Who are you?

38 Verdade Nua E Crua.


Notas iniciais
Olá, minhas lindezas! Espero que estejam preparados pra esse capítulo. haha Acho que é o último com grande revelação, só vai ficar faltando descobrir quem é o "assassino". haha Com isso eu tenho que anunciar, infelizmente, que estamos caminhando pra reta final da fic. ): Espero que gostem. Boa leitura!

Logo Santana se juntou a Spencer, em dupla puderam fazer um contrato justo, respeitando todas as condições que Santana havia explicado a Brittany. Como a loira estava repousando, Santana dispensou Spencer para voltar a empesa, e quando estivesse tudo assinado, ela enviaria a cópia correspondente para ele, para que pudesse tomar as providências junto ao jurídico, e Santana junto ao seu contador.

Com seu tempo livre, Santana aproveitou para entrar em contato com seu advogado, para que ele tomasse todas as medidas necessárias quanto sua audiência e também a colocasse à par sobre todas as acusações que recaiam sobre ela. E com isso, grande parte do dia já tinha ido embora. Quando Brittany despertou já era quase oito horas da noite. Seu corpo exausto fez com que ela dormisse durante o dia todo feito pedra e quando acordou, após ouvir o choro insistente de Luca, ainda sentia muito sono.

— Ei! Que se passa, meu amor? – Retirou o filho do berço com cuidado. – Você está quente.

— Não se preocupe. Lisa disse que são as presas dele que estão rasgando. Ela foi até a farmácia comprar um remédio pra ele e eu fui pegar a mamadeira. Desculpe se te acordou, mas não é nada.

— Coitado do meu bebê. – Beijou o filho com ternura, se sentou com ele na poltrona e aceitou a mamadeira que Santana oferecia. – Pode ser a mínima coisa que passa com ele. Mas dói o dobro em mim.

— Eu sei. Você é a super mãe! – Sorriu ao ver a cena simples, mas amorosa entre mãe e filho.

— E os papéis? Tudo certo?

— Sim, só falta você assinar. Mas já pedi que transferissem o dinheiro, amanhã mesmo vai estar na conta da empresa, poderá pagar a divida.

— Eu nem sei por onde começar a te agradecer.

— Comece não me agradecendo. – Selaram seus lábios rapidamente. – Olha, tem uma coisa que não sei se vai gostar, foi uma invasão de privacidade a minha, mas eu o fiz.

— O que foi? – Ela arqueou sua sobrancelha.

— Eu fiquei de bobeira uma parte da tarde depois de terminar o contrato. Você e Luca estavam dormindo, então eu fiquei no escritório, abri meu e-mail no seu notebook, mas precisei baixar um documento pra fazer algumas revisões, adiantar trabalho já que não estava na minha empresa... Quando eu fui procurar esse documento, eu achei o arquivo do seu “contrato de casamento” salvo e eu o li.

— Oh, Santana! Era só isso? Eu imaginando algo grave. — Soltou uma pequena risada.

— Pensei que iria se aborrecer, é algo tão intimo...

— De forma alguma. Não é algo que me orgulhe agora de ter assinado, mas meu contrato pré-nupcial existe e é meu fardo. – Deu de ombros.

— Pois bem, mas eu acho que eu encontrei uma forma de te livrar desse fardo...

— O que você quer dizer com isso?

— Bom, vamos precisar de uma análise mais profunda, claro. Mas de acordo com uma das clausulas mais importantes desse contrato, é o fato de que a empresa Pierce se funde com a empresa Evans, a partir do nascimento do primogênito em comum das duas famílias e assim se firma o compromisso entre seus genitores.

— Certo, quando Luca nasceu, tudo foi oficializado.

— Sim, mas... Luca não é o primogênito em comum entre as famílias. O filho da Kitty é. Foi ela a Pierce que deu a luz ao primeiro filho do Evans, ou seja, o contrato de vocês contem um erro, porque você não pode ser vinculada. A genitora é a Kitty, não você. Pra ter validade, vocês precisam ou anular esse contrato, sem prejuízo pra nenhuma das partes e fazer um novo, em que se firme com a Kitty. Ou você pode dizer que está ciente do erro e isso não muda em nada, porque se anulasse seria pra seguir na prática igual.

