Why do you Refuse?

11 Chapter 11 - Welcome Back!


Notas iniciais
É como uma troca equivalente: Comentários por Novos capítulos, que tal? Não vou ser mais compromissada a postar sem ter agrado de comentários, eu não quero abandonar essa fic, assim como fiz com Incrível Heichou, por esse mesmo motivo. Mas isso, depende de vocês. Enfim, boa leitura, e se tiverem erros, me avisem.

Why Do You Refuse?

Chapter 11 – Welcome Back!

Sem mais delongas, após aquelas palavras cruas que arrastaram o coração de Eren estomago a baixo, arrancaram-lhe àquelas lágrimas salgadas, cheias de tragédias que escorregaram descontroladamente dos olhos do moreno, passando pela boca deixando o leve gosto, indo ao queixo e finalmente cessando ao chão.

– Por favor, Hanji... – o mais novo sussurrou, mostrando aqueles olhos azulados ao extremo, tão desesperados – Leve-me até ele...

E sem mais nenhuma palavra pronunciada, Hanji concordou puxando Eren pela mão até seu carro, assim adentrando-o. Sentando-se naquele banco macio, o moreno não conseguiu relaxar-se e mal notava sua perna que tremia freneticamente assim como suas mãos suavam e seu coração acelerava.

Tinha tantas coisas em seu pensamento que acabavam por magoá-lo cada vez mais que mal notou Hanji parando o carro no estacionamento; Todavia, por algum motivo, aquele pequeno “passeio” havia durado de mais. Às pressas os dois saíram do veículo, batendo as portas e correndo rumo ao hospital. Não demorou muito até que já estivessem ao corredor e logo em frente à porta.

Eren respirou fundo, inflando o máximo possível seus pulmões de ar e soltando rapidamente. Hanji rodou a maçaneta e o moreno engoliu seco, preparando-se pra próxima visão, que de fato, o chocou mais do que esperava.

A imagem do homem dos cabelos negros deitado permanecendo-se com os lábios roxos, suando e respirando pesadamente de modo que fosse obviamente claro a movimentação de seu peito não sairia tão cedo de sua mente. Mas, o que mais lhe impressionou, fazendo com que seus olhos se esbugalhassem foi pelo fato do menor estar chamando por seu nome, de uma forma desesperada, de uma forma possessiva, de uma forma... Necessitada.

– Eren... Eren... Eren...

As pronúncias roucas fizeram Eren delirar-se ao desespero; Aqueles inúmeros chamados fizeram os orbes azulados mexerem de uma forma incrédula; Aquela voz que tanto o trouxera saudades fez o moreno sentir-se em um buraco negro.

Que de forma inacreditável foi se desfazendo.

Não demorou até que os orbes claros do mais novo enchessem novamente de sutis e honestas lágrimas que lhe percorreram ao rosto, chegando até o seu leve sorriso adquirido à sua face vermelha.

Levi...!

Os passos apressados de Eren foram bem ouvidos aos outros presentes no cômodo, no qual o moreno não se preocupou em reparar, e logo se cessaram assim que foi possível encontrar o corpo do alheio, em um abraço que foi distribuído com tanto gosto. Tendo a boca do mais velho ao pé do seu ouvido, ouviu os chamados sussurrados que lhe causaram um sentimento tão doce, que fizeram o abraço, por parte do rapaz, se apertar ainda mais.

Sentiu as mãos alheias em suas costas, retribuindo o mesmo aperto do abraço, unindo os troncos ainda mais. — E-Eren... Eren... – o mais velho continuou a chamá-lo, não acreditando naquele acontecer de fatos no qual o mesmo pedira pra acontecer a tanto tempo – É-É você...?

– Sim... – o mais novo disse, por fim, acariciando o cabelo escuro do alheio – Sou eu...

Eren sentiu algumas gotículas caírem em seus ombros, molhando um pouco sua blusa, logo ouvindo abafados soluços que fizeram seu coração sentir um aperto, mas de certa forma, um aperto doce, que tanto aqueceu sua alma. – P-posso te pedir... Um desejo...? – Levi pronunciou poucas palavras que fizeram todos do quarto prenderem suas próprias respirações.

– Sim, Levi... Peça o que quiser...

