Which Side Will Prevail
32 Capítulo 32
Notas iniciais
Bom... boa leitura
sz
UMA SEMANA DEPOIS
POV Rachel
Simplesmente perfeita!
Era assim que eu denominava a minha nova existência.
Já havia se passado sete dias desde a minha transformação, e a cada novo dia, eu descobria mais coisas sobre essa vida.
Era tudo perfeito a meu ver.
Eu caçava todos os dias com Quinn, essa era uma necessidade de todos os recém-criados segundo os Fabray’s, mas logo isso passaria. Em um ano no máximo.
Todos faziam seus arranjos para que pudéssemos nos mudar sem chamar atenção.
Eu não podia ficar por ali onde pessoas já haviam me visto. Embora as diferenças em minha aparência física fossem sutis, elas ainda eram significativas, afinal, humanos adultos não mudam da noite para o dia.
Ficou decidido que até eu conseguir controlar minha sede e me portar como uma humana normal, eu deveria ficar isolada das pessoas. Iríamos viver no Alasca, junto com alguns amigos da nossa família.
Aparentemente a ideia de Russel agradou a todos, inclusive Quinn que dizia sentir muita saudade da família Schuster.
Todas as providências foram tomadas, mentiras foram contadas e despedidas aconteceram, tudo parte do teatro perfeito da família Fabray.
Um dia, em uma das muitas conversas que tivemos desde que eu me transformei, esse assunto foi abordado. Judy me disse que a coisa mais importante depois de nunca beber sangue humano, era essa, saber fazer um bom teatro, não importa a circunstancia, sempre manter o disfarce.
Agora estávamos a caminho do Alasca.
Eu estava no carro que os Fabray me deram, mas quem dirigia era Quinn, eu além de não saber o caminho, desconfio que quebraria a direção na primeira curva que encontrasse.
– Você vai amar o Alasca Rach, eu tenho certeza. Fora os animais selvagens que tem para caçar, que eu nunca experimentei é verdade, mas que todos sempre disseram que era ótimo, também tem o fato de que é tudo muito afastado, então não precisamos fingir o tempo todo, podemos ser nós mesmos.
Levantei a mão e acariciei sua face.
– Você ainda não gosta muito da ideia de viver perto de humanos não é?
Ela ficou em silêncio alguns instantes.
– Não me faça tentar ler sua mente amor-. Eu ameacei de brincadeira.
–Boba, eu não baixo meu escudo nem por um minuto perto de você, sabe disso-. Ela disse me dando a língua.
Rimos de sua infantilidade e logo ela voltou a suspirar.
– Não é que eu não goste, é só que... foram quase 200 anos fugindo disso, me sinto completamente deslocada, sem contar que acho tudo muito exagerado.
– Exagerado?
– Sim, quer dizer, não bastava apenas fingir ser um humano? Os Fabray’s poderiam fingir ser uma família rica onde ninguém trabalhava, só curtia os frutos do dinheiro. Mas não! Eles amam trabalhar, interagir e conviver de perto com os humanos.
– Quinn, se isso for demais para você não precisamos fazer isso. Não quero vê-la desconfortável ou infeliz. Podemos viver como você vivia.
– Rachel, você não aguentaria essa vida, nem pense nisso!
Eu virei à direção do carro e a fiz estacionar no meio fio.
–Ficou louca? A ideia é fingir ser humana, e sair ilesa depois de um capotamento não combina muito bem com o disfarce-. Ela falava brava comigo.
– Quinn – peguei seu rosto em minhas mãos. – onde você estiver eu estarei bem. Onde você estiver, ali será minha casa. Amor, você tem que entender, eu não estou nem aí em me misturar a humanos, ou a viver perto da civilização, tudo que eu quero é ficar com você, onde você estiver. Foi por isso que quis ser imortal, para estar ao seu lado para sempre.
Eu a olhava com toda força e intensidade que eu conseguia.