— Está me dizendo que eu posso me separar do Sam sem medo de reprezalhas?

— Sim. É exatamente isso que eu estou dizendo!

— Eu não acredito! Eu não acredito! Eu não acredito! – Levantou-se empolgada para abraçar Santana, mas com cuidado para não machucar seu filho em seu colo. – Essa é a melhor notícia que você poderia ter me dado!

— Eu sabia que você ia gostar, estava louca pra que você acordasse e eu pudesse te contar tudo. Eu...

— Com licença. – Kitty bateu a porta e interrompeu a fala de Santana. – Desculpa incomodar, mas eu preciso falar com você, Brittany. E essa é uma conversa improrrogável.

— De acordo. – Brittany ficou mais séria. – San, cuida dele pra mim? Qualquer coisa, qualquer mínima coisa, me chama. – Entregou o filho a morena.

— Não se preocupe, eu e Lisa vamos cuidar direitinho.

— Mamãe já volta. – Beijou a bochecha do filho e depois se voltou pra irmã. – Vamos até o escritória. – As duas foram em silêncio até o local, quando já estavam uma de frente pra outra, em privacidade, Brittany voltou a falar. – E então?

— Bom, eu tive que reunir toda a minha coragem e colocar minha vergonha de baixo do tapete pra vim até aqui. Eu não vou mais pedir desculpas. Sei que nem as aceita e nem tão pouco bastam pro tamanho do erro que cometi. Mas sei que eu te devo explicações e é isso que eu vou fazer.

— Não precisa me explicar nada, eu sei como as crianças são feitas.

— Brittany, por favor, só me deixe falar, ok? — A loira mais velha revirou os olhos, mas se manteve em silêncio para que a caçula falasse. – Apesar de eu não ser uma legitima Pierce... Assim como fez com você, papai sempre me preparou para assumir os negócios. “Vocês têm que estar preparadas pra tudo”, dizia ele. Mas você sabe que eu nunca fui de seguir muito as ordens dele, eu sempre quis fugir daquelas garras sufocantes. E eu acho que ele sempre quis que eu fugisse de vez... Eu tinha o plano perfeito pra isso. Eu iria para Los Angeles, pra um curso intensivo de fotografia e depois eu veria o que iria fazer. Mas eu não fui aceita de plano, então papai e eu fizemos um acordo, enquanto eu aguardava a chamada da lista de espera, eu tentava a faculdade ao seu lado. Ele tinha esperança de que eu gostasse do curso e desistisse da minha ideia. Tolo! Como brinde, quando eu fosse selecionada pro curso que eu queria, ele me apoiaria financeiramente. Era uma proposta razoável, e qualquer coisa era melhor do que ficar em casa sem fazer nada, vendo a dona Gabriely com suas futilidades o dia inteiro. — Fez uma careta só de imaginar. — Mas ele não cumpriu com a palavra. Eu fui convocada muito antes do que ele imaginava, as aulas ainda nem tinham começado. Então ele se negou a pagar o curso, minha estadia e tudo mais. E ainda começou com suas ameças para que eu continuasse na universidade.

— Você nunca me falou sobre isso. Parece que esconde mais coisas do que imaginava, enquanto eu sempre fui um livro aberto com você.

— E quando eu contaria? Você estava diferente, ocupada com seus milhares de cursos extras de férias, lembra? E ainda tinha que arranjar tempo pra começar a planejar seu casamento. Eu tentei falar com você. Se lembra da festa dos calouros na faculdade, não é? Semana de integração? Eu queria conversar com você, mas a Rachel já chegou bêbada na festa, "causando" sobre seu triangulo amoroso com Finn e Quinn... E eu só queria surtar! Foi então que eu comecei a beber demais também, nós nos perdemos na festa e as únicas pessoas conhecidas que consegui encontrar foram o Noah e o Sam. Eles também já estavam suficientemente altos, um amigo chegou dizendo que uma festa mais “particular” ia rolar no quarto dele e nós fomos. Brittany, eu fui burra, eu fui irresponsável, pode dizer o que quiser. Mas eu bebi muito e fumei junto com eles. Tudo o que veio depois aconteceu rápido demais. Eu dancei, eu chorei, eu gritei e quebrei. Eu corri pelo corredor, eu fiz loucuras... E uma delas foi transar com o Sam. Eu sei, não se justifica, ele era seu noivo e eu sua irmã. Não estou me justificando, ok? Só quero demonstrar que não foi planejado, que eu nunca tive a intenção de te magoar, que eu nunca senti nada pelo Sam. Eu só... fui estúpida! Na manhã seguinte, quando estava lucida de novo e percebi o que tinha acontecido, eu me senti o pior ser humano da face da terra. Eu podia magoar qualquer pessoa, qualquer uma, menos você. Eu não tinha esse direito.

