Notas iniciais
Hey meus amores aqui esta o novo capitulo
Eu espero que voces gostem
Boa leitura

POV QUINN

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Era tão ridículo que chegava a ser cômico.

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Uma pergunta tão simples. “Qual a sua idade?”

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Então por que eu estava tão nervosa. Ah, claro, deve ser por que eu não podia responder 190 anos.

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Isso tudo era tão complicado. Eu não podia nem ter uma única simples conversa com ela sem ter vontade de matá-la ou de mentir inúmeras vezes para ela.

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Me lembrei da idade com a qual fui transformada e coloquei mais 10 anos em cima.

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– Eu tenho 28.

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– Não parece sabia. É difícil acreditar que você tem mais de 20. Se não fosse por eu já ter te conhecido eu diria que está mentindo para mim.

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Ela ria descontraidamente.

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– Você está sendo muito indiscreta sabia. Nunca te disseram que não se comenta a idade de uma mulher?

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Agora nós duas riamos.

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Era incrível. Ao lado dela eu era uma pessoa completamente diferente. Eu estava rindo de coisas bobas e fúteis. Dá para acreditar? Eu? Quinn Fabray rindo a toa? Ninguém acreditaria nisso.

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– Aonde você foi quando me deixou?

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E o silencio reinou na mesa. Ela me olhava séria, mas não estava me acusando ali, só curiosa.

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– Me desculpe. Eu não podia fica com você. E tanto você quanto eu estávamos apegadas de mais. Então... — eu levantei meu olhar para ela. Seus olhos... aqueles olhos cor de chocolate que se iluminavam ao me olhar, estavam brilhando esperando a minha resposta. Céus, como eu tive coragem de deixá-la? – então eu achei que o melhor era me afastar de você, deixar você ser criada por uma mulher que poderia ser sua mãe. Que poderia te dar o que para mim era impossível. Só que com essa decisão eu fiquei arrasada, então decidi sair do país. Estudar fora. Fiquei fora por muitos anos.

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– Voltou há muito tempo?

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– Não. Eu vim visitá-los algumas vezes, mas na verdade... bom a verdade é que eu nem voltei ainda. Eu estava apenas visitando eles. Eu e Ashley já estávamos indo embora quando nos encontramos Rachel.

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Vi que ela ficou desconfortável com algo, mas não entendi bem o que.

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POV RACHEL

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Então ela morava com essa tal Ashley. Bom eu sabia que não seria fácil, mas eu tinha que saber tudo sobre ela, mesmo que as informações não me agradassem.

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–E onde você mora então?

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– Err... bom eu não moro exatamente em um lugar Rachel. Sabe. Ashley e eu gostamos muito de viajar. Não gostamos de... de criar raízes em um lugar. Então ficamos viajando de lugar em lugar.

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Ela ficava olhando para os lados como se aquela conversa a desagradasse.

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– Mas e a sua família? Não sente falta deles?

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– Muita. Mas digamos que eu tenho um espírito nômade. E sei também que ficar longe é o melhor que faço por eles.

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Ela agora ficou nitidamente triste.

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– Mas eles devem sentir sua falta também.

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– Poderíamos mudar de assunto, por favor? – ela murmurou.

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– Claro.

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Ficamos mais uns minutos conversando até que Brittanny entrou na cafeteria.

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– Olá! Chegou o transporte-. Falou me dando um beijo estalado no rosto. Nós rimos e nos levantamos.

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Caminhamos para fora e para minha surpresa, encostada a um carro estava Santana. Ela acenou com a cabeça para nós e eu respondi com o mesmo gesto. Mas do outro lado da rua tinha outro carro parado. E encostada a ele estava Ashley. Ela sorriu para Quinn que se virou para mim.

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– Te vejo em casa Rachel.

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Ela foi à direção dela, se beijaram e entraram no carro.

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–Vamos Rachel? – Brittanny me chamava.

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Entrei no carro e fomos em direção a Lima.

