Whirling Crescendo

14 Nothing Good Happens After 2 A.M.


Notas iniciais
Malz a demora para postar, mas fiquem ai com um capítulo que eu gostei bastante de fazer, apesar de toda a pressão que eu tive da Shy em cima de mim enquanto eu escrevia XD

Depois de vestir a camiseta que Draven lhe jogou – dessa vez era dele mesmo- Sona se ajeitou na cama, abraçando os joelhos. Draven sentou-se próximo a ela, e não pode deixar de notar que apesar de terem transado ainda a pouco, ela se afastou e evitou tocar nele.

“Amanhã? Swain quer falar comigo amanhã?”

– Além de muda é surda agora? — Draven respondeu mais amargo do que pretendia. Diferente do irmão, que conseguia manter a voz firme em qualquer situação, ele acabava sendo mais espontâneo.

A garota se encolheu com a resposta.

“Talvez não seja nada importante...”

– Ah sim, ele só quer tomar chá com bolachas contigo.- Deitou-se de costas para ela, agressivamente.

Exalando fundo, Sona deitou a cabeça nos joelhos, derrotada.

“Desculpa Draven... mas por favor... tente se colocar no meu lugar.”- Depois de ditas, ela notou como essas palavras eram ridículas. Ele nunca se colocaria no seu lugar, nem tentaria entender o que ela estava passando. Não se importou nem perguntar como ela estava, quando a encontrou brigando com Riven. — “O que você faria?”

– Ficaria aqui. Tá dormindo com o carrasco, então aqui você poderia matar quanta gente quisesse, não iria ser executada.

“Tenho certeza de que existem outros carrascos em Noxus.”

– Dá pra todos eles então.

Sona suspirou:

“Nem sei por que ainda perco tempo tentando falar contigo. Você não quer me ajudar. Nem se importa comigo.”

– Você é bem ingrata, hein?

“Você nem perguntou se eu estava bem quando levei um soco! E a minha bochecha tá doendo, obrigada por perguntar.”

Draven virou-se dramaticamente para ela, a encarando incrédulo.

– Se cura, mulher!

Sona respondeu o olhar igualmente.

“Nem sempre eu consigo usar esse...esse poder! Eu não sei controlar ele direito, não sei quando posso contar com ele ou não! Você não tem ideia em como é viver com isso. Por um lado é maravilhoso ter Etwahl junto comigo, mas por outro...” A garota deu uma pausa, esperando alguma resposta. Como não recebeu nada, continuou:

“Se eu ao menos conseguisse controlar tudo isso melhor... eu teria a situação sob controle.”

– Se o problema todo é esse, você pode dar um jeito amanhã. Fala com o Swain, não se vai dar em alguma coisa, mas....ele tá ligado nessas parada.

Sona o olhou espantada. De todas as pessoas que pensou em pedir ajuda, o Grão General era uma das últimas opções.

“Acha que é uma boa ideia?”

– Cê não tem muita opção agora, né? Já vai ver ele amanhã, mal não vai fazer. Eu acho. Sei lá, vocês magos que se entendam.

A garota estava pronta para retrucar que não era exatamente uma maga, quando se distraiu com um aroma delicioso de comida sendo preparada.

“Que cheiro é esse?”

–Ah, deve ser o Darius na cozinha.

“Agora?São duas da manhã.”

Draven apenas deu de ombros e se levantou da cama, indo para o andar de baixo. Sona ponderou um pouco se deveria segui-lo, porém depois de alguns segundos aquele cheiro a estava tentando demais. Levantou de um pulo, terminou de se arrumar e desceu correndo.

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Descendo a escada distraidamente, Draven ainda remoía algumas coisas que queria ter dito para aquela garota mimada. Não entendia ainda para que tanto escândalo , mas talvez isso fosse por que ele tem uma maneira meio diferente de ver a vida. Seu irmão sempre lhe ensinara a ver as coisas mais racionalmente, avaliar todas as alternativas, soluções, prós e contras. Para então tomar a melhor decisão, a que lhe traria mais vantagem e benefícios. Apenas por teimosia não gostava de seguir nada do que Darius lhe dizia para fazer, mas criação é criação, e ele não conseguiu se ver livre dessa linha de pensamento.

O conceito de “gratidão, família, e laços” que Sona fala, não tem peso nenhum nesse seu raciocínio. Se ela estava assustada de voltar para Demacia, ela poderia ficar em Noxus. Não era uma cidadã Demaciana de nascença, não tinha uma família para honrar, muito menos um trabalho ou guerra para lutar. Ficar em Noxus era a alternativa mais óbvia. Draven poderia se certificar de que ela ficaria bem aqui, e não deixaria nenhum mal acontecer a ela.

Droga, eu deveria ter dito isso.

– O que foi Draven, tá com dor de barriga?

Draven despertou de seus pensamentos, ao ouvir a voz feminina lhe perguntando.

– Que?

– Tá fazendo uma cara estranha, tá tudo legal? — Riven estava apoiada no balcão, sacudindo uma latinha de cerveja ,quase vazia, na direção de Draven.

– Nada, só tava pensando.

–Ah, tá explicado. Cuidado pra não forçar demais viu.

– Chega, você já bebeu demais. — Darius passou por ela, e puxou a lata da mão dela, a jogando no lixo.

– Mas generaaaaaaaal... – Riven resmungou com a voz enrolada. O homem apenas rolou os olhos, e voltou sua atenção para a frigideira.

–Dia foi foda, hein? — o irmão mais novo comentou, observando o mais velho escolhendo os ingredientes no armário a cima do fogão.

Darius bufou em resposta.

