Notas iniciais
Eu não estou morta aeeee Dedico esse capitulo como presente de aniversário beeem atrasado pra a Anna :D Shy, eu menti, nesse capítulo teremos putaria sim :B Então já vou deixando avisado pra quem não curte e tals (sendo que desde o primeiro episodio tá la o aviso que vai ter né gente) E Giovanna minha filha não pode ler esse aqui não, tu é uma criança pura e inocente :V

Olhando para o caderninho em branco no seu colo, Sona mordia a ponta da caneta, sem saber exatamente o que escrever. O pior, sem nem ao menos saber para quem mandar a carta.

Draven a havia deixado sozinha logo na entrada da grande e antiga Arena. Aliás, tudo nessa cidade era velho e caindo aos pedaços? Ele foi embora gritando alguma coisa como “Consiga um bom lugar, e me veja brilhar!” ou algo semelhante. Com uma piscadela, sumiu por entre um dos muitos corredores de pedra na grande estrutura labiríntica.

Não demorou muito para achar o caminho até as arquibancadas, e ela não soube dizer bem ao certo se havia pego um bom lugar ou não. Ela nem ao menos sabia que tipo de “espetáculo” iria ver. Era uma execução, pelo amor dos deuses, e não tinha muito como variar o roteiro. Faltando cerca de uma hora para o pôr-do-sol, ficaria um bom tempo ainda esperando.

Subindo os degraus, encontrou um grupo de homens armados, semelhantes aos que permaneceram no teatro naquela manhã. Ela passou reto pelo grupo, ignorando as obscenidades ditas por eles. Procurou um local o mais longe possível, na sombra de preferência.

Recostou-se no grande degrau de pedra da arquibancada, e suspirou. Maldito seja Draven, e maldita seja ela mesma. Olha a situação em que fora se meter. Se sentia tão desprotegida, e um alvo tão fácil naquele local aberto, sem Etwahl. Sem contar, que para melhorar toda essa experiência maravilhosa em Noxus, iria ver mais mortes hoje. Talvez ela pudesse simplesmente fechar os olhos na hora e tudo ficaria bem.

Para passar o tempo, resolveu escrever uma carta, já que não sabia quando toda essa situação se resolveria. Tentava não pensar muito na possibilidade, mas estava sozinha agora. Poderia ficar um bom tempo longe de casa.

Mas, o que escrever? Ela não sabia nem como começar a explicar tudo.

E o mais importante, para quem?

Com certeza Tirzah ainda não havia chegado em Demacia. Isso se ela realmente tivesse voltado para lá, tudo que se sabia até então é que ela havia sumido. Se sim, sua carruagem poderia ter sofrido algum acidente no caminho...

A garota se pegou sorrindo, ao imaginar a cena , e se surpreendeu. Balançou a cabeça para dissipar esses pensamentos. Esse lugar estava realmente afetando ela, só podia. Nunca achou correto desejar o mal para outra pessoa, mesmo essa sendo a Tirzah.

Remexia no pingente em seu pescoço, enquanto remoía sua raiva pela mulher. Havia passado da fase de tristeza/abandono, e agora a odiava. Na verdade, Sona apenas sentia uma leve amargura pela ex-executiva. Ela achava que nunca conseguiria sentir, de verdade, ódio ou raiva por alguém.

Decidida, procurou na bolsa o caderninho e caneta que sempre levava consigo. Pensou em escrever algo em resumo, e mandar para seu amigo Taric. Ela havia prometido que participaria de uma nova peça que ele estava finalizando, mas agora... ela não saberia dizer se chegaria a tempo.

É, parecia uma boa desculpa para mandar a carta. Pensou alguns minutos, e começou a escrever. Sabia que caso conseguisse enviar, essa carta seria lida antes, então achou melhor ocultar alguns detalhes.

E um desses detalhes era o Draven.

Já estava na metade da página, e tão compenetrada escrevendo, que se assustou quando viu uma forma negra se mexer ao seu lado. Deu um pulo, e abraçou o caderno junto ao peito: para então ver que era apenas um corvo, a observando.

