Which Side Will Prevail
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Eu espero que gostem
sz
Capitulo anterior:
– Shelby, eu não vim fazer uma simples visita social e já te disse isso. Então vamos direto ao ponto.
– E por onde você gostaria de começar Russel?
– Que tal pelo motivo de você estar me tratando com tanta hostilidade e cinismo.
– Hum, me deixe pensar. Será que é por que por sua culpa eu perdi minha filha!
Ela disse a última palavra se alterando e com um sorriso diabólico nos lábios.
Capitulo atual:
POV Russel
– Como assim perdeu sua filha?
Ela olhava para mim com uma expressão muito estranha. Ela me olhava com ódio, mas tinha um sorriso perverso nos lábios.
– É isso mesmo que você ouviu, eu perdi minha filha e por sua culpa. O único consolo que eu tenho é que não fui apenas eu que perdi. Vocês também a perderam, e depois de tantos anos sofrendo sozinha eu vou amar te ver sofrer enquanto eu te conto tudo.
– De que diabos você está falando?
– Rachel não está mais comigo Russel.
– E onde ela está então?
– Ela fugiu de casa há três anos atrás.
– Fugiu? Por que fugiu?
– Bom, segundo ela, foi por que ela não aguentava mais viver comigo e ter que olhar para mim todos os dias. Afinal ela ainda jura que fui eu que a roubei da “ mãe dela”
– Shelby vamos com calma sim. eu não estou entendendo nada. Você me disse há muitos anos atrás quando eu vim ver a Rachel que ela já te amava como mãe. Que ela estava muito bem. O que mudou?
Nessa hora ela passou a olhar para as próprias mãos. Ficou nervosa. Então sem olhar para mim ela respondeu.
– Eu menti. Ela nunca parou de esperar por vocês.
A raiva me tomou. Eu comecei a enxergar tudo vermelho. Me levantei bem devagar da cadeira.
– Shelby, comece há explicar tudo muito bem. Comece pelo início, e sem rodeios, cinismos ou mentiras, pois eu juro que estou fazendo um esforço sobre natural para não voar no seu pescoço agora mesmo e te matar.
Ela levantou seu olhar para mim, e pude notar em suas feições que ela levou meu aviso a sério.
–Tudo bem. Eu vou contar.
– por que você mentiu para nós na época?
– Por que eu não aguentava mais ser rejeitada por Rachel. Eu morria de ciúmes de vocês. Ela era uma criança completamente diferente quando vocês chegavam. E quando iam embora, a dor que eu via nela... eu não suportava mais aquilo. Eu não queria mentir, tentei apenas mandá-los embora, mas então vocês começaram a ameaçar tirá-la de mim, eu não tive escolha a não ser mentir.
– Você poderia ter nos deixado levar ela embora.
– Nunca! Ela era minha filha. Ela tinha que ficar comigo.
– Que loucura. Você está louca. Você preferiu realizar o seu sonho de ser mãe a ver a felicidade dela.
Ela baixou os olhos claramente envergonhados.
– Tenho que confessar que sim, eu fiz isso.
Eu voltei a me sentar chocado. Estava me sentindo culpado também. Afinal dar Rachel para Shelby havia sido ideia minha. Fui eu o primeiro a confiar nela e a fazer toda minha família confiar também.
– Devolve-la a vocês seria como reconhecer que eu tinha fracassado na minha última tentativa de ser mãe. E eu tinha tanta inveja da sua filha. Quer dizer, Rachel nunca me chamou de mãe. Nunca aceitou meus carinhos, mas em todos os trabalhos escolares que fazia, ou em todos os poemas e presentes para a mãe que ela trazia do colégio quando era cruança, era o nome dela que Rachel colocava. Em tudo ela escrevia, “ para minha mãe Quinn”. Aquilo acabava comigo. Então eu pensei que se vocês sumissem de vez ela não teria mais de onde tirar carinho e só restaria eu para amá-la. Pensei que assim ela se aproximaria de mim.
Ela bufou.