— Mas foi exatamente o que você fez! O que você não percebe é que o que mais me magoa não é o fato do sexo, claro que isso me fere porque naquela época Sam e eu éramos apaixonados, mas o que dói mais mesmo é a mentira, a falsidade, a enganação. Você foi embora, Kitty. Você disse que havia abortado. Você sumiu da minha vida pra eu não descobrir seu filho. Você soube tudo o que eu passei pelo Sam, eu te contei tudo e mesmo assim você não me disse nada! Durante três anos me fez de palhaça.

— E você acha que não doeu mais em mim? Tudo o que eu fiz, eu fiz por você. Tudo bem, teve um egoísmo da minha parte sim, que foi que eu não queria ser odiada pela pessoa que eu mais amava. Eu tinha medo, tá legal? Medo que me olhasse como me olha agora, medo de nunca mais querer falar comigo, que me mandasse embora da sua vida e eu só tinha você. Uma traição... Talvez se conversássemos, se o Sam dissesse alguma coisa, talvez nos perdoasse... Mas um filho? Você jamais permitiria que ele nascesse sem um pai e eu não queria isso. Eu sabia que se eu te contasse sobre o bebê, você daria um jeito do Sam se casar comigo, ou sei lá... Nosso próprio pai me vendaria no seu lugar pros Evans e eu não suportaria um casamento sem amor. Foi então que eu tive a ideia de fugir, por mim e por você. Sam jurou te amar e eu acreditei, porque como ele, eu sabia que não fizemos nada por sentimento. E eu pensei que ele tomaria jeito, ele se converteria no melhor marido que você merecesse. Eu não iria ficar entre vocês, não estragaria a união que tinham. E durante muito tempo eu acreditei estar certa. Você dizia que estavam bem, apenas faltava o tão esperado filho. Quando a crise do casamento de vocês começou, que tudo mudou da água pro vinho, eu percebi que não podia mais voltar atrás porque papai me usaria por causa do herdeiro.

— E quando eu engravidei? Qual foi a desculpa? O que disse pra si mesma pra se sentir melhor quando soube que Sam me traia?

— Era tarde... Estava consumado. E eu pensei ter passado tempo demais pra te contar, dois anos. Você me odiaria como me odeia agora. Mas não quer dizer que eu tenha vivido bem com minha culpa, nem com minha saudade e remorso. Eu só... segui. E quando conversávamos e você me contava o que tinha que aguentar pelo Luca, eu não queria ser você. Eu não queria ser essa pessoa.

— E você pensou que eu nunca fosse descobrir? Que eu nunca iria te visitar? Que poderia esconder até a morte um filho?

— Eu pensei que poderia ser até se divorciar, sim, eu acreditei. Na minha cabeça, quando estivesse livre do Sam e desse contrato estúpido, seria mais fácil de me perdoar. Acontece que há uns dez meses atrás eu descobri que Miguel tem linfoma. Eu tentei, eu juro que eu tentei todos os tratamentos do mundo, com os melhores médicos, mas nenhum deles foi tão efetivo, eu teria que submetê-lo a um transplante de medula, que eu não fui totalmente compatível. Por isso eu voltei pro país e desde que eu cheguei eu tenho tentado encontrar maneiras de te contar, mas sempre que sentávamos pra conversar, você vinha com um problema gigantesco e eu sentia que não era o momento.

— Foi por causa dele que não me deixou entrar em seu quarto no hotel quando eu fui te procurar, não é? Não queria que eu o visse.

— Sim, mamãe estava com ele.

— Outra que me fez de palhaça.

