Who are you?

39 Eu Recomendo.


Notas iniciais
Olá, minha gente linda! Eu dei meu jeito pra poder cumprir de estar aqui. Ia deixar pra amanhã, mas amanhã é meu aniversário, ia ser impossível! Então, me amem muito. haha Quero aproveitar pra desejar um ótimo natal pra vocês e também pra agradecer por estarem me acompanhando até agora. ♥

A cabeça de Brittany começou a rodar a mil por hora. Ela havia entendido bem? Seu pai, que na verdade não era seu pai, também era gay? Então o que significava? Que assim como Kitty ela também fora adotada pela família Pierce? Se Rafael era gay, o que ele fazia ao lado de sua mãe? Ele tinha a enganado, ou o quê?

— Me explica isso direito, eu estou confusa. – Pediu Brittany.

— Ela não vai dizer uma palavra, ou se arrependerá muito. – Alertou Rafael.

— O senhor que não vai fazer mais nada dentro dessa casa, estou com o celular na mão, pronta pra discar pra polícia. É melhor o senhor ir pra sua casa e deixar sua esposa conversar com as filhas. Acho que essa família merece que as mentiras se acabem. — Santana usou um tom bem sério de voz.

— Santana tem razão. O senhor não é mais bem vindo na minha casa.

Sem escolhas, Rafael saiu. Ele sabia que além de ter um problema judicial, chamar a polícia também representava outro escândalo. Sem contar que se ficasse mais um minuto dentro daquela sala, não saberia dizer o que seria capaz de fazer.

— Eu vou ver como Luca está. Acho que vocês três têm muito o quê conversar. – Santana deixou o escritório para que as três loiras ficassem a vontade, aquele era um momento delas.

A matriarca ficou de pé diante das duas filhas que estavam sentadas lado a lado no sofá. Por um momento Brittany e Kitty haviam se esquecido de suas diferenças e se deram as mãos. Ambas sabiam que sua família era bagunçada, mas não imaginavam o quanto.

— Estamos esperando. – Kitty demonstrava seu nervosismo.

— Meus pais trabalhavam pra família Pierce desde sempre, minha mãe era a empregada e meu pai o motorista. Eu cresci com Rafael, éramos amigos até a adolescência. Até ele se misturar com pessoas do tipo dele e se tornar o homem que é. Foi também na adolescência que ficou mais evidente o interesse dele por rapazes. Ele era um namorador e se aproveitava da ausência do pai pra levar os “amigos”, ainda mais depois da morte da mãe. O senhor Pierce era um homem muito bom, de ótimo coração, mas era outra época, outra crianção, era demais pra ele admitir que o filho era gay. Por isso quando ele flagrou o filho com outro homem, não pensou duas vezes antes de casá-lo com a primeira mulher na frente dele, no caso, eu.

— E então é esse o grande negócio que Rafael vive jogando na sua cara que você fez? Você se casou com ele por conveniência? Por dinheiro?

— Isso também, Kitty. Mas mais do que isso, eu estava grávida da sua irmã e eu estava desesperada porque meus pais não aceitariam que eu fosse mãe solteira, mesmo tendo o respaldo financeiro do pai do meu bebê, ainda assim seria muito vergonhoso. E volto a repetir, era um outro tempo, outra mentalidade.

— Quem é meu pai? – Brittany ouvia tudo de forma atordoada e sentia um grande medo de ouvir a resposta.

— Senhor Carlos Pierce.

— O vovô? – Kitty levantou-se do sofá, não conseguia mais se segurar.

— Eu acho que eu vou vomitar. – Brittany levou a mão ao rosto, internamente ela pedia para que aquilo fosse um pesadelo, para que ainda estivesse dormindo e nada daquilo fosse real.

— Eu não vou dar explicações da minha vida, eu não vou falar com vocês sobre as minhas escolhas e não vou admitir que nenhuma venha me cobrar e me censurar. Tudo o que eu fiz na vida foi por vocês.