– Mas não importava o quanto eu tentasse ou tudo que eu fazia por ela. Rachel sempre me odiou. Às vezes passava semanas sem me dar um único bom dia. E isso me matava Russel.
Eu olhei para ela e ela estava chorando.
– Sabe, ela ainda continuou esperando por vocês durante alguns anos. Ela não falava nada, mas ficava por horas na frente da janela olhando pra o nada e eu sabia que ela estava esperando por ela e por vocês. Até que um dia alguns anos depois eu a vi sair de perto da janela com raiva. Me lembro de estar tão irritada nesse dia que fui muito rude com ela.
Flashback on
– Que foi Rachel? Não vai esperar a sua mamãe até de madrugada hoje?
Ela olhou para mim com ódio nos olhos
–Não, nunca mais vou esperar por ela, nem por ninguém.
Nesse momento eu sorri. Pensei que ela finalmente tinha se cansado e eu teria finalmente a minha chance. Mas se antes eu tinha sido rude com ela, ela depois foi cruel comigo.
– E você, quando é que vai parar de ter esperanças que alguém que te odeia passe a te amar Shelby?
Flashback off
– Embora eu tenha ido dormir chorando naquela noite com as palavras dela, confesso que ainda tinha esperança Russel. Mas ela piorou muito depois disso. Ela passou a ser encrenqueira, a arrumar brigas na escola. E sempre adorava me desafiar e me escorraçar dentro de casa.
– Ela era assim com todos? Não tinha amigos?
– Tinha. Tinha sim. Não eram muitos, mas ela tinha. E também os professores gostavam dela. E ela também se dava bem de certo modo com Leroy meu marido.
– Então o problema era com você-. Eu afirmei tentando entender tudo aquilo, afinal Rachel era um doce de criança.
– Acho que de certo modo sim. Leroy sempre insistiu que nós não poderíamos obrigá-la a nos amar. Então com o tempo Leroy parou de tentar ser pai e passou a ser amigo. Desse dia em diante o relacionamento deles melhorou muito. Eles conversavam às vezes. Não era sempre que Rachel se abria. Mas sempre que tinha um problema na escola ou com garotas, já que desde sempre ela se mostrou interessada por meninas, Rachel procurava Leroy e nessas horas ele agia como um bom amigo. Ouvia e dava conselhos sem nunca exigir nada. Na maioria das vezes ela se mantinha distante, mas passeavam juntos para parques, shopping, ela sempre assistia uma partida de futebol na televisão ao lado de Leroy ou ia ao estádio com ele, segundo meu marido isso já era o suficiente para ele, mas não para mim, eu queria tudo. Leroy dizia que eu a sufocava. Sempre que Rachel falava comigo diretamente, ela me chamava de Shelby e eu sempre a corrigia nas frases a repetindo e no lugar do meu nome eu falava mamãe. Aí como sempre ela desistia de falar e se isolava por dias. Leroy sempre falou que esse meu comportamento afastava ela, mas eu não conseguia evitar, eu vi Rachel ser carinhosa com sua filha, a vi implorar por ela, a vi a chamar de mãe com amor, e eu não aceitava nada menos que isso. Então cada vez mais nossa relação foi ficando insuportável, até que um dia eu não aguentei mais e joguei na cara dela que apesar dela me tratar tão mal ela só tinha a mim, já que a mulher que ela tanto amava e a família que ela queria, tinham abandonado ela.
Eu olhei para ela sem acreditar no que ela dizia. Eu queria muito matá-la nesse momento.
– Não precisa me olhar com essa cara de quem vai me matar. No mesmo dia em que falei isso ela já me castigou o suficiente. Ela fez as malas e saiu de casa.
POV Rachel
Não isso não podia estar acontecendo de novo. Isso era doentio.
Ela era minha mãe.
Ta tudo bem, isso é um exagero, ela nunca foi minha mãe de verdade, mas era assim que eu a via, pelo menos foi assim que a vi por muitos anos.
Mas eu não podia impedir, não tinha forças. Seu rosto continuava invadindo minha mente.
Seus olhos vermelhos olhavam para mim, um sorriso brotava em seus lábios, e eu ouvia claramente ela chamando meu nome.