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Converos pouco no carro. Quer dizer eu falei pouco, pois Brittanny não parava de falar.

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Eu tinha até dificuldade para absorver tudo que ela dizia.

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Pelo que pude entender, ela estava planejando me levar às compras no dia seguinte. Algo sobre ter que mudar meu estilo de vestir. Mas eu não tinha certeza se era isso. Minha mente estava muito longe no momento.

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– Britt meu amor, respire. Você está deixando Rachel confusa de tanto que você fala.

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– Deixa de ser chata Sant. Estou apenas animada de que vamos ter a Rachel conosco de novo.

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POV Quinn

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– Então? Como foi?

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– Eu a encontrei a tempo Ashley. Mas acho que foi por pouco. Ela negou que fosse fazer isso. Acho que por um tempo não vamos poder a deixar ir muito longe sozinha.

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– Ela esta grandinha para precisar de babá Quinn.

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– Ashley não começa.

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– Tudo bem, não vou mais falar nada. Mas o que você acha de irmos fazer uma viagem?

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– Viagem?

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–Sim. O que você acha de irmos para o Brasil? É um pais quente, com um grande número de turistas. Uma grande variedade de caças. O que você acha?

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– Sabe que eu não quero viajar agora Ashley. Quero ficar um pouco na vida da Rachel.

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– Não estou falando de irmos de vez. Só umas duas semanas quem sabe.

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– Não Ashley. Eu não estou pronta para me afastar dela nem mesmo por um dia agora.

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– Que saco Quinn. Quero ficar um pouco sozinha com você. Na última semana desde que viemos visitar os Fabray’s que quase não ficamos juntas. Sempre tinha um deles atrás de você. E agora é essa Rachel.

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Ela me olhou com carinho e tristeza.

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– Sinto sua falta amor. Falta de quando somos só nos duas. Ninguém me entende como você, e você sabe que só eu te entendo também. Se pelo menos fizéssemos logo o ritual...

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– Ashley, olha só, mais uma semana pelo menos ta?! Só o tempo de deixá-la confortável e a vontade com minha família, então nós podemos conversar sobre a vigem.

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– E sobre o ritual?

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– Tudo bem, acho que você tem razão. Já está na hora. E para ninguém se meter nesse assunto nós faremos enquanto estivermos viajando.

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Ashley pegou minha mãe e deu um beijo carinhoso nela.

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– Eu te amo tanto! Você vai ver que isso é o certo. Depois que você for minha companheira seremos inseparáveis, eternamente só nós duas....

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Olhei pelo vidro do carro, observando a paisagem passando como um borrão, enquanto Ashley dirigia a mais de 200 k/h.

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Esperava estar fazendo a coisa certa. Ela já me pedia isso há mais de um ano, e eu sempre vim protelando, mas não posso mais. Ela está certa em me pressionar tanto.

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Mas em uma coisa ela errou.

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Hoje conversando tranquilamente com Rachel, eu me senti como nunca antes. Foi tão fácil. Tirando ter que lutar contra a sede, eu me sentia uma jovem normal ali naquele lugar.

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Ignorei o cheiro dos humanos a minha volta. Não me senti solitária ou deslocada, forma que eu sempre me sentia mesmo ao lado dos Fabray’s. Eu ria de verdade e sem nenhum motivo em especial... apenas estava feliz... feliz de tê-la ali comigo.

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Eu suspirei e voltei a prestar atenção ao que Ashley falava. Eu não pertencia ao mundo de Rachel. Mesmo que ela me fizesse bem, eu precisava de alguém da minha espécie ao meu lado. Como eu tinha dito a Rachel mais cedo, eu e ela seríamos amigas. E eu estava adorando a ideia, mas ainda preciso de uma companheira. E ao que parece Ashley está ao meu lado.

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POV Rachel.

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Chegamos a casa bem rápido, Santana dirigia ainda mais rápido que a Ashley. Confesso que até me deu certo medo.

