Notas iniciais
Conseguiiii! O capitulo é bem curtinho, e eu queria ter feito uma imagem bem legal e um cap especial de natal, mas ne, n rolou.Meh. Mas fiquem com um capitulo curtinho, meio parado, mas foi feito de coração S2 (eu estou correndo aqui pq vou viajar amanha, e so volto dia 31. Então n consegui revisar o capitulo, qualquer erro miiil perdões, arrumo assim q voltar!)

Darius deu uma última tragada no cigarro, jogando a bituca pela janela. Riven estava sentada no chão, de pernas cruzadas, próximo ao sofá onde Darius se sentou, soltando um pesado suspiro.

–Pro inferno com essa mulher. Achava que o papel dela já havia sido cumprido, mas aparentemente Swain ainda tem planos para ela. Mas ela é a última das minhas preocupações agora. -Darius respondeu amargo.

–Nada ainda sobre o assassino? — Riven perguntou casualmente, como quem não quer nada. Estava mais do que aparentemente o péssimo humor do general, mas a curiosidade falou mais alto. E também todas as cervejas que tomara, fizeram o bom senso dar uma passeada.

–Ionia não assumiu responsabilidade pelo ataque. E as investigações... bem, amanhã esperamos ter resultados mais claros.

–Mas por que a certeza de que seria um ataque Ioniano?

Darius a olhou por um momento, como se tivesse a avistado só agora, e se perguntasse por que estava perdendo tempo nessa conversa. Tentando ignorar o calor que sentiu na face, Riven baixou o rosto, rapidamente se explicando:

–Perdão senhor, eu não tive acesso aos laudos e não vi a cena do crime--

Com um gesto impaciente, Darius a interrompeu. A soldada calou-se no mesmo momento.

–Não, era algo mais sigiloso que isso. Temos informações, de uma fonte confiável, de que agentes Ionianos já se encontram infiltrados em Noxus.

Riven mordeu o lábio inferior. Isso não era totalmente surpresa, já que obviamente Noxus também tem seus espiões em várias outras nações. Afinal Noxus sempre está em guerra. Mesmo que as próprias nações inimigas não saibam. Mas pela feição de Darius, tinha mais por trás disso.

Depois de um segundo ponderando se tomaria uma cerveja ou não, Darius continuou:

–Nossa fonte garante que eles não estão aqui apenas para espionagem. Há algo maior que isso, e essa mensagem veio com urgência, como um aviso. Estamos a meses... procurando esses desgraçados. Nada. Eles simplesmente não existem, não há sinal deles. Por mim, mandava trazer esse espião que está em Ionia e o dava de presente para o Draven, mas Swain ainda acha que a informação é válida, e que o maldito não estava mentindo.

Brincando com o anel da lata de cerveja, Riven estava pensando em tudo o que ouvira. Antes de poder perguntar algo, Darius prosseguiu:

–Swain por algum motivo tem uma obsessão por aquela mulher, então tudo o que se fez foi unir o útil ao agradável. Criar alguma comoção que juntasse todas os nobres e pessoas importantes de Noxus em apenas um lugar... era uma armadilha tão óbvia, que achei que não daria certo. Bem... não deu.

O general jogou a cabeça para trás, visivelmente exausto. Riven nunca o vira tão vulnerável e com a guarda tão baixa. A Mão de Noxus, sempre firme, imponente e forte, não deixava que vissem um lado mais humano dele. Para os inimigos deveria ser inumano, e para os aliados, mais ainda.

Ela apoiou a cabeça no sofá, por cima dos braços cruzados, e o admirou. Com o cabelo despenteado, parte da franja lhe caia nos olhos. Sua única mecha branca se destacava no cabelo escuro como bréu. A mecha branca, é igual o tom do meu cabelo. Riven sorriu boba, mas logo em seguida se repreendeu. Que coisa ridícula de se pensar, ainda mais quando o assunto que discutiam era sério.

Queria perguntar milhares de coisas, gostaria de saber qual seria o próximo passo, o que já estava sendo feito, e principalmente, por onde ele andou durante todo o dia. Porém sabia que já estaria passando muito além dos limites, esses assuntos não eram tratados com alguém tão inferior. Então se contentou em apenas perguntar uma coisa.

–Senhor, não há nenhum problema em passar essas informações para uma soldada qualquer?

Sorrindo discretamente, ele disse:

–Você está sendo notada, Riven. Está surpreendendo os seus superiores, e garanto que suas habilidades não são ignoradas.