Isso era uma tortura.
Me levantei e fui tomar uma ducha gelada.
Mas mesmo em baixo da água gelada eu ainda a ouvia chamando por mim.
Dessa vez ela estava deitada na mata comigo ao seu lado, ela fazia carinhos em mim.
Tentei a todo custo pensar em outra coisa, mas eu já sabia que uma vez que isso começava ou eu ia até o fim, ou ficava com essa tortura por horas em minha mente até eu finalmente ceder.
Fechei meus olhos e me entreguei à sensação.
Na minha mente ela sorria ainda mas agora que eu aceitei e subia em meu colo. Me beijava de uma forma alucinante como eu nunca provei antes.
Sussurrou em meu ouvido.
“não sei por que você luta tanto contra, afinal sou somente eu que sei te dar prazer”
Nesse momento desci minha mão para o meio de minhas pernas e toquei o meu clitóris que estava completamente duro pela excitação. Comecei a me tocar e a medida que ouvia sua voz ou sentia seus beijos eu aumentava a velocidade. Até que sentindo o quão próximo eu estava eu me permiti gozar chamando por ela.
– Quinnnn!!!
Fiquei encostada no azulejo frio me recuperando do imenso prazer que tive. Minha respiração era superficial e meu coração parecia que ia sair do peito de tão rápido que estava.
Na minha mente não existia nada, somente o vazio. Era incrível com uma pessoa podia ter um orgasmo tão incrível apenas em se tocar, mas ao fazer sexo com as mulheres mais lindas que já viu em sua vida, não sentir nada. Tinha que ter algo muito errado comigo. E o mais errado nisso tudo era o fato de eu desejar a mulher que um dia quis que fosse minha mãe.
Abri os olhos sentindo raiva de mim mesmo e soquei o azulejo.
Aiiiiiiii, droga. Com certeza quebrei algum osso.
Tratei de desligar o chuveiro e me enrolar em uma toalha.
Coloquei apenas uma calcinha estilo cuequinha e me joguei na cama de novo. Dessa vez senti o cansaço me tomando, eu dormiria muito bem agora.
POV Quinn
Depois de correr um tempo ao lado de Ashley , nós paramos um pouco em uma cidade qualquer. Já estávamos longe de Lima o que significava que já podíamos caçar.
Mas para não chamar tanto a atenção decidimos esperar pela noite. Afinal, os piores crimes costumam acontecer à noite.
Então para passar o tempo Ashley e eu entramos na floresta densa na cidade e começamos a matar o tempo da melhor forma que sabemos, transando.
Depois de algumas horas de sexo, ela começou a puxar conversa.
– Quinn me desculpe pelo meu comportamento na casa dos seus amigos. Mas eles me irritam com todo aquele papo de não tomar sangue, preservar a vida humana, viver civilizadamente...
– Eu sei Ashley, não precisa se desculpar.
Eu falei automaticamente. Eu olhava para o céu e estava perdida em pensamentos.
– Ei. – ela subiu em cima de mim.- por que está tão distraída assim?
– Só estou pensando.
– Na tal humana?
– Sim.
– Me conte.
– Ashley , você não vai querer saber. Você não suporta nada dos humanos a não ser o sangue é claro.
– Mas eu te amo! E se para entender você melhor eu tiver que passar algum tempo ouvindo sobre uma humana qualquer eu aguento. – ela disse e logo depois me deu um beijo e passou a mão pelo meu corpo.
Me levantei recostei-me em uma árvore.
– Rachel é uma humana que eu salvei há 11 anos atrás. Ela era uma criança de oito anos na época. E ela acabou se apegando a mim, queria que eu fosse sua mãe.
Olhei para Ashley e ela me encarava com uma sobrancelha levantada em descrença.
– Eu sei, eu sei. Quem diria que Quinn remotamente se quer lembraria uma mãe. – eu falei zombando de mim mesma, mas logo fiquei séria de novo.
– Ela era uma moradora de rua, então depois de salva-la eu não pude simplesmente largá-la lá. Então eu a levei comigo e pedi ajuda aos Fabray’s para cuidar dela. Então logo Russel encontrou um lar adotivo para ela e eu sai de sua vida para sempre.