Fazia pequenos “tiques” com o bico, e num pequeno salto, se aproximou dela. Sona se sentia aliviada, por não ser ninguém ameaçador, e ao mesmo tempo incomodada com aquele animal a encarando. Porque não era observada por apenas um par de olhos – mas sim por 3 pares escarlates.

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Draven se encontrava sentado, com os cotovelos apoiados nas pernas, de cabeça baixa. Estava no comodo que antes se destinava a preparação de gladiadores, quando as lutas ainda eram legais em Noxus. Geralmente Draven reclamaria ,que alguém como ele precisa de uma sala a sua altura, em vez daquele lugar escuro e bolorento. Mas dessa vez ele estava estranhamente quieto.

Havia se vestido e preparado suas laminas de maneira tão automática, que se pegou sem ter muito o que fazer até o tão esperado momento. Tudo porque não conseguia tirar aquela maldita dos pensamentos.

Ora, era simples, ele saia, fazia o que tinha que ser feito, o público iria delirar e o idolatrar como sempre. Era esse o processo. Por que ele ficava tão preocupado em saber como Sona iria reagir? Por que a se importar com a opinião de uma vadia qualquer?

As últimas quase 24 horas haviam sido impensáveis, e ele nem sequer sabia dizer o que diabos estava acontecendo. Não havia nenhuma noticia sobre o tal assassino, Darius havia sumido, e ele mal conseguia encostar na desgraçada da Sona que o universo agia contra.

Ouviu um ruido na porta, e levantou a cabeça. Uma mulher de cabelos prateados, presos na nuca, o encarava. Ela usava a vestimenta militar masculina, e com certeza se estivesse com um elmo, Draven não saberia diferenciar de qualquer outro soldado.

Ela abriu a boca para dizer algo, mas Draven a impediu:

–Cadê o Darius?

Franzindo o cenho,ela respondeu, depois de alguns segundos pensando.

–Deve estar ocupado, houve um massacre ontem a noite. Não sei se ficou sabendo.

Draven riu com desprezo do sarcasmo da soldada.

–É, é... tô ligado nessa história. — Ele se levantou, e se pôs a avaliar os machados, novamente. Ignorava a mulher, que ainda estava parada a sua frente.

–Bem...- ela pigarreou e começou a mexer em alguns documentos, na pasta que trazia consigo. — Hoje teremos três execuções... o General pediu para que seja breve nelas. Noticias da última noite se espalharam depressa, e não queremos que o povo fique com os ânimos mais inflamados ainda...

Draven bufou. Ela prosseguiu,achando uma ficha em especifico:

–O primeiro...

–Shh ssh não me interessa, querida. — O carrasco fez um gesto com a mão a dispensando. — Eu sei que você é nova por aqui, hã...como é mesmo o seu nome?

Por entre os dentes, ela disse:

–Riven.

–Tá, que seja. Darius não deve ter te avisado sobre algumas coisas, então eu falo: Eu não me importo com quem esses desgraçados são, ou com o que fizeram. Não me interessa, eles são apenas coadjuvantes do meu espetáculo. Então não perca tempo com isso.

Riven o continuou encarando, com algo nos olhos que Draven identificou como raiva. Qual era o problema dessa mulher?

–O General tinha razão. Você é desprezível.

–E você,soldada? Já tem alguma morte nas costas? — Ele se aproximou,com o sorriso insano no rosto. Mas ela não mexeu um músculo, e não desviou o olhar. Ele interpretou o silêncio dela como um “não.”- Depois de certo tempo....Você nem consegue mais se lembrar dos nomes,nem vale a pena saber como se chamam.

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–CAW-CAW!

Sona pulou para trás, quando a ave avançou sobre ela. Mudou de ideia sobre o fato de estar aliviada por ser “só um pássaro”, quando viu que o bico desse em particular era extremamente afiado.