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No caminho fomos conversando algumas futilidades. Brittanny divagava sobre agora que eu voltei para a família deles ela me levaria no dia seguinte para fazer compras. Segundo ela o meu estilo de vestir não combinava em nada comigo. Eu e Santana ainda tentamos argumentar que quem deveria escolher minhas roupas era eu mesma, mas ela ficou irredutível.

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O resto do caminho foi apenas ela falando sobre as vantagens e desvantagens de cada shopping da região. Mas a minha mente estava bem longe disso. Estava em certa mulher em outro carro, sozinha com a namorada.

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Assim que chegamos, Judy disse que Quinn havia ligado para avisar que resolveu esticar a noite com a namorada e que avisou que não deveríamos esperá-la acordados.

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Jantamos, quer dizer, mais uma vez eu comi sozinha, eles apenas me faziam companhia.

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Resolvi subir para meu quarto com a desculpa de que estava cansada. E até estava mesmo, mas eu não conseguia dormir. Inconscientemente eu fiquei esperando qualquer ruído que indicaria que ela tinha voltado para casa. Mas com o passar das horas eu fui vencida pelo cansaço e dormi sem ela ter chegado.

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...

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Acordei com o sol batendo em meu rosto. Mesmo ainda estando cansada, eu levantei logo e tomei um banho para despertar. Me arrumei e desci para tomar café.

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Todos me saldaram assim que eu desci as escadas. E mais uma vez eu encontrei a mesa do café da manhã já posta para mim. E só para mim.

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– Vem cá, todos nessa casa fazem regime é?!-. Eu brinquei, mas a verdade é que isso estava começando a me incomodar.

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– Nós não temos o hábito de fazer as refeições todos juntos. Cada um come para um lado por aqui. Por isso que não nos vê comendo. Sei que é um habito horrível, mas nunca consegui corrigi isso. – Judy lamentava, mas parecia nervosa por falar nesse assunto.

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Quando eu acabava de tomar meu café, Quinn e Ashley entraram pela sala.

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– Bom dia!-. Quinn nos falou.

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– Sabe Quinn, casa não significa apenas ficar de passagem, significa também ficar um pouco por aqui. – Puck falou para ela.

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– Mas acontece que a ideia de vocês de casa e a minha e de Quinn são completamente diferentes. – respondeu a irritante da namorada dela.

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– Então talvez nós devamos ter que ensinar de novo a nossa irmã o sentido de certas palavras, como família.

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– A única família que Quinn precisa sou eu. Você não pas de....

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– Chega. – Quinn gritou. – Ashley não admito que fale assim com eles. E Puck para de implicar com Ashley .

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– Mas Quinn eu...

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– Basta Puck. – Russel se levantou falando — Temos que respeitar as escolhas de Quinn e tentar viver de modo civilizado com Ashley.

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Ashley tinha um sorrisinho cínico nos lábios que me fez ter uma súbita vontade de tirar o sorriso dele na base do soco. Acho que minhas intenções estavam bem claras, pois ao olhar para Santana vi que ela sinalizava não para mim.

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– E quanto a você Ashley, sei que não preza pelo nosso estilo de vida, mas enquanto estiver nessa casa gostaria que guardasse suas opiniões pra você, e que respeitasse a nossa família, afinal você está aqui como hóspede.

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– Em outras palavras, para ficar aqui tenho que ficar de bico calado. Ser objeto de figuração-. Puck emendou.

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Ashley estava espumando.

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– Quer saber, eu não me importo. Só estou aqui pela Quinn mesmo, mas posso facilmente restringir ainda mais minha permanecia nessa casa de loucos.

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Então ela beijou o todo da cabeça de Quinn e saiu correndo pela porta da sala, eu diria que até rápido de mais. Quinn ainda tentou em vão chamá-la, mas ela não voltou.

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– Desculpe filha, sei que para você é importante ela estar aqui, eu não queria ter perdido a calma.

