tristeza que ele passava pra nós. Só depois que ele acabou, movendo seu corpo em direção a platéia, pude perceber o quão vazio aqueles olhos estavam. Eles miravam distantes na direção à platéia, levantando-se e agradecendo. Recebendo palmas de todos ali presentes. Só assim, pude deixar de olhar ele indo em direção à platéia. A maioria estava emocionada, assim como eu esperava.
– Espero que tenham gostado. – ele se referiu após pegar o microfone – Aproveitando que estou aqui, gostaria de lhes apresentar meu novo aluno. – ele esticou a mão em minha direção – Venha. — seus olhos direcionados a mim me deram arrepios, mas logo fui até ele, assim como pediu – Pessoal, este é Brendon Blanch Moon.
– Oi. – eu disse um pouco tímido, mas parece que eles simpatizaram comigo.
Então ele anunciou que eu tocaria Patience de Guns’n Roses e ele cantaria, junto a mim. O homem ali que nos ajudava trouxe uma cadeira pra mim, e assim, quando peguei o violão, me sentei e ajustei o suporte do violão para ficar próximo a mim. Eu estava de certa forma, um pouco nervoso, e isso não passou despercebido dele.
Ele lentamente colocou sua mão sobre meu ombro e se abaixou sussurrando ao meu ouvido. “Psiu... acalme-se... Dará tudo certo...” E felizmente, seu sorriso de canto reconfortante não me foi despercebido. Mas, só por sentir sua delicada mão sobre mim, meus músculos já se relaxaram. E assim foi. Ao começo do dedilhado do solo de Patience, ‘Kristoppher’ se pôs a assoviar acompanhando o doce toque. Seu assovio era perfeito, sem erros. E assim, no momento certo, ele se pôs a tocar, colocando sua mão sobre meu ombro. Sua voz, diferente de antes, parecia calma e um tanto feliz, mas claro, não tão feliz assim. Mas ele parecia estar tranquilo. Eu segui fazendo a segunda voz. E sem nenhum erro em desafinação, tempo e nem em notas, seguimos assim. Até a música acabar. E realmente, mesmo sendo nossa primeira vez tocando e cantando juntos foi perfeito.
Após me levantar, agradeci juntamente a ele, e a platéia, novamente bateu palmas.
– Ignore os pedidos de biz. – ele sussurrou em meu ouvido – Estou indo resolver uma coisa. Eu já volto. – sedutoramente sua voz se voltou a mim e assim, se retirou do palco, seguindo a um corredor ali ao lado.
E assim como me informado, eles pediram biz, e eu, como seu pedido, recusei gentilmente e fui até Han—‘Wendy’!
– Caramba Brendon! Não sabia que você tinha tanto dom! – ela comentou animada, com Jonnathan ao lado dela confirmando.
– Que nada, Wendy. Foi graças ao Kristoppher que saiu tão bom assim.
– Ah, claro que não!...
E assim, seguiu a conversa, me deixando sem graça. A conversa foi interrompida por interessados ao meu talento. Eles anunciaram algumas propagandas que não prestei muita atenção e deixaram o telefone, após eu dizer que teria de conversar com ‘Kristoppher’.
E falando nele... ele está demorando... Olhei o celular e vi que já eram 2:00 am. Perguntei sobre ele com ‘Wendy’ que depois de se dar conta, ficou desesperada, assim como ‘Jonnathan’. E assim, nós fomos atrás dele após eu ter dito que ele foi até o corredor. Quando entramos, uma bela dama loira dos olhos azul escuro passou por nós. Ela realmente era linda, com pele alva, e sobrancelhas finas. Após passar por nós, percebi que o olhar de ‘Wendy’ e ‘Jonnathan’ eram de pânico.
Eles se apressaram, e eu os segui. Eles pareciam em total pânico, e eu não entendia o porque. Eles já estavam preocupados, mas por que ao adentrar o corredor, só ficaram mais preocupados?...