Sentiu a mão do menor em suas costas subirem até sua nuca, entrelaçando os braços na mesma, de modo que apertasse ainda mais o abraço tão quente. – Por favor, Eren... – Um ar puxado, Levi continuou. – Fique comigo...

O moreno teve sua respiração pausada durante alguns segundos, sentindo as lágrimas rolarem ao seu rosto, mas logo se afastou um pouco, tendo o rosto alheio em frente ao seu. Um sorriso brotou em seus lábios, mostrando seus dentes branquinhos ao alheio. – Sim, Levi... – Seus olhos azulados se fecharam, mostrando sua própria felicidade – É claro, Levi.

O moreno alheio não se segurou e retornou o ato, mesmo que um tanto tímido.

ʕ·͡ᴥ·ʔ

As longas 8 semanas, foram incrivelmente rápidas ao ver de Eren. Este esteve a todo esse tempo ao lado de Levi, assim como prometeu. Cuidou dele de todas as maneiras necessárias, dialogavam livremente entre si, e até mesmo, quando o médico autorizava, Eren levava seu violão, tocava e cantava em companhia de Levi. Sim... Sem dúvidas tê-lo ao seu lado o fizera falta. E o outro pôde afirmar também.

Levi acabou de receber alta do hospital.

– E então, Levi? Como é saber que escapou mais uma vez? – Hanji tinha sua voz animada, pulava ao lado de Erwin, que tinham seus braços dados.

– Normal. – o homem responde, seco, escondendo sua própria satisfatória.

– Tão ríspido! – Hanji reclama, rindo com Erwin.

Eren, ao lado de Levi, levando a mochila do amigo, evitando que o mesmo carregasse peso, não deixou de notar o olhar ambíguo de Hanji sobre o menor. Certamente estava culpado, e até triste por ela, mas, olhando o homem, ao seu lado, andando novamente e dessa vez bem recuperado, não podia deixar de dar um sorriso sincero ao sentir seu peito aquecer-se com a simples imagem a seu favor.

– Posso saber o motivo desse seu sorriso besta? – seus pensamentos foram cortados pelo mais velho.

– Ah, n-nada! – Eren sentiu seu rosto aquecer e logo diminuiu o sorriso, mas ainda deixando o rosto abobado.

– Tsc. N-não mandei você parar. – o mais velho murmurou bem baixinho de modo que os dois ali na frente não escutassem e virou a cabeça pro lado contrário, evitando que o mais novo o visse.

Seguido pelo seu próprio raciocínio, Eren se corou e o sorriso retornou. A mão do maior se aproximou da alheia. – P-posso segurar sua mão?

– Talvez eu não me importe. – respondeu, escondendo um pouco mais o rosto após ter sua mão segurada gentilmente.

Eren não conseguiu deixar de reparar ao homem diante à si. Era mais velho, porém mais baixo. Tinha uma personalidade “brusca” talvez? Mas como ele conseguia ser tão fofo? Apertou o doce toque de mãos, e sem resistir, puxou-o para si. Assim que notou a face corada do menor, sentiu suas bochechas se esquentarem, e após aproximar seu rosto ao dele, depositou um leve beijo ali, fazendo Levi parar seus passos.

– Levi? Por que parou?

– Cale-se, pirralho. – Levi soltou a mão do maior, mas antes do moreno entristecer-se com o ato, assustou-se quando o menor tapou sua boca. – Erwin! Hanji! – Chamou os dois à frente.

– O que? – responderam juntos.

– Eren quer passar na casa dele, – comentou Levi, destapando a boca de do maior — ele quer pegar seu violão.

– Eu quero?... – Eren perguntou baixo, logo foi calado por um chute forte de Levi em sua canela. O mesmo soltou um alto grunhido pela dor.

– Mas você tem um, por que não ele? – Hanji perguntou, apoiando-se ao ombro do loiro.

– Você é estúpida, quatro olhos, não entenderia!

– Ora, Levi-chan! Para de ser um chato!

– Tudo bem, Levi, querem carona?

– N-não! – Levi respondeu rápido, meio rígido, assustando os três – Ah, não precisa, Erwin, agradeço.

– O que há Levi? – Eren perguntou, mas logo é puxado pelo braço, na direção de onde vinham. – Levi...?

– Nada... – assim que viraram uma esquina, voltaram a caminhar.

– Pra onde estamos indo?

– Pra onde quer ir?