— A minha vida inteira é uma mentira. — Agora foi a vez de Brittany se levantar. — Tem noção de que acaba de me contar que eu não sou filha do meu pai e sim irmã? Isso explica muita coisa. Como o fato dele nunca ter me cuidado como filha, não ter me dado amor. Eu fui um negócio que salvou a reputação dele e depois ele fez outro negócio comigo por dinheiro, sempre dinheiro. E você também se vendeu!

— Era isso ou eu te entregava pra adoção. Eu te amei, Brittany, desde que eu soube que eu te esperava. Eu era burra, inexperiente, com péssimo estudo e sem perspectiva. Eu admito que eu nunca soube ser mãe, mas eu fiz tudo pensando em vocês. Eu queria que você tivesse um destino diferente do meu, que você fosse o que eu não fui. E deu certo! Você é mil vezes melhor, em tudo! As duas, aliás. São lindas, inteligentes, independentes e são mães maravilhosas.

— Poupe-me de seu discurso, casar-se com Rafael Pierce foi a sorte grande na sua vida.

— A que custo? Ser humilhada constantemente? Não, isso não é vida. Mas eu continuei lá, do lado dele, porque eu não podia permitir que ele estragasse com a vida de vocês. Eu tive que me manter ao lado dele, pressionando e por vezes chantageando-o com o segredo para que ele não fosse tão duro, ou mais duro com vocês. Quantas vezes ele quis te tirar o Luca, ou deserdar Kitty, antes mandá-la pra um internato...

— Chantagem... É com isso que o Evans o chantageia?

— Sim! Fabio sempre foi amigo de Rafael, estudaram juntos e têm muitos amigos em comum. Toda vida ele ouviu rumores, mas não tinha como provar, ou tentava ignorar, achava que era muito absurdo. Mas na hora certa, ele resolveu arriscar pra ter algo a seu favor e conseguiu. Ele descobriu a verdade de Rafael. Ele mantém um amante fora da cidade, a paixão da adolescência. Se pensava que ele era um homem que viajava muito por negócios, posso dizer que metade dessas viagens era pra estar com o amante.

— Esse homem sabe da gente e aceita mesmo assim? – Brittany perguntou surpresa.

— Claro que sim! Ele ama seu pai. Vive uma vida simples como professor de literatura em uma escola municipal. É um homem bom e doce, difícil de acreditar que goste de alguém como Rafael.

— Você o conhece?

— Como eu disse, Brittany, o Rafael levava muitos amigos pra casa do pai, esse foi o definitivo. Eu acabei conhecendo enquanto servia a casa.

— Eu não entendo. Se ele é gay, se a família é de mentira, por que me adotaram?

— Bom, eu e Rafael nunca fomos um casal, nunca dividimos a cama no sentindo de transar, vocês sabem... E eu me afastei de Carlos, óbvio. Mas acabei tendo outras paixões. Eu era jovem, metida em um mundo novo de poder e dinheiro. Rafael não queria que eu me metesse na empresa, nem eu tinha instrução pra isso. Então resolvi que era o momento de retomar os estudos. Me inscrevi na faculdade e fiz novos amigos. Foi onde eu conheci seu pai, Kitty.

— Isso quer dizer que...

— Eu podia me prevenir, eu podia. Mas eu não quis, quis mostrar pra Rafael que eu estava bem viva, assim como ele. Eu sou mulher! E então eu engravidei, novamente. Ele dizia que não queria outra bastarda, me carregou pra Europa em busca de uma clínica discreta que fizesse o aborto. Porém os rumores sobre ele estavam mais fortes do que nunca e ele pensou que se eu voltasse com uma criança nos braços, tudo iria se aquietar novamente.

— Por que mentir? Por que sempre disseram que eu sou adotada? Qual é o problema da mente fodida de vocês?

— Eu queria voltar da Europa, eu queria encontrar seu pai, pegar a Brittany e ir embora com ele. Mas eu não podia, Rafael controlava tudo e me segurou lá até você nascer e até receber notícias de que seu pai tinha saído da cidade com outra. Sem saber que eu esperava um filho dele. Quando você nasceu, ele não queria ser seu pai legítimo. De alguma forma ele queria que você soubesse que não é filha dele. Que te fez um favor, como supostamente fez a mim quando se casou comigo. Então forjou os papéis com o lar. Era uma forma que ele tinha de me controlar quando você cresceu. Dizendo que iria embora com Brittany e nos deixaria sem direito a nada.