O corvo pulou em seu colo, e a garota prendeu a respiração, tentando não se mexer. Ao perceber o interesse do pássaro na sua bolsa,Sona pensou que talvez ele estivesse procurando algo para comer. Lentamente abriu o fecho, e pegou o último pedacinho da torta que sobrou. Ela tinha planos para aquele pedaço, mas acho melhor não arriscar. Com muito cuidado, colocou o doce na arquibancada, o mais afastado possível.

Observou a ave pular de seu colo, e ir em direção ao doce, analisando desconfiada. Depois de algumas bicadas, estava satisfeita devorando a torta.

Sona olhou intrigada, conseguindo agora ver o pássaro mais nitidamente. Ele era bem grande, para um corvo comum, não? Ela nunca vira um tão de perto, mas achava que eles eram um pouco menores. E claro, não tinham 6 olhos.

Talvez Noxus tivesse sua própria especie mutante, com 6 olhos, gigantes, e que se alimentam de bolo. Sona riu com a ultima colocação,afinal seria irônico um corvo de Noxus comer apenas doces.

Tão repentino como veio, o corvo se foi, fazendo um estardalhaço com as asas, algumas penas caindo. Ela tapou o rosto por reflexo, assustada sem saber para onde a ave voaria, mas quando abaixou as mãos, ela já havia sumido.

Uma pena grande, negra mas que refletia um tom turquesa,caiu no colo de Sona. Ela a pegou, analisando e passando o dedo por ela. Decidiu guardar. Era realmente linda, e ela queria pelo menos uma lembrança bonita daquele lugar.

Sona suspirou, olhando para o que sobrou da torta, destruída. Não queria admitir, mas aquela mulher estranha realmente fazia doces muito bons, talvez levasse alguns com ela para casa.

Ia voltar a escrever a carta, quando notou que as entradas haviam sido liberadas, e o público já estava preenchendo as arquibancadas.

A Mestra das Cordas respirou fundo. Algo a dizia que haveria casa cheia nesse espetáculo também. Mas diferente do último que ela presenciou, era esperado um final trágico.

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Em minutos todo o local fora lotado, e o povo comentava animado sobre as execuções que veriam. Estavam tão estarrecidos e eufóricos, Sona se sentia prensada em meio daquelas pessoas.

Ouviu o homem ao seu lado comentar com a esposa, que um dos condenados era suspeito de assassinar o próprio filho.

Suspeito? Ele não havia sido julgado, e declarado como o culpado, sendo apenas... suspeito?

Aquele pobre homem estava para perder a vida, por causa de um crime que ele poderia nem ter cometido. Com as mãos na boca, Sona olhou horrorizada em sua volta: ninguém parecia se importar muito com a possibilidade de um inocente morrer em poucos minutos. Pelo contrário; eles clamavam por sangue.

A mulher respondeu ao marido com um “Que barbárie,matar o próprio filho,merece ser morto mesmo!”

Barbárie?! E isso tudo, era o que? Sona queria ir embora ,sair daquele inferno o mais rápido possível. Atravessou a bolsa no ombro, e se preparava para se levantar, quando algo a impediu.

Draven estava parado no centro do coliseu, acompanhado por uma explosão de gritos e delírios, o que a forçou a se sentar novamente.

O carrasco retribuía ao povo acenando e gritando, o que exatamente Sona não conseguiu escutar.

Ela o analisou melhor. Estava magnifico. A musicista nunca vira vestimentas tão excêntricas e elaboradas para um simples carrasco. Mas a essa altura, já estava bem claro que Draven era tudo, menos “simples.”

Usava o mesmo penteado de quando ela o vira pela primeira vez,mas agora uma diadema dourada, com uma pedra esmeralda, lhe adornava a cabeça. No rosto mais linhas vermelhas cruzavam da testa até o pescoço, fazendo companhia para as duas linhas já permanentes Um pelego branco lhe cobria os ombros e costas,preso com fivelas e argolas, deixando parte do torso musculoso de Draven a mostra.