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– Eu sei disso Pai, mas vocês todos também poderiam se lembrar que mais do que é difícil para mim é difícil para ela. Ela nunca teve isso. Nunca viveu assim. Eu não entendo vocês. Me apoiaram tanto no início, mas com Ashley vocês simplesmente viraram as costas para ela desde o primeiro dia.

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Ela estava muito exaltada, estava defendendo Ashley a plenos pulmões, e isso estava acabando comigo.

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– Nós não gostamos dela por que sabemos que ela não é para você. – falou Brittanny.

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– Nem sempre você acerta Brittanny. – Quinn estava sibilando tamanha raiva que ela estava. – Eu a escolhi. É uma decisão minha. Vocês podem apenas aceitar ou não, mas não podem interferir.

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Então ela saiu pelo mesmo caminho que Ashley, só que andando devagar.

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Todos na sala ficaram surpresos com o desabafo dela. Inclusive eu. Sabia que a relação delas era séria, mas vê-la ir contra a família, que por sinal não gostava nada da namorada dela, para ficar a favor de Ashley, mostrava que ela não estava disposta a perdê-la. O que significa que mais uma vez eu tenho a prova de que eu não tenho a menor chance.

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– Temos que parar de fazer isso ou vamos perdê-la. – Judy disse falando muito séria.

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– Então é assim? Ou aceitamos Ashley ou perdemos Quinn? – Marley perguntou

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– Parece que sim amor-. Puck falou

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– Isso é ridículo, não posso ficar parada vendo a minha irmã acabar com a eterni... com a vida dela. – então Marley também saiu correndo pela porta da sala.

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Brittanny ia sair atrás dela, mas Santana a impediu.

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– Ela quer ficar sozinha meu amor.

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– Essa desgraçada da Ashley vai acabar com a vida da Quinn e com a nossa família.

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Então ela subiu as escadas e parecia estar chorando.

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Mas ela parou no meio do caminho. Achei que ia dizer mais alguma coisa, mas ela apenas ficou encarando o vazio.

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Todos começaram a mudar de assunto, mas eu não conseguia responder ao que me perguntavam, estava achando muito estranho aquele comportamento de Brittanny.

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De repente ela se virou para mim. E depois olhou para Santana.

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– Era isso que você escondia de mim?

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Em vez de Santana responder, ela apenas fez outra pergunta, que aliás me deixou ainda mais confusa.

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– Já está na hora?

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Brittanny acenou que sim e se virou para mim.

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– Sabe Rachel, acho que a Quinn está precisando conversar com alguém, e como ela está zangada com todos nós aqui, o que você acha de você ir falar com ela.

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– Claro que vou. – era o que eu mais queria mesmo. – Sabe onde ela está?

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– Quando ela fica nervosa, ela costuma ficar andando no bosque atrás da casa. Tenho certeza de que vai encontrá-la facilmente.

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Então mas do que de pressa eu saí para encontrá-la.

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POV QUINN

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Eu estava muito irritada com todos eles. Eles tinham que entender de uma vez por todas que eu já tinha escolhido.

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Mas também estava muito zangada com Ashley, eu sei que ela faz de propósito. Na mente dela, eu ter uma família me afasta dela. Poxa, já estamos juntas há dois anos, já esta mais do que na hora dela entender que mesmo querendo estar com ela, eu também tenho uma vida além dela.

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Eu passei uma noite ótima, dividida entre caçadas e sexo. Foi delicioso. Mas agora estou irritada e frustrada.

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Nessas horas meu lado selvagem fala mais alto, gostaria muito de estar bem longe de olhos humanos, de extravasar toda essa raiva que estou sentindo, não sei me conter muito. Não é de minha natureza ser tão passiva.

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Então eu apenas caminhei um pouco sem rumo. Pensei em ir atrás de Ashley, mas também estava com raiva dela.

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Lembrei que Rachel tinha presenciado toda a cena e pensei em voltar para falar com ela, mas ainda não queria ver o rosto de ninguém da minha família.

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Então resolvi me sentar e esperar a raiva passar.

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Estava distraída, quando ouço passos leves e desajeitados vindo em minha direção.