— Você não é tão burra, sabia que não era verdade, por que aceitou?

— Porque eu sou como você, Brittany. O que tanto você aceitou com medo de seu pai ser mais forte? E ele é! Ele é louco! Eu percebi isso naquela viagem. Além do mais, eu estava arrasada, já tinha perdido o meu amor, tinha duas filhas. Eu voltei pra casa, onde vocês teriam todo o conforto e tranquilidade, enquanto eu só tinha que fingir ser uma esposa feliz, enquanto vivi minha vida por fora, assim como ele.

— Sabe quantas vezes eu chorei por imaginar que meus pais não me quiseram? Que eles haviam me abandonado? Quantas vezes eu pedi pra me ajudar a encontrá-los? Nunca se compadeceu da minha angustia?

— Mais do que imagina. Mas você, mais do que ninguém deve saber que, quando se entra numa mentira, é difícil se livrar dela. Que se revelada, pode ser bem pior.

— Quer saber? Isso é ótimo! Melhor impossível! – Disse Brittany enquanto reunia animo pra continuar a falar.

— Me explica como isso pode ser bom? Eles mentiram pra nós duas.

— Isso vocês vão saber na reunião de proprietários na sexta. Marquem em suas agendas, vocês tem um encontro comigo. Agora, mamãe, foi informação demais por um dia.

— Eu vou embora sim, Susan. Mas quero que as duas tenham isso em mente, eu anulei uma vida, suportei tudo daquele homem porque eu amo vocês. Vocês são minhas filhinhas queridas. – Ela segurou a emoção o quanto pode, deu uma boa olhada nas meninas e depois saiu da sala.

Assim que Brittany e Kitty se viram só na sala elas se abraçaram como forma de consolo reciproco.

— Eu te disse, você é minha irmãzinha mesmo.

— Sou? Mesmo depois de tudo o que eu te fiz? – Perguntou receosa enquanto apertava Brittany com mais força entre seus braços.

— Sempre. Não estou dizendo que te perdoo. Nem que tudo vai ficar bem como antes, só que... Você é minha irmã. Vamos passar por isso.

— Obrigada, é muito importante pra mim.

Assim que Kitty foi embora, Brittany compartilhou com Santana o conteúdo da extensa e tensa conversa com a sua mãe. A latina estava sentada, com as costas encostadas na cabeceira da cama e Brittany estava aconchegada em seus braços, recebendo singelos carinhos em seu cabelo.

— Sua cabeça deve estar cozinhando.

— Eu não sei, em um só dia você tinha conseguido retirar tantos problemas das minhas costas e agora isso. Mas eu te garanto, eu te juro que eu não vou me deixar abater, eu vou dar a volta por cima. E da melhor maneira.

— O que está maquinando? – A olhou de canto. – Eu te conheço o suficiente pra saber que se está “calma” é porque tem algo em mente.

—Você vai saber na sexta, com todo mundo.

— Não posso ser privilegiada com alguma informação adiantada? – Deu um beijo no canto do rosto da loira tentando seduzi-la.

— Bela tentativa, mas não. – Soltou uma pequena risada.

— Que malvada. — Fez uma careta.

— Não faz assim, é que eu ainda tenho que digerir muita coisa.

— Eu entendo. — Olhou pro relógio em seu pulso.

— Está preocupada com alguma coisa? Parece ansiosa, nervosa.

— Lembra daquele meu problema? Eu tenho que te contar uma coisa. Eu vou ter uma audiência, parece que eles encontraram o tal mecânico.

— O quê? Como assim? — Brittany levantou sua cabeça do ombro de Santana para poder encará-la.

— Pelo que o advogado disse, ele se apresentou espontaneamente pra polícia e deu um depoimento me acusando. Mas calma, é só uma audiência, mas provavelmente de lá vão marcar o julgamento.

— E como é que você me pede calma?