Seguindo assim, de porta em porta, chegamos uma semi-aberta. ‘Jonnathan’ abriu ela rapidamente por completa. E encontramos ‘Kristoppher’ ali, sentado.
– Ei! Não fuja assim, seu idiota! – ‘Jonnathan’ chegou com os dentes cerrados.
– O que é isso atrás de você?! – ‘Wendy’ perguntou ríspida, de um jeito que eu nunca imaginaria que ela diria.
‘Kristoppher’ somente desviou o olhar pro lado, sério, desinteressado. E isso fez com que os dois ficassem mais repreensivos. Ao levantá-lo dali, viram algumas garrafas alcoólicas. E eles observaram aquelas simples garrafas como se fosse o próprio capeta.
– Não... – ‘Wendy’ tomou sua face de total susto, enquanto algumas lágrimas se desfaziam ali em seus olhos. ‘Jonnathan’ que segurava ‘Kristoppher’ observou o sofrimento da mulher com pesar, logo segurando fortemente os ombros do ‘ruivo’.
– Ei...! Você já não foi avisado que não pode nem chegar perto de álcool?! – ele dizia sem gritar, mas seu tom de voz era raivoso, mas preocupado.
‘Kristoppher’ que nada ainda tinha falado, o olhava distante, sem brilhos aos olhos. Uma expressão seca, sem alma. Eu não entendia... o que acontecia ali?!
– Nós a vimos... – ‘Jonnathan’ pronunciou sussurrando, com o olhar baixo, afrouxando suas mãos dos ombros do ‘ruivo’ – Ela... fez algo com você...?
‘Kristoppher’, ainda em silêncio olhou em minha direção. Então, só ai pude perceber o quão mortal aquele olhar era. O quão triste era. Eu entrei em desespero, querendo desabar ao ver aquele olhar... tão desgastante.
Sem pronunciar nenhuma palavra, todos ali presente, se retiraram, e fomos ao carro dele. Erwin foi dirigindo o carro do ‘ruivo’. Hanji foi à frente. E aquele olhar tristonho dela, parecia não ter fim. Ao meu lado, no banco de trás, o ‘ruivo’ veio, com seu olhar morto. Às vezes, conseguia perceber que ele desviava seu olhar a mim. Eu, não aguentando isso, pus minha mão sobre a sua, eu a apertei. E ele, compartilhou o doce toque, olhando as mesmas.
Ao chegar à mansão, Erwin guardou o carro e Hanji, parando de chorar me pediu:
– Por favor, querido... fique aqui hoje... tome conta dele pra nós...
– Claro, eu fico sim.
– Por favor, nos contate se algo acontecer...
– Sim, fique tranquila. – com um sorriso, a reconfortei.
– Obrigada... – ela e Erwin se retiraram, e eu e o ‘professor’ adentramos a mansão.
Com calma, acompanhei até seu quarto, com as mãos pousadas em seu ombro.
– O que está sentindo? – perguntei, após sentar-lhe na cama, retirando nossas luvas. O mesmo tinha sua cabeça abaixada. Ele permaneceu em silêncio. – Ei... me responda... – me aproximei um pouco dele, pra ver sua expressão, e com um susto, ele pegou minha nuca e me deitou, ficando em cima de mim, prendendo-me com os seus joelhos.
Eu me paralisei, olhando-o histericamente. Logo avistei seu rosto, com uma expressão sedutora, com seus lábios entreabertos, e vez ou outra, ele os lambia sedutoramente e os mordia. Mas, ao olhar seus olhos, tão distantes, eu não entendia. O que ele está fazendo? E mais... o que ele esta sentindo...?
– Ah... cara... eu não consigo mais me segurar... sabe?... – sua voz estava um pouco trêmula e rouca.
– D-do que você está falando? – ele realmente está me assustando.
Ele aproximou seu rosto do meu pescoço, e um pouco depois, se pôs a mordiscá-lo.