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Andar fazendo tanto barulho só podia ser coisa de humanos.

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Então resolvi denunciar a minha presença a quem quer que fosse.

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– Quem está aí?

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Depois de mais alguns passos o vento mudou de direção e trouxe seu cheiro direto para mim, fiquei feliz e ao mesmo tempo tensa.

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Ficar sozinha com ela aqui no meio do bosque era muito arriscado para ela.

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– Quinn?-. A ouvi me chamar, tentando me achar.

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– Aqui Rachel.

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Então ela seguiu minha voz que logo apareceu na minha frente.

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– Até que enfim, estou a um tempo te procurando.

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– Aconteceu alguma coisa? – perguntei já e levantando.

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– Não! Só achei que talvez você quisesse conversar com alguém.

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Eu a olhei por um tempo. Ela não tinha ideia do que estava fazendo, ir me encontrar ali sozinha era como se oferecer de bandeja a um leão faminto.

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– Melhor voltarmos para casa.

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– Espere. – ela me puxou pelo braço – vamos conversar um pouco.

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– Acho melhor não.

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– Por que me evita tanto? Sempre tem uma desculpa para não ficar muito tempo perto de mim.

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Seus olhos não desviavam um milímetro se quer do meu rosto.

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– Não estou te evitando.

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– Então por que não quer conversar? Ou você não confia em mim para partilhar a sua vida, seus problemas?

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Por um segundo me perdi em seus olhos. Nunca uma criatura humana ou vampira me olhou dessa maneira. Era como se ela quisesse me desvendar apenas com o olhar.

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– Tudo bem, — falei já me sentando no chão. – vamos conversar então.

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Ela se sentou ao meu lado.

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– Qual o problema Quinn? O que está acontecendo?

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– Estou tão cansada Rachel. Tão confusa.

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– Com o que?

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– Com tudo...

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– Será que você pode ser mais clara?

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Dei uma risada sem humor

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– A minha família não aceita a Ashley...

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POV RACHEL

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Eu não acredito que estou aqui conversando tão francamente com ela.

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– Mas você tem que concordar que ela também pega pesado não é Quinn, pelo pouco que eu vi, ela não faz a menor questão de tentar se dar bem com eles.

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– Não é tão simples assim Rachel. Eu sei bem o que ela esta passando. Sei o que é nunca ter feito parte de uma família, sei como é assustador conviver com o que não se entende.

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– Como assim Quinn. Você tem uma família.

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Ela pareceu assustada, como se percebesse que tinha falado muito. Então soltou um longo suspiro.

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– Isso é tão frustrante sabia. É tão importante para eu estar perto de você, mas ao mesmo tempo estamos tão longe Rachel. Você não me conhece, não sabe nada de mim.

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– Então me conte Quinn. – pedi com todas as minhas forças. – Me deixe conhecê-la de verdade.

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Ela pareceu ficar indecisa entre contar e sair dali. Seus olhos olhando para o caminho de onde eu vim. Como se desejasse sair dali e não falar mais nada. Mas então com um suspiro pesado ela se rendeu.

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– Eles não são minha família Rachel.

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Eu olhei confusa para ela.

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– Os Fabray’s me adotaram.

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– Da maneira que Shelby me adotou?

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– Não. Quer dizer, mais ou menos. Eu já era quase adulta quando me adotaram. Todos são adotados. Brittanny, Santana, Puck e Marley. Eu fui à última. Estava um dia caminhando e... e eles me encontraram, então quando viram que eu estava sozinha resolveram me ajudar. E por isso eu vou ser eternamente grata a eles.

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– Onde está sua família?

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– Mortos eu acho. Não tenho certeza. Eu fui tirada deles há muitos anos atrás, e desde então tenho vagado sozinha pelo mundo.

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– Com os outros também foi assim?

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– Mais ou menos. Judy perdeu um filho que esperava. Seu primeiro bebe. Morreu logo após o nascimento. Ela conta que nunca superou a perda, e diz que nos ajudar é o que a ajuda a superar a dor. Então, sempre que ela vê algum jovem precisando de ajuda ela e Russel abrem as portas a essa pessoa.

