Which Side Will Prevail
31 Capítulo 31
Notas iniciais
Boa leitura
sz
POV Quinn
Aquilo não poderia estar acontecendo.
Não com ela!
Eu jamais me perdoaria se a permitisse ir para aquela vida de sangue humano.
Nesse momento eu sei que era a sede falando. Sabia que depois de aplacada, ela iria raciocinar, ver que estava errada, mas... uma vez provado o sangue humano, ela nunca mais iria conseguir mudar de dieta, pelo menos não pelos próximos 100 anos e não sem sofrer muito como eu.
Não poderia jamais permitir que a sede de sangue sobrepujasse o ser maravilhoso que ela era.
Eu a conhecia, ela era boa. Seu coração era bom.
Ela não gostaria de matar pessoas, mesmo as más, e fazer isso a mataria dia após dia.
Então me concentrei o máximo possível, e com uma força hercúlea, eu neguei o seu pedido.
– Não Rachel. Não vamos caçar humanos.
– Mas Quinn...
Ela tentou me persuadir, sua voz com um toque de desespero. Eu a interrompi.
– Não Rachel. Nós vamos caçar animais, como você disse que queria quando ainda era humana.
– Não!-. Ela rugiu me soltando. – Eu quero sangue de verdade-. Falou nervosa.
Então ela tentou correr para longe de mim.
No mesmo segundo projetei meu escudo físico para fora e fiz uma barreira ao nosso redor. Ao colidir com ela, Rach voou para traz, caindo aos meus pés.
Levantou atordoada e então olhou para mim.
– Você fez isso?
Acenei que sim com a cabeça.
– Tire o escudo Quinn, eu preciso caçar.
Neguei
– Por favor, eu preciso caçar.
– E você vai, só que animais.
– Eu não quero a droga de sangue animal. Que merda Quinn, me deixe ir.
Ela falava com desespero. Me via sofrendo por ter que negar aquilo a ela.
Fechei os olhos mais uma vez.
– Não.
Antes que ela pudesse falar mais alguma coisa, nossa família apareceu.
– Abra o escudo Quinn, trouxemos um lanchinho para clarear as ideias da rebelde aí.
Puck falava carregando um leão da montanha nos braços. O animal rugia, e se debatia, mas de nada adiantava, ele estava bem preso nas mãos do meu irmão.
Fiquei em dúvida.
– Ela vai fugir quando eu abrir.
– Ela não vai passar por nós. – Judy garantiu.
Aquilo pareceu irritar Rachel ainda mais.
– Não vai adiantar jogar esse bicho aqui, eu não vou drenar ele-. Fez cara de nojo.
Marley ficou ao lado de Puck e se aproximou do leão.
– Eu não acho que você terá muita escolha-. Então com suas unhas, ela rasgou a pele do animal e o sangue começou a borbulhar pela ferida.
Nesse momento eu abri o escudo, enquanto Puck já lançava o animal na direção de Rachel. Com um rugido ensurdecedor, Rachel se lançou sobre o animal cravando suas prezas em eu pescoço.
O som do sangue do animal descendo pela garganta de Rachel fez minhas prezas aparecerem, mas eu consegui refrear meus instintos de lutar por aquela refeição. Eu sabia o quanto ela precisava daquilo.
Uma vez drenado, o animal foi chutado para longe por Rachel, que se deixou cair no
chão com as mãos no rosto.
Ela não falava, não se movia ou respirava.
Permanecia parada com o rosto enterrado nas mãos.
– Me desculpem-. A voz abafada dela rompeu o silêncio. Então ela levantou o rosto e olhou para mim. – Me desculpe Quinn, eu não... eu apenas não resisti, não
pensava direito.
Então eu já estava sentada ao seu lado.
– Tudo bem amor, eu sei como é.
Então ela me abraçou e me beijou.
– Ah, mas o amor é lindo não é?!
Claro, tinha que ser o Puck para fazer uma piadinha numa hora dessas.
Então enquanto eu apenas levantava o dedo do meio para ele, Rachel rindo interrompeu o beijo, e nos levantou.
– Assim como a amizade. Obrigada Puck-. Rachel falou e deu um leve beijo na bochecha de Puck.
O mesmo a puxou para um abraço no estilo urso. Mas para nossa surpresa e diversão, foi Rachel quem tirou Puck do chão e o esmagou.
Rimos muito com o som do corpo de Puck sendo esmagado.