— Eu sou inocente, eu sei que sou. E me desesperar não vai me ajudar. Eu vou conversar com o Noah. Vou montar a minha defesa e a sorte está do meu lado. Minhas memórias tem voltado com mais facilidade, o judiciário vai parar por causa do recesso de fim de ano, é o tempo que eu tenho.

— E se não se lembrar? E se não chegarem em outro suspeito? Tem filmagens e um depoimento contra você.

— Eu estou confiante e eu preciso que você confie também.

Brittany segurou o rosto de Santana e encostou sua testa na dela.

— Eu estou do seu lado.

— Obrigada. — Selou seus lábios ao dela. — Agora, eu vou embora. – Levantou-se da cama e pegou sua pasta com os documentos do negócio feito.

— Aonde você vai? – Perguntou Brittany confusa.

— Pro meu hotel. Eu preciso descansar, eu viajo amanhã cedinho. Mas sexta-feira eu estarei de volta. É minha primeira semana, não posso me ausentar tanto.

— Eu entendo... Mas é que eu pensei que passaria a noite comigo, tem tanta coisa que ainda precisamos conversar.

— Sim, eu concordo. Mas você precisa descansar mais e o Luca também. Além do mais, eu não quero estar aqui quando o Sam chegar. Não acho correto, ainda mais no pé em que estamos. Vamos fazer tudo certo dessa vez, ok?

— Ok, você tem razão.

— Eu sempre tenho razão. – Voltou até ela na cama e lhe deu um selinho demorado. – Descansa, tá bem? Vai dar tudo certo. Mas, antes, eu preciso dizer algumas coisas. Eu sei que se conselho fosse bom a gente vendia, não dava, mas... Vou dizer como recomendações. Primeiro, eu recomendo que pense muito, muito antes de fazer qualquer coisa que possa se arrepender. Eu sei que está brava agora, que tem muita revolta no seu coração, mas você é a pessoa mais pura e mais linda de sentimentos que já conheci, não se permita sujar pela lambança que seus pais... Bem, sua mãe e seu irmão? Fizeram. Segundo, eu sei o que é estar sem ninguém, digo de família. Kitty errou, errou muito feio, mas ela é sua irmã e deve estar sofrendo também. Talvez você veja como uma facada gravíssima, talvez seja, mas ela tentou acertar. Já pensou se o Sam tivesse se tornado o melhor marido do mundo? Que a Kitty ter se afastado seria a melhor solução. Você seria feliz e seria grata a ela por ter te dado essa chance de felicidade. Se as coisas não deram certo, não foi por culpa dela. Não era obrigação dela te salvar. Tente ver por esse prisma. É o que eu recomendo, não deixe que nada custe a tranquilidade do seu coração.

— Cadê aquela latina impulsiva que estaria fazendo o maior auê agora?

— Amadureceu, eu acho. — Deu de ombros. — Eu só estou buscando uma vida nova. Vida que eu quero do seu lado. Tudo o que acontece tem uma razão e um porque. Olha só pra gente. — Brittany sorriu brevemente.

Assim que Santana saiu do quarto, ela respirou fundo, pois sabia que a sua noite ainda seria longa. Ela havia acabado de resolver parte dos problemas de Brittany, agora precisaria resolver os seus próprios.

Não muito longe dali, ela encontrou-se com Noah em um café mais reservado. Assim que ele viu a latina foi ao encontro dela e a abraçou com força, puxando a cadeira em seguida pra que ela se sentasse.

— Como estão as coisas na casa da Brittany?

— Complicadas. E por complicadas eu estou resumindo de forma muita precária.

— Amanhã eu vou com as meninas fazer uma visita.

— Ela vai precisar. Me sinto mal por deixá-la de fora dessa conversa, mas ela não está em condições de se preocupar com os meus problemas agora. Eu tentei acalmá-la, não preocupá-la, mas a verdade é que as coisas não estão nada boas pro meu lado, Puck. A minha cabeça está fervendo e eu não vejo uma saída. Então me diga, o que foi que você descobriu? Eu estou agoniada.