Seus dois machados estavam presos nas costas, e causando arrepios a Sona. Um deles é era o mesmo que Draven andara desfilando por aí o dia inteiro. Ela estivera tão perto de uma arma tão sanguinária, que mal conseguia acreditar.

Ela recuperou o folego, sentindo-se tonta. Enquanto admirava o homem que estava, literalmente, no centro das atenções, não havia notado que prendera a respiração.

Algumas mulheres próximas a Sona deliravam, com gritos agudos e desesperados. Clamavam pela atenção de Draven, esperneando e pulando:

–DRAAAVEN!

–DRAVEN SEU GOSTOSO, ME COME!

Sona rolou os olhos. Que mulheres deploráveis, não tinham nenhum orgulho próprio?

Para o espanto das mulheres, e de Sona também, Draven notou elas e gargalhou. Isso bastou para que elas surtassem de vez, gritando ainda mais alto. Uma delas levantou a blusa, ficando apenas de sutiã.

Draven sorriu maliciosamente. Apontou para elas, fez um sinal de “depois”,seguido de uma piscadela. Voltou sua atenção para o resto do público, e não viu a mulher desmaiar em cima das outras três.

Sem acreditar, Sona mordia o lábio. Ele não poderia ter feito isso, ali na frente dela, sabia que ela estava olhando. Com certeza ela notaria isso. Ou ele fez isso apenas para deixá-la com ciúmes?

Quem estava sendo prepotente agora era Sona, e ela fez questão de afastar esses pensamentos da mente. Tivera duas chances com ele, e não havia dado em nada... e já havia decidido que o mais inteligente era não se envolver com esse louco.

Ele que se divertisse com quantas vadias quisesse.

Cruzou os braços brava, ficando escorada na arquibancada, enquanto observava os 3 coitados serem levados até um pequeno palanque no canto da área. Homens enormes e em armadura completa levavam os condenados, que não mostravam resistência alguma.

O coração de Sona afundou. Sentiu-se tão fútil, se preocupando com algo tão imbecil, enquanto que aqueles homens já não tinham nem um futuro para se preocupar. A multidão baixou um pouco o tom, enquanto que uma soldada lia em voz alta o nome dos indivíduos.

A garota tentou se inclinar para frente para ouvir melhor, mas o povo entrou em euforia novamente quando começaram a serem ditas as acusações. O máximo que podia fazer era observar os pobres coitados, e evitar olhar para o palanque, onde agora se encontrava Draven ao lado da soldada.

Um deles, Sona teve que admitir, realmente não parecia ser uma boa pessoa. Era careca,com uma cicatriz atravessando o rosto, e com uma tatuagem que cobria todo o braço esquerdo. Estava com o rosto erguido, olhando para a militar sem demonstrar nenhuma emoção. Os outros dois já não pareciam tão confortáveis com seus destinos, vestidos em trapos e olhando para seus próprios pés.

Mordendo os lábios, Sona se abraçou na bolsa. A mulher parara de falar, e Draven deu um passo a frente. Ela não sabia o que esperar do que viria a seguir, mas com certeza não era nada perto do que presenciou.

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Darius sempre estava presente supervisionando todas as execuções de Draven. Não era necessário alguém de patente tão alta em casos de reles criminosos sem importância como esses, mas mesmo assim , Draven estranhou a falta do irmão. Não por sentir saudades ou algo assim, mas sempre que possível, a Mão de Noxus estava vigiando o carrasco. E mandar uma reles soldada em seu lugar, era ainda mais estranho.

Se encontrava ao lado de Riven, numa pose altiva e ignorando completamente as palavras que eram ditas. Ficou um pouco incomodado com o fato de que achara Sona rápido, até demais, no meio das pessoas. Também, o cabelo azul, mesmo preso, chamava bastante atenção.

Quando todas as acusações e vereditos foram dados, um dos condenados foi solto de suas amarras, e levado mais adiante. Os outros dois ficaram no mesmo lugar, vigiados. Draven deu um passo a frente, e levantou um dos machados, pedindo silêncio para a multidão.