Eu falei resumindo tudo.
– Bom até aí eu estou acompanhando, mas ainda não entendi o porquê do seu ataque quando Judy falou que Russel estava indo atrás dessa tal Rachel. Se você gostou tanto dessa humana — ela não sabia falar a palavra humana sem fazer uma careta – qual era o problema em você vê-la de novo?
– O problema Ashley é que eu não resisto ao sangue dela.
– Ela é sua cantante?
– Sim.
Ouvi Ashley suspirar ao meu lado e o olhei intrigada.
– É uma pena que você goste tanto dela Quinn, você não faz ideia de como é maravilhoso beber do seu cantante.
Na hora eu me levantei e fiquei a sua frente.
– Você já encontrou o seu?
– Sim, foi a mais de 50 anos, e acredite, foi tão especial que eu ainda posso sentir o gosto dele em minha boca.
– Eu jamais beberia da Rachel, por isso que eu quero distancia dela.
Ashley me pegou em seu colo e começou a fazer carinho em minhas costas.
– Eu não sabia que você tinha um lado maternal?
– Eu não tenho na verdade. Nunca tive. Só senti isso com ela.
– Bom, se isso aliviar seu sofrimento nós poderíamos encontrar um jovem para você transformar, assim poderíamos aumentar nosso clã.
Eu na hora pulei de seu colo.
– Nunca faria isso Ashley. Jamais transformaria alguém. Ninguém merece esse castigo. Você sabe bem o que eu penso disso.
Eu a ameacei.
– Nem mesmo pense nessa hipótese. Eu jamais te perdoaria.
– Calma minha bravinha.
Ela falou me pegando de novo em seu colo.
– Adoro o modo como você é arisca sabia. Isso me deixa louca.
Ela já tinha me deitado de novo e subia em cima de mim.
– Vamos esquecer todo esse papo de humanos e família meu amor, vamos fazer o que nós fazemos melhor, sexo e depois caçar.
E logo ela me atacou me distraindo por mais algumas horas.
POV Russel
Eu corria de volta para casa.
Nem me dei ao trabalho de voltar dirigindo meu carro. O larguei em qualquer lugar na cidade e me embrenhei na floresta para poder voltar para casa correndo. Eu precisava contar a minha filha o que eu tinha descoberto, Quinn iria enlouquecer quando descobrisse que a Rachel fugiu de casa há três anos atrás. Nós teríamos que tentar encontrá-la. Nem quero imaginar ela de novo vivendo nas ruas.
Já estava no fim da tarde e eu estava próximo a casa.
Alguém de nossa família teria que ficar ao lado de Quinn o tempo todo, pois não duvidava que ela saísse da rota apenas para matar a Shelby e depois voltasse a procurar a Rachel, eu mesmo tive que usar todo meu autocontrole para não matá-la ao ouvir ela assumindo que mentiu para nós e que Rachel nunca foi feliz ao lado dela, Quinn então iria surtar.
Cheguei em casa e encontrei tudo em silencio. Estranhei, pois desde que minha filha chegou, essa casa ficou uma confusão, primeiro por que a saudade que sentíamos era muita, e todos queríamos ela ao mesmo tempo para conversar e matar as saudades, e a outra era que ninguém suportou a vampira que veio com ela e Ashley a todo momento arrumava briga com alguém, então todo aquele silencio era um péssimo sinal.
Assim que passei pela porta da sala encontrei todos eles sentados e tristes.
– O que houve? Onde esta Quinn Judy?
– Ela foi embora Russel-. Falou e me abraçou, escondendo seu rosto em meu pescoço.
POV Rachel.
Eu acordei e olhei no relógio, já passava das 18 horas. Estava na hora.
Levantei e tomei outra ducha rápida.
Minha mão doía muito, então a enfaixei. Teria que ver isso depois, mas não aqui. Daqui a uns dois dias quando eu fosse embora eu iria a um hospital na próxima cidade.