–Pelo senhor também? — recebeu um olhar intrigado, com a sobrancelha erguida, e Riven completou:- Estou sendo notada pelo senhor também?

–Sim. Principalmente por mim. — Mas Riven acredita que ele não entendeu totalmente o sentido da pergunta. De qualquer jeito se sentiu satisfeita, sentindo o orgulho inflar no peito, e resolveu beber mais para celebrar.

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Sona sentiu o peso por cima de si, e abriu os olhos relutantemente. O corpo suado junto ao seu,os dois igualmente ofegantes, a respiração descompassada próximo a sua orelha, tudo lhe trazia sensações que não sabia que conseguiria sentir naquele momento.

Draven ainda se encontrava dentro dela, o líquido quente escorrendo pelas suas coxas, o entrelaçava com os braços, o segurando o mais forte que conseguia. Não querendo deixá-lo ir.

Sentindo leves mordidas no pescoço, Sona voltou a fechar os olhos, passando as mãos nos longos cabelos castanhos, o incentivando a continuar. Porém, a garota fez uma careta de dor quando sentiu uma mordida mais forte .

“O que está fazendo?Vai ficar marca, não faz assim.”

–Eu sei

“O que as pessoas vão pensar se verem essas marcas?”

– Que você é minha.- E prosseguiu com as mordidas.

Sona não era de ninguém, principalmente agora que se sentia mais livre do que nunca. Então por que sentiu aquele calor no peito quando ouviu aquelas palavras?

“Eu não acredito que você ficou excitado quando eu disse que matei minha mãe.” — A culpa e a estupidez da situação estavam matando Sona.

O carrasco se libertou do enlace, erguendo-se e sentando na cama.

–Tsc. Eu só quis aproveitar essa imagem momentânea. Antes que você continuasse a história e explicasse tudo. E tirar toda a graça da coisa, diga-se de pasagem.

“Não tem história pra contar. É só isso. Ataquei minha mãe com Etwahl, ela morreu. Sou uma assassina.” Continuava jogada na cama, de barriga para cima. Seu corpo começava a esfriar sem o contato do outro, e o desespero voltava para preencher o que antes fora calor.

– Sona, faça-me o favor, você não é uma assassina. Eu tenho que lidar com esse tipo de gente todo dia, e não tô falando dos caras que eu mato. Nem se você quisesse muito, conseguiria matar alguém.

Engolindo o choro, ela olhou para ele.
“Mas eu quis. Eu quis matar ela. Etwahl... ele me dizia coisas...Eu estava brava com ela, magoada e com medo, mas não pretendia matá-la, nunca... Ela foi minha mãe por poucos anos, mas foi o mais próximo de uma família que eu tive em toda a minha vida, e eu a amava.”

Ela não conseguia mais evitar, e as lágrimas rolavam soltas pelo seu rosto. Draven desviou o olhar, claramente sem saber o que fazer.

– Eu disse que tinha uma história....
“Etwahl me incentivou, Etwahl me fez sentir coisas estranhas...era como se ele próprio odiasse aquela mulher.” Sona olhou para o instrumento próximo a cama, adormecido. “Eu não pude evitar, quando dei por mim, esse sentimento de ódio preenchia meu peito, e eu a matei.”

– Então, quem matou ela não foi você. Foi esse instrumento demoníaco. Eu disse que não tinha explicado direito. Alias, coloca isso fora antes que me mate, muito obrigado.

“Draven, quando você arremessa os seus machados, diz que não foi você que matou a pessoa, mas sim as suas armas?”

–Não, mas--

“Meus dedos tocaram aquelas notas, Draven. Eu a matei. E para Demacia não vai importar se eu fui possuída, influenciada ou qualquer outra coisa. Eu sou uma só com Etwahl. As minhas escolhas são as dele, e vice-versa. Tenho uma responsabilidade, mas sou covarde... e escolhi mentir e fugir dela, me escondendo. Por isso tenho que ir embora. Não posso ficar em Noxus, não posso me acostumar aqui, ficar confortável...”
Não posso me afeiçoar a ti. Ela queria ter dito.

“Não posso fugir. Sei que vou ficar tentada a fugir mais uma vez, e eu simplesmente não posso fazer isso.”

Draven suspirou, passando a mão na nuca.

– Que seja, nunca disse que não estava livre para ir. Mas acho que amanhã não vai rolar.- Antes que Sona se levantasse e voltasse a brigar, ele concluiu: — Darius disse que Swain quer te ver.

Notas finais
Até dia 31 gente :D E Feliz Natal! S2