– Quando chegarmos ao Alasca falaremos com eles, sua família vai entender...
– Não! – ela se apressou em dizer. – Nós vamos ficar com eles. Eu não vou tirar você da sua verdadeira família. Eles são a nossa família. Eu posso me acostumar com isso, e afinal, nós podemos viajar às vezes não é?! Curtir um pouco a vida nômade, quem sabe, acampar por aí?! Sozinhas?
Ela tinha um sorriso sacana nos lábios, era impossível resistir a ela quando fazia isso.
– Hummm, acho que nós podemos fazer isso muitas e muitas vezes, criar uma tradição só nossa quem sabe?!
E logo estávamos nos beijando. Antes que as coisas saíssem do controle, ela parava o beijo e voltava sua atenção para a direção.
– Agora me deixe voltar à estrada ou é capaz do Puck vir atrás de nós.
– Como você consegue Quinn? Eu aqui desesperada para ter você e você para o beijo tão calma e volta a dirigir-. Bufei irritada e completamente excitada!
– 200 anos de pratica em alto controle meu amor-. Ela falava rindo, mas logo se recompôs ao ver minha expressão nada contente.
– Bom, vejo que você esta realmente com sérios problemas.
– E o que você vai fazer por mim?-. Perguntei já animada com as possibilidades futuras.
– Bom, veja amor, eu realmente não posso parar o carro, ou Puck não vai perdoar esse atraso, mas tem coisas que eu posso fazer, com o carro em movimento.
– E o que seria?-. Perguntei. Ela deu um risinho e tirou a mão do cambio a trazendo para
os meus seios.
Ela foi descendo a mão por meu corpo e no caminho arrebentava os botões da camisa, arranhando meu abdômen de uma maneira deliciosamente sexy.
– Esta gostando do carinho amor?
– Muito. – mais gemi do que respondi.
Então sua mão desceu mais e foi até a minha calça, em um único movimento ela rasgou minhas calças e antes que ela pensasse, eu mesmo rasguei minha calcinha. Ela gargalhou e logo pôs a mão em meu centro. O massageando vigorosamente.
É pelo visto essa viagem poderia ser muito aproveitável.
Dois dias depois.
– Eu não acredito!!
Uma garota de cabelos meio castanhos e de olhos da cor âmbar arregalados, gritava na porta de uma casa no meio do nada.
– Will, Emma, Kurt, Blaine, os Fabray’s estão aqui!-. Ela falou como se alguém estivesse ao lado dela.
Todos nós saímos do carro. Então os olhos dela quase saltaram para fora.
– Quinn?!
– Como vai Sugar?
– Eu não acredito!!!
E então uma garota totalmente maluca se jogava em cima da minha Quinn.
É serio isso? Temos uma réplica da Brittanny por aqui?
Quinn riu e afagou levemente os ombros dela.
– O que você faz aqui Quinn?
Ela perguntava ainda abraçada a Quinn, que a afastava gentilmente.
– Ora, nós avisamos que viríamos para cá por uns tempos Sugar-. Russel disse.
– Sim, mas quando você disse “nós estamos indo” eu não imaginei que Quinn viria junto.
– Finalmente nossa irmã tomou jeito e veio ficar conosco de vez.- disse Puck todo orgulhoso.
Um a um todos se aproximaram e cumprimentaram a versão morena de Brittanny.
– E quem é a novata gostosa?-. Falou olhando para mim de cima a baixo.
– Sou Rachel, muito prazer-. Estendi a mão para cumprimenta-la, mas para meu susto, ela disse:
– Vamos ver se vai ser prazer mesmo-. Ela disse vindo me beijar.
Dei um salto para trás com o susto.
– Fique longe-. Disse a avisando, ela apenas sorriu e continuou falando.
– Adoro vampiros e vampiras arredias, são as mais gostosas.
E piscou para mim.