– Ah... seu aroma... é tão bom... – ele disse calmamente, levando sua mão até minha cintura, e aos poucos, descendo sua mão até o cós da calça, e subindo até os botões do blazer. Seus dedos hábeis rapidamente desabotoou meu blazer e retirou de mim. E posicionou seu rosto enfrente ao meu, dando-me a bela visão de seu lindo rosto. E infelizmente, me permitiu sentir o forte cheiro alcoólico de seu hálito. – Você... não vai ficar com raiva de mim, não é?... Afinal... você estava olhando bastante pra mim ultimamente.
– O-o o quê?! – eu estava desesperado, não sabia o que fazer.
– Acha que eu não notei você olhando minhas nádegas?... – ele comentou sarcástico, me fazendo ficar roxo – Não quer... tomar posse delas? – de um jeito sedutor, ele lambeu meus lábios e se sentou no meu colo, me deixando completamente sem reação.
– O-o... o q-que você... p-pretende fazer?
– O que acha...? – em meu colo, ele rebolou lentamente, arrancando leves gemidos meus – Ah, sim... ontem quando fui te arrumar... Acha que eu não notei... o seu amiguinho? – ele disse maliciosamente, escorando o braço perto do meu rosto inclinando-se pra frente, agora esfregando seu membro ao meu, arrancando-me mais gemidos, fazendo-me notar que nós estávamos com ereção notada.
– H-hm... V-você está bêbado... n-não é?... ah...
– E se eu estiver...? – ele sussurrou em meu ouvido – Por que você não aproveita?...
– V-você está maluco...! A-ah...
– Você já fez com um homem? – ele comentou, continuando a me ignorar.
– Hm... Ah... P-para...! – ignorando, ele subiu sua mão por baixo da minha camisa.
– Hm... que tecido incômodo. – retirando sua mão, ele afrouxou minha gravata, tirando-a de mim, assim como fez com minha camisa preta, após desabotoá-la. E assim, voltou a traçar caminho com sua mão sobre meu abdômen – E então... está gostando...?
Nada respondi, sem conseguir controlar minhas reações, só consegui virar o rosto pro lado e agarrar a coberta da cama, mordendo os meus lábios, contendo meus gemidos. Então, sobre meu abdômen, senti sua língua quente, macia e úmida traçar inúmeros caminhos ali. Indo aos meus mamilos, pescoço, umbigo e contornando meus músculos e sem resistir, eu voltei a soltar meus gemidos. Ele parou um pouco e retirou seu blazer, seu lenço e sua camisa.
– Quer me tocar também, garoto?... – ele levou minhas mãos até seu quente tórax e as desceu, passando por seus músculos bem definidos – Eu sinto muito por meu corpo ter tantas desagradáveis marcas... mas eu espero que você goste. – para confirmar o que ele disse, eu voltei a olhá-lo mesmo sendo pelo cantos dos olhos, timidamente. E assim como falou, ele tinha algumas cicatrizes mesmo. Algumas finas, outras grossas, parecendo que foram profundas. E eram muitas.
Mas... a verdade é que... e-elas deixam ele... ainda mais... sexy...
Após deixar um pouco de lado meu corpo, ele voltou seu rosto até o meu, e ali, novamente lambeu meus lábios. Iniciando um beijo erótico, com o toque das línguas. Quente... eu sinto o meu corpo arder... Aprofundando o contado, ele uniu nossos lábios, e se pôs a vasculhar cada parte de minha boca, de um jeito desejoso, mas calmo e profundo, deleitoso. Vez ou outra, soltava alguns abafados gemidos.
Eu sentia me entregar cada vez mais aos seus toques, aqueles toques tão hábeis... tão deleitosos e tão quentes... E após finalmente se separar, me deixando um tanto tonto pela falta de ar, e tonto por mais desejo, ele se pôs a me encarar sedutoramente. Com um sorriso malicioso aos lábios.
– Prepare-se.
Continue...
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