Coloquei uma calça jeans e uma babyloock preta. Vesti uma jaqueta marrom por cima, pois hoje estava mais frio. Coloquei meu tênis e peguei o dinheiro que tinha conseguido ontem, separei 400 dólares e coloquei no bolso da calça.
Tranquei tudo e saí.
Comecei a vagar pela cidade.
Assim que vi um mercado eu entrei e enchi uma cesta com um monte de besteiras, biscoitos, sucos, bolachas, bolos.
Fui para o caixa e paguei por tudo.
Saí de lá em direção à parte mais pobre da cidade.
Não demorou muito a eu encontrar várias crianças dormindo na rua.
Eu me aproximava delas bem devagar, afinal eu sei que se as assustassem elas fugiriam e não era isso que eu queria.
Uma a uma eu ia me aproximando, e depois de uma breve conversa eu dava a elas algo para comer e também algum dinheiro. Normalmente dava uns 10 dólares para cada uma.
Você deve estar se perguntando se em vez de dar pouco dinheiro para muitas por que eu não dava muito dinheiro para umas duas ou três.
Bom a resposta é simples, se você der muito dinheiro a uma criança de rua apenas duas coisas podem acontecer, ou ela será roubada por alguém mais velho assim que perceber que ela tem dinheiro, ou ela irá gastar com drogas. Então eu fazia a única coisa que podia, eu dava alguma comida que pudesse matar a fome delas temporariamente e dava algum dinheiro que garantiria que elas pudessem dormir em algum lugar quente por alguns dias.
Sim eu não sou uma ladra comum. Eu não fico com tudo para mim, na verdade eu fico apenas com o suficiente para não morrer de fome também e para poder ficar vagando de cidade em cidade. Estou longe de ser uma cidadã exemplar que cuida da parte menos favorecida da sociedade, mas eu faço o que posso do jeito que eu sei.
Quando o dinheiro e a comida acabaram eu voltei para a parte movimentada da cidade me preparando para mais um golpe.
Estava andando já há algum tempo quando minha mão voltou a doer, o que me fez lembrar de tudo que aconteceu essa manha. Eu não gostei, não queria me lembrar disso.
Eu nunca entendi o que acontece comigo.
É claro que sei que isso é errado. Mas não consigo evitar esse desejo avassalador que sinto por ela.
Eu sempre a vi como um anjo, antigamente como minha mãe. Mesmo tendo raiva por ela ter me deixado eu nunca consegui me esquecer dela. Mas depois que eu comecei a crescer, mas precisamente depois dos meus 16 anos as coisas começaram a mudar.
Sempre que eu me pegava pensando nela, me lembrando de como ela era, eu ficava excitada.
No início eu tentei ignorar, mas com o tempo foi piorando, então eu achei que isso era por que eu era virgem, então eu tratei de transar com uma menina que eu namorava no colégio, mas ao contrário do que imaginei, eu não gostei.
A menina adorou, pelo menos eu acho que sim, já que ela ficou um bom tempo atrás de mim querendo de novo, mas a experiência foi tão ruim para mim que eu não quis de novo.
Até que um dia eu não aguentando toda a excitação que sentia pensando nela comecei a me tocar com ela no meu pensamento e o orgasmo que tive foi incrível, então a conclusão que eu cheguei era que a menina com quem eu fui para cama é que era ruim.
Então depois de um tempo eu fiquei com a mãe de um colega meu que dava em cima de mim na maior cara de pau, ela era muito experiente, então saberia me dar prazer.
Mas qual não foi a minha surpresa quando mais uma vez eu não gostei. Gozei é claro, mas tinha a sensação de que era apenas automático. Não tinha um grande prazer nisso, nem mesmo uma satisfação, então quando cheguei em casa mais uma vez me vi pensando nela dessa maneira e mais uma vez me toquei com ela em minha mente e de novo tive um prazer indescritível.
Então eu tive a certeza tinha algo errado comigo.
Procurei o Leroy para ter uma conversa. Ele até que era legal e talvez soubesse me explicar o que estava acontecendo.