O pedido foi atendido quase que imediatamente.

–Hoje teremos um espetáculo mais interessante.- Ele nem precisava elevar muito a voz; todos ouviam atentos e sedentos pelo o que viria. Com um gesto, ordenou que soltassem os outros dois. Sem demora, os guardas os soltaram, e se afastaram. Nenhum deles se ousou mexer.

Calmamente, Draven se aproximou dos três. Um deles era consideravelmente mais alto que ele, mas ainda assim desviou o olhar. Tremia, o carrasco notara.

–Não precisa ficar assim não, vocês estão com sorte, é! Vou dar uma chance para todos vocês.- Virando-se para o povo, gritou:

– Hoje temos três malditos para dar cabo, mas não faremos do jeito chato, não dessa vez. Vocês três – apontou o machado para o grupo, e o mais alto se sobressaltou – terão uma chance de continuarem vivendo essa merda que vocês chamam de vida. Darei vocês a vantagem de... o que, 20 segundos? — ao ouvir os gritos de aprovação da plateia, Draven continuou. — 20 segundos, para chegarem até a saída. Vamos lá, está aberta, esperando vocês. E ainda tem mais uma vantagem, são três contra um... olha só, acho melhor aproveitarem, eu ando muito... bonzinho ultimamente.

Riven engoliu todos os xingamentos e continuou ereta, sem mexer um músculo. Tratar algo tão sério como uma mera brincadeira de uma criança mimada era errado, era imoral. Mas ela infelizmente não tinha nenhum poder, e não poderia fazer nada. Darius a imcubira dessa tarefa, e ela não poderia cometer nenhum deslize.

Sem nem dar tempo para os condenados pensarem direito, Draven começou a girar um dos machados, enquanto admirava a lâmina de outro.

–20...19...18...

Um dos homens saiu correndo em direção a saída, enquanto os outros dois estavam estagnados no mesmo lugar. Draven sorriu, continuando a contagem.

–16...15...14...

O homem careca se jogou para a frente, mas não na mesma direção que o outro, mas sim em direção ao carrasco a sua frente. Draven se esquivou com agilidade, seu corpo mais esguio e preparado que o do delinquente. Cravou um machado no chão, e deslizando 180 graus em torno dele, deu uma rasteira no homem, que caiu levantando poeira no chão de terra.

–Está perdendo tempo... mais 10 segundos. É melhor correr. -Draven o aconselhou, se reerguendo num pulo.

–Nunca. — O bandido rugiu entre os dentes, levantando-se e se pondo em posição de luta.

–8...7...- Draven não tentava revidar nenhum dos golpes, apenas desviava, enquanto gargalhava insanamente. O ódio e desespero eram visíveis nos olhos do pobre homem, e era uma cena deplorável e digna de pena. Mas não por parte de Draven.

–4,3,2... — O carrasco se esquivou de outro soco, mas dessa vez cambaleou para frente e com um movimento preciso do machado, decapitou o bandido. -...Aqui vou eu!

O barulho era tão alto que quase beirava ao ensurdecedor. O povo aplaudia, berrava e gritava, e em alguns pontos havia até tumulto onde algumas pessoas se empurravam. Draven se posicionou mais ao centro do terreno, girando os dois machados agora com ambas as lâminas retrateis soltas. Sangue escorria de seu rosto, mas ele não se importava de limpá-lo. Com um impulso inumano, as arremessou, em direção ao bandido que estava a passos de chegar na saída.

Em uma velocidade absurda, as duas lâminas percorreram toda a extensão num piscar de olhos, até um dos machados acertar em cheio as costas do criminoso.

Mais uma morte, mais exaltação.

Draven voltou a sua atenção para o miserável que havia sobrado. Não havia nem tentado fugir, muito menos lutar. O que dizer de uma criatura dessas? Era pior que o covarde que tentara fugir da morte: este ao menos fora esperto e tentou viver.