— Eu precisei dela. Ela nunca foi um modelo de mãe, mas era uma mãe. E eu era inexperiente e medrosa. Eu tinha medo de não ter ninguém pra me ajudar na hora do parto. Então, umas semanas antes do Miguel nascer, eu contei a ela. Ela me disse que você estava feliz com o casamento e pronta pra assumir os negócios da família, que você daria o filho ao Evans e que se eu tinha ficado calada até aquele momento, não era pra eu me meter mais.

— Eu não acredito. – Levou as mãos ao rosto e respirou fundo.

— Brittany, eu não quero complicar sua vida. Nunca quis, foi por isso que eu fui embora. Pro seu melhor! Então, assim que meu filho estiver bem, eu vou pegar ele e ir embora, sumir novamente e não terá que se preocupar.

— Kitty, não seja tola! Eu posso estar querendo te matar agora e achar que seja impossível te perdoar, mas meu sobrinho não tem culpa. Ele tem irmão, tem pai e tem avos. Você pode querer fugir da sua culpa, mas ele não tem que ser envolvido nisso. Eu sei que não somos a melhor família, se eu pudesse também livraria Luca dessa influência ruim. Mas eu jamais o privaria de conhecer a família, é um direito dele. Meu dever como mãe é orientá-lo pelo melhor caminho que eu puder, não me transformar em meus pais controlando o que eu acho que seja melhor.

— Não quero privá-lo de nada, mas é que eu tenho uma vida fora. No entanto, as portas da minha casa sempre estarão abertas pro irmão, pro pai, pros avos e pra tia. Não há mais nada que esconder. Eu só não quero ficar aqui, onde as mentiras reinam e eu não consigo me sentir como num lar.

— Porque é uma má agradecida, assim como essa vagabunda que sujou o meu nome. – Rafael entrou como um furacão no escritório, foi até onde Brittany estava e lhe deu uma bofetada no rosto que a fez perder um pouco o equilíbrio, precisando se apoiar na mesa pra não cair.

— Mas o que é isso? Brittany, você está bem? – Kitty foi ao encontro da irmã.

— Isso é pouco para o que merece essa vergonha. – Gritou. – Onde foi que eu errei? Onde? Eu te dei tudo, eu te fiz tudo. Eu te dei o meu império e a única coisa que pedi foi pra que não manchasse meu nome. Mas a cada oportunidade que surge o que você faz? Me envergonha na frente de todos. Todos!

— Eu apenas estava cansada de viver de mentiras. – Disse enquanto se punha de pé novamente, jogando o cabelo pro lado certo. – Esse pode ser o seu império, mas eu não vou mais me sujar nele e me submeter as suas regras. Eu sou uma mulher feita e sei o que é melhor pra minha vida.

— Eu vou te ensinar o que é melhor pra sua vida. Eu vou fazer você entender de uma vez como funcionam as minhas regras. – Partiu pra cima de Brittany de novo, mas Kitty entrou na frente.

— Nós não somos mais adolescentes. Não pode mais nos bater pra corrigir nossos atos. O que pensa que somos?

— Deixa, Kitty, deixa esse covarde me bater. Não vai mudar o que eu penso, não vai mudar quem eu sou.

— Está me desafiando, menina insolente? – Empurrou Kitty para o lado e segurou Brittany pelos dois braços, a apertando com força.

— Eu sabia que estaria aqui. Solte a minha filha. Saia de cima dela. Agora! – Ordenou Gabriely.

— Ou o quê? Ou o quê? Quem pensa que é?

— Eu sou a mãe delas e estou mandando que solte a minha filha. Ou não respondo por mim.

— Que gritaria é essa? Eu posso saber? – Santana também chegou até o escritório após ouvir as vozes alteradas, mas não estava entendendo nada.

— Chama a polícia, Santana! Temos um louco aqui! – Disse Kitty.

— Solta ela, Rafael!

— Você não me dá ordens. Você não tem moral pra me contestar.

— Quem não tem moral é você de vir cobrar de Brittany uma coisa que você também faz.

— O que, mamãe? – A filha mais velha perguntou confusa.

— Isso mesmo que todas vocês entenderam. Rafael também é gay. E ele não é o seu pai, por isso não vou permitir que ele toque na minha filha. Não de novo.

Notas finais
Tem gente que vai falar "eu sabia" haha e tem muita gente surpresa. Desculpa qualquer exagero e erro. Até o próximo.