Óbvio que não contei tudo, apenas disse que não sentia prazer com outras mulheres, mas que com uma que eu conhecia em meus pensamentos eu me tocava e chegava a um orgasmo incrível, mas nem por um momento falei que essa mulher era a mesma que eu passei anos chamando de mãe, do contrário ele me internaria na mesma hora.
E eu me surpreendi com a resposta que ele me deu.
“ simples Rachel, você está apaixonada por essa mulher. É ela que seu corpo e sua mente quer. Você até pode ter outras, mas é somente com ela que você ira realmente se satisfazer.”
Ótimo! Como se minha vida já não fosse uma merda, ainda tinha que acontecer isso.
Eu me apaixonar por uma mulher que além de ser “minha mãe”, eu nunca mais veria na vida e era muito mais velha que eu.
Perfeito!
Sacudi a cabeça tentando me livrar daqueles pensamentos.
Eu tinha que me focar agora em mais um golpe.
Estava sem paciência hoje então seria apenas uma vez
POV Quinn
Já era noite e eu e Ashley já tínhamos “caçado”.
Eu seduzi um gigolô até um parque deserto de lá eu e Ashley o bebemos.
O imbecil ficou com tanto medo que até tentou me subornar com dinheiro. Idiota. Tirou mil dólares do bolso para que eu o deixasse ir.
Agora Ashley estava em algum lugar se livrando no corpo e eu estava aqui em cima de uma árvore descansando e esperando ela voltar.
POV Rachel.
O que eu fiz hoje não saia da minha cabeça, e isso não estava deixando com que eu fosse “trabalhar”, então eu decidi fazer uma coisa que raramente eu fazia... Me drogar.
Ainda tinha 50 dólares no bolso então podia me dar ao luxo de gastar 20 com isso.
Encontrei rápido um beco com um vendedor e comprei um comprimido de êxtase.
Depois de uns 15 minutos, a droga começou a fazer efeito. Decidi me sentar um pouco e esperar meu corpo se adaptar aquilo, e logo depois eu partiria para algum bar.
Avistei um parque à frente. Ótimo era lá que eu iria relaxar um pouco.
Assim que comecei a caminhar pelo parque os efeitos da droga foram aumentando. Eu me sentia invencível. A própria mulher maravilha.
Mas logo que entrei em uma área arborizada eu notei um monte de notas de dinheiro espalhadas pelo chão.
Olhei em volta e não vi ninguém. Bom melhor assim. Talvez hoje eu não precisasse enganar ninguém para ganhar dinheiro.
Me abaixei e comecei a catar as notas. Mas um barulho me fez levar um susto e logo uma voz falou.
– Que coisa feia. Sabia que pegar o que não é seu é roubo?
Eu estava paralisada. Não era possível. Eu conhecia aquela voz. Poderia se passar mil anos e eu ainda iria reconhecer aquela voz.
Só podia ser a droga, sim era isso. Eu estava alucinando!
Então lentamente eu me virei só para ter certeza de que a voz era uma alucinação.
Mas para meu desespero, pior que a voz, era a materialização da mulher a minha frente.
Puta merda!!
Essa droga era boa mesmo. Eu nunca alucinei com tamanha perfeição. Ela estava exatamente como eu me lembrava. E ainda mais linda se possível.
Eu fiquei um tempo encarando a mulher a minha frente com a certeza de que ela era uma alucinação.
– Você não fala garota? O que houve?
Ela deu dois passos a frente.
– O gato comeu sua língua?-. Voltou a falar.
Ela brincava, mas ao mesmo tempo parecia estar preocupada com meu estado catatônico. E o principal, seus olhos não estavam vermelhos, eram verdes. Eles sempre eram vermelhos em minha mente. Então... então eu não estava alucinando. Quinn estava mesmo na minha frente. Depois de tantos anos eu encontrei meu anjo.
– É você... é você mesmo. Meu anjo-. Sussurrei
Continua...
Notas finais
Vamos esperar para ver o que acontece agora...
Se eu tiver muuuuuitos comentarios nesse capitulo, eu posto o proximo hoje a noite, assim que eu chegar da faculdade
Bejos meu amores
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