– A dificuldade que você tem de seguir ordens é fascinante, Draven.

– Que foi agora? — Ele se jogou em uma cadeira, perto de uma Riven emburrada. — Eu lembro muito bem que ontem vocês me mandaram escoltar a Sona até o quarto dela, apenas isso. Fiz muito além, servindo de babá dela o dia inteiro.

– Fez muito além mesmo. Pedimos para escoltar ela, não para levar para um passeio em Noxus, e depois comer ela. Além disso, ainda a trouxe para cá, uma demaciana imunda–

Darius foi interrompido com um pigarro de Riven, que olhava constrangida para a porta da cozinha. Sona estava parada, observando o General, que agora retribuía o olhar. Draven tentava segurar um riso, mas não estava sendo muito efetivo.

A garota o avaliou, dos pés a cabeça. Havia ouvido muito sobre Darius, o irmão de Draven. Ele estava sempre reclamando, dizendo que não suportava o irmão, mas vira e mexe acabava falando algo sobre o mesmo. Como Sona ainda não o tinha visto pessoalmente, ela não fazia ideia de como o imaginar, mas como era o irmão mais velho de Draven, a imagem que tinha era de um Draven de cabelos e bigodes brancos.

Mas o homem a sua frente era estranhamente familiar. Como se o tivesse visto a pouco tempo, mas não conseguia se lembrar de onde. Também era um tipo que ela nunca pensou que veria algum dia na cozinha, com um avental branco , sob a camiseta que delineava bem os músculos do peitoral e braços. Sentia o olhar intenso a intimidar, mas ela não desviou e manteve seu olhar igualmente severo.

“Estavam falando de mim?” Sona perguntou, como se todos na sala pudessem escutar.

– Vai lá Darius, continua o que tu tava falando da Sona.

Talvez se Sona conhecesse mais Darius, ela notaria que ele estava sem jeito. Mas ela não o conhecia em nada, então apenas o viu voltar a atenção para a comida, sem mexer um músculo do rosto, e dizer :

– Estava falando que Draven agiu errado em trazê-la para cá. Amanhã voltará para o teatro.

“Não quero, quero ficar aqui.” Se sentia sozinha naquele teatro, e ainda por cima se lembrava de tudo que acontecera na noite passada.

– Ela quer ficar aqui, deixa ela. — Draven comunicou, com um sorriso vitorioso no rosto. Darius nem se virou.

– Infelizmente, a Senhorita Buvelle não tem muito direito de escolha. — Olhou raivoso de canto de olho para Riven, que abria a geladeira para buscar mais uma cerveja. Ao sentir que estava sendo observada, ela fechou lentamente a porta, com um sorriso amarelo.

“Não sou nenhuma prisioneira, sou uma convidada do Grão General Líder de Noxus, e eu tenho o meu direito de escolher onde vou e onde fico. E eu fico aqui. ”

– Ela disse que não vai sair nem fudendo.

Sona confirmou com a cabeça, os cabelos azuis emoldurando seu rosto como ondas no mar.

O general olhou para o mais novo curioso, e foi para a geladeira pegar mais alguns ingredientes. Sona conseguia ver que havia camarão no prato sendo preparado, mas não identificou muito bem os outros temperos e condimentos, que tinham um cheiro forte.

– Riven me contou que vocês conseguem se comunicar telepaticamente. Curioso, não é?

A musicista trocou olhares com Draven, que nem se deixou abalar. Algo no tom de voz de Darius não agradava ela.

– É. Sou especial, ou algo assim.

– Isso eu sempre soube. — Darius resmungou baixo,e apenas Sona ouviu. A garota aproximou-se de Draven, sem saber exatamente se ainda estavam brigados ou não, e se seria uma boa ideia se mostrar tão intimo dele, na frente de outras pessoas. Acabou se escorando no balcão, no mesmo lugar onde ficou quando Draven a obrigou a comer um bombom.

Observando bem a cozinha, ela era muito mais sofisticada e bonita que o resto da casa. Muito bem equipada e limpa, definitivamente uma cozinha que ela não esperava encontrar na casa dos dois irmãos. Voltou a analisar o cozinheiro, igualmente inesperado.

Parecia ter alguns anos de diferença de idade de Draven, tendo uma aparência bem menos excêntrica que o irmão. Uma mecha branca cortava os cabelos negros, curtos e arrepiados, e conseguia vislumbrar algumas cicatrizes pelos braços musculosos. Alias, ele era bem mais musculoso que Draven, tendo um porte bem maior e mais truculento.

Sona enrolou uma mecha da franja no dedo, perdida em devaneios ao observar o General. A cozinha estava em silêncio agora, exceto algumas reclamações ocasionais de Riven “Mas só mais uma lata por favor .” e “Não é justo, eu paro de beber se você parar de fumar!”.

Draven já estava ficando irritado com toda essa adoração que Sona estava dando para Darius, além do tédio que estava o comodo. A puxou pelo braço, a levando para fora.

– Vamos esperar na sala, termina logo isso aí que eu tô com fome.

Darius respondeu com um gesto obsceno, sem perder a atenção da frigideira. Riven riu, talvez mais alto do que pretendia.

Notas finais
Último capítulo eu postei tão correndo, que esqueci de mencionar que a fic ganhou a sua segunda recomendação, dada pela maravilhosa da Kuma S2 Dêem uma passada na fic dela tbm gente, é super bem escrita e envolvente *-* > http://fanfiction.com.br/historia/536797/Nevoa_de_Guerra/ Obrigada por todas as reviews! Tento responder sempre, e fico muito feliz com cada uma delas, me impulsiona para continuar a história! Bjos e até o próximooo~