— Foi muito complicado encontrá-lo, o cara é bom. Ele ficou mudando de cidade em cidade, se escondendo nos lugares mais inesperados, sempre que achava que iria pegá-lo, ele desaparecia novamente. Até que não teve mais jeito, ou ele queria ser encontrado. Eu pensei que teria que forçar para que ele falasse algo, mas não, ele contou tudo de boa.

— Pra quem estava fugindo tanto, ele se entregou de boa pra polícia também. O que é mais suspeito ainda. Mas o que ele te disse?

— Que o senhor Lopez deixou seu carro para revisão, como de costume e não muito depois, uma morena, latina, se apresentando como filha dos Lopez, lhe fez uma proposta. Duzentos mil reais em dinheiro vivo para que ele sabotasse o carro.

Santana apoiou seus braços na mesa e tampou o rosto com as mãos. Ela queria lembrar, ela queria saber se ela fora capaz disso, mas nada vinha a sua mente.

— Era eu? Ele confirmou que era eu?

— Ele disse seu nome, Santana. Porém, há ressalvas. Eu perguntei se a latina tinha olheiras, pele mais amarelada, cabelos mais secos e curtos... E ele confirmou. O que me leva a crer que Samara se passou por você.

— Como? Com que dinheiro? – Bateu as mãos na mesa, logo se arrependendo por chamar a atenção de pessoas ao seu redor. — Desculpe.

— Eu não sei ainda. Mas ele disse que ela chegou acompanhada, um carro vermelho, com placa de Albany. Essa pessoa estava a esperando no carro. Ela teve ajuda.

— Isso é bom. Podemos pedir filmagens que tentem identificar esse carro. Mas Noah... se ele testemunhar, ele vai me ferrar. As diferenças entre Samara e eu são poucas, ele pode dizer que se enganou.

— Ele está instruído pra te ferrar, Santana. Eu tentei convencê-lo do contrário, ofereci dinheiro. Mas ele disse que recebeu proposta melhor ontem à noite.

— De quem? Ele disse alguma coisa? Uma pista?

— Uma mulher loira, alta, pele branca e olhos azuis. Depois me deu esse cartão. – Empurrou o mesmo sobre a mesa até os olhos de Santana.

— É o cartão da Brittany? – Olhou confusa.

— Ele disse que ela havia o levado até a delegacia onde ele prestou depoimento.

— Brittany não faria isso comigo. Isso é loucura!

— Estão querendo nos confundir, Santana. Estávamos chegando perto e então atacaram. Eu aposto o que for naquele seu tio. Ele sentiu o tranco quando você assumiu a empresa.

— Tá, mas por que a Brittany?

— Ela estava com você. E quer te atacar, livrar a dele de vez. Pode até mesmo ter mandado alguém ficar de olho em vocês, então tiraram as fotos que foram publicadas. Pensa, Santana. Ele pediu dinheiro pelas fotos, ele prometeu dinheiro para o mecânico. O plano perfeito! Ele pagou o mecânico com o dinheiro que recebeu da Brittany e ainda tentou queimá-la.

— Perfeito pra me foder! Que ódio desse homem! – Disse raivosa com os dentes cerrados.

— Você sabe que só uma maneira de se safar, não sabe?

— Sei. Colocar a Samara no jogo. Entregar a minha própria irmã.

— Gata, ela matou seus pais. O que acha que ela pode fazer com você? Ainda mais se ela conseguir que o conselho a libere da medida de segurança? Leve, livre e solta.

— Eu sei, amanhã eu vou ter minha audiência. Vou me declarar inocente, meu advogado vai apresentar a defesa. Mas é um caso tão público que eu duvido que aceitem. E então marcarão meu julgamento. Vou saber qual é a sensação de ter a vida julgada por diversas pessoas que já tem um pré-julgamento sobre mim.

— Não importa, a gente vai estar com você. O tempo todo. – Noah alcançou a mão de Santana e a acariciou, queria transmitir segurança. — Só precisa me dizer o que quer que eu faça.

— Venha comigo pra Albany e lá, atacaremos juntos.

— Time Pucktana.

Notas finais
Espero que vocês tenham gostado. Até o próximo! Beijocas.