Numa tentativa desesperada, o homem olhou para o seu carrasco a sua frente, com suplica nos olhos. O sorriso de Draven sumira. Ele apenas o olhava com desprezo.

–Gente como você não tem nem graça...- Erguendo o braço, aparou um dos machados que voltou num assobio em sua direção.

Antes que o condenado pudesse terminar de processar o pensamento, ouviu o segundo machado zunindo atrás de si, num instante sentiu o impacto e seu rosto no chão.

Draven puxou com força a lâmina cravada nas costas do ultimo sentenciado. Levantou as duas armas para o povo, que estava alucinado. O sangue escorreu e lhe atingiu na altura do peito e parte do braço, com o movimento. Ele sorria, mas olhava para as pessoas sem enxerga-las. Estava tão energético com toda a adrenalina, e não estava satisfeito com apenas isso. Gostava mais de brincar com as suas presas, o que não foi possível fazer dessa vez. Mas ele já sabia o que fazer para resolver isso.

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Sona corria, tentando se livrar daquele povo asqueroso. Estava tão confusa, e tão assustada por não conseguir entender o que estava sentido. Draven era incrível. Sua habilidade era impressionante, e quando tudo acabou.... O primeiro pensamento de Sona foi “Mas já?”.

Foi tudo tão rápido. Incrivelmente rápido.

Mas ela não podia pensar isso. Era horrendo. A morte de pessoas não pode ser um entretenimento, era monstruoso. Mas ainda assim, ela pedia por mais.

Não queria mais mortes. Ficaria com muita pena do pobre coitado que morrera por último. Ela queria mais Draven.

Vê-lo fazendo aqueles movimentos são letais e precisos, e ainda assim fazendo parecer que nascera para aquilo.... Sona achara tudo tão...atraente. De um jeito estranho, muito estranho. Ela nunca gostara do bruto e do selvagem.

Mas tudo nele parecia chamar sua atenção.

Parou de correr, já quase sem folego. Já havia saído do meio do tumulto, mas a sua volta muitas pessoas ainda caminhavam para a saída, conversando animadas sobre o que acabaram de ver. Ela se encostou numa das paredes de pedra, respirando pesadamente. Não sabia bem o que fazer, e pensou que talvez respirando e limpando a mente poderia chegar numa conclusão.

O grande corredor escuro e úmido que levava até a saída estava iluminado apenas com algumas tochas bem afastadas umas das outras. Na penumbra entre uma e outra, Sona sabia que se encontravam pequenas passagens que levavam para outros corredores mais estreitos. Foi por uma dessas que Draven sumira mais cedo naquele dia.

A conclusão mais sensata seria esperá-lo ali, para que ele a levasse de volta para a casa de ópera. Ela não fazia ideia de como voltar, e também, ele que a meteu nessa... Iria tirá-la também.

Ficou um tempo parada no corredor, observando todos irem embora. Depois de cerca de 15 minutos todos já haviam ido embora, e a grande estrutura se encontrava totalmente em silêncio. Sona sentiu um calafrio. Estava ficando frio ali, mesmo numa noite de verão.

Depois de tanto tempo, ela começou a perambular pelo espaço. Ia até o final e voltava. Achou que poderia passar algum guarda ou soldado, e ela poderia perguntar pelo Draven... mas nenhuma viva alma. Pensou também em escolher um daqueles corredores suspeitos e se aventurar em busca do carrasco, mas deixou pra lá a ideia. Era melhor ficar em apenas um lugar, caso ele também a estivesse procurando.

Por que ele estava a procurando.

Claro que estava.

Por um instante a imagem das mulheres ao seu lado gritando obscenidades para o Draven lhe veio a mente. Argh, como ela era burra. Era óbvio o que ele estava fazendo agora.

Irritada, ela resolveu que iria embora. Pediria alguma informação na rua, daria um jeito. Mas não iria esperar o Draven se lembrar que a largara ali.

Deu meia volta e foi pisando fundo, pensando em como era ingenua. Ela odiava aquele lugar, odiava.