– Sei que você tem amor a sua existência Sugar, então fique longe dela sim, ela já tem dona-. Minha Quinn disse rindo para a Sugar.
– Humm... que peninha, fazer o que?! E quem é a felizarda? Vai chegar mais tarde?
Perguntou diretamente para mim, ao ver que ela entendeu o recado pela metade, eu fui me aproximando de Quinn e enlacei sua cintura.
– Ai... não! Eu. Não. Acredito!!!!!!!!!!! Sua parceira Quinn?!
Quinn apenas me beijou.
Sugar começou a pular no mesmo lugar e logo foi acompanhada por Brittanny.
– Isso é tão... ahhh, finalmente!-. Falava histérica.
– Eu não sabia que você tinha uma outra metade sua no Alasca Brittanny-. Falei achando incrível tamanha semelhança na forma de se comportar.
Ambas me deram a língua, o que fez com que todos rissem.
– Não se preocupe amor, todos nós pensamos a mesma coisa, mas você se acostuma... ou não-. Quinn disse ao ver que as duas ainda pulavam no lugar nos olhando.
Logo chegaram mais quatro vampiros.
– Russel, meu amigo, como é bom lhe ver de novo.
– Digo o mesmo Will. Venha, quero lhe apresentar minha mais nova filha e companheira de Quinn.
– Muito prazer minha jovem, e meus parabéns, sua companheira é uma fêmea sem igual.
Como tudo em mim ainda era muito intenso, como todo recém-criado, não pude evitar ficar enciumada com o seu comentário, mas o sorriso no rosto de todos, deixava claro que o comentário foi totalmente sem maldade.
Um a um eles foram se aproximando e se apresentando. Emma, esposa de Will, Blaine e Kurt que são companheiros. Com Sugar eram cinco vampiros, e ainda faltavam mais três que estavam fora caçando. Seríamos muitos em uma mesma casa, mas como o lugar era afastado de tudo, não teríamos problemas com a coisa do disfarce humano.
– Sua família também aumentou pelo visto meu amigo. Quem são os três outros que você falou?-. Russel perguntou.
– A fêmea é Mercedes, Kurt a encontrou logo após ser transformada e achou melhor traze-la para cá para a ensinarmos tudo, mas acabou que nos apegamos a ela e a convidamos para se juntar a nós. Sam e Finn estão de passagem, nômades, mas como Mercedes aparentemente se interessou por um deles, acabou que se demoraram mais por aqui.
Essa informação me incomodou um pouco, nômades, do estilo de vida antigo de Quinn. Vampiros que se alimentavam de sangue humano provavelmente. Sabia que isso seria mais uma tentação para Quinn, eu queria evitar qualquer tipo de sofrimento a ela, e com certeza ter a sua antiga e deliciosa dieta sendo usada bem de baixo do seu teto deve ser doloroso para qualquer vampiro.
Senti o desconforto de Quinn no mesmo momento, acho que ela estava em sintonia com meus pensamentos. Apertei sua mão e afaguei seu rosto. E logo ouvi um pensamento bem forte.
“ Amor, vamos tentar ficar longe dos nômades, acredite, vai ser melhor.”
Assenti silenciosamente ao seu pedido.
Todos nós entramos na casa dos Schuster, obviamente não haveria
quarto para todos, mas isso também não era necessário, deixamos nossas coisas
em um dos quartos disponíveis e fomos para sala.
Russel contou a todos o motivo da visita repentina: EU.
– Eu não acho que ela vá demorar muito a se acostumar, quando nunca se prova o sague humano fica mais fácil ser civilizado. – Sugar falava.
Ela no fim das contas se mostrou ser legal. Meio louca, mas legal.
Quinn me contou que o comportamento atirado da Sugar é o comum, disse que sempre será assim, como uma vez ela havia me contado, vampiros quando se encontram e não tem companheiros quase sempre tentam acasalar, mas que eu não tinha que me preocupar com isso, que o ritual é quase sempre respeitado.