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– Como fizeram comigo?

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– Sim. De certa forma sim.

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Ela olhou para mim de uma forma estranha.

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– Nunca tinha parado para pensar nisso até hoje. Imagino que ao olhar para você naquela época ela visse a oportunidade de finalmente criar um bebe. Uma criança. Já que ela quando nos ofereceu abrigo de certa forma já éramos todos independentes por assim dizer. Pena que mais uma vez eu fui tão egoísta que não vi que ao me afastar de você eu não só fiz mal a mim e a você, como também a ela. Agora percebo isso.

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Eu não entendi muito bem o que ela quis dizer, mas como o assunto no momento era a vida dela e não a minha resolvi deixar para lá antes que entrássemos em um assunto que eu não estava pronta para ouvir.

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Ela tinha um sorriso triste nos lábios.

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– Eles não maravilhosos sabe. Nunca pen primeiro neles. Você pode imaginar o risco que correm levando estranhos para viver com eles. Mas eles nunca pen nisso. Sempre a primeira ideia é ajudar ao semelhante.

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– Isso combina perfeitamente a ideia que eu sempre fiz de vocês.

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– Não me inclua nisso Rachel. Eu não sou assim.

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– Mas foi comigo.

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– Sim. – ela se virou para me olhar. – Eu fui assim com você, e só com você. Nunca antes tinha agido desse jeito, e nunca mais voltei a agir, o que faz com que esse não seja o meu jeito de ser.

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– Para mim não importa. O que conta é que você me salvou.

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– Você não imagina como isso foi importante para mim também. Você é muito importante para mim Rachel.

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Ouvir tais palavras saindo de sua boca era como música aos meus ouvidos.

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– Assim como você é para mim Quinn.

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Ela desviou o olhar rapidamente.

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– Mas eu sou tão diferente de você e deles que não posso ficar muito tempo com vocês, sei que isso os magoa assim como magoa você.

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Ela voltou a me olhar.

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– Me desculpe, mas eu não consigo ser diferente, acredite eu tento, mas não consigo.

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– Quinn calma. – ela estava se exaltando. – eu não entendendo o que você quer dizer.

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–Eu sei que não. E nem eu posso te explicar. A única que me entende é a Ashley, por isso que eu não posso perdê-la. Não posso deixar que a tirem da minha vida.

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– Mas não é isso que sua família quer fazer, eles apenas tem medo de que Ashley mude seu jeito de ser. Pelo menos foi isso que eu entendi.

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– Eles não entendem que a Ashley não me muda, eu já sou assim-. Então ela se levantou irritada. – Eu sempre fui assim, e ela me aceita assim. Ela me entende, assim como eu a entendo.

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– Ela não é a única que te entende Quinn. Sua família te ama muito.

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– Eu sei, mas eu sempre os decepciono com meu jeito de ser. Por isso nunca fico muito tempo com eles, é duro vermos sempre a reprovação nos olhos de quem amamos.

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– Sabe... eu fiz uma amiga a pouco tempo, e eu estava com o mesmo medo que você.

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Ela se virou me encarando curiosa.

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– Eu levei a minha vida de uma maneira muito errada Quinn, e estava com medo de contar a vocês e ver que depois de saberem a verdade vocês não me quisessem mais, só que essa amiga me fez ver que todos erram, o que conta mesmo é a vontade de mudar, é a capacidade de dar outro rumo a vida. Enxergar onde errou e lutar para não cometer o mesmo erro de novo.

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– Sua amiga é muito inteligente. Ela está certa. Não tem que se envergonhar de nada do seu passado. – ela falou andando em minha direção. – Não importa o que tenha feito, nada no mundo nos afastaria de você de novo. E seja qual for o seu problema, nós vamos lhe ajudar. Eu vou lhe ajudar.