Uma tocha iluminou seu rosto quando ela passou próxima, costeando a parede. Mas ela sentiu outra coisa além do calor da chama. Uma sensação muito estranha apossou-se dela. E ficava mais forte quanto mais se afastava do fogo.

“O corredor.” Ela pensou. Ela estava sentindo a aura de alguém, e era com certeza de alguém que se encontrava naquele lugar estreito.

E era uma aura um pouco familiar. Ela se aproximou, dando um passo na pequena passagem. Era um breu, a única iluminação sendo das tochas na galeria principal, isso é, quase nada.

Ouviu passos. Pelo visto o caminho fazia uma curva, e alguém se aproximava.

“Draven?”

Os passos pararam. E em seguida avançaram, mais rápidos.

–Ah, você tá ai. Tô te procurando nessa bosta de lugar a horas já. — Ele disse num tom alto, para que ela escutasse. Não que houvesse necessidade, sua voz ecoava nas paredes.

“Estava?”

Ela conseguiu ver a sua silhueta agora, fracamente. Os metais em sua roupa refletiam a fraca luz, e a sua aura pulsava num vibrato agressivo.

Sona deu um passo para trás. A Aura do Draven que ela conhecera não era esse mar de violência que ela agora se perdia. A sensação era horrível, ela queria se afastar. Estava se sentindo tonta, e teve que se apoiar na parede.

“Draven, por favor não se aproxime... a sua Aura, está me deixando esquisita...”

Mas ele já estava a sua frente, e ela sentiu o cheiro nauseante. Sangue. Sangue de novo.

Ele não se trocara, e agora o sangue em sua roupa e rosto estava secando. Nem se dera o trabalho de limpar, Sona notou.

–Não ache que conseguirá fugir de novo. Não aqui.

A garota o olhou nos olhos. Será que essa fora a ultima visão que o condenado teve hoje? Os olhos frios e sedentos de Draven a perfuravam, seu sorriso insanamente sádico. Se ela não tivesse certeza de que não era ela a sentenciada, estaria certa que seria morta por aquele homem.

Ele a jogou contra a parede, a prendendo com força. A estranha vibração irrompendo dele a deixava entorpecida, e ela ainda encarava os seus olhos.

–Vou dar 20 segundos para você fugir...depois que eu começar, não tem mais volta.- Draven sussurrou no seu ouvido, num tom de brincadeira.Estava visivelmente alterado. Conseguia sentir sua respiração ofegante, e os olhos tinham um brilho sedento.

Sona respirou fundo. O cheiro de ferrugem com sal invadiu suas narinas. Ela já estava farta de tanto sangue. Mas por algum motivo, esse cheiro a deixava incrivelmente excitada agora.

Enlaçou os braços ao redor de seus ombros,juntando ainda mais seus corpos.

“Eu não vou aguentar esperar 20 segundos...”

De uma só vez ouviu-se o ruído de um rasgo, e sua saia puxada, abrindo uma fenda no lado direito. Agilmente ele a ergueu, a fazendo entrelaçar as pernas nas suas costas. Com o encaixe, Sona sentiu o volume que já estava formado sob o tecido da calça. Ela sorriu, enquanto sentia as mãos de Draven passearem por todo o seu corpo, e dando atenção especial aos seus peitos volumosos.

Enquanto ele lambia e mordia um dos seios, e acariciava o outro, ela ouviu passos, e congelou.

“Draven...Draven para, tem alguém vindo.”

Nah, relaxa. — ele sussurrou, voltara a sua atenção para o pescoço, agora o beijava e lambia com violência- É só você ficar quietinha e que não dá em nada.

Ele riu da própria piada. Sona rolou os olhos, mas ficou aliviada ou perceber os sons de passos se afastando. Mas logo seus pensamentos já se voltaram para outra coisa. Sentiu a mão de Draven descer todo seu ventre, até a sua virilha.

Ela arqueou, e cravou as unhas nos braços dele, desviando o olhar.