– Uh? Você... Quem sabe.

Repentinamente Levi parou, tendo a atenção do rapaz. Virou seu corpo ao alheio, mas a cabeça em direção a outro lado. – Oe... Eren...

– Hm?

– Quer morar... Comigo? – menor tinha sua face avermelhada, desviando o olhar. O garoto, por um momento, esqueceu-se como respirar. – E-Eren?

Se houvesse palavras para descrever o que Eren sentiu naquele momento... Seria ótimo. Mas vocabulário experiente assim, não há. Então... Sobre a aparência, de princípio seu rosto estava vermelho, mas pela falta de ar, está roxo. Sem contar que seus olhos, tão verdinhos estavam todos brilhosos. Sua boca somente desenhou um sorriso de orelha a orelha como resposta. Se o rapaz chorasse, não seria um susto.

– Você... Diz sério, Levi?... – o rapaz perguntou um tanto incrédulo, levando as mãos até os ombros, cruzando os braços, como se estivesse o abraçando; trazendo uma imagem inocente de si. Eren não obtêm palavras como resposta, apenas um aceno positivo com a cabeça. E a resposta da pergunta de Levi foi um abraço apertado, quente, um abraço aprovado, tão confortável, que logo foi retribuído.

ʕ·͡ᴥ·ʔ

– Faz tempo que não venho aqui...! – exclamou o rapaz, com as malas na mão, com um sorriso brilhante esboçado ao rosto.

– Seja bem vindo ao seu novo lar, Eren. – um sorriso curto incandesceu aos lábios de Levi, que abria a porta de entrada à sala de visita.

– Obrigado, Levi... – Eren não conseguia expor sua felicidade em palavras, mas não precisava, o mais velho era capaz de decifrar o olhar tão agradecido que o rapaz lhe lançava.

– Deixe-me ajudá-lo, pelo menos agora, Eren. – o mesmo estica as mãos em rumo às malas nas mãos do outro.

O garoto nega com a cabeça. – Não, Levi, pode deixar que eu carrego.

– Você já carregou o caminho todo! – começou Levi uma discussão.

– Não quero que você se force! – opinou Eren, querendo o bem do mais velho.

– Eu não vou me forçar! – justifica Levi, torrando sua própria paciência.

– Mas é muito peso pra você! – Eren segue os passos do mais velho, uma discussão.

– Está me chamando de baixo?! – Levi, com o ar predominante em raiva, não pensa duas vezes em tirar satisfações, estando preparado para voar no pescoço do alheio.

– N-não!!

– Saiba, pirralho, que sou mais forte que você!

Eren dá um sorriso, se acalmando, antes que uma briga comece. Caminha lentamente até chegar em frente a Levi, e em sua testa, deposita um longo beijinho, recebendo uma reação de surpresa do outro. – Eu sei, Levi, — começou, tendo seu rosto em frente do menor – só não quero que se esforce, ou algo do tipo. Aproveite que estou aqui, deixe eu fazer o trabalho pesado, sim? – o garoto sorri ao outro, e deposita um novo beijo à bochecha alheia.

O moreno dos cabelos mais escuros acena positivamente, com a cabeça virada mais ao chão, tendo a tendência de esconder seu rosto corado do outro. – Só dessa vez... – murmura, deixando à Eren uma impressão que o mesmo fez um biquinho emburrado.

Os dois subiram as escadas, e logo, passando pelo corredor, adentraram ao quarto de visita. Eren lembrou da ultima vez que esteve lá, o cômodo sujo de sangue. Recebeu um aperto no peito, e logo distribuiu o aperto às malas em suas mãos. Mordeu o lábio, e fechou os olhos. Mesmo sendo cedo para desejar algo, já estava praticamente “escrito” em sua testa que, com todas as forças, não queria que algo como aquilo acontecesse de novo.

– Pode deixar as malas ai, Eren. – disse Levi, aparentemente não percebendo o incomodo do rapaz.

– Ah, sim! – o moreno respondeu, com um sorriso voltado para Levi ao rosto. – Ah, Levi?

– Sim?

– Onde os empregados estão? Não os vi hora alguma... – Eren deixou as malas ao chão, de uma forma organizada.

– Domingo não trabalham.

– Ah, é mesmo! – o mesmo exclamou, lembrando-se quando trabalhava como cozinheiro.