E esse quase me intrigou.
Ela me explicou que infelizmente existem vampiros que insistem em ignorar o ritual, são vampiros que como nunca encontraram seus companheiros, acabaram se tornando desafiadores a essa regra natural dos vampiros. Eles são raros, mas existem.
Passamos a noite conversando, mas quando os primeiros raios de sol tocaram as árvores, nós começamos a dispersar para caçar.
Quinn, Sugar (infelizmente, pois eu tinha planos para essa caçada) e eu fomos caçar não muito longe dali, segundo Sugar, há poucos dias ela tinha visto muito ursos no local. Seria a primeira vez que eu os provaria, o sague era inigualável segundo ela, e eu estava louca para provar.
Algumas horas depois e totalmente agradecidas a Sugar, Quinn e eu voltávamos para casa. Sugar quis ficar um tempo mais, acho que ela percebeu que eu queria muito ficar sozinha com Quinn.
No meio do caminho agarrei Quinn e a prensei contra uma árvore. Estava louca de saudades do seu corpo, 72h sem estar com ela era demais para mim.
– Saudades amor?-. Ela perguntou manhosa quando finalmente meus lábios libertaram os seus.
– Você não imagina o quanto.
Então ela nos girou e me prensou contra a arvore.
– Eu garanto que imagino. – e foi a vez dela me atacar.
Então um uivo ao longe surgiu. Era um som totalmente desconhecido para mim. Levantei o olhar em busca do animal, mas nada vi.
– São lobos. Eles são imensos por aqui... e deliciosos. Quer experimentar?
– O que eu quero esta em meus braços. – e voltei a beijá-la. Só que mais uma vez o uivo surgiu, e mais perto dessa vez. Não podia ignorar meu instinto de caça, aquela era uma presa que eu ainda não conhecia.
– Pode ir meu amor, vou te esperar aqui.
– Não vou deixar você.
– Eu sei que você não vai, mas eu estou dizendo para você ir. Sei como é o início, é tudo muito difícil amor, muito instintivo. Não precisa superar tudo no mesmo dia, pelo contrário, quanto mais você se soltar aos seus instintos, mais você vai saber se controlar depois.
Então com um sorriso e um beijo arrebatador eu a deixei ali e fui atrás dessa nova caça.
...
No fim, foram uma alcateia inteira, cinco lobos. Deliciosos como Quinn disse.
Não havia ficado nem uma hora fora, estava voltando para o lugar onde Quinn disse que me esperaria. Então comecei a ouvir vozes.
– Eu já disse que vou esperar a minha companheira. Pode ir que nós iremos mais tarde.
– Mas por que você não pode ir comigo agora? Sua amiga vai depois.
Comecei a correr em direção as vozes. A voz do macho era cheia de malícia.
– A minha companheira já vai chegar Finn, pode dizer a eles que não iremos demorar.
– Will disse que era para eu chamar todos, não vai gostar se eu voltar sozinho, você bem que poderia vir procurar os outros comigo.
Eu corria mais rápido.
– Escute muito bem, eu já fui nômade como você, sei bem o que você esta pensando, mas eu tenho uma COMPANHEIRA. Pare de insistir, não existe a menor chance.
– Por que se prender a apenas um vampiro? Você pode ter todos que quiser, vamos pelo menos experimentar...
– Se quiser continuar com vida, fique longe Finn, sou uma excelente lutadora, estou tendo respeito pelos Schuster’s, mas se você se aproximar de mim, irei te atacar.
Quinn rosnava para ele.
E nesse momento eu li a mente do macho.
Não se eu usar meu poder em você gracinha.
No mesmo instante, eu dei um salto e cai ao lado de Quinn.
– Fique longe dela, ou mato você!- Eu falei rugindo alto.
Continua...
Notas finais
Beijos e até o proximo
sz
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