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Ela estava pertinho de mim, me olhava com carinho... com admiração, e lentamente levantou a mão e fez um carinho em meu rosto.

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– Eu sempre estarei aqui para lhe ajudar, não importa quem esteja do meu lado, eu sempre estarei aqui para quando você precisar é só você me chamar que eu venho.

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Segurei sua mão com a minha em meu rosto.

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– E se eu quiser que você fique, que nunca saia do meu lado.

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Ela tentou tirar a mão do meu rosto e embora eu tenha tentado impedir, ela conseguiu.

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– Eu não posso ficar Rachel, virei sempre te visitar, virei sempre que precisar, mas ficar de vez eu não posso.

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Ela falou dando um passo para trás.

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– Por quê? O que te impede? Você acabou de concordar com o que eu falei. Não importa qual seja o problema que você passa Quinn, nós podemos te ajudar, eu quero te ajudar.

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– Você não pode me ajudar. Ninguém pode e muito menos você. Por favor, não vamos mais falar disso Rachel.

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– Você não vai encerrar essa conversa assim Quinn, não é só Ashley que se importa com você, não é só ela que pode te ajudar e eu vou te provar isso.

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Agora eu andava em direção a ela.

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– Rachel, por favor, pare. Já está muito difícil para mim, não piore tudo.

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– Eu só quero mostrar a você que não é só a Ashley que está do seu lado.

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– Ela me ama!!!

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– Mas você não a ama! – eu afirmei – Eu me lembro no primeiro dia que nos reencontramos, eu te perguntei e você disse que não podia dizer que a amava. Se você não a ama, como pode querer se comprometer de tal maneira com ela e ir contra a sua família.

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– Por tudo isso que eu acabei de te explicar. – ela falava como se fosse óbvio. – Rachel, sei que tem muitas coisas na minha vida que você não entende e provavelmente nunca vai entender, mas você precisa entender que... que eu preciso dela.

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–Por quê? Por que precisa dela?

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– Por que ela me entende. Por que ela não me condena. Ela é como eu.

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– Essa minha amiga que te falei, também me entende e me deu força, será que eu devo me casar com ela então?

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– É... é diferente.

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– È a mesma coisa que você está falando.

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– Não é.

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– É sim Quinn, tudo que você descreveu é uma amizade, ela pode até te amar, mas você não a ama. E eu concordo com sua família, não quero que você estrague a sua vida só por que tem medo de não ser compreendida. Você tem a nós, tem a mim! Não precisa ser pressionada por ela para casar.

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Estava sendo uma conversa difícil, mas pela primeira vez eu via a duvida passando pelos olhos dela. Ela estava começando a vacilar na decisão de ficar com ela.

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– Rachel, você não entende. Eu já tive várias propostas como essa. Mas a dela foi a única que eu considerei. Ela está há um tempo comigo, coisa que eu nunca permiti antes. Antes de Ashley as pessoas apenas passavam pela minha vida. E agora eu não posso simplesmente virar as costas para ela. Não posso mandá-la embora.

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– Claro que pode. Você pode dizer a ela que se enganou. Pode oferecer a sua amizade a ela, como você tem feito todo esse tempo Quinn, dizer a Ashley que ela não é a mulher certa para você. Que você não a ama.

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– E se eu nunca for amar ninguém. Vou ficar sempre sozinha?

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– Eu prometo que você vai amar.

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– Como pode saber? Eu nem mesmo sei o que quer dizer amar alguém.

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– Amar alguém é se importar com alguém, é querer proteger esse alguém de tudo, mesmo que isso custe a sua vida. É ficar feliz apenas por esse alguém sorrir para você. É como se você não mandasse mais em seu corpo, pois tudo que você faz é em reação ao que essa pessoa faz e quer. É não mandar mais na própria vida. É nada no mundo faz sentido sem ter essa pessoa com você.

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Eu falava olhando dentro de seus olhos.

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– Como pode saber tudo isso?-. Ela perguntou com um sussurro.

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Dei um último passo para ela.

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– Eu sei disso, por tudo isso é o que eu sinto por você.