Ao ver a reação da garota, Draven desafivelou o cinto, e abriu o fecho da calça, revelando seu membro já rijo. Sona mordeu os lábios,se sentindo envergonhada por olhar com tanta curiosidade. Sorriu timidamente para ele, e lhe deu um beijo suave. Apoiou sua cabeça no pelego que envolvia os ombros do carrasco, o apertando ainda mais no enlace.

Com uma relativa delicadeza, para alguém no estado de Draven, ele acariciou as coxas de Sona,as guiando até que se abrissem o suficiente para lhe receber. Com uma só estocada a penetrou por inteiro, e a segurou firme para que não caísse. Ela cravou mais forte ainda as unhas na pele tatuada, e mordia o pelego com força, contendo as lágrimas.

– Sabe, eu geralmente prefiro... que gritem. — Draven disse, enquanto começava com movimentos leves. Sona continuava com os olhos cerrados, tentando se acostumar. — Mas acho que isso aqui... tem as suas vantagens....

As mãos dele estavam firmes em seu quadril, a impulsionando com força. As fivelas e argolas de metal que adornavam sua roupa tilintavam com o movimento, e Sona voltou a se preocupar com o fato de alguém os achar.

–Porque você está tão...tensa. Vai ser pior pra ti se não relaxar...-Draven a beijou intensamente,fazendo qualquer pensamento parecer trivial para ela agora. Respirou fundo quando foi libertada, e suspirou. Voltou a apoiar a cabeça no seu ombro, mas mais tranquila agora. Ele tinha razão. Já que está em Noxus, fazendo uma loucura, não fazia sentido se preocupar só agora. Tentou relaxar,aspirando o cheiro na sua nuca, uma mistura de suor, perfume e sangue que a estava deixando louca.

Estremeceu ao ouvir o gemido rouco perto de seu ouvido, sentindo seu corpo vacilar.

–Ahn... isso... — Ele aumentou a velocidade e força das estocadas,a machucando um pouco ao empurrá-la contra a parede. Ela ergueu a cabeça, mordendo o lábio e com a respiração descompassada se deixava levar pelo movimento, ignorando naquele momento o impacto da pedra fria as suas costas.

Sua mente estava em branco. Não conseguia pensar em mais nada além daquele único momento, e em como aproveitá-lo. Mordiscava e beijava o pescoço e rosto de Draven, recebendo alguns gemidos como aprovação.

Sentia seu ápice chegando, muito próxima do clímax. Tentando ao máximo continuar com as pernas firmes entrelaçadas na sua cintura, Sona tentava se concentrar, mas toda vez que tentava se comunicar com ele, falhava. Começou a bater em seu peito, mas estava são sem forças que ele demorou para perceber.

–Hm?- Ao olhar para a cara suplicante de Sona, ele entendeu logo. — Mas já?

Ela fez que sim, quase sem forças. Draven a segurou firme junto a si, aumentando o ritmo. Em instantes, ela sentiu uma onda de sensações invadir seu corpo. Se enrijeceu, lançou a cabeça para trás, soltando um gemido silencioso, entregando-se ao clímax.

Vendo-a assim, Draven não pode suportar mais. Com um grito ensurdecedor, esvaziou sua semente dentro dela, aguentando as ondas de seu orgasmo até que também o alcançou. Sona sentia os braços de Draven tremerem com os espasmos,e nos último suspiros de sua força, a segurou o mais firme possível, virando de costas e deslizando pela parede até caírem juntos no chão.

Sona ficou sentada em seu colo, abraçada e ofegante durante alguns minutos, que pareceram horas. Queria ficar para sempre ali com ele. Draven jogou a cabeça para trás, fechando os olhos. A abraçou também, como se nunca quisesse deixá-la ir.

A garota suspirou, enterrando o rosto no seu tórax, ignorando todo o sangue. Esse cheiro estava começando a ficar reconfortante para ela.

Notas finais
Alguém notou que a Sona tava sem calcinha? :V