– Eu vou tomar banho, se não se importa. Me sinto sujo...

– Ah, claro!

– Fique a vontade. – Levi disse por fim, saindo do quarto. Mas antes, parou brevemente à porta.

– Hun? O que foi?

Eu... Estou feliz que você esteja aqui. – sussurrou, com os olhos fechados, contendo um pouco de seu pequeno sorriso.

Eren se aproximou do mais velho e rodeou aquele pescoço branquinho com seus braços. – Eu também estou feliz, Levi.

– Obrigado, por aceitar ficar aqui comigo, Eren. – o menor virou o rosto ao rapaz, indo a encontre aqueles olhos lindos verdes azulados.

– Não tem que agradecer, Levi... – o maior abriu seus lábios em um ligeiro sorriso, olhando aqueles olhos azuis acinzentados tão belos.

Ambos os olhares desceram em direção aos lábios alheios e não hesitaram em aproximar até que os mesmos se encontrassem. A mão de Levi pousou ao rosto de Eren acariciando a bochecha macia do rapaz, e teve sua nuca acariciada também. Assim que o rapaz entreabriu os lábios do mais velho com sua língua, foram assustados por um grito ao lado, sendo assim interrompidos.

– Eren! Levi! Cade vocês?!

– Tsc… Maldita quarto olhos… — comentou Levi, irritado com a imponente interrupção. Lentamente os dois se afastaram, ambos com olhares decepcionados.

– Ah! Então vocês estão ai! – Hanji exclamou, após encontrarem os dois.

ʕ·͡ᴥ·ʔ

Fizeram 2 meses que Eren havia se mudado à casa de Levi. Grisha foi informado:

– Ei, pai... Estou me mudando, tudo bem?

– Ah é? E pra onde vai?

– Pra casa de um amigo.

– Qual amigo?

– Acho que você não conhece...

– Diga-me o nome e veremos!

– Levi.

– Ah, sim, o escritor não é?

– O que? Como sabe?

– Ora, um dos meus melhores clientes! Ele é um cara legal.

– Ah é? Vocês conversam muito?

– Sim, com certeza. Mas me diz, por que está mudando?

– Ele me pediu.

– Por qual motivo?

– Estamos namorando.

– Mesmo? Legal.

– Não, pai, não estamos.

– Decida-se!

– Olha... Não ainda...

– Ah.

– “Legal.”, “Decida-se!”, “Ah.” É isso que tem a dizer para o filho quando descobre que é gay?

– Olha, Eren, cá por nós, você nunca foi macho de verdade, não é?

– O quê?!

– Acalme-se! É brincadeira! Você nunca foi de julgar alguém pra aparência... Então, não acho que seja uma surpresa você amar um homem.

– E-eu ainda não tenho certeza sobre isso...

– De qualquer forma... Oh, Deus. Meu filho gosta de uma piro-

– Grisha!!

– Estou brincando, Eren. Enfim, espero que vocês sejam felizes.

– O-obrigado... Ah, pai!

– Sim?

– Tem notícias da Mikasa?

– Na verdade não. Mas tenho certeza de que está tudo bem.

– Ah, sim... Assim espero...

(...) Fora isso, a conversa nada de mais. Entre Levi e Eren... Não aconteceu nada de mais, somente, vez ou outra, algumas trocas de beijinhos, sempre interrompidos por Hanji.

– Eren, Eren, Eren... – começou Hanji, sentada aos sofá, toda espaçosa, separando o casal.

– Cale a boca, Hanji! – Levi, no momento, tinha o humor que não passava de um velho ranzinza.

– Ora, Levi!...

– O que foi, Hanji? – Eren perguntou, enfim, sorrindo forçadamente.

– Me conte... – a mesma rodeou o braço envolta do pescoço do mais novo – Como estão a relação entre vocês, hum?

– Estaria maravilhosa, se não fosse umas lentes estúpidas ao nosso caminho! – Levi tinha a voz bem ríspida, causando sensações medonhas na mulher.

– A-a que se refere? – perguntou Eren, cordado, encabulado.

– Já descobriu algo a mais sobre o lindo corpinho do garanhão aqui? – a mulher continuou a conversa.

– Como eu disse, — sua voz foi alta o suficiente para parecer gritada – lentesestúpidas ao nosso caminho!