Depois de finalmente soltá-lo, Puck respirou aliviado.
– Baixinha, agora eu entendi por que vocês reclamam tanto quando eu faço isso, como dói!
Todos gargalhamos com a constatação de Puck.
Então os abraços e desejos de boas vindas à nova vida ecoaram pelo local.
Mas a mais emotiva era Judy, ela sempre viu Rachel como uma filha e se sentia responsável por ela. A mesma se sentiu amada e confortável no meio de tanto carinho.
Finalmente ela tinha uma família, como ela sempre sonhou, então um sentimento estranho me tomou. Eu estava feliz e orgulhosa de mim mesma, pois no fim, fui
eu quem deu tudo isso a ela.
Talvez eu tenha feito o certo afinal, talvez o destino de Rachel fosse mesmo aquele, naquela vida e ao meu lado.
POV Rachel.
Eu nunca, jamais, em tempo algum pensei que tudo aquilo fosse possível.
Eu estava feliz, radiante.
Depois de beber o sangue do animal que Puck me trouxe, eu fui caçar com Quinn, Puck e Santana. Todos me guiando o caminho todo para que não surgissem outros deslizes de minha parte.
A caçada foi tranquila e durou meio dia.
No fim do dia com o saldo de três ursos, um puma e quatro alces, a minha sede tinha sido aplacada.
Não era tão ruim assim.
Minha garganta ainda pinicava um pouco, mas nada insuportável.
Santana me garantiu que com o tempo essas sensação passaria. Eu passaria a aceitar e me satisfazer plenamente com o sangue animal.
Nessa hora Quinn fez coro ao meu desejo de que isso viesse logo, segundo ela, era ainda pior para ela, pois ela já provara das maravilhas do sangue humano, e por quase dois séculos.
Eu me concentrei nisso, pois se ela podia conseguir, eu também poderia. Agora no caminho de volta para casa, eu me divertia com a mulher da minha vida e com meus irmãos.
Era incrível.
Eu derrubei árvores, mergulhei em cachoeiras saltando de alturas que matariam um humano apenas com a queda. Saltei rochedos e corri como o vento.
E eu era rápida, pelas corridas que apostamos, eu era a mais rápida deles. E aparentemente de todos, pois segundo eles, antes de mim Santana era a mais rápida, então logicamente agora eu era a mais veloz da família.
Ao começar uma brincadeira de luta com Puck, eu descobri que também era capaz de fazer rochas virarem poeira apenas as socando. Assim como também era capaz de acariciar a flor dente de leão com tal suavidade, que o meu toque não fazia folículos voarem com o toque.
Eu era forte e suave.
Quinn parecia se divertir muito a apreciar incansavelmente a minha felicidade com essa nova vida. Ela ria, me abraçava e beijava o tempo todo.
Descobrimos que eu era capaz de ler a mente de todos.
E após Puck reclamar muito dizendo que nunca mais haveria uma partida justa de qualquer que fosse o jogo naquela casa, nós descobrimos que o escudo de Quinn poderia nos ajudar nisso.
Ela com algum esforço, e muita insistência da parte de Santana, descobriu que o escudo dela poderia impedir que eu penetrasse seus pensamentos. E ela também era capaz de distribuir tal proteção a sua família, desde que ela estivesse próxima a eles.
Essa nova descoberta foi muito bem aceita por mim. Pois era estressante de mais ficar lendo o pensamento de todos a cada segundo. Sem contar que embora negassem, eu sabia que isso também era incomodo para eles, afinal, ninguém gosta de ter sua privacidade invadida assim.
Agora já perto de casa, Puck e Santana andavam calmamente mais a frente enquanto Quinn e eu íamos um pouco mais afastadas atrás.
Abraçadas, conversando , trocando elogios apaixonados.
– Nunca estive tão feliz Quinn, eu te juro.
– Não sabe como é bom ouvir isso amor, eu tive tanto medo.
– Eu sei, eu via isso na sua mente, você dizendo que eu iria te odiar quando eu acordasse. Por isso fiquei tão inquieta, eu queria te dizer de alguma forma que aquilo não era verdade. Que eu continuaria te amando não importa o que acontecesse.
Ela trouxe suas mãos até meu rosto e me acariciou por um tempo. Impossível não fechar meus olhos e inclinar meu rosto em direção ao seu toque.
– Eu te amo sabia? Mais do que qualquer coisa.