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Ela se assustou com o que eu disse. Ficou estática, e eu me aproveitei para dessa vez me acariciar seu rosto.

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– Eu sinto isso há muitos anos Quinn, e agora que te reencontrei, eu não quero e não vou te perder, não sem antes lutar por você.

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Ela ia abrir a boca para responder, quando assustando a nós duas, uma voz grave com um trovão surgiu.

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– Espero que esteja pronta para lutar comigo então. Lutar e morrer.

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Nos Viramos rapidamente e demos de cara com uma Ashley possessa de raiva a 50 metros de nós.

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Ela nos encarava com fúria e... e olhos vermelho.

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Sem pensar muito eu empurrei Quinn para trás de mim, aqueles olhos vermelhos gritavam perigo pra mim. E não perigo de uma namorada enciumada com o que ouvira, e sim perigo de vida. Eu precisava tirar Quinn daqui antes que essa coisa a machucasse.

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Mas Quinn pareceu acordar de um transe quando eu a empurrei para trás de mim, pois na mesma hora voltou e se colocou na minha frente.

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– Deixe-a fora disso Ashley. Ela só está confusa, não sabe o que fala.

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Ela olhou incrédula para Quinn.

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– Ela vai morrer por ter a ousadia de cobiçar você, minha mulher, minha companheira.

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– Eu não sou sua companheira e você não vai tocar nela.

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Tinha algo de errado na voz dela. Ta tinha tudo de errado na situação. Quinn deveria estar com medo dela e não me defendendo. Ashley deveria estar furiosa sim, mas não falando de matar com tanta naturalidade assim, mas o mais estranho nisso tudo, era que Quinn parecia estar rosnando.

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Tentei puxá-la pra trás mais uma vez, mas ela me impediu ficando firme como uma rocha no lugar.

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– Fique quieta Rachel, não piore tudo. Fique atrás de mim.

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– Quinn, ela vai machucá-la.

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– Eu não vou machucá-la sua criança imbecil, eu vou matar você!!

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– Eu não tenho medo de você-. A enfrentei.

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– Quieta Rachel. – Quinn gritou para mim. – Ashley, você não vai tocar nela

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– Ninguém vai me impedir de matá-la. Você é minha!!!

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– Não sou. Estou avisando, se tentar encostar em Rachel, eu vou lutar com você.

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– Vai lutar comigo por ela? Uma humana inútil? Uma criança?

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– Ashley estou avisando. Sua última chance. Pare agora.

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Então para minha surpresa Ashley rosnou e deu um passo em direção a Quinn e antes que eu pudesse pensar em fazer alguma coisa Quinn me empurrou para trás e eu caí a uns 3 metros, totalmente atordoada.

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Antes que conseguisse ficar de pé, ouvi Quinn falando com alguém.

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– Levem-na daqui agora!

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Então braços fortes me suspenderam.

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Olhei para trás e era Santana me ajudando. E atrás dela, todos os Fabray’s.

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– Vá com Marley Rachel. – Santana falou sem nem sequer olhar para mim.

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– Não eu não posso deixá-la. Ashley vai machucá-la.

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– Nós não vamos permitir. – Puck parecia rugir enquanto falava.

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–Que lindo. Parece que terei a chance de matar toda a família de uma vez.

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Então para meu desespero, foi à vez de Quinn rugir para ela.

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– Vou te matar antes que encoste um dedo neles.

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E então como passe de mágica, ela estava ao lado de Ashley a segurando pelo pescoço.

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Arfei de susto, e como se percebesse meu medo ela olhou para mim, e lá estava mais uma vez o par de olhos mais lindo que eu já vi, lindo e vermelhos como sangue, só que dessa vez eu me assustei.

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Mas que porra é essa?!

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Continua...

Notas finais
Eita nóis e agora?????????
O que será que vai acontecer???O.O
Comenteeeeeeem que voces descobrem kkkkkkkkkkkkkkkkkk
Até o proximo pessoal
sz