– Vou te contar um segredinho do Levi...! – Hanji tinha uma voz perversa, lançando uma expressão perversa ao mais velho e se aproximando mais do mais novo.

– Segredo...?

– Então, Eren, quando eu e o Levi estávamos namorando... Você não vai acreditar!

– O que aconteceu, Hanji? – Eren tinha se acostumado com Hanji falando do momento em que o mesmo havia se afastado de Levi.

– Eu pedi ao Levi para fazermos aquilo, sabe?

A-aquilo? – o rosto do rapaz avermelhou-se.

Sim... Aquiilo!

– O quê? Não ouse falar sobre isso, Hanji! – Levi apontou o punho mirando ao queixo da mulher, que simplesmente ignorou.

– Levi é um rapazinho beem delicadinho, sabe? Ele é doentinho...! Na hora de fazermos aquilo el-

Levi acertou um soco no queixo da mulher forte o suficiente para fazê-la morder a língua a ponto de sangrar.

– Minha língua! – a voz da morena encontrava-se estranha.

– Sua maldita, não ouse contar...! – o olhar de Levi parecia mortal, mas já sua face, avermelhadamente roxa.

– O-o que houve, Hanji? – Eren estava curioso.

– Não ouse...!

– Agora que eu conto mesmo, Levi! – a morena levantou, e o homem foi atrás dela, agora pareciam crianças correndo pela sala. E pela observação de Eren, Hanji estava morrendo por ter que acelerar devidamente rápido em relação ao Levi. – Obviamente, Eren... O Levi... Era o ativo! – a mesma dizia gritado em meio a corrida envolta da sala.

– Cala a boca!! – Levi gritava, avermelhando-se cada vez mais.

– Mas, por causa dele ser doentinho...

– Cala a boca, sua nojenta!! — Levi alcançou o braço da mulher e torceu, a mesma não evitou um alto grunhido de dor.

– Eren!! Me ajude!! – a mesma tinha uma face chorosa, e Eren, atendendo seu pedido, chegou por trás do menor e o abraçou, levantando-o, como se fosse um boneco. Como não havia ainda soltado o braço da mulher, o rapaz lambeu e mordiscou o lóbulo do ouvido de Levi, fazendo o mesmo arrepiar e soltar o braço.

Com o menor em seus braços, voltou ao sofá lentamente e o abraçou, deixando seu rosto ao lado dele. – Continue, Hanji!

– Ah, obrigada Eren! Meu braço ainda dói... – reclamou Hanji, logo se sentando ao outro sofá. – Levi não aguentou o tranco de mover-se rapidamente dentro de mim, entende? Hohoh – a mesma pronunciou palavras ousadas que fizeram as orelhas de Eren esquentarem.

– O quê? E o que aconteceu?

– Ele desmaiou, tadinho! Ele não é fofinho? – Hanji lançou um ar vingativo em torno dela, olhando ao Levi que estava como uma estátua.

– I-isso quer dizer...

– Sim, Eren! Você será o ativo! E tem que ter muito cuidadinho, prepará-lo bem e ir bem devagarzinho, sabe?

– C-cale a boca...! – Levi levou suas mãos até seu rosto, tapando-o.

– M-mesmo?! – o olhar de Eren sobre o menor em seus braços continha certo brilho.

– N-não se empolgue, seu pervertido!

– Você é tão gracioso, Levi!! – Eren tornou a abraçá-lo bem forte, distribuindo beijinhos na extensão de seu rosto.

– I-idiota...

ʕ·͡ᴥ·ʔ

“Eren... E-eu estou saindo...!”

O aviso de Levi permaneceu às lembranças do mesmo. Sempre que se lembrava, parecia estranho. Ele parecia estar com pressa. Mas por que gaguejou? E por que sua face estava avermelhada? Na verdade, ele estava agindo estranhamente desde a ultima vez que Hanji esteve por ali. O ultimo tema que ela contou foi da parte passiva do menor. Será que estava com raiva, chateado ou... Desapontado? Será que... Quando eles fizessem... Ele queria ser o ativo...? Mas por que a pressa de sair? E por que já estava fora há 3 horas? Já são quase 9 p.m! Eren está preocupado. Mas sabia que o mais velho sabia, e muito bem, se cuidar; então resolveu se descontrair.