Então eu parei de andar e a trouxe para meus braços.
– Sei que vai parecer horrível o que eu vou te dizer, mas eu preciso, por que é isso que esta dentro de mim, do meu coração... Eu te amo e sempre te amei mais do que tudo, desde quando eu era criança e a única maneira que achei de expressar o meu amor era te
comparando a uma mãe. Desde aquela época o meu amor já era incondicional. Tanto
que quando você se foi, eu me afastei de qualquer outra forma de amor. Não queria o amor de Shelby como minha mãe, assim como não queria o amor de nenhuma
garota como namorada. Agora eu entendo por que eu nunca “senti” nada. Eu só existia com você ao meu lado Quinn. Sem você eu apenas sobrevivia.
Eu a encarava intensamente, e adorava as reações que eu via que causava nela as minhas declarações.
– Por isso, por tudo isso, é que eu não me envergonho de dizer que eu nunca amei ninguém tão forte, tão intensamente quanto eu amo você. Amo nossa família, sempre amei desde criança, mas nada se compara ao que sinto por você, e não é só no modo diferente de amor, é na intensidade também. Sempre foi e sempre será só você.
Meus olhos queimavam enquanto eu dizia essas palavras, mas não haviam lágrimas, e eu sabia que nunca mais haveriam, mas nos olhos de Quinn eu via um enorme brilho, como se a qualquer momento ela fosse chorar, e sabia que era assim que eu estava também.
– Eu te amo da mesma forma Rachel.
E foi só isso que eu precisava ouvir.
No mesmo instante eu estava com ela no chão daquela floresta.
Meu corpo sobre o seu, minha boca na sua.
Então me dei conta de algo.
Todo meu corpo gritava pelo dela, me dizia que eu era dela. Me lembrei de hoje mais cedo quando me rebelei querendo fugir para caçar humanos, no mesmo momento que me afastei dela o meu corpo protestou, dizendo que eu não podia, pois eu pertencia a ela.
E agora, nesse momento o meu corpo protesta da mesma forma, só que um protesto diferente.
Ele me diz que eu sou dela, mas... ela não é minha.... ainda.
Tão rápido que eu não sei de onde veio, um desejo de posse me invadiu. Eu rugia alto e ferozmente e embora fossem apenas sons e não palavras com eles, eu gritava dizendo que ela era minha.
Quinn é minha, somente minha e de mais ninguém.
Senti minhas presas descendo, finas e pontiagudas. Fui passando meus lábios e dentes pela pele dela.
Embora minha vontade fosse rasgar toda sua roupa como fiz mais cedo, meu subconsciente me avisou que eu não poderia fazer isso, afinal, ela não poderia ficar vagando nua por aí, eu mataria qualquer desgraçado que se atrevesse a colocar os olhos no corpo glorioso que era apenas meu.
MEU!
Lenta e delicadamente fui tirando peça por peça de suas roupas e ela fazia o mesmo comigo. Eu encaixei nossos corpos com uma calma e devoção incríveis e novos até para mim.
Eu não sabia muito bem o que estava fazendo, apenas fazia.
Beijava, mordia, chupava, rugia e rosnava a cada movimento.
Não havia apenas luxuria, havia entrega de almas. Sim, almas, pois ali eu estava tomando a alma de Quinn e entregando a minha para ela.
Então, tomada pelo prazer que se aproximava gritante, eu deixei minha mente livre de pensamentos enquanto meu corpo gritava que Quinn Agron era única e exclusivamente minha.
E com esse pensamento, eu me vi cravando minhas presas em seu pescoço como se com isso, eu conseguisse mostrar ao mundo que ela era minha. No instante que a primeira gota do seu sangue entrou no meu corpo, eu soube.
Ela era minha na mesma intensidade que eu era dela.
E com essa certeza, veio o nosso prazer.
Ambas explodimos em gozo gritando o nome uma da outra.
Ao fim do último espasmo, eu me deixei cair ao lado do seu corpo. Feliz e ofegante.
Ela então rolou para cima de mim acariciando meu pescoço e fitando meu rosto intensamente.
– Obrigada.
– Por quê? — perguntei ainda meio confusa.
– Por fazer o ritual comigo, por me fazer sua... agora,
eu sou sua!
Então, compreendendo todo o instinto que me invadiu, me vi feliz. Sim, agora nós pertencíamos uma a outra e nada nem ninguém no mundo mudaria isso.
Continua...
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