Lembrou-se do cômodo em que Levi costumava a guardar suas pinturas, ou até mesmo onde pintava. E rapidamente aquele traseiro lindo em uma boxer branca apareceu em sua visão. E infelizmente... Foi só uma lembrança. Um suspiro. Uma lembrança que já o deixou com sede.

Retirou a camisa sentindo o calor, e deixou sobre o sofá. Subiu as escadas, traçou o corredor... Achou a sala e a adentrou. Começou a reparar nos quadros, sem tocá-los. Não queria bagunçar ou estragar, então, apenas apreciou com os olhos. Notou quadros lindos de paisagens, animais, auto-retrato... Isso nas pilhado do lado direito. Cada um mais belo que a outro! Sem dúvidas, Levi era um ótimo pintor. Ao lado esquerdo...

Um susto!

O quê?! – Eren se assustou, tinha seus olhos arregalados e sua boca aberta.

“Aquele sou eu?!”

Sua face tornou-se azul ao ver todos aqueles quadros, de diferentes tamanhos, de diferentes cores, bagunçados mas organizados, todos, todos desenhados um Eren. Rosto frontal, rosto horizontal, de perfil, busto, corpo inteiro, de costas – detalhes e detalhes em partes destacadas de Eren, sendo seu íntimo, músculo, nádegas... – E... Cujo o pervertido! Imagens nuas também! Felizmente – ou não – tendo o íntimo tampado, seja por rosas, margaridas, lírios, girassol, coração ou... Seja o que for!

Que vergonha Eren sentia! Quanta vergonha! Estava tão envergonhado, de modo, tão explorado, abusado, constrangido que sorria abobadamente, rindo forçadamente com a face avermelhada “ao incrivelmente”.

Como um ser poderia ser tão pervertido?! Pinturas nuas de si?!

Quanta vergonha! Poderia explodir!

– Eren, voltei. – escutou Levi anunciando sua volta. E para não ser pego, correu desesperadamente pelo corredor, resultando em uma queda ao meio do extenso cômodo assim que o outro adentra para ver o resultado.

– G-gostou da pose?! – Eren tinha, incrivelmente, caído deitado, com uma mão ao rosto, pernas cruzadas e mão na cintura. Aproveitou eu até impinou a bunda.

– Oh. – Levi parecia surpreso, com um brilho nos olhos. – Sim, sim. Gostei sim.

– A-ah é?... – o mais novo ficou roxo.

– Eu já volto, meu modelo. – Levi deixou escapar um sorriso perverso. – Estou com calor, vou retirar meu casaco.

Eren sentiu-se morto, envergonhado, abatido, seja lá o que for. Mas suspirou aliviado pelo outro não ter descoberto que descobriu “segredinhos” dele. Sentou-se, passando a mão no cabelo, envergonhado.

“Que pervertido!”

Não tirava a conclusão de sua cabeça, suando frio. Até, simplesmente, ter notado que não estava de camisa. Não estava de camisa!! Não, estava!! E se ele tivesse tomado aquilo como um convite? Caramba! Que vergonha! Obviamente pensou que foi um tarado também! Não que não seja, não é?...

– Espera... L-Levi está demorando... – Eren sussurrou a si mesmo, envergonhado, interrompendo seus pensamentos, mas logo ouviu a porta do quarto do outro abrir.

– Pronto.

– Hun?... Mas não estava com calor? Por que está de casaco?

– Ah, ótima observação. Quer que eu tire? – Eren estranhou a coloração rosada da face do homem.

– U-uh, s-sim?...

Ao retirar, Eren esbugalhou seus olhos, teve sua boca em formato de “O”, rapidamente levantou-se, colocando as mãos ao lado do corpo, deixando um filete de saliva escorrer pelo canto de sua boca.

– U-Uniforme de marinheira!!

Continue...

Notas finais
Esperam que tenham gostado, porque, honestamente, achei que ficou uma bostinha :3 Reclamações, sugestões? Comentários? Recomendações? Enfim, propaganda feita por Ash: - Gosta de Fic de tragédia Romantica? - Cenas Lemons bem picantes? - Pensamentos filosóficos sobre a vida? - Hospício? - Levi Uke? Então, não deixem de ler: " Nas Sombras de um Hospício "! http://fanfiction.com.br/historia/487678/Nas_Sombras_de_um_Hospicio/ Obrigada :3 Nos vemos